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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Turbilhão de emoções em 2020

2020 começou com a retirada do chão sob meus pés...

Minha mãe teve um AVC no início de janeiro e logo depois surgiu a pandemia.

No meio disso tudo, uma das minhas filhas-cachorra ficou doente e depois de um tempo de muita luta para tentar salvá-la, ela acabou morrendo.

O mais incrível de tudo é que quando percebi, já estávamos em dezembro e será Natal dentro de alguns dias - a vida seguiu adiante, como se nada tivesse acontecido!

Como vim parar aqui e agora?

Depois de muita dor e muito aprendizado, estou aqui  resistindo e tentando absorver tudo que aconteceu e que ainda está acontecendo, da melhor maneira possível.

Em muitos momentos, estar no fundo do poço parecia intransponível, mas eu sabia que havia algum motivo maior para eu estar vivendo tudo isso, não podia ser em vão.

Hoje estou voltando a viver de uma forma mais tranquila, dentro do que é possível viver.

Tenho praticado meditação diariamente, o melhor aprendizado que fiz nesse período, realmente faz muita diferença na vida em geral. 

Estou também fazendo consultas com psiquiatra e com psicóloga  para tratar uma depressão que surgiu muito forte no meio de todas essas situações desafiadoras, mas tive a sorte de encontrar bons profissionais e hoje em dia estou bem melhor.



sexta-feira, 12 de junho de 2020

OVNI em Porto Alegre

Quando eu tinha uns 11 anos, início dos anos 70, estava brincando com outras crianças à noite, na frente da casa de uma tia, na Rua Anchieta, Bairro Glória - Porto Alegre e de repente, notei que havia algo enorme no céu pairando sobre nós, em formato de disco, muito iluminado.

Não lembro muitos detalhes, quem estava comigo, nem o que fizemos depois disso...

Passados tantos anos, muitas vezes evito falar sobre o assunto porque parece que tudo que falar, possa ser criação da minha imaginação, já que faz muitos anos que isso aconteceu.

Dias atrás estava no YouTube assistindo alguns vídeos de alguns pesquisadores e ufologistas, e vi um relato de um tipo de luz (ponto de luz) que estava surgindo em vários pontos no Brasil, durante o dia...

Logo após isso, estava com minha mãe no pátio de casa, tomando sol, e ela falou ter visto um ponto luminoso no céu.

Uns dois dias depois disso, eu estava olhando para o céu, pela manhã e também vi um ponto luminoso que inicialmente não dei importância...

Olhando mais atentamente, percebi que se tratava de algo no mínimo estranho, pela trajetória e pela luz emitida.

Foi então que chamei uma pessoa que estava comigo e ela também viu o objeto, antes que desaparecesse no horizonte.

Na verdade, valeu a pena ter apenas observado o fenômeno, sem me preocupar em filmar ou fotografar.


domingo, 25 de agosto de 2019

Supermãe, Superfilha

Estava conversando com um amigo e ele me perguntou como é ter os filhos morando comigo...

Eu disse que é maravilhoso e aproveito ao máximo, porque sei que daqui a pouco eles vão viver a vida deles e não vou ter mais esse prazer diário.

Compreensível e desejável - tudo que queremos é que nossos filhos sejam felizes, perto ou longe da gente.

Meu amigo então, concluiu dizendo que além de ser supermãe, sou superfilha.

Concordei plenamente já pensando sobre o assunto, porque além de tudo, sou superfilha única!

Refleti então, e percebi que devo desculpas a todas as pessoas que eu amo e que não são filhos ou minha mãe, porque muitas vezes não sobra energia e tempo para que eu possa me dedicar demonstrando todo afeto que sinto por elas.

Aproveito para pedir 'desculpas'  também, a minha casa, que muitas vezes fica tão bagunçada - meu tempo tem dono e paro tudo por um momento de prazer com meus amores.







sábado, 1 de setembro de 2018

O dia da cirurgia - retirada das próteses de silicone e mastopexia


Os preparativos para cirurgia de retirada de silicone e mastopexia, começaram com jejum - fiz jejum de 8 horas com pouca água e não pude tomar nada de água nas últimas 2 horas, anteriores a cirurgia, o que foi muito pior do que não poder comer.

Quando cheguei ao hospital, por volta das 6h30, encaminhei os assuntos burocráticos e em seguida fui chamada por uma enfermeira.

Troquei a roupa e fui para um local onde se encontravam outras pessoas que também iriam se submeter a algum procedimento estético.

