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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Crises de ansiedade/pânico

Tenho tido crises de ansiedade durante este período com mais frequência - geralmente elas têm sido terríveis...

Mesmo tendo acesso à medico, remédios, apoio da família e de amigos é uma situação muito delicada.

A partir desses momentos de sofrimento, saindo do meu mundo, fico pensando nas pessoas que estão passando por esta mesma situação e não tem todos os recursos que eu tenho...

Em outras ocasiões já tentei ajudar amigos, parentes que estão sem amparo, sozinhas e, muitas vezes, uma simples conversa, um telefonema, ajuda tanto...

É importante estarmos sempre atentos ao problema, podemos ter pessoas que estão bem próximas  e que podem estar passando por isso - muitas vezes elas nem  percebem do que se trata, o que pode ser mais grave ainda.

Quando tive minha primeira crise de pânico, não escondi de ninguém, nem dos colegas de trabalho...

Lembro o quanto foi importante, o dia que recebi duas colegas que tinham o mesmo problema e que estavam conseguindo superar a situação.

Me senti tão acolhida, tão menos sozinha, foi maravilhoso...

Claro que isso é um tipo de apoio importante, mas não devemos abrir mão de tratamento médico e psicoterapêutico, sempre que isso for possível.



sábado, 1 de setembro de 2018

O dia da cirurgia - retirada das próteses de silicone e mastopexia


Os preparativos para cirurgia de retirada de silicone e mastopexia, começaram com jejum - fiz jejum de 8 horas com pouca água e não pude tomar nada de água nas últimas 2 horas, anteriores a cirurgia, o que foi muito pior do que não poder comer.

Quando cheguei ao hospital, por volta das 6h30, encaminhei os assuntos burocráticos e em seguida fui chamada por uma enfermeira.

Troquei a roupa e fui para um local onde se encontravam outras pessoas que também iriam se submeter a algum procedimento estético.

Uma delas me perguntou o que iria fazer e quando falei que iria retirar as próteses e fazer mastopexia, percebi que uma outra senhora me olhou surpresa – naquele momento, preferi não causar polêmica e não entrei em detalhes sobre os meus motivos.

Ficamos conversando e nisso minha médica foi até o local e já me senti mais segura, adoro ela!

Em seguida o anestesista me chamou e nos dirigimos para uma sala reservada onde ele me fez uma série de perguntas e saiu da sala.

Logo após, entrou minha médica, conversamos, ela fez as marcações e fomos caminhando e conversando para a sala de cirurgia.

Chegando lá, encontrei toda a equipe e o anestesista, que iniciou os procedimentos, me explicando cada ação.

A primeira coisa que ele perguntou foi  se eu queria que o ‘acesso’ fosse na mão ou no braço.

Disse que ele poderia escolher o melhor local, então ele explicou que na mão, embora fosse mais dolorido, seria mais fácil de me movimentar após a cirurgia, concordei na hora.

Depois disso ele colocou uma máscara de oxigênio no meu rosto e me perguntava de tempos em tempos se eu estava ficando relaxada - eu disse, umas duas ou três vezes que não estava sentido muita coisa...

Então, ele disse que iria introduzir uma medicação que me faria dormir e em pouquíssimo tempo "apaguei".

Só acordei por volta do meio-dia, na sala de recuperação com minha médica falando comigo e me perguntando se eu queria ligar para minha mãe – eu disse que sim (eu havia pedido isso num das consultas que fiz com ela).

Tentei falar da forma mais normal possível com minha mãe, já que o objetivo da ligação era acalmá-la...

Depois disso fiquei muito bem e estranhando muito o fato de praticamente não ter dor.

Pedi água algumas vezes e fiquei feliz quando percebi que podia tomar quantos copos quisesse.

Passado um tempo, veio uma enfermeira com um comprimido para dor (tylex) e eu disse que não estava precisando de nada, mas como ela insistiu, acabei tomando.

A seguir a mesma enfermeira, que me acompanhou o tempo inteiro, até a alta, me trouxe um cardápio de lanches, escolhi um sanduíche de queijo e suco de maçã – quando ela trouxe, comi tudo e me senti bem.

