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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Retirada das próteses de silicone - como lidar com esse assunto

Dia desses estava no vestiário da academia com uma amiga que também tem próteses, e comentei com ela que em breve terei que ficar fora porque irei fazer o explante – aliás, é uma das partes que mais me chateia, mas a minha bike horizontal sempre me socorre nessas horas, os médicos liberam bem antes da academia - inicialmente, de forma moderada.

Minha amiga perguntou o porquê dessa atitude e eu expliquei resumidamente...

Foi quando ela me disse que adorava as dela e se mostrou muito satisfeita - parei de falar no assunto com ela, temos que respeitar a opinião das pessoas.

Nesse dia percebi que tenho que ter cuidado ao falar sobre o assunto, afinal a grande maioria das mulheres com as quais eu convivo e que tem um bom poder aquisitivo, têm próteses nos seios.

É claro que se alguma delas quiser conversar sobre o assunto, atualmente já aprendi bastante (embora tenha muito a aprender), já posso argumentar de forma eficiente - são muitos trabalhos científicos provando os malefícios que o uso de próteses de silicone pode causar.

Um dos pontos piores para mim é que nós, que temos próteses, vivemos como numa "roleta-russa", nunca saberemos quando, como e onde será o dia da nossa segunda cirurgia - pode ser um momento tranquilo e programado, pode ser um momento de tensão e urgência, pode ser imediatamente a após a colocação, pode ser daqui alguns anos, pode ser quando já estivermos idosas e tivermos nossa saúde geral debilitada - tudo pode acontecer!


terça-feira, 5 de junho de 2018

Terceira médica - retirada das próteses de silicone


A terceira médica também foi indicada pelo meu mastologista.

Começando pelos pontos negativos, tenho que falar sobre a duração da consulta - eu tinha muitas perguntas, mais logo que esclarecido o essencial ela já foi conduzindo nossa conversa para o final e sugeriu sutilmente que o restante será tratado na próxima vez, quando eu trouxer o exame que ela pediu.

Sobre o curriculum dessa cirurgiã, é maravilhoso, com mil cursos no exterior, etc...

Num primeiro momento conversamos sobre o essencial, ela examinou a minha última mamografia e pediu que eu fizesse uma ressonância sem contraste para ter uma ideia mais precisa sobre o estado das minhas próteses e ainda pediu que eu descobrisse a marca - existe uma que ela não opera por não ter experiência e por ser um processo muito complicado.

Logo após, fomos para sala de exames e ela verificou que dá para perceber algumas irregularidades apenas pelo toque, fiquei mais preocupada ainda.

Quando retomamos a conversa, ela disse que concordava que a retirada do silicone é a melhor solução e que a cirurgia seria bem complexa, eu devo ter bastante tecido cicatricial.

Ela ainda falou sobre os problemas de cicatrização que tive e disse que é possível tomar alguns cuidados como, por exemplo, usar um fio de sutura especial - vi que ela ficou bem preocupada nesse aspecto e falou que para ela, saúde e estética tem igual importância.

No final, me atrevi a mostrar algumas fotos que eu havia selecionado para deixar claro quais eram minhas expectativas com relação a tamanho e formato aproximados - ela me jogou um "balde de água fria" dizendo que na maioria das fotos as mulheres usavam silicone e como eram jovens e provavelmente não tinham amamentado por tanto tempo quanto eu, ela não poderia garantir nada.

Outro ponto fundamental foi quando falei da retirada das próteses “em bloco” e ela não definiu nada, porque disse que embora seja o ideal, primeiro quer ver a ressonância magnética.

No geral, gostei da médica, percebi que ela tem experiência, competência e penso em voltar para uma segunda consulta para levar o exame.




sexta-feira, 11 de maio de 2018

Transferência de gordura nos seios, uma alternativa


Ontem, após a consulta com o mastologista, relatei aqui  minha preocupação com relação à retirada das próteses de silicone dos meus seios - ele disse que ficarão menores que tamanho 42.