Uma delas me perguntou o que iria fazer e quando falei que iria retirar as próteses e fazer mastopexia, percebi que uma outra senhora me olhou surpresa – naquele momento, preferi não causar polêmica e não entrei em detalhes sobre os meus motivos.

Ficamos conversando e nisso minha médica foi até o local e já me senti mais segura, adoro ela!

Em seguida o anestesista me chamou e nos dirigimos para uma sala reservada onde ele me fez uma série de perguntas e saiu da sala.

Logo após, entrou minha médica, conversamos, ela fez as marcações e fomos caminhando e conversando para a sala de cirurgia.

Chegando lá, encontrei toda a equipe e o anestesista, que iniciou os procedimentos, me explicando cada ação.

A primeira coisa que ele perguntou foi  se eu queria que o ‘acesso’ fosse na mão ou no braço.

Disse que ele poderia escolher o melhor local, então ele explicou que na mão, embora fosse mais dolorido, seria mais fácil de me movimentar após a cirurgia, concordei na hora.

Depois disso ele colocou uma máscara de oxigênio no meu rosto e me perguntava de tempos em tempos se eu estava ficando relaxada - eu disse, umas duas ou três vezes que não estava sentido muita coisa...

Então, ele disse que iria introduzir uma medicação que me faria dormir e em pouquíssimo tempo "apaguei".

Só acordei por volta do meio-dia, na sala de recuperação com minha médica falando comigo e me perguntando se eu queria ligar para minha mãe – eu disse que sim (eu havia pedido isso num das consultas que fiz com ela).

Tentei falar da forma mais normal possível com minha mãe, já que o objetivo da ligação era acalmá-la...

Depois disso fiquei muito bem e estranhando muito o fato de praticamente não ter dor.

Pedi água algumas vezes e fiquei feliz quando percebi que podia tomar quantos copos quisesse.

Passado um tempo, veio uma enfermeira com um comprimido para dor (tylex) e eu disse que não estava precisando de nada, mas como ela insistiu, acabei tomando.

A seguir a mesma enfermeira, que me acompanhou o tempo inteiro, até a alta, me trouxe um cardápio de lanches, escolhi um sanduíche de queijo e suco de maçã – quando ela trouxe, comi tudo e me senti bem.

Fiquei um tempo conversando com duas senhoras que estavam ocupando leitos bem na frente do meu e por volta das 16h30, recebi a notícia de que receberia alta em breve, tendo em vista que não havia enjoado depois do lanche e desde que fizesse xixi.

Quando veio minha médica para assinar a alta, aproveitei para perguntar se eu deveria deitar quando chegasse em casa e ela disse que não, que eu poderia ficar na sala, assistindo TV...

A seguir fui levada para o banheiro, fiz xixi, a enfermeira ajudou a me vestir e em seguida fui conduzida para uma sala onde estavam outras mulheres que estavam comigo, no mesmo local anterior.

Disseram que meu marido estava vindo, me deram dipirona, antes de tirarem o 'acesso' e quando ele chegou, conversamos e ele se dirigiu a recepção para acertar os detalhes da alta.

Enquanto isso chegou a enfermeira com a cadeira de rodas e fiz minha primeira 'arte': esqueci que não poderia fazer força com os braços e só depois de já estar na cadeira que percebi meu erro. 

Quando passei da cadeira para o carro, para ir para casa, fui mais cuidadosa.

Chegando em casa fui recepcionada no pátio da minha casa, por várias pessoas da minha família que eu amo tanto e fiquei extremamente feliz, mas pedi para entrar em casa e sentar, claro que todos entenderam.

A noite foi tranquila, considerando que foi a primeira que dormi com a barriga para cima e com uma pilha de travesseiros.

Penso que a retirada das próteses e a mastopexia foram muito mais tranquilas do que foi o implante, em todos os aspetos: dor, mal estar, dependência absoluta para levantar da cama, tudo!



domingo, 11 de fevereiro de 2018

Batom

Adoro batom, especialmente os vermelhos - lembro de usar desde criança - claro que provavelmente eram os da minha mãe.

Há um tempo atrás, me olhando no espelho, percebi que nos últimos dias não estava usando maquiagem nenhuma e, inclusive, estava deixando de lado meus batons.

Logo que percebi isso, lembrei que essa mudança havia acontecido desde a morte da Mel, minha filha-bicho...