Fiquei um tempo conversando com duas senhoras que estavam ocupando leitos bem na frente do meu e por volta das 16h30, recebi a notícia de que receberia alta em breve, tendo em vista que não havia enjoado depois do lanche e desde que fizesse xixi.

Quando veio minha médica para assinar a alta, aproveitei para perguntar se eu deveria deitar quando chegasse em casa e ela disse que não, que eu poderia ficar na sala, assistindo TV...

A seguir fui levada para o banheiro, fiz xixi, a enfermeira ajudou a me vestir e em seguida fui conduzida para uma sala onde estavam outras mulheres que estavam comigo, no mesmo local anterior.

Disseram que meu marido estava vindo, me deram dipirona, antes de tirarem o 'acesso' e quando ele chegou, conversamos e ele se dirigiu a recepção para acertar os detalhes da alta.

Enquanto isso chegou a enfermeira com a cadeira de rodas e fiz minha primeira 'arte': esqueci que não poderia fazer força com os braços e só depois de já estar na cadeira que percebi meu erro. 

Quando passei da cadeira para o carro, para ir para casa, fui mais cuidadosa.

Chegando em casa fui recepcionada no pátio da minha casa, por várias pessoas da minha família que eu amo tanto e fiquei extremamente feliz, mas pedi para entrar em casa e sentar, claro que todos entenderam.

A noite foi tranquila, considerando que foi a primeira que dormi com a barriga para cima e com uma pilha de travesseiros.

Penso que a retirada das próteses e a mastopexia foram muito mais tranquilas do que foi o implante, em todos os aspetos: dor, mal estar, dependência absoluta para levantar da cama, tudo!



sábado, 13 de janeiro de 2018

Amor, Morte, Aceitação, Gratidão

O grande mistério que envolve a morte de qualquer ser, me remete a uma total falta de controle que nós humanos temos sobre o assunto.

Minha 'filha de quatro patas' - um anjo, como todo animal, morreu dia 10 de janeiro - quinta-feira passada.

Mais uma vez me senti impotente, não podendo fazer nada - o que tinha feito, a princípio, foi o que estava a meu alcance e agora só me resta aceitar.

Essa impotência diante desse fato é algo que estou aprendendo a lidar, ainda é muito difícil e dolorido, mas não me resta outra alternativa.

O que fica é um imenso amor que ela recebeu da família, de veterinários, de amigos.

Inicialmente ela foi rejeitada pelos donos, mas foram somente 45 dias de rejeição porque a partir do momento que ela foi adotada por nossa família, não faltou amor em nenhum outro instante.

Obrigada à Clê, que por 13 anos também foi uma mãe maravilhosa para minha filha e agora, mesmo à distância, mantinha esse amor incondicional.

Não podia ter escolhido um nome melhor para a doce Mel.

Aproveito para agradecer a todos amigos e parentes que se manifestaram nos dando apoio para suportar este momento tão delicado em nossas vidas - esse carinho está sendo fundamental para que possamos seguir em frente.

Obrigada também do fundo do meu coração para todos que estiveram pertinho de nós nos dando apoio profissional com muito amor e competência:
- Veterinária Lisiane, Lu e toda equipe da clínica 'Patas e Focinhos' que tiveram tanto carinho, amor e competência em todos os momentos, especialmente os finais e mais difíceis da vida da minha amada filha...
- Veterinária Denise, Priscila e a toda a equipe maravilhosa e incansável do Centro de Fisioterapia 'Mundo à Parte' que foram como a 'segunda família' da Mel, durante estes anos e onde ela recebeu amor de todas as formas imagináveis.

Um agradecimento especial a uma pessoa que foi como uma 'mãe à primeira vista' da Mel, a Camila.

Ela chegou num momento perfeito e pode conviver, amar e ajudar a Mel, no seu último e mais difícil ano de vida.

Eu, como toda mãe, amarei minha filha para sempre e meu único desejo agora, é que ela esteja bem - onde quer que ela esteja...