Veio então, uma pessoa maravilhosa, de um grupo de apoio para retirada de próteses de silicone, do qual faço parte, uma informação valiosíssima que pode me ajudar e ajudar muitas mulheres que estejam enfrentando o mesmo impasse que eu enfrento - o uso de transferência de gordura corporal para os seios.

Já aproveito para agradecer muito a esse grupo que mais uma vez me dá ideia do que fazer, apoio e esclarecimentos que provavelmente eu  não teria de outra forma.

Até então o que sabia sobre esse assunto, era que essa gordura poderia calcificar e com isso, dificultar as imagens das mamografias - naquela ocasião, coloquei um ponto final no assunto.

Agora, falando com essa pessoa que é extremamente bem informada, percebi que ela tem razão - é um milhão de vezes melhor tu ter a tua própria gordura apenas deslocada no teu corpo, do que ter um corpo estranho e que pode causar tantos danos à tua saúde.

Procurando na internet algum registro sobre transferência de gordura, encontrei fotos de uma clínica em Lisboa que faz esse trabalho, porém pelo que observei o aumento dos seios não é substancial, mas faz uma diferença incrível, especialmente no meu caso, que quero apenas um pequeno aumento.

Acho que é a técnica perfeita e muito mais simples de realizar, sem falar no custo, certamente muito menor se compararmos com o da colocação de implantes de silicone.

Resta agora, encontrar algum médico aqui em Porto Alegre, que faça esse procedimento -  até já incluí na lista de perguntas que vou levar nas próximas consultas que farei mais com dois cirurgiões plásticos.





domingo, 6 de maio de 2018

Mais dois médicos

Amanhã irei marcar consulta com mais 2 médicos rumo a retirada das próteses de silicone nos seios.

A primeira médica disse que  meus seios ficariam tamanho 42 - eu gostaria que ficassem 44 ou no máximo entre 42 3 44.

Isso me assusta um pouco porque desde sempre tive seios grandes e mesmo quando fui fazer a redução e mastopexia, pedi ao cirurgião que eles ficassem tamanho 44, mas no final das contas continuei com o tamanho 46...

Ter seios pequenos deve ser no mínimo estranho, tendo em vista que, quando adolescente, meus seios cresceram rápido demais e eu sempre me lembro da sensação de tentar escondê-los, principalmente de homens "tarados”.

Atualmente é normal as mulheres denunciarem qualquer tentativa de abuso, mas na minha adolescência o comum era nos fecharmos, sequer falávamos muito sobre esse assunto.

Então, foi só na idade adulta que curti um pouco ter seios grandes, usar determinadas roupas e até 1 ano atrás, meus seios estavam quase que perfeitos, apenas as cicatrizes incomodavam um pouco.

Por isso, me ver diante de uma redução tão grande no tamanho deles, realmente me deixa um pouco insegura.

Esse é um dos motivos que me leva a consultar outros profissionais, ouvir o que eles têm a dizer e de agora em diante fazer todas as perguntas.





quarta-feira, 2 de maio de 2018

Não quero silicone - parte 3

O "Não quero silicone" dos títulos, foi uma maneira que encontrei de ressaltar qual deveria ter sido minha resposta quando fui à primeira consulta com o cirurgião plástico, para apenas fazer uma redução de mamas e um lifting e ele sugeriu, de maneira incisiva, que eu deveria colocar as próteses de silicone porque, caso contrário, os resultados da cirurgia durariam apenas 1 ano.

Espero que com estas postagens possa pelo menos fazer com que algumas mulheres pesquisem melhor sobre o assunto e, caso optem por colocação de silicone nos seios, estejam conscientes dos riscos para sua saúde e também saibam que certamente voltarão em algum momento para a mesa de cirurgia, por algum motivo relacionado às próteses.

Eu pensei que nunca mais precisaria fazer alguma intervenção cirúrgica estética nos meus seios, afinal um médico havia me dito isso e eu acreditei nele porque afinal ele tinha formação acadêmica e isso, de alguma forma, me deu segurança.