Na ocasião, fiquei tão desenergizada e estagnada, que qualquer cor que se aproximasse de mim seria rejeitada, eu não conseguiria entrar em sintonia.

Precisei viver o cinza e os tons pastéis em geral, porque acho que luto é isso - ficamos meio que no piloto automático, sem muita vontade própria, sem muita interação com as pessoas e situações ao nosso redor, apenas vivendo um dia após o outro.

Passei por dias em que o único cuidado era garantir minha sobrevivência e dos seres que, de alguma forma, dependem de mim para viver.

Agora que estou melhor com a grande ajuda do tempo, recomecei a usar meus batons - comecei com um rosa discreto e agora já estou usando o meu 'vermelho sangue' preferido - é a vida que segue...

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Batom vermelho

Adoro batom, especialmente os vermelhos - lembro de usar desde criança, provavelmente eram os da minha mãe.

Há um tempo atrás, me olhando no espelho, percebi de que nos últimos dias não estava usando maquiagem nenhuma e, inclusive, estava deixando de lado meus batons.

Logo que percebi isso, lembrei que essa mudança havia acontecido desde a morte da Mel, minha filha-bicho...

Fiquei tão desenergizada que qualquer cor que se aproximasse do meu corpo, seria rejeitada, eu não conseguiria entrar em sintonia.

Precisei viver o cinza e tons pastéis em geral porque acho que luto é isso, ficamos meio que no piloto automático, sem muita vontade própria, sem muita interação, apenas vivendo um dia após o outro.

Passei por dias em que o único cuidado era garantir minha sobrevivência e dos seres que, de alguma forma, dependem de mim para viver.

Agora que estou melhor com a grande ajuda do tempo, recomecei a usar meus batons - comecei com um rosa discreto e agora já estou usando o meu 'vermelho sangue' preferido - é a vida que segue...


sábado, 13 de janeiro de 2018

Amor, Morte, Aceitação, Gratidão

O grande mistério que envolve a morte de qualquer ser, me remete a uma total falta de controle que nós humanos temos sobre o assunto.

Minha 'filha de quatro patas' - um anjo, como todo animal, morreu dia 10 de janeiro - quinta-feira passada.

Mais uma vez me senti impotente, não podendo fazer nada - o que tinha feito, a princípio, foi o que estava a meu alcance e agora só me resta aceitar.

Essa impotência diante desse fato é algo que estou aprendendo a lidar, ainda é muito difícil e dolorido, mas não me resta outra alternativa.

O que fica é um imenso amor que ela recebeu da família, de veterinários, de amigos.

Inicialmente ela foi rejeitada pelos donos, mas foram somente 45 dias de rejeição porque a partir do momento que ela foi adotada por nossa família, não faltou amor em nenhum outro instante.

Obrigada à Clê, que por 13 anos também foi uma mãe maravilhosa para minha filha e agora, mesmo à distância, mantinha esse amor incondicional.

Não podia ter escolhido um nome melhor para a doce Mel.

Aproveito para agradecer a todos amigos e parentes que se manifestaram nos dando apoio para suportar este momento tão delicado em nossas vidas - esse carinho está sendo fundamental para que possamos seguir em frente.

Obrigada também do fundo do meu coração para todos que estiveram pertinho de nós nos dando apoio profissional com muito amor e competência:
- Veterinária Lisiane, Lu e toda equipe da clínica 'Patas e Focinhos' que tiveram tanto carinho, amor e competência em todos os momentos, especialmente os finais e mais difíceis da vida da minha amada filha...
- Veterinária Denise, Priscila e a toda a equipe maravilhosa e incansável do Centro de Fisioterapia 'Mundo à Parte' que foram como a 'segunda família' da Mel, durante estes anos e onde ela recebeu amor de todas as formas imagináveis.

Um agradecimento especial a uma pessoa que foi como uma 'mãe à primeira vista' da Mel, a Camila.

Ela chegou num momento perfeito e pode conviver, amar e ajudar a Mel, no seu último e mais difícil ano de vida.

Eu, como toda mãe, amarei minha filha para sempre e meu único desejo agora, é que ela esteja bem - onde quer que ela esteja...



sábado, 6 de janeiro de 2018

Filhos

Uma das coisas que aprendi ao longo da vida é evitar conversar sobre filhos com quem não os têm.

Como aprendi? 

Foi a partir da minha vivência, lembro o que eu pensava a respeito antes de ter meus filhos, cheia de teorias.