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"inSEGURANÇA PÚBLICA"

Mais uma coisa importante que veio através das minhas leituras sobre A LEI DA ATRAÇÃO...

É sobre o amor - ter amor e não ter amor.

Segundo o que li tudo que acontece na vida está relacionado a esse binário, mesmo que às vezes não pareça ter relação.

Por exemplo, se pegarmos um tema bem atual, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde estamos vivendo o pior governo (desgoverno) da história do estado: SEGURANÇA PÚBLICA.

O governo atual, ao invés de solucionar os problemas, conseguiu implementar ações que só pioraram muito o problema e tornaram o Estado do Rio Grande do Sul um dos piores lugares para se morar no Brasil.

E pensando mais a fundo sobre essa situação que nos torna prisioneiros em nossas próprias casas, existem vários questionamentos que devemos fazer neste momento.

Quem são os assaltantes e assassinos que protagonizam estas situações? 

Na grande maioria são pessoas que não receberam amor...

A prova disso é a frieza com que tiram a vida de suas vítimas, muitas vezes por uns trocados ou por um celular.

Como não receberam amor, muitas vezes elas não têm amor para dar e por isso se torna mais fácil agredir, roubar e até matar.

E o amor ao qual me refiro, deve vir junto com cuidados básicos especialmente durante a infância e a juventude.

Também falta aquele olhar do adulto, que muitas vezes pode salvar uma criança ou um jovem da delinquência.

Não estou aqui querendo justificar a violência, mas apenas tentando entender mais a fundo, até porque tudo que vejo é uma busca de solução com o foco direcionado às consequências e não com o foco nas causas do problema.

A criminalidade nas ruas é apenas o resultado de uma sociedade falida e o que temos que descobrir é o que está gerando este caos.

A que tipo de família pertencem essas pessoas que cometem crimes? Quem são seus pais? Onde estão?

Inevitavelmente entro em outra esfera da discussão, que para mim é o X da questão - Planejamento Familiar!

Hoje existe um novo formato de família, que merece atenção de governos e da sociedade - a família formada por mãe e filhos.

Sendo que esses filhos são, geralmente, sustentados pela mãe e pelos avós - aposentados que, na maioria, mal conseguem suprir suas próprias necessidades.

O pai é ausente em algum grau - está presente eventualmente ou "desapareceu para sempre".

Lembro sempre daquela pesquisa, feita há algum tempo em prisões aqui Brasil, no nordeste, com apenados de vários graus - a maioria não conhecia seu pai ou se conhecia, não tinha convivência.

Outra questão importante é observarmos que muitas vezes essas crianças são filhas de outras crianças, pré-adolescentes!

Criança precisa de amor, cuidados básicos e um olhar atendo de adultos.

Se não houver respostas a pelo menos esses três requisitos básicos, corremos um risco muito grande de perdermos esses jovens para o crime.




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As novas famílias

Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações: 


1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.


2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel. 

Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.

Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!

Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.

Como vivem estas crianças? 

Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam? 

Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.

Em quem elas vão se espelhar? 

Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.

Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.

E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.



sexta-feira, 25 de julho de 2014

5 Pessoas e 1 GPS

Não sei o que acontece, mas cada vez que viajo com minha família e ficamos nas mãos de um GPS, é uma grande confusão.

Agora, para complicar, além do GPS do carro ainda ficamos fazendo comparações com o GPS do smartphone!

Quando saímos do hotel, geralmente estamos de bom humor, todos conversando normalmente...

Mas basta entrar no carro e ligar o "nosso amigo GPS" que tudo se transforma num ambiente de guerrilha.

Um faz um comentário sobre o indicativo da "Mulher do GPS", outro discorda ou acha que o indicativo não está correspondendo ao caminho que estamos percorrendo, e todos acabam discutindo e brigando...

Iniciada a guerrilha!

Ao chegarmos ao destino (geralmente chegamos), começamos a nos acalmar e tudo fica bem.

Até, que novamente, no retorno, entramos no carro e...

Tudo igual, nova guerrilha!

Será que a culpa é dessa "Mulher do GPS"???