Hoje, marquei consultas com 2 médicas, embora não saiba quando poderei fazer a retirada das próteses - um das minhas cadelas provavelmente precise passar por uma cirurgia importante e preciso cuidar dela - ela é minha prioridade no momento.

Enquanto isso, eu vou fazendo o que deveria ter feito desde o início - pesquisar muito sobre os (as) médicos (as) e vou fazer várias consultas com profissionais diferentes, até formar uma opinião e fazer a escolha certa.

Vou fazer aqui o relato de tudo: consultas, considerações finais após cada consulta - até chegar ao médico escolhido, cirurgia e pós-cirurgia.

Espero com isso, influenciar mulheres para que tenham todas as informações possíveis, antes de tomarem qualquer decisão - se eu conseguir pelo menos isso, já terá valido a pena essa iniciativa.




Não quero silicone - parte 2

Tenho uma dor recorrente na altura do quadril - perto do que se chama culotes, já faz alguns anos.

Como já fiz exames e nada de grave ficou constatado, acabei esquecendo de investigar melhor e suportando a dor quando ela surge.

Agora, pesquisando sobre silicone, tendo em vista que vou fazer uma reparação nos seios, li vários comentários num grupo do Facebook, sobre mulheres que também têm próteses e sentem a mesma dor.

O mais incrível é que muitas delas são jovens e, até então, já estava pensando que eu estava com um processo inicial de artrose nessa região, aos 50 e poucos anos...

Antes de fazer esta constatação eu já havia decidido retirar as próteses, agora então, tenho mais certeza ainda de que essa é a melhor solução.

Quando fui pesquisar melhor sobre o uso de silicone, fiquei completamente apavorada com relação a quantidade de estudos científicos que comprovam  quantos  malefícios o uso de próteses de silicone podem trazer para nossa saúde.

Sem falar dos inúmeros relatos de mulheres que transformaram suas vidas e voltaram a ter mais saúde depois da retirada das próteses - muitas das doenças relatadas por elas, simplesmente desapareceram!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mulheres no poder?

Numa época onde o grande evento cultural parece ser o empoderamento feminino, ouvir certos comentários me faz repensar em que situação real estamos.

Está havendo uma polêmica porque uma cantora sertaneja fez um comentário bem infeliz sobre o relacionamento que estão tendo um casal no Big Brother Brasil - no casal, o homem é noivo e a mulher é solteira.

A referida cantora, culpou a mulher por estar "perseguindo o pobre homem"!

Como disse, a mulher é solteira e o comprometido é o homem, mas parece haver uma total inversão de sentido!

Esse comportamento absurdo ainda faz parte de uma linha de defesa que muitas mulheres agregam ao seu comportamento: ainda culpamos as mulheres quando nossos companheiros nos traem, como forma de ainda assim, mantermos nossos relacionamentos.

Enquanto nós não tivermos superado questões desse tipo é complicado pensarmos em igualdade de gênero, porque os homens sempre estarão protegidos e podendo fazer o que bem entenderem - o mesmo não valendo para nós mulheres.






sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Feministas e escravas do lar?

Aqui em casa quem cozinha são os homens, eles  são os 'donos' da cozinha...

Lembro daquela frase horrível que muitas mulheres diziam para suas filhas, sobrinhas, meninas em geral: - Já sabe cozinhar, já pode casar.

Será que não fui vítima disso porque minha mãe nunca me disse nada a respeito?

Não sei, só sei que o feminismo chegou bem precocemente na minha vida e às vezes penso que não foi através de livros, exemplos ou algo parecido - acho que foi porque sempre fui muito questionadora.

Se um homem e uma mulher casam, por que o trabalho doméstico tem que ficar ao encargo só da mulher, mesmo quando ela trabalha fora tanto quanto o homem?