Quando me tornei mãe, logo percebi que as coisas seriam muito diferentes na prática, aqueles livros e teorias pouco me ajudaram, muitas vezes até atrapalharam.

Mas dia desses, não pude evitar e acabei iniciando uma conversa sobre o assunto com uma amiga que eu não via há muitos anos e que não tem filhos.

Conversávamos sobre outros assuntos e de repente entramos no assunto "filhos".

Conforme a conversa acontecia, ela começou a fazer um discurso emocionado, crítico, irônico e de certa forma agressivo sobre a mãe que ela pensava que eu era e, chegou a prever o quanto vou sofrer no futuro!

Ela sabe que sou uma mãe que ama, diz que ama e que tem atitudes que demonstram todo esse amor!

Sim, sou uma mãe que ama exageradamente, mas tenho certeza que todo esse amor ajudou a construir estes dois homens maravilhosos que eu tenho como filhos e muito pouco prejudicou a formação deles - se é que isso aconteceu.

Quem os conhece bem (não é o caso dessa minha amiga) pode confirmar isso - sei que sou suspeita para fazer elogios...

Aliás, sempre recebemos muitos elogios com relação aos dois - de amigos, pais de amigos, colegas, professores.

Quanto a conversa com minha amiga, ela seguiu dizendo que eu vou sofrer muito quando eles saírem de casa e forem viver suas vidas.

Eu respondi que sabia disso, mas que se eles estiverem felizes, eu irei superar com certeza esse sofrimento e irei compartilhar dessa felicidade, mesmo que a distância.

Notei que ela nem ouviu o que eu disse e continuou falando: "tu vai sofrer, haha".

Muito decepcionante...

Como lidar com uma situação dessas?

Na hora da conversa congelei, fiquei muito triste porque percebi que havia algo por trás de toda aquela agressividade, já tinha vivido isso com uma outra amiga - que depois, me pediu desculpas num ato de humildade e sabedoria.

Conheço muitas pessoas que não tem filhos e vivem muito bem, mas não era o caso - percebi na hora que ela tinha sérios problemas com relação a esse tema.

Tudo mais que eu falasse naquela hora, iria soar como ofensa - preferi então me calar.

Nós que amamos demais nossos filhos, muitas vezes incomodamos muito os que não tem a felicidade de viver essa experiência - que para mim, é a melhor coisa que aconteceu nesta vida.







quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A árvore e eu

Sempre percebi que eu tinha uma conexão muito forte com árvores e florestas em geral...

Quando estava lendo um livro maravilhoso sobre a Lei da Atração e a autora, em algum momento, sugeriu que deveríamos ter algo simbólico a fim de nos ajudar a proporcionar um reequilíbrio em situações difíceis, não tive dúvida de que meu símbolo seria uma árvore.

Dias atrás, comecei a ter uma sensação de que algo de bom iria acontecer, alguma coisa maravilhosa aconteceria através de um nascimento. 

Fiquei dias com esta sensação e comecei a tentar adivinhar  o que poderia estar acontecendo.

Pensei que alguém muito próximo poderia estar grávida ou grávido, mas achei pouco provável.

Então resolvi aceitar aquele sentimento intuitivo e só me restou esperar...

Ontem, aconteceu algo maravilhoso quando eu estava me preparando para tomar banho de sol em minha casa, perto de uma árvore - uma bergamoteira, que eu amo muito e por quem já lutei inúmeras vezes.

Sim, lutei para que ela permanecesse naquele local, mesmo estando ‘ameaçando a integridade’ de um toldo novo - o antigo teve que ser substituído e segundo o funcionário da empresa que fez a troca, ela havia sido a grande responsável pelo estrago. 

Claro que nunca acreditei nisso e sempre a defendi e, de diversas formas tentei fazer com que ela se desviasse daquele toldo - inclusive através de conversas pedindo para que ela colaborasse.

Antes disso, havia descoberto que ela jamais daria frutos - um segredo que era meu,  da minha mãe e dela.

Na época esse diagnóstico foi feito por um agricultor de uma feira ecológica que eu frequentava e, portanto, acreditei que isso era verdade.

Para mim e para minha mãe isso era irrelevante, existe tanta gente que não só não produz bons frutos como também destroem os que outras pessoas produzem...

Havia pensado que ‘produzir bons frutos’ seria um ótimo argumento para protegê-la de possíveis ‘predadores’ mas percebi que teria que conseguir outros.