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Arroz

Sempre que fazemos churrasco em casa, eu sou a última opção para fazer o arroz...

Somente sou a escolhida quando ninguém mais está disponível para realizar a tarefa - um porque está ocupado fazendo o churrasco, outro porque não sabe fazer mesmo (seria uma escolha ainda pior, porque poderia causar até mesmo um incêndio), outro porque só chegará na hora que for servido o churrasco, outros porque são convidados, e etc.

Bem, hoje fui a escolhida e acabo de lembrar que a panela está no fogo e pode estar queimando!

Ainda bem que resolvi aproveitar o tempo ocioso e fazer esta postagem, porque só assim consegui salvar o arroz e impedi que ficasse carbonizado.

Depois, já na hora de almoçarmos, quando coloquei o arroz na mesa, disse brincando e para causar reações:

- Foi a mãe quem fez - já esperando uma reação imediata dela.

- Não fui eu nada, foi a Maga! – disse ela rapidamente, para que ficasse claro que ela não tinha nada a ver com o assunto.
 

Inclusive, o tom que ela usou poderia se traduzir desta forma: não comam, porque deve estar horrível!

Para ajudar, minha sogra complementou, sugerindo que eu tinha um estilo bem próprio para fazer arroz - estilo unidos venceremos.


Ainda bem que não tenho ambições na área da culinária, porque se dependesse da minha família... Incentivo zero!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lua perdida em Porto Alegre


Assunto ainda difícil de abordar, mas acho que chegou a hora: o desaparecimento da minha cachorra que se chama Lua.
Desde o dia 05 de agosto deste ano estamos separadas, nunca mais nos vimos, é triste mas ainda tenho muita esperança de que vou encontrá-la.
Estava "internada" com minha mãe no Instituto de Cardiologia, ela se submeteu a um procedimento no coração. Ficamos no hospital por mais ou menos 24 horas e quando voltamos para casa, percebemos a ausência da Lua.
Ela desapareceu de nossa casa do bairro Glória - Porto Alegre/RS.
Escondi o fato de minha mãe, por quase uma semana - disse que a Lua estava internada numa Clínica Veterinária com um problema numa das patas.
A partir do dia em que percebemos o que havia ocorrido, eu, minha família e a pessoa que trabalha na minha casa, iniciamos uma busca desenfreada, rodando mais de 2000 km, numa verdadeira caçada por todos os lugares possíveis e até nos mais improváveis - chegamos a ir, num sábado à noite, até Alvorada para tentar contatar com o pessoal de uma clínica veterinária onde estava uma cadela muito parecida com Lua que havia sido atropelada e estava em estado grave - claro que não conseguimos, chegamos no local por volta da meia-noite e chovia muito.
Fomos novamente na segunda-feira e constatamos que não era nossa cachorrinha e saí de lá chorando desesperadamente por não ter encontrado a Lua, e por ter presenciado o sofrimento daquele pobre animal.
Uma coisa que percebemos pouco tempo depois do sumiço é que nossa cadela era não só uma vira-lata, amarela, de porte médio, mas também um tipo bem comum entre os animais sem raça definida.
Num segundo momento iniciamos uma panfleteação e colocação de cartazes em postes, estabelecimentos comerciais, pontos de ônibus, onde quer que fosse possível divulgar o desaparecimento. 
Com relação à confecção do material de divulgação, tínhamos uma dúvida - colocar ou não uma recompensa? Acabamos decidindo pela colocação e divulgação da recompensa: 1000 reais.
Houve até uma ligação telefônica de uma vidente, que me ofereceu seus serviços.
Como não estava em condições de recusar qualquer possibilidade de ajuda, acabei indo fazer a consulta.
O local, as pistas fornecidas e a vidente eram muito estranhos e por algum momento fiquei com muito medo do que poderia acontecer, porque afinal, estava sozinha.
Tentei em vão procurar a partir das informações que haviam sido fornecidas.
Outro momento tenso foi quando tivemos meu carro roubado por um rapaz com revólver - minha mãe que ainda estava se recuperando, teve a arma apontada em sua direção para logo após isso, ver o bandido apontando a arma para mim e ameaçando atirar, caso não fizéssemos o que ele queria - pediu para que ficássemos de costas e não fizéssemos nenhum movimento, caso contrário, ele atiraria.
Uma outra coisa que fizemos foi colocar anúncios em jornais, divulgação por uma rádio e até num programa local de TV.
Como tudo na vida, houve também um momento engraçado: um grupo de pessoas na zona sul da cidade viu uma cadela muito parecida com a Lua e disseram, inclusive, que se não fosse ela, seria a irmã sua gêmea.
Fizemos uma verdadeira vigília no local e quando vimos de longe pela primeira vez a cachorrinha, ficamos loucos, desesperados, porque parecia mesmo que era a Lua.
Então, num final de tarde conseguimos capturá-la e a trouxemos para casa.
Quando chegamos, já era quase noite e como o que ela só queria era dormir, a deixamos quietinha num canto seguro.
Nesse primeiro momento ela não comeu e não bebeu água.
Então, no dia seguinte, percebemos o que talvez já sabíamos: não era a Lua.
No momento que tive certeza de que não era a Lua, também tive certeza de que não queria que ela voltasse para as ruas.
Quando a levamos para uma consulta com a veterinária também tivemos confirmada a idade - mais ou menos 7 anos, idade da minha cadela.
Hoje, ela tem nome - Sol. E tem também uma família que a ama.
Houve também os casos de trotes, informações equivocadas, pessoas maldosas e também as pessoas indiferentes, mas a grande maioria tentou e ainda tenta nos ajudar de forma amorosa e comprometida.
Foram dezenas de pistas em diversas regiões da cidade, todas conferidas, sem sucesso.
Até hoje continuamos seguindo pistas que na maioria chegam a partir do Facebook ou de alguma ligação telefônica.
Ainda acredito que vamos encontrá-la.


