Páginas

Mostrando postagens com marcador Planejamento Familiar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Planejamento Familiar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As novas famílias

Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações: 


1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.


2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel. 

Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.

Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!

Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.

Como vivem estas crianças? 

Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam? 

Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.

Em quem elas vão se espelhar? 

Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.

Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.

E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Bolsa Família


Li num jornal, hoje:


O Governo planeja acabar com o limite de filhos existente hoje para recebimento do programa Bolsa Família.

A medida pode ser anunciada pela presidente Dilma Rousseff durante pronunciamento no domingo à noite, em homenagem ao dia das mães.

...

Estimativas feitas pelo Ministério do Desenvolvimento Social indicam, porém, que 1 milhão de famílias extremamente pobres ainda não são atendidas pelo programa...



Hoje o número de filhos estabelecido para o recebimento do Bolsa Família é de cinco filhos com até 15 anos e mais dois jovens de até 17 anos.

Não consigo ignorar as consequências de uma atitude dessas com relação ao planejamento familiar dessas pessoas atingidas por essa decisão - é evidente que essa atitude do governo irá repercutir de forma negativa, fazendo com que as famílias de baixa renda continuem tendo mais e mais filhos, se tornando cada vez mais dependentes de programas como o Bolsa Família.
Enquanto as famílias da classe média, de forma responsável, limitam o número de filhos que terão, nas camadas mais pobres da população existe estímulo para que as pessoas tenham muitos filhos, mesmo com o governo federal constatando que o programa não está sendo satisfatório com relação ao atendimento,  considerando-se o número de pessoas que precisam ser assistidas hoje. Imaginem liberando o número de filhos...




sábado, 15 de outubro de 2011

Planejamento Familiar sempre...

Fico muito feliz quando observo o quanto o movimento de proteção aos animais cresceu nos últimos tempos. Cresceu em quantidade, mais voluntários estão se disponibilizando a participarem ativamente e também fico contente ao perceber que a qualidade desse trabalho desenvolvido por esses anjos, na grande maioria, está muito melhorada.
Acho que a maioria desses voluntários tem muito clara, a visão política de que o melhor caminho para ajudarmos efetivamente a causa, é através da castração dos animais. Claro que, junto com essa ação temos que auxiliar os indefesos seres que perambulam pelas ruas, muitas vezes tendo sido abandonados pelos donos, porque já não servem mais de brinquedo para eles ou para seus filhos. E ainda existem aqueles, que estão sob a guarda de verdadeiros torturadores psicopatas...
Essa consciência que chegou para ficar entre os protetores de animais aqui no Brasil, e que coloca o quanto é importante a posse responsável, é de fundamental importância para o resgate do respeito que esses seres devem ter na sociedade.
Temos que terminar com a visão distorcida de que os animais estão aqui, coabitando nosso planeta, para nos servir como se fossem nossos escravos.
Concluindo, acho que para os animais, o Planejamento familiar vai chegar bem antes do que chegará para os seres humanos.
No Brasil, com tantos incentivos indiretos para que a camada mais pobre da sociedade tenha muitos filhos, a tendência é de que mais miseráveis perambulem pelas ruas, dando sustentação a uma forma de fazer política ultrapassada e que jamais dará perspectivas reais de resgate de cidadania a essa parcela da população.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Alterações no Bolsa-Família... E Planejamento Familiar?

As modificações no Programa Bolsa-Família:
- hoje, ao abandonar o Programa, o beneficiário tem que fazer novo cadastro e com as alterações não será mais necessário, poderá voltar automaticamente;
- hoje, gestantes não são beneficiadas, com a alteração passarão a ganhar o benefício;
- hoje as mães recebem o valor de R$ 32,00 por filho, com a modificação passarão a receber o benefício dobrado, ou seja, além dos R$ 32,00 do novo filho receberão mais R$ 32,00 durante seis meses, enquanto estiverem amamentando.
- o nº máximo de crianças, que hoje é três por casa, passará para cinco;
- cada família poderá ainda receber dois benefícios de R$ 38,00 por adolescente na faixa de 16 e 17 anos.