Bem, voltando ao dia de ontem...

Estava olhando para esta linda árvore e de repente vejo uma pequena frutinha, um bebê-fruta lindo! 

Na verdade, olhando melhor, vi que ela estava cheia de frutinhas!

Lembrei imediatamente daquela sensação que estava tendo - ali estava o motivo. 

Fiquei muito emocionada e feliz!

Sensação de puro amor!

Mais uma vez me lembrei de Osho e de tantas outras pessoas sábias que nos dizem que podemos aprender muito com as plantas e com os animais...

Pura verdade, ontem aquela árvore me ensinou algo fundamental sobre intuição e me ajudou a reforçar a crença de que é possível nos comunicarmos, trocarmos energia e muito amor.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"inSEGURANÇA PÚBLICA"

Mais uma coisa importante que veio através das minhas leituras sobre A LEI DA ATRAÇÃO...

É sobre o amor - ter amor e não ter amor.

Segundo o que li tudo que acontece na vida está relacionado a esse binário, mesmo que às vezes não pareça ter relação.

Por exemplo, se pegarmos um tema bem atual, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde estamos vivendo o pior governo (desgoverno) da história do estado: SEGURANÇA PÚBLICA.

O governo atual, ao invés de solucionar os problemas, conseguiu implementar ações que só pioraram muito o problema e tornaram o Estado do Rio Grande do Sul um dos piores lugares para se morar no Brasil.

E pensando mais a fundo sobre essa situação que nos torna prisioneiros em nossas próprias casas, existem vários questionamentos que devemos fazer neste momento.

Quem são os assaltantes e assassinos que protagonizam estas situações? 

Na grande maioria são pessoas que não receberam amor...

A prova disso é a frieza com que tiram a vida de suas vítimas, muitas vezes por uns trocados ou por um celular.

Como não receberam amor, muitas vezes elas não têm amor para dar e por isso se torna mais fácil agredir, roubar e até matar.

E o amor ao qual me refiro, deve vir junto com cuidados básicos especialmente durante a infância e a juventude.

Também falta aquele olhar do adulto, que muitas vezes pode salvar uma criança ou um jovem da delinquência.

Não estou aqui querendo justificar a violência, mas apenas tentando entender mais a fundo, até porque tudo que vejo é uma busca de solução com o foco direcionado às consequências e não com o foco nas causas do problema.

A criminalidade nas ruas é apenas o resultado de uma sociedade falida e o que temos que descobrir é o que está gerando este caos.

A que tipo de família pertencem essas pessoas que cometem crimes? Quem são seus pais? Onde estão?

Inevitavelmente entro em outra esfera da discussão, que para mim é o X da questão - Planejamento Familiar!

Hoje existe um novo formato de família, que merece atenção de governos e da sociedade - a família formada por mãe e filhos.

Sendo que esses filhos são, geralmente, sustentados pela mãe e pelos avós - aposentados que, na maioria, mal conseguem suprir suas próprias necessidades.

O pai é ausente em algum grau - está presente eventualmente ou "desapareceu para sempre".

Lembro sempre daquela pesquisa, feita há algum tempo em prisões aqui Brasil, no nordeste, com apenados de vários graus - a maioria não conhecia seu pai ou se conhecia, não tinha convivência.

Outra questão importante é observarmos que muitas vezes essas crianças são filhas de outras crianças, pré-adolescentes!

Criança precisa de amor, cuidados básicos e um olhar atendo de adultos.

Se não houver respostas a pelo menos esses três requisitos básicos, corremos um risco muito grande de perdermos esses jovens para o crime.




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Cateterismo

Acho que até o nome assusta - CATETERISMO.

Esse é o nome do exame que minha mãe fez hoje - passamos todo o dia no Hospital.

Claro que estava preocupada, mas tentei ao máximo não sofrer por antecipação.

Além do que, o exame foi feito no melhor hospital da cidade quando o assunto é Coração e onde trabalham excelentes médicos.

Sendo assim, dias antes resolvi manter a mente com foco naquilo que eu queria que acontecesse e não ao contrário, como geralmente fazemos.

Aproveito este momento para agradecer a maravilhosa escritora Rhonda Byrne (autora do O Segredo, O Poder e A Magia) por ter me ensinado uma das coisas mais importantes que aprendi nesta vida.

Geralmente, sentimos, pensamos e falamos muito mais sobre o que não queremos, do que sobre o que queremos que aconteça em nossas vidas.