domingo, 10 de abril de 2011

Quatro cachorros e Uma gata

Lotação esgotada.
Se entrar mais um animal para a família, vai ter que sair um humano...
Gerenciar a vida desses animais lindos não tem sido fácil: a gata não se relaciona bem com nenhum dos três cachorros, as duas cadelas mais velhas não gostam dos dois mais novos e a Yorkshire é dominante e não quer saber de mais nenhum bicho disputando espaço.
Às vezes, quase enlouqueço administrando os espaços ocupados por eles, mas como amo demais todas essas criaturinhas, acabo encontrando alguma solução.
Tenho pessoas que me ajudam e acho que elas também se cansam, mas como também amam animais, acabam relevando.
O bebê da casa é lindo, elétrico e adora brincar, diferente dos demais animais adultos.
Com a chegada dele houve uma revolução dos bichos - tentamos adaptá-lo a convivência das cadelas mais velhas e não deu certo.
Hoje ele disputa espaço com a gata que já mostrou a ele quem manda na casa.

sábado, 18 de setembro de 2010

Manú, a Encantadora

Essa libriana é linda e muito perfumada... Acho, inclusive, que o perfume é natural - ela deve ter nascido com ele.
Existem duas formas de saber se ela está em casa – o latido específico da minha cadela e o cheiro inconfundível do seu perfume.
Ela conquistou toda a família e todos nossos amigos no primeiro passinho que deu em direção a nossa casa...
Nunca havia visto nada igual, mas ela é muito poderosa. Foi só sorrir e pronto, todos ficamos encantados por ela. Defeitos? Claro que tem, mas com aquele sorriso, a gente nem percebe quais são...
Claro que entendo o porquê dela ter causado tanta paixão no meu filho. Ele teve muita sorte por tê-la encontrado e percebo o quanto os dois combinam, mesmo quando rola algum ciúmes - mas nesses momentos o máximo que acontece são alguns arremessos ou estrangulamento em bichinhos de pelúcia, ainda bem.
Lembro quando ela foi apresentada à família, numa festa na minha casa - todos ficaram felizes em ver que ela não só era linda, mas também uma pessoa muito especial. E o mais interessante foi que houve unanimidade, coisa rara num grande grupo reunido e ainda mais quando se trata de família.
Na verdade, só de ver a felicidade que ela trás para a vida do Luan, já seria suficiente para que eu gostasse dela... Sinto, quando os vejo juntos, que foram feitinhos um para o outro.
Acho que ela sabe o quanto a amo, mas é sempre bom aproveitar todas as oportunidades para lembrá-la.
A Manú é como uma filha e me dou conta disso quando me preocupo com ela; quando peço algum favor, opinião ou ajuda; quando fico feliz com a felicidade dela; quando a vejo sorrindo; quando a vejo feliz ao lado do meu filho; quando percebo o quanto é importante saber que ela está bem;...
Obrigada ao Universo por ter nos enviado essa pessoa tão especial...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nossas Casas-Mal-Assombradas