Lendo esses dados, sem pensar em ideologia, posicionamento político-partidário ou qualquer outra coisa que não seja a razão fica impossível imaginar sequer a possibilidade de que essa ação do Governo Federal não vá resultar em estímulo imediato ao aumento da natalidade nas famílias de baixa renda!
Considerando que o aumento do valor dos benefícios pode chegar a R$ 306,00 mensais, não precisamos falar muito. Imagine o que significa um valor desses para uma mãe, que sozinha, precisa sustentar seus filhos (sabemos que a presença efetiva dos pais está cada vez mais rara). Imaginem o que significa, para essas pessoas, a possibilidade de uma arrecadação mensal garantida nesse valor!

Essas ações fazem parte do Plano Brasil sem Miséria e o que eu não entendo ou prefiro pensar que não, é por que temos que criar mais miséria (através do aumento de natalidade dentro da faixa da população mais pobre) para, após isso, combatê-la (ou fazermos de conta que estamos combatendo)?
Por mais que eu tente não consigo não pensar que essa ação tenha um caráter demagógico com fins eleitoreiros...
Qual outra explicação pode haver?
É inevitável outro questionamento: Planejamento Familiar seria o caminho político mais coerente e eficaz para combatermos a miséria em todos os âmbitos e obtermos resultados efetivos. Só que existe um detalhe: o resultado de uma ação desse tipo, somente iria dar créditos aos próximos governos e isso, geralmente, não é o objetivo do governo que está no poder.
E para finalizar, reafirmo o que há muito tempo venho dizendo: não sou contra uma ação enérgica contra miséria, mas penso que se apenas agirmos de um modo demagógico e imediatista, jamais iremos ter resultados realmente positivos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Paternidade e Maternidade Conscientes - parte 2

Hoje me ligaram de uma creche pedindo contribuição.
Como sempre faço, perguntei se havia algum trabalho de Planejamento Familiar junto às famílias assistidas.
A moça que estava no telefone me respondeu com um sonoro "ah?" e simplesmente disse que ligaria outra hora.
Acho que tanto a Sociedade quanto o Estado devem contribuir para que nossas crianças sejam tiradas das ruas e tenham aquilo que lhes é de direito. Apenas acho que somente isso nunca resolverá a questão.
Se fosse assim, o problema do abandono infantil já estaria resolvido. Afinal dar esmolas é uma coisa que culturalmente fazemos há muito tempo...
Minha pergunta à moça da creche foi com essa intenção - não acredito que estaremos realmente ajudando se apenas estivermos dando donativos.
Precisamos em primeiro lugar redefinir o atendimento assistencialista que é oferecido por esse tipo de estabelecimento. A intenção da maioria dessas pessoas, que muitas vezes trabalham até como voluntárias, é boa mas nada eficaz.
Nunca haverá verba suficiente para atender as demandas dessa sociedade que a meu ver, está equivocada quanto a responsabilizar pais e mães.
Passo sempre na frente de uma dessas creches e o que vejo geralmente são adolescentes (as mães - muitas vezes grávidas) levando, no mínimo, duas crianças. Nunca vejo nenhum homem que possa ser identificado como pai ou figura paterna.
Me pergunto como é trabalhada nesta instituição, essa questão de gravidez na adolescência... Se é que é questionada.
Essas meninas, provavelmente terão mais filhos e como não tratarmos esta questão e acharmos que estamos preparados para essa produção desenfreada de crianças cujas mães são pouco mais que crianças e os pais são completamente ausentes?