E como já sabemos, através da comprovação feita pela física quântica - pensamentos criam realidades. 

Resolvi então aproveitar este momento mais delicado para colocar em prática, mais uma vez, tais ensinamentos.

O resultado não poderia ter sido outro - tudo deu certo!

Aproveitei também para levar minha confiança e gratidão pelo Universo, distribuindo alegria  através de sorrisos sinceros, palavras de conforto e otimismo, a todas as pessoas que encontrei tristes, nervosas ou sem muita esperança.

Claro que recebemos da mesma forma, muito carinho e atenção em todos os momentos.

É maravilhoso transbordar de amor! Ainda mais num local em que muita gente chega sem nenhuma esperança de que as coisas possam melhorar...

E muitas vezes quando conseguimos ajudar a reverter - ainda que minimamente - uma situação dessas, sentimos com maior intensidade a presença maravilhosa de um Universo que é puro amor!



sábado, 12 de setembro de 2015

Meus filhos, eu, minha mãe e os Smarthphones

Quando começo a alterar um pouco o tom da minha voz, com minha mãe, durante a explicação de alguma coisa no seu smartphone, eu lembro imediatamente dos meus filhos quando peço alguma explicação no meu smartphone.

Da mesma forma que eu perco a paciência com minha mãe, eles também não têm muita paciência comigo.

Ainda bem que essa lembrança me ajuda, e geralmente eu volto a ficar tranquila e consigo dar a atenção que ela merece.

Aquela conversa de que a gente entende melhor as nossas mães e os nossos pais quando chegam nossos filhos, é uma grande verdade.

Claro que existem outras formas, mas essa é muito imediata.

No caso dos meus filhos, eu entendo porque sei que eles sempre têm milhões de coisas para fazer e o tempo que eles têm, sempre é pouco.

Mas com relação a minha rotina atual, posso, quero e devo reservar um tempo para a mulher mais importante da minha vida.

Hoje aconteceu novamente e logo em seguida veio uma "luz": 

Eu tenho é que agradecer por ter minha mãe, com a idade que ela tem, linda e maravilhosa usando seu smartphone para curtir e compartilhar fotos, se comunicar com amigas, jogar e muito mais!



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Minha mãe na balada

Hoje durante a madrugada me aconteceu algo inusitado...

Minha mãe foi para a balada ontem à noite, como geralmente acontece.

Só que como ela está bem gripada e com tosse, fiquei preocupada - então resolvi ligar.

Ela não atendeu minha ligação, mas como havia dito que voltaria de van, do mesmo modo que foi, tentei me acalmar...

Fiquei pensando, realmente minha mãe se transformou em minha filha!

É pior do que quando meus filhos vão para a balada...

Deve ser porque eles geralmente atendem minhas ligações.

Hoje falando com ela, perguntei porque ela não atendeu o celular, ela então respondeu:

- O som estava muito alto, Maga!

Até a resposta é a mesma que muitos filhos usam como justificativa para seus pais, quando são cobrados por não atenderem o celular.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Parada!