Numa determinada época convivi com muitas mulheres que se diziam feministas mas geralmente, quando observava melhor seus comportamentos em casa, com seus companheiros, era muito decepcionante - nada de divisão de tarefas!

Lembro de uma colega que era profissionalmente brilhante mas quando chegava em casa, depois de ter trabalhado o dia inteiro, ela assumia 100% das tarefas domésticas.

E seu marido???

Acredito que estava muito ocupado lendo o jornal, assistindo televisão...

Se existe 'culpa' nesse caso, não tenho dúvida de que é da mulher - é ela que tem que se posicionar!

Para alguns homens, é muito cômodo ter uma mulher profissionalmente ativa e ainda uma excelente escrava do lar.

Dá muito trabalho ser feminista de verdade, mas não existe outro jeito.






quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Empoderamento feminino?

Quando ouço falar em empoderamento feminino e vejo como as mulheres de hoje em dia vivem, em geral, não vejo grandes mudanças concretas.

Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.

Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?

Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.

Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.

Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.

Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.

Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.

Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."

Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.

Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.

Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As novas famílias

Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações: 


1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.


2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel. 

Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.

Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!

Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.

Como vivem estas crianças? 

Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam? 

Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.

Em quem elas vão se espelhar? 

Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.

Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.

E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sou 5 mulheres

Dias atrás, percebi que sou 5 mulheres...

Percebi que tenho uma conexão extremamente especial com 4 outras mulheres.

Mulheres que me entendem e que me permitem entendê-las, falamos a mesma linguagem.

Embora estas 4 mulheres tenham vidas diferentes, existe um ponto de encontro muito forte, que nos une, como num feixe de retas que se cruzam no mesmo ponto.

Através de mim estamos nos aproximando, nos conhecendo melhor.

Embora algumas delas nunca tenham sequer se encontrado, tenho absoluta certeza de que esse contato será mágico, regido pelo amor.

Espero que esta união nos traga muitas alegrias e que possamos compartilhar com o Universo, tudo de bom que iremos viver...




domingo, 9 de novembro de 2014

Instrumento de tortura para mulheres

Certo dia, uma amiga fez um comentário que achei extremamente interessante:

"Se daqui a alguns milhões de anos algum arqueólogo encontrar um sapato de salto alto numa escavação, certamente irá pensar se tratar de algum instrumento de tortura."

Concordo plenamente com minha amiga!

É muito antinatural e sempre desconfortável, mas amo um saltão...

Penso que se uma mulher quiser se produzir bem, ela deve sempre começar pelo sapato que, sem dúvida, deve ser de salto alto.

Pode ser uma produção bem básica: cabelos soltos, uma maquiagem simples - batom vermelho e máscara para cílios; camiseta; jeans e ...

Um maravilhoso par de sapatos com saltão!

Claro que as cores envolvendo toda a produção devem combinar entre si, mas o segredo do sucesso ficará por conta do sapato escolhido, claro!

Hoje em dia, continuo me torturando ao usar salto alto, só que na minha bolsa sempre tenho sapatilhas lindas e muito confortáveis.

Como uma criança, quando não quero mais brincar...


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Agora

Desenvolver um tema como o Agora, não pode ser mais desafiador para uma aquariana...

Vivo e sempre vivi, com um pé no futuro.

Não me prendo ao passado, ótimo, mas viver o amanhã não é nada compensador.

Até porque agora, o amanhã não existe e nem vale a pena fazer muitos planos.

Muitas vezes o que de melhor acontece na vida é totalmente imprevisível.

Se for pensar em como foi que eu conheci as pessoas mais interessantes da minha vida, chego a conclusão que foram geralmente através de encontros ocasionais e geralmente nem imaginava que teriam esse grau de importância que tiveram ou tem até hoje.

Muitas vezes, nós mulheres nos programamos para ir em determinada festa, com determinada roupa e produção muito bem pensada.

E não raras vezes voltamos decepcionadas com a noite - não nos divertimos nada...

Ao contrário, muitas vezes saímos de casa sem nenhuma produção, cabelo desarrumado, sem maquiagem e tudo acontece.