sábado, 2 de outubro de 2010

Nosso Lar

Ontem, finalmente, assisti ao filme “Nosso Lar”.
Achei que o filme foi muito bem produzido e os atores corresponderam às expectativas.
Mesmo já tendo frequentado Casas Espíritas por algum tempo, vieram à tona alguns questionamentos que eu já tinha naquela época.
Uma das coisas que me intriga até hoje, é o Umbral. Por que é necessário passarmos por todo aquele sofrimento extremado para que possamos aprender? A resposta, alguns diriam: "O homem só aprende sofrendo...”. Mas será que não existe alguma maneira menos aterrorizante e cruel de aprendermos? E onde entra o amor e o perdão?
Minha mãe, que também assistiu ao filme com uma amiga espírita, ficou chocada com as cenas do tal purgatório. Comentou com a amiga e ela lhe disse que temos que ser muito bons e doarmos tudo. Caso contrário...
E aí surge outro ponto que me afastou das Casas Espíritas – o assistencialismo como fim.
Não sou contra darmos assistência às pessoas necessitadas, mas não podemos resumir a isso. É como se pagássemos para não nos incomodar.
Na última Casa Espírita que freqüentei (sei que isso acontece com a grande maioria delas), a política era essa.
Em determinado dia do mês, se formava aquela fila imensa de mulheres, geralmente acompanhadas pelos muitos filhos, na espera de receberem ajuda.
Numa das reuniões do grupo o qual eu fazia parte, questionei se todos achavam válido apenas doarmos as coisas sem, por exemplo, abordarmos temas importantes como Planejamento Familiar, uma vez que na Casa trabalhavam voluntariamente, psicólogos, assistentes sociais, advogados,...
Lembro que houve um relato de uma pessoa que já participava do grupo há mais tempo que eu: ela nos disse existem muitas mulheres que iam buscar ajuda no primeiro ano com 1 filho e outro “na barriga”, no ano seguinte a mesma mulher ia com 2 filhos e outro “na barriga”, no ano seguinte 3 filhos e outro “na barriga” e assim por diante...
Perguntei, sabendo qual seria a resposta: e a figura paterna? Muitas mulheres sequer sabem quem é o pai de seus filhos e quando sabem, ele é ausente, na maioria das vezes. Outro fato real, é que, geralmente, cada filho é de um pai diferente.
Daí vem a Doutrina Espírita e diz: “que não devemos julgar” e eu pergunto: “por que então devemos pagar?” E respondo com outras duas perguntas: “para que nossa consciência fique mais leve?” ou “por medo de irmos para o tal do Umbral?”.
A minha consciência não fica mais leve quando faço doações. Ao contrário, fico ainda mais preocupada. Muitas vezes, pensando que essa situação é paliativa e não resolve o problema de ninguém.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Planejamento Familiar

Existe, hoje em dia especialmente, muita confusão em torno do que seja fazer política e fazer politicagem.
O que mais vemos são atitudes politiqueiras, infelizmente. Com certeza, pela necessidade de respostas imediatas e retornos mais rápidos, grande parte das pessoas envolvidas com política optam por essa ação.
Fazer política dá mais trabalho, requer extrema seriedade e o resultado, na maioria das vezes, é visto somente no futuro.
Ou seja, se o grupo envolvido tiver como objetivo eleger políticos, as ações politiqueiras serão com certeza, a opção escolhida.
Se tivermos como objetivo a construção de algo concreto e sem interesses pessoais ou de apenas um grupo, com certeza iremos realizar projetos com sustentação política, buscando pareceria junto à sociedade, e se possível, torná-la co-autora dessa construção.
Quando penso num governo de estado ideal, espero que tenha ações políticas com parcerias sociais efetivas, sem expectativas de ganhos eleitoreiros.
A ação política mais importante e urgente da nossa atualidade, seria em torno do Planejamento Familiar.
Sei que existem muitas ações inseridas nos mais variados contextos, que tem como foco esse tema. Mas geralmente são inserções dentro de projetos sociais, sem muita projeção no contexto do país.
Penso que esse tipo de ação esteja sendo encaminhado com uma inversão de valores. Antes de mais nada deveria haver um projeto político de Planejamento Familiar para o país e somente depois disso, poderiam haver ações direcionadas ao assistencialismo social.
Caso isso não ocorra nessa ordem, vamos repetir o erro cometido por tantos anos, onde jamais foram analisados e resolvidos os grandes problemas de desigualdade social que ainda atingem o povo brasileiro.
Ou seja, estaremos fazendo politicagem, e não dando o grau de importância e seriedade que esse assunto merece.
Temos que criar projetos políticos que tenham sustentação na sociedade como um todo, a fim de que sejam mantidos independente das intenções dos grupos ou segmentos políticos que estejam ocupando a estrutura governamental.
É necessário elaborarmos um projeto político de Planejamento Familiar de forma que, mesmo que os governos não se perpetuem no poder após períodos eleitorais, as ações conquistadas através dele, possam ter continuidade e consigam ser efetivamente consolidadas.