Torci o pé dia 16 de abril, subindo as escadas aqui em casa.
Estava carregando muitas sacolas, errei um degrau e caí.
Quando conto para as pessoas que caí da escada por esse motivo, eu imagino que elas devam pensar que eu tenha exagerado nas compras para mim, mas não, eram compras para meus filhos.
Quem mora em casa com escada, pode entender melhor - quando subimos para o andar superior, queremos aproveitar ao máximo e levamos tudo que podemos como se tivéssemos cabides ao invés de braços.
No momento que aconteceu, pensei: quebrei o pé e vou ter que parar com tudo que estou fazendo!
Fomos para o hospital e depois de ter feito várias radiografias, na consulta final com o médico, ele me disse que era "apenas uma torção", não havia quebrado nada.
Por alguns segundos fiquei feliz e pensei que conseguiria manter pelo menos algumas das minhas atividades... Foi quando o médico me disse que não poderia fazer nada, apenas esperar e repousar!
Ainda tentei negociar, perguntando se poderia fazer "meio treino"...
Imaginei que alguém poderia me levar até a academia de cadeira de rodas e então, não haveria nenhum problema.
Ele respondeu de forma enérgica que não, eu ficaria imobilizada e que deveria voltar em três dias para uma nova consulta.
Na nova consulta, ele reforçou dizendo que eu não poderia fazer nada nos próximos dias, que deveria voltar depois de 10 dias e indicou que eu começasse a fazer fisioterapia o mais rápido possível.
Foi nesse momento que percebi que teria que me superar: de repouso na Páscoa, não!!!
Costumo entrar no espírito da Páscoa muito antes do dia - quando ao entrar no supermercado vejo o paraíso através daqueles túneis de chocolate...
E só saio deste espírito de Páscoa muitos dias depois do domingo.
Páscoa para mim é um período sagrado, não por motivos religiosos, mas porque Páscoa para mim sempre foi sinônimo de chocolate liberado.
Como já havia comprado alguns chocolates para uso doméstico e alguns para dar de presente para meus filhos, minha mãe, minha sogra, meus afilhados, dá para imaginar o que aconteceu!
Restou pouca coisa, comi todos os chocolates para uso doméstico e grande parte dos presentes, só sobraram alguns poucos ovos (respeitei o símbolo), um roupão que havia comprado para a minha nora, que não come chocolate e uma bandana para um afilhado que também não gosta muito - sorte deles, que os presente não eram comestíveis!
Agora, espero estar no final deste processo, embora todos os dias as fisioterapeutas reafirmem o que o médico do hospital e a fisiatra disseram - nada de caminhar, nada de treino, nada de zumba!
Antes deste incidente, eu estava com minha agenda diária lotada de compromissos, sem tempo para respirar.
Penso que nada acontece por acaso e estou até repensando esse estilo de vida que acabei adotando.
Dia 16 de abril, o Universo disse: parada!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Arroz

Sempre que fazemos churrasco em casa, eu sou a última opção para fazer o arroz...

Somente sou a escolhida quando ninguém mais está disponível para realizar a tarefa - um porque está ocupado fazendo o churrasco, outro porque não sabe fazer mesmo (seria uma escolha ainda pior, porque poderia causar até mesmo um incêndio), outro porque só chegará na hora que for servido o churrasco, outros porque são convidados, e etc.

Bem, hoje fui a escolhida e acabo de lembrar que a panela está no fogo e pode estar queimando!

Ainda bem que resolvi aproveitar o tempo ocioso e fazer esta postagem, porque só assim consegui salvar o arroz e impedi que ficasse carbonizado.

Depois, já na hora de almoçarmos, quando coloquei o arroz na mesa, disse brincando e para causar reações:

- Foi a mãe quem fez - já esperando uma reação imediata dela.

- Não fui eu nada, foi a Maga! – disse ela rapidamente, para que ficasse claro que ela não tinha nada a ver com o assunto.
 

Inclusive, o tom que ela usou poderia se traduzir desta forma: não comam, porque deve estar horrível!

Para ajudar, minha sogra complementou, sugerindo que eu tinha um estilo bem próprio para fazer arroz - estilo unidos venceremos.


Ainda bem que não tenho ambições na área da culinária, porque se dependesse da minha família... Incentivo zero!


sexta-feira, 15 de março de 2013

Eu, minha Mãe e o Chocolate



Na saída do trabalho, resolvi dar uma carona para minha mãe.

Até aí, tudo bem.

No caminho para casa, aquele engarrafamento super previsível  e insuportável.

Cansada, depois de um dia de trabalho, disse para ela que estava com muita vontade de comer um chocolate.

Minha mãe, inesperadamente, me ofereceu uma barra grande que tinha dentro da bolsa e eu feliz e triste ao mesmo tempo, aceitei a oferta.

Feliz porque amo chocolate e triste porque nenhum regime sobrevive às milhares de calorias existentes numa barra grande, independente do tipo e da marca que for.

Claro que devorei quase toda a barra - deixei apenas um pedacinho para ela.

Se não consigo resistir quando tenho um chocolate morando na mesma casa que eu, imaginem estando dentro de um carro e ainda num engarrafamento...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sucrilhos