Nos divertimos, reencontramos pessoas legais, as conversas são interessantes, tocam todas as nossas músicas preferidas...

Chegamos a questionar - será que tudo foi real?

Por isso, é o momento presente que vale.

Quer tenhamos planejado ou não, é o Agora que importa.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Homens feios

Estava assistindo a um programa na TV que tenho algumas ressalvas, mas estava valendo pela companhia.

Num determinado momento, dois apresentadores (é bom ressaltar que eram os mais feios do programa) foram fazer uma matéria com mulheres, num dos locais de jogo da Copa.

Eles entrevistavam as mulheres com o objetivo de no final da conversa, colarem adesivos "padrão Pelé" para as belas e gostosas e "padrão Maradona" para as feias, segundo critério deles.

As mulheres não ficavam sabendo no momento da conversa, o real significado de cada adesivo, pareciam umas idiotas querendo aparecer na TV!

Em determinado momento a câmera chegou a focar a barriga de um dos apresentadores, que saía para fora da calça, enorme e flácida.

Fiquei pensando...

Espero que, pelo menos, ele estivesse apenas representando um personagem, porque como pode aquele horroroso querer julgar o belo, como se ele não precisasse ser bonito, já que é famoso e pode conseguir conquistar mulheres de outra forma.

Sei que o pior é que existem homens assim, porque existem muitas mulheres que se deixam comprar...

Não que a beleza seja o mais importante, mas assim como os homens gostam de mulheres bonitas, nós mulheres também apreciamos a beleza masculina.

Essa história de que homem pode ser feio é extremamente machista!



domingo, 2 de outubro de 2011

Diferenças entre Homens e Mulheres

Sempre que alguém me liga e pergunta se é a Magali, a maravilhosa ou a bela ou a qualquer outra coisa muito boa, eu respondo prontamente que sim. Tenho mania de fazer essa brincadeira que nasceu por pura falta de paciência quando atendo ao telefone e a pessoa demora a se identificar.
Geralmente quando se trata de um homem ligando, eles não ficam muito surpresos com a minha resposta, mas quando é uma mulher a reação geralmente é explosiva - pensando bem, só essa diferença de comportamento já renderia outra postagem...
Dia desses, uma amiga com quem eu não falava já há algum tempo me ligou e perguntou se era a Magali, a maravilhosa. Eu, como sempre, respondi espontaneamente: - Sim, sou eu mesma.
Minha amiga riu tanto que tive que esperar um tempo até que ela me dissesse seu nome - não reconheci a voz e nem a risada e só me restou ficar esperando.

Nós mulheres somos tão diferentes em algumas coisas, quando comparadas aos homens...

Mas a diferença que mais me chama a atenção, ainda é com relação à paixão: eu sempre observo a diferença que existe entre um homem apaixonado e uma mulher apaixonada.
Costumo fazer mini-entrevistas com amigos e pessoas conhecidas sobre o assunto, e embora a amostra seja muito pequena, consigo perceber uma tendência de comportamentos: enquanto para as mulheres a paixão ainda está mais ligada a sentimentos, para os homens ainda está mais relacionada à atração física e, inclusive, percebo a dificuldade que eles tem de distinguir uma coisa da outra.
Acho que essa tendência se mantem, muito embora nos últimos tempos tenha havido grandes avanços com relação à busca das mulheres pelo seu prazer sexual.
Entendo a partir disso tudo, o porquê de nós mulheres alimentarmos e lidarmos de forma mais eficiente com nossas paixões platônicas, quando comparadas aos homens.

sábado, 12 de março de 2011

Falsas feministas

Estava assistindo a um programa de debates na TV e embora o programa já estivesse em andamento quando liguei a televisão, pude perceber que pauta era alusiva ao dia das mulheres.

Sou contra esse tipo de homenagem vazia, mas acho que vale a pena levantar esse tipo de debate em qualquer momento.

