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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Feministas e escravas do lar?

Aqui em casa quem cozinha são os homens, eles  são os 'donos' da cozinha...

Lembro daquela frase horrível que muitas mulheres diziam para suas filhas, sobrinhas, meninas em geral: - Já sabe cozinhar, já pode casar.

Será que não fui vítima disso porque minha mãe nunca me disse nada a respeito?

Não sei, só sei que o feminismo chegou bem precocemente na minha vida e às vezes penso que não foi através de livros, exemplos ou algo parecido - acho que foi porque sempre fui muito questionadora.

Se um homem e uma mulher casam, por que o trabalho doméstico tem que ficar ao encargo só da mulher, mesmo quando ela trabalha fora tanto quanto o homem?

Numa determinada época convivi com muitas mulheres que se diziam feministas mas geralmente, quando observava melhor seus comportamentos em casa, com seus companheiros, era muito decepcionante - nada de divisão de tarefas!

Lembro de uma colega que era profissionalmente brilhante mas quando chegava em casa, depois de ter trabalhado o dia inteiro, ela assumia 100% das tarefas domésticas.

E seu marido???

Acredito que estava muito ocupado lendo o jornal, assistindo televisão...

Se existe 'culpa' nesse caso, não tenho dúvida de que é da mulher - é ela que tem que se posicionar!

Para alguns homens, é muito cômodo ter uma mulher profissionalmente ativa e ainda uma excelente escrava do lar.

Dá muito trabalho ser feminista de verdade, mas não existe outro jeito.






sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As novas famílias

Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações: 


1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.


2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel. 

Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.

Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!

Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.

Como vivem estas crianças? 

Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam? 

Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.

Em quem elas vão se espelhar? 

Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.

Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.

E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.



sábado, 12 de setembro de 2015

Meus filhos, eu, minha mãe e os Smarthphones

Quando começo a alterar um pouco o tom da minha voz, com minha mãe, durante a explicação de alguma coisa no seu smartphone, eu lembro imediatamente dos meus filhos quando peço alguma explicação no meu smartphone.

Da mesma forma que eu perco a paciência com minha mãe, eles também não têm muita paciência comigo.

Ainda bem que essa lembrança me ajuda, e geralmente eu volto a ficar tranquila e consigo dar a atenção que ela merece.

Aquela conversa de que a gente entende melhor as nossas mães e os nossos pais quando chegam nossos filhos, é uma grande verdade.

Claro que existem outras formas, mas essa é muito imediata.

No caso dos meus filhos, eu entendo porque sei que eles sempre têm milhões de coisas para fazer e o tempo que eles têm, sempre é pouco.

Mas com relação a minha rotina atual, posso, quero e devo reservar um tempo para a mulher mais importante da minha vida.

Hoje aconteceu novamente e logo em seguida veio uma "luz": 

Eu tenho é que agradecer por ter minha mãe, com a idade que ela tem, linda e maravilhosa usando seu smartphone para curtir e compartilhar fotos, se comunicar com amigas, jogar e muito mais!



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mães de Animais

Conheço muitas mães de animais que são muito melhores mães do que muita mãe de humanos, não tenho dúvida.
No meu caso, experimento as duas vivências e sou muito feliz em ambos os casos. Tenho filhos e animais maravilhosos que me fazem muito feliz.
Embora existam as diferenças entre as espécies, acho que sempre cuidei e amei todos eles com um certo grau de igualdade.
Claro que quando se trata de um bebê, acabamos nos envolvendo mais... Fora isso, acho que sempre amei igualmente todos meus filhos.
Houve um fato, em certa ocasião, que fez com que eu tivesse mais certeza disso. Foi quando um dos meus filhos, ainda bem pequeno, questionou o fato de ser irmão de uma de minhas cadelas...
Conversamos sobre isso e esclareci a situação, porém deixei bem claro o quanto amava meus animais e que portanto, aquela cadela deveria ser cuidada e respeitada como se fosse mesmo uma irmãzinha mais velha.

domingo, 17 de outubro de 2010

Por que meus batons nunca acabam?