Tenho três filhos. Inicialmente foi difícil de aceitar, afinal só tinha escolhido ter dois.
Minha mãe é minha terceira filha.
Como os três se relacionam? Muitas vezes, além dela ser minha filha, ela é também irmã do meu filho mais novo. Com relação ao meu filho mais velho ela cumpre sempre o papel de avó, o que às vezes também fica complicado.
Já não basta a disputa por atenção que existe entre os três - meu marido e meus dois filhos?
Quando ela está num desses momentos irmãzinha do meu filho, é terrível. Agora mesmo acabou de acontecer uma briga porque ela estava comendo o sucrilhos que ele havia guardado para comer mais tarde - como ele está com uma virose, esse é um dos poucos alimentos que ele tolera comer sem enjoar. E como só tem uma caixa pela metade...
Essa transferência aconteceu quando minha avó morreu - eu devia de ter uns cinco anos de idade. Minha amada mãe era extremamente dependente de minha avó. Quando ela faltou, imagino que ela tenha olhado para todos os lados a procura de alguém para substituí-la e na falta de outra pessoa, sobrou para mim. Foi aí que eu me tornei mãe da minha mãe... I
Minha mãe é o grande amor de minha vida, só não sei se esse amor tem relação com amor de mãe ou de filha. Também não tenho dúvida do amor que ela sente por mim - não sei se é...
Mas o que importa é que, no meio dessa confusão toda, aqui em casa não falta amor, muito amor!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Professor Feliz

Meu filho estava me esperando num restaurante e quando cheguei, sugeri a ele que trocássemos de mesa porque minha mãe também jantaria conosco.

Quando fizemos a troca, ele percebeu que havia esquecido o seu guarda-chuva na mesa que estava ocupando antes, e quando se moveu para levantar, veio na sua direção uma menininha de uns sete anos com um sorriso imenso, tendo nas mãos o objeto esquecido como se fosse uma joia de grande valor.

Sua mãe observava de longe, parecia orgulhosa com a atitude da filha.

Meu filho sorriu agradecendo, também muito feliz.

Fiquei perplexa diante daquele momento mágico, sem entender muito bem o motivo de tanta felicidade.

Foi nesse instante que ele me disse que aquela garotinha era sua aluna de música.
 
Fiquei emocionada com a cena – entendi mais uma vez o porquê dele ter escolhido essa carreira.

Ele adora ser professor e não é à toa que este ano, com apenas 21 anos, já está concluindo um curso de pós-graduação na área de educação musical.

Quando com 17 anos ele iniciou, simultaneamente, os dois cursos: Direito e Licenciatura em Música, no meu íntimo, sabia qual dos dois seria abandonado (ou pelo menos adiado)...

domingo, 21 de novembro de 2010

"Trem das Onze"

A minha postagem sobre o fato de ser filha única fez com que eu me lembrasse de algo intimamente ligado a esse “problema”.
Quando criança, sempre que meu pai ouvia a música Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, me chamava e fazia brincadeiras. Embora soubesse que ele não fazia por mal, odiava calada cada vez que isso acontecia.
A associação que faço até hoje, quando ouço essa maldita música, é automática. Odeio desde o primeiro acorde e acho que tudo de ruim que eu sentia por ser filha única, depositei nessa canção.
Para quem não conhece a música, ela conta a história de um homem, filho único, que não pode ficar com a amada porque precisa voltar para casa e sua mãe não dorme enquanto ele não chegar.
Muito embora hoje em dia essa questão de ser a única filha já esteja mais bem resolvida na minha vida, sobrou a raiva que sinto da música.
Ainda bem que geralmente temos criatividade para poder superar, ou pelo menos conviver bem, com nossos traumas...

domingo, 14 de novembro de 2010

A primeira festa infantil de Amy

Hoje, foi a festa de aniversário de 12 anos de uma menina que eu amo muito e por isso, não poderia deixar de ir. Até porque ela não só nos mandou convite, como reforçou pelo MSN.
Até aí tudo bem, só que eu tive uma idéia que desde o início eu sabia que seria, no mínimo, cansativa.
Fomos eu, minha mãe, a filha de minha prima, de 12 anos e ... a Amy! Para quem conhece minha filha-bicho-mais-nova já pode imaginar o que eu passei.
Eu resolvi que a levaria quando fui me arrumar para sair e vi, nos seus olhinhos, uma certa tristeza, como se ela soubesse que iria ficar sozinha. Morri de pena...
Pensei também, que como a festa seria numa casa com pátio enorme, não haveria maiores problemas.
Quanto a dona da casa, a mãe da aniversariante, ela é minha prima e nos criamos juntas como irmãs. Sabia que ela não se importaria que eu levasse a Amy.
Só que eu esqueci de um detalhe: festa de criança tem o que mesmo? Muitas outras crianças! E a Amy como não está acostumada com crianças, ainda mais correndo ou em movimento, ficou completamente nervosa, latiu quase que o tempo inteiro!
Cheguei em casa como se tivesse participado de dez maratonas, estou exausta...