Um amigo fez uma brincadeira que me fez pensar - ele disse: É, vocês mulheres tem um dia apenas, enquanto nós homens temos 364.

Acho mesmo que a conquista de direitos ainda passa longe da maioria das mulheres e pior que isso - não conquistamos nossos direitos nem mesmo dentro de nossas casas.

Mas voltando ao programa da televisão...

Eram quatro mulheres e uma apresentadora. 

Todas intelectuais e bem sucedidas em suas profissões.

Em determinado momento, foi perguntado como eram as relações delas dentro de suas casas - quanto a tarefas domésticas e todas estavam satisfeitas porque seus namorados, ficantes ou maridos eram COLABORADORES!

Acreditam que, nesses casos, as mulheres inteligentes e bem sucedidas se satisfazem com colaboração???

A começar por aí, o resto se desenha...

Chamo esse tipo de mulher de falsa feminista.

Dentro de casa são um tipo de pessoa e quando saem para rua são outro completamente diferente.

A mulher que realmente é feminista e busca os mesmos direitos que os homens, jamais vai se contentar com migalhas.

E muito menos quando se tratar de relacionamentos amorosos.

Seria o mesmo que parar no meio do caminho, desistir do que se acredita.

Certo dia, estava conversando sobre esse assunto com duas mulheres - uma tinha de 63 anos e a outra 24.

A mulher de 63 anos dizia que havia, há muito tempo, desistido de pedir ajuda ao marido com relação a arrumação e afazeres da casa.

Eu e a menina de 24 anos dissemos a ela que não iríamos desistir nunca, em respeito a nós mesmas.

A culpa de muitas coisas ruins que acontecem com as mulheres, tem relação direta com o comportamento adotado diante dos problemas - às vezes por comodidade e outras por medo de perderem seus homens.

Afinal, ser feminista de verdade dá muito trabalho, mas vale a pena.





quinta-feira, 3 de março de 2011

Instrumento de tortura para mulheres

Certo dia, uma amiga fez um comentário que eu achei extremamente interessante:
se daqui a alguns milhões de anos algum arqueólogo encontrar um sapato de salto alto numa escavação, certamente irá pensar se tratar de algum instrumento de tortura.
Amo salto alto, mas tenho convicção de que é absolutamente antinatural.
Acho que se uma mulher quiser se produzir, ela deve sempre começar pelo sapato que, sem dúvida, deve ser de salto alto.
Pode ser uma produção bem básica: uma maquiagem simples - batom vermelho, lápis de olhos e máscara para cílios; camiseta; jeans; uma bolsa bonita e... Um maravilhoso par de sapatos com saltão!
Claro que as cores de toda a produção devem combinar entre si, mas o segredo do sucesso ficará por conta do sapato escolhido, claro!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vingança Perfeita!

Nós mulheres, nos preocupamos com nosso peso corporal desde sempre, enquanto que nos homens essa preocupação não aparece tanto. Mas enquanto nós engordamos gradativamente ao longo da vida, com os homens acontece diferente, a natureza é mais cruel. Geralmente, quando eles atingem uma certa idade, acontece a tragédia: salta aquele barrigão...
Essa é a vingança perfeita!


Emprestei esse espaço, aí em cima, para a idéia de uma querida amiga. Quando ouvi seu comentário sobre esse assunto, achei muito interessante.

É verdade, nós mulheres nos preocupamos muito com nosso peso ao longo de nossas vidas e fazemos de tudo para emagrecermos.

Quanto ao aparecimento repentino da barriga nos homens... Sem dúvida! Eles dormem normais e acordam como se estivessem grávidos!