Sempre fui, pelo menos, um pouco consumista. E sempre associei esse fato ao meu perfil – sou ansiosa e sempre me senti atraída por coisas novas.
Adoro botas, vestidos, perfumes, lingeries, batons,...
Hoje em dia, já não saio comprando tudo que vejo, espero as liquidações. E mesmo assim, só compro o que adoro e levo sempre em conta o preço. Se as vendedoras soubessem disso, quase nem falariam comigo e se limitariam a responder minhas perguntas.
Com relação aos batons, sempre adorei, desde a infância. Iniciei usando os da minha mãe, que foi quem provavelmente quem me influenciou. Mas lembro de desde muito cedo ter minha própria coleçãozinha. Portanto, por toda minha vida, estive próxima desse meu amigo fiel.
Há algum tempo atrás, uma vendedora de cosméticos me ofereceu alguns batons para que eu comprasse. Eu então respondi que não poderia comprar porque tinha todas as cores que eu conhecia e, inclusive, algumas se repetiam. A vendedora então me disse que muitos deles deviam estar fora do prazo de validade.
Enquanto minhas colegas e amigas compravam batons, eu fiquei proibida de comprar porque ao contrário do que a vendedora havia dito, todos os meus batons eram relativamente novos e estavam dentro do prazo de validade.
Foi aí que percebi que estava comprando demais, não só batons. Esses amigos inseparáveis acabaram me ensinando algo importante: sempre que tivermos um comportamento compulsivo, devemos parar e tentar descobrir o motivo disso estar acontecendo. Foi isso que fiz na ocasião e deu muito certo.
Muitas vezes essas situações acontecem porque estamos tentando fugir de alguma coisa ou até da vida cotidiana que levamos e que não está nos satisfazendo como deveria.
Hoje sei que quanto melhor estou comigo mesma, menos preciso de fugas.
E como sabemos que fugir não resolve nenhum problema, apenas adia a resolução deles...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amor Incondicional à Vida

Tenho uma tia muito linda que participou do projeto “Gurias do Calendário” - ela usou uma roupa de bailarina e o mês dela é fevereiro. Inclusive, naquela ocasião, ela teve a oportunidade de divulgar o trabalho no programa do Jô Soares, junto com as outras gurias.
Tenho muito orgulho dela e acompanho sua trajetória desde quando ela resolveu voltar a dançar - ela estava viúva e sua filha mais nova, que é também uma grande amiga, havia ido morar no exterior.
Acho que a dança salvou a sua vida, ou se preferirem: a dança a trouxe de volta para a vida.
No ano passado, houve então uma apresentação do grupo de dança que ela participa, no Teatro Renascença. Eu e meu marido resolvemos prestigiá-los como forma de apoiar essa iniciativa tão linda que aconteceu no tempo certo, quando mais precisamos de estímulos para continuar vivendo.
Quando chegamos ao teatro, houve a primeira surpresa: o saguão estava lotado, era como se fosse uma apresentação de alguém muito famoso.
O espetáculo, que foi mais longo do que um espetáculo de dança em geral, foi perfeito – não faltou e nem sobrou nada.
Os alunos-bailarinos-atores-dubladores e os professores que participaram da apresentação foram impecáveis, muito talentosos e esforçados. E pelo o que víamos, era muito claro que eles tinham se dedicado muito aos ensaios.
Ao sairmos do teatro, eu e meu marido percebemos que compartilhávamos da mesma opinião – chegamos achando estaríamos dando algo àquelas pessoas e saímos percebendo que havíamos recebido muito mais.
Ver todas aquelas pessoas tão felizes e integradas ao grupo, sem nenhum tipo de discriminação ou preconceito, foi uma lição que raramente vemos acontecer no nosso dia-a-dia.
Era possível perceber, naquela noite, que o que mais unia aquelas pessoas era amor. Amor incondicional à vida!
Hoje em dia, minha mãe está fazendo aula de dança e expressão corporal no mesmo local. Já posso notar os efeitos benéficos que ela está conseguindo conquistar e estou muito orgulhosa dela também.
Sou uma mulher de muita sorte por ter esses dois exemplos lindos de como é possível trilhar novos caminhos em busca da felicidade, durante todas as fases da vida.
Para quem quiser conhecer o trabalho que é desenvolvido na Escola a qual estou me referindo, este é o endereço eletrônico do blog: http://cccdeg.blogspot.com/

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nossas Casas-Mal-Assombradas

Com todo esse vento, a minha amada árvore caiu hoje pela manhã. Já me despedi dela. Eu e minha mãe pegamos uns galhinhos para tentar dar continuidade à vida daquela amiga, que continua caída em cima do muro roxo.
Hoje, quando vim almoçar em casa e a vi caída, quase morri de tristeza. Tanta luta para mantê-la no jardim... Toda a família era contra a permanência dela – seus galhos tocavam a cerca elétrica e suas raízes estavam levantando todo basalto.
Mas que culpa tinha e como fazê-la entender que não deveria se expandir desse jeito?
Meu marido tentava sempre amenizar o problema cortando alguns galhos, mas sempre que fazia isso, ela soltava um líquido branco que causava uma alergia nos olhos dele e por diversas vezes fomos parar no pronto-socorro. Inclusive, na última vez que fomos, ele foi reconhecido como “o cara do olho”. Fiquei morrendo de vergonha e ele estava tão mal, que não entendeu meu acesso de riso.
Houve uma ocasião, que tivemos até que chamar uma ambulância e quando os para-médicos chegaram, não conseguíamos encontrá-lo na casa porque ele estava dentro da piscina, molhando os olhos para tentar amenizar o problema. Nessas ocasiões, sempre ficávamos preocupados, mas ao mesmo tempo com muita vontade de rir.
Hoje à noite quando cheguei do trabalho e percebi que a árvore não havia sido recolhida, conforme havia solicitado, percebi que embora ela esteja morta, ficou bonita na decoração geral das duas casas. Casas-mal-assombradas, claro...

sábado, 4 de setembro de 2010

Organizada ou Divertida?

Outro dia estava pensando no quanto sou desorganizada...
Fico pensando em todas as mães que são super organizadas... Mas embora mantenham a organização em suas casas e vidas, muitas delas não são tão próximas de seus filhos, disponíveis e divertidas como eu sou, modéstia completamente a parte.
É a lei da compensação - se meus filhos precisam de mim, paro tudo e fico disponível na hora. E o melhor de tudo, é que faço o que faço por eles com muito prazer, sem dor ou carga. Isso vale também quando o assunto é diversão.
Houve ocasiões que eu e meus filhos fomos censurados pelo meu marido tamanha a bagunça que estávamos produzindo aqui em casa.
Sei que estou longe de ser uma mãe padrão, mas talvez seja preferível ser esta mãe-maluca-louca-pelos-filhos a ficar tentando ser algo que jamais conseguiria ser - uma mãe convencional.
Sei que é legal ter uma mãe que cozinha, cuida da casa, ... com jeito de mãe! Mas até que ponto? Até o ponto onde a referida mãe mantém o prazer de fazer tudo isso. Na realidade, acho que a vida de ninguém pode se resumir a isso, cuidar dos outros - mesmo quando se trata de filhos.
Precisamos ter algum espaço que seja nosso - pode ser através de um trabalho, curso, ou outra atividade qualquer que nos traga prazer.
O ideal seria equilibrarmos as coisas, contribuirmos para a organização da casa e da vida, sem perdermos o bom-humor e o prazer em cada momento.

sábado, 14 de agosto de 2010

É vagina e ponto!

Falando com uma pessoa, lembrei de uma reunião que participei no colégio dos meus filhos, há mais ou menos seis ou sete anos atrás. Vale a pena contar aqui porque o problema é, com certeza, recorrente.
Durante a reunião, houve um questionamento por parte de uma mãe sobre a abordagem da professora com relação a denominação do orgão sexual feminino.
A professora, contou então, que ao conversar com os alunos sobre o assunto, ouviu de algum aluno ou aluna a palavra "perereca". A partir disso ela resolveu explicar o que era uma perereca e esclareceu sobre a verdadeira denominação.
Percebi, na ocasião, que alguns pais e mães não gostaram da explicação dada e acho que queriam mesmo é que esse assunto sequer fosse tratado.
Fiquei irritada pelo nível da discussão e ainda mais por se tratar de um grupo de pessoas classe média e provavelmente bem informada, onde a maioria teve oportunidade de cursar alguma faculdade.
Tive vontade de gritar para aqueles pais - é vagina e ponto!
Qual é o problema?
Acho que o problema é o distanciamento que muitos preferem manter em suas casas, com suas famílias, quando o assunto é sexo.
Ao usarem termos pejorativos, como "perereca", esse distanciamento fica um pouco garantido até porque é possível fazer piada e causar risos. E enquanto todos riem, provavelmente não haja nenhum tipo de questionamento.
Me surgem duas perguntas inevitáveis - Qual é a qualidade da vida sexual de pais que agem dessa forma? E o que acontece com crianças que tem pais problemáticos como esses?
Acho que mesmo que na escola exista um bom preparo de professores e educadores em geral, se não houver correspondência comportamental em casa, de quase nada adiantará.

sábado, 7 de agosto de 2010

Meninas, acordem!

Meu filho de treze anos veio me contar que viu na televisão uma propaganda que promovia um brinquedo que ensina as meninas a lavarem louça! Ainda perguntei a ele se não falavam em meninos, mas infelizmente não.
Se ele ficou preocupado, imagina eu...
Uma coisa seria um brinquedo que ensinasse às crianças - meninos e meninas - a lavar louça e até outras atividades domésticas - seria uma ótima idéia!
Temos que pensar que o motivo da veiculação de um comercial como esse é em função de existir público para esse tipo de brinquedo - meninas que vêem suas mães, que muitas vezes se consideram até feministas, "donas das cozinhas".
Muitos dos problemas que as crianças apresentam, são sem dúvida, originados em casa.
Não temos que evitar aprofundar debates com os filhos sobre questões que irão influenciar suas vidas para sempre.
Claro que essas discussões podem trazer à tona problemas que temos como pais e que não damos a devida importância.
Acho que se tivermos conversas francas e profundas com nossos filhos, poderemos ter problemas com relação a nossa coerência perante a vida e o que julgamos certo da boca para fora.
Mas, se conseguirmos superar esse primeiro momento, com certeza todos da família sairão ganhando.
Ah, quanto ao meu filho, confesso que fiquei muito orgulhosa pela sensibidade que ele teve para um tema tão importante.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ela é Tudo!

Existe uma pessoa na minha vida que é tudo: prima, irmã, melhor amiga, filha, mãe,...
Sem dúvida é uma das pessoas mais importantes que existe...
Não viveria sem ela, ela é vital para minha sobrevivência neste planeta.
Espero estar correspondendo e retribuindo, pelo menos em parte, tudo que ela me dá...
Conhecemo-nos desde que nascemos porque somos parentes, mas o nosso “reconhecimento” foi durante a adolescência. Éramos inseparáveis – nas horas boas e nas horas ruins.
Depois houve o período de separação o que para mim sempre foi natural com relação às pessoas comuns.
Só que não se tratava de uma pessoa comum...
O tempo passou e nos reencontramos para continuar tudo do ponto onde havia parado. Foi mágico, parecia que aquele tempo de afastamento nunca tinha existido. Agora pensando bem, para mim nunca existiu, nunca estivemos afastadas realmente.
Especialmente nos momentos difíceis durante esse período, podia sentir o colo da minha melhor amiga, mesmo ela não estando fisicamente por perto...
O espaço que ela deixou na minha vida, quando nos separamos, nunca foi ocupado por ninguém.
Por isso, quando nos reencontramos foi tudo tão natural que conseguimos na mesma hora, restabelecer nossa infinita amizade e não foi necessário período de adaptação.
Hoje sei que essa amizade causa ciúmes e inveja em muita gente.
Mas eu entendo essas pessoas, sei o quanto elas gostariam de estar no meu lugar.
Só tenho que agradecer ao universo por esse presente em forma de gente (linda, inteligente e sensível), que faz com que eu nunca me sinta sozinha.

domingo, 20 de junho de 2010

Promoção Cultural Safada

Dia desses, olhando meus e-mails, fui surpreendida por um em especial: “Promoção Cultural – Dê à sua mãe a cozinha dos sonhos dela.”
Fiquei muito braba, furiosa, pensei em participar da promoção dizendo o que penso enquanto mulher, mãe, trabalhadora,..
Que absurdo resumir o sonho de uma mulher a uma cozinha e ainda chamar a promoção de “cultural”!
Sei que muitas ainda sonham com isso, mas será que devemos incentivar esse tipo de sonho limitado?
Há alguns anos atrás compramos uma geladeira nova e uma pessoa da família veio nos visitar na ocasião.
Ao entrar na cozinha viu a nova geladeira e falou: "ganhaste uma geladeira nova, hein?"
Por alguns minutos fiquei pensando: somente eu usarei a geladeira? E meus filhos, marido, cadelas e gata?
O pior é que a pessoa que fez o comentário era uma mulher...
Havia esquecido que para muitas pessoas, a cozinha (e tudo que tem dentro dela) pertence às mulheres. E ainda existem as pessoas que acham que lugar de mulher é na cozinha.
Concluindo, ainda existem muitos que pensam que nós mulheres deveríamos morar nas cozinhas das nossas casas, e de lá sairmos somente para ir ao banheiro ou levar as crianças na escola.
Cabe a nós mulheres provarmos que nossos sonhos podem ser muito maiores e muitas vezes não passarão pela cozinha.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ajuda, eu Peço para Minha Mãe!

Uma das coisas que eu mais odeio