Com todo esse vento, a minha amada árvore caiu hoje pela manhã. Já me despedi dela. Eu e minha mãe pegamos uns galhinhos para tentar dar continuidade à vida daquela amiga, que continua caída em cima do muro roxo.
Hoje, quando vim almoçar em casa e a vi caída, quase morri de tristeza. Tanta luta para mantê-la no jardim... Toda a família era contra a permanência dela – seus galhos tocavam a cerca elétrica e suas raízes estavam levantando todo basalto.
Mas que culpa tinha e como fazê-la entender que não deveria se expandir desse jeito?
Meu marido tentava sempre amenizar o problema cortando alguns galhos, mas sempre que fazia isso, ela soltava um líquido branco que causava uma alergia nos olhos dele e por diversas vezes fomos parar no pronto-socorro. Inclusive, na última vez que fomos, ele foi reconhecido como “o cara do olho”. Fiquei morrendo de vergonha e ele estava tão mal, que não entendeu meu acesso de riso.
Houve uma ocasião, que tivemos até que chamar uma ambulância e quando os para-médicos chegaram, não conseguíamos encontrá-lo na casa porque ele estava dentro da piscina, molhando os olhos para tentar amenizar o problema. Nessas ocasiões, sempre ficávamos preocupados, mas ao mesmo tempo com muita vontade de rir.
Hoje à noite quando cheguei do trabalho e percebi que a árvore não havia sido recolhida, conforme havia solicitado, percebi que embora ela esteja morta, ficou bonita na decoração geral das duas casas. Casas-mal-assombradas, claro...

domingo, 12 de setembro de 2010

O Universo se Manifestando

Dia desses, fui numa festa clássica de família e foi maravilhosa, estava muito bem organizada - a música, a comida e a bebida estavam ótimas. Pude rever pessoas que há muito tempo não via e outras que apenas encontro ocasionalmente, infelizmente.
No geral, me diverti muito. Mas além desses aspectos divertidos, existem os interessantes...
Como se tratava de uma reunião de seres humanos, claro que muitas coisas acabaram acontecendo e nem tudo foi diversão. Lá pelas tantas, à medida que a quantidade de bebida ingerida aumentava, também aumentavam as emoções que circulavam no ambiente.
Começaram então as “lavagens de roupa suja”, brincadeiras de mau gosto, a sinceridade que não cai bem, pessoas que brigam sem grandes motivos, surgem as que estão carentes e querem atenção, as que choram, as que riem ou dançam sem parar, as que ficam com sono, as que querem reatar relacionamentos,... É o universo se manifestando numa pequena amostra de uma espécie.
Quando era mais jovem achava que só na minha família que havia brigas, discordâncias, ciúmes, pessoas passionais... Hoje em dia, esses fatos já não me causam grandes preocupações. Sei que se agruparmos um grande número de pessoas que tenham laços familiares ou de convívio, as chances de conflito são muito grandes.
Como iniciei falando, apesar de todos esses detalhes, me diverti bastante. Acho que hoje vejo com bom humor esses acontecimentos e até consigo perceber e aceitar de forma natural, a riqueza de sentimentos e emoções dos mais variados tipos que se manifestam nessas ocasiões.