Agora, quanto à vingança, achei curioso. Por que mesmo temos que nos vingar dos homens? Foram eles que nos impuseram as tais regras e estereótipos de beleza?
Em certa ocasião, trabalhava num local onde éramos 10 funcionários ao todo - 4 mulheres e 6 homens. Fizemos uma pergunta, separadamente, aos nossos colegas - qual o tipo físico de mulher que tu achas mais interessante? Todos disseram que não gostavam de mulheres muito magras e preferiam as mais "curvilíneas". Embora o nosso projeto de pesquisa tenha sido com uma pequena amostra de homens, acho que essa é também a opinião da maioria.
Vejo que nós mulheres, geralmente, somos muito mais cruéis, exigentes e críticas entre nós do que são os homens.
Então por que nos vingarmos deles?

domingo, 3 de outubro de 2010

Os Sapatos e as Mulheres

Sempre que há trocas de estações, evito olhar as vitrines. Afinal, sou como a maioria das mulheres: louca por sapatos. Minha sorte desta vez, é que a nova coleção está repleta de cores fortes e cítricas e como não gosto de coisas muito coloridas, estou sendo repelida sempre que me aproximo das lojas. Isso é ótimo, me ajuda a me manter racional e evita que eu gaste com algo que não é tão necessário, afinal tenho calçados para, no mínimo, duas encarnações.
Outro motivo que está me ajudando a economizar é o fato de estar muito frio ainda para usar sandálias e se compro, quero usar imediatamente.
Mas dias atrás, quando fui ao cinema, notei que muitas das mulheres que estavam lá, diferentes de mim, não resistiram, compraram e resolveram estrear suas maravilhosas sandálias numa noite que estava fria demais. A sorte dessas mulheres, é que as filas para compra de ingressos e para compra de pipocas, estavam imensas e elas puderam desfilar por muito tempo com suas últimas aquisições da moda, antes de entrarem para o anonimato das salas de cinema e provavelmente congelarem. Ainda bem que muitas usavam casacos, mesmo não combinando com o visual dos pés. Eu que estava de botas e usando casaco de lã, morri de frio, imaginem elas!
Mas só porque não comprei nada não posso negar que sapatos mexem com nós mulheres de um jeito intrigante, e isso vai além do simples consumismo. Se formos nos comparar aos homens então... Quanta diferença! Por que será? Será que é porque precisamos de algo importante próximo do chão para que possamos viver mais perto da realidade e não sonharmos tanto? Ou será que é porque nós mulheres temos algum “problema” comum e ele se reflete nessa relação que temos com os sapatos? Ou será que...?
No meu caso, lembro que ainda criança, ficava muito feliz quando ganhava um novo calçado e, inclusive, ainda lembro de muitos deles – “desde sempre” fui louca por sapatos.
Se alguém quiser contribuir com esta postagem, agradeço muito.

domingo, 19 de setembro de 2010

Não me peçam para parar de rir!

Quando iniciei no Serviço Público, muito jovem, logo no início surgiu uma situação inusitada.
No setor onde eu trabalhava, éramos eu - aquariana , uma colega - leonina, um estagiário - capricorniano (hoje, meu marido) e nosso chefe - também capricorniano.
Eu e minha colega, logo que nos conhecemos ficamos muito amigas e quando não havia trabalho, nós ríamos muito. Nem me lembro das razões para tantas risadas, mas com certeza não eram necessários grandes motivos.
Como nós quatro ocupávamos a mesma sala, lá pelas tantas nossas risadas acabaram perdendo a graça.
Nosso chefe, então, resolveu fazer uma reunião do Setor e adivinhem qual foi a única pauta? Nossos ataques de riso, claro.
Durante a reunião eu e minha colega, tentávamos não rir, mas acabávamos perdendo o controle e fizemos a única coisa que não podíamos fazer – rimos, rimos muito, choramos de rir...
Eu tentava manter o controle, pensava em coisas tristes, mas de nada adiantava. Fazíamos um breve intervalo e quando nosso chefe tentava retomar o controle da situação... Nova explosão de risos! Uma começava e a outra ia atrás, como se estivéssemos enfeitiçadas.
Depois de várias tentativas de dar continuidade à reunião, sem nenhum êxito, o resultado foram dois homens zangados e duas mulheres leves, com suas almas lavadas pelas lágrimas que rolavam em função de tantas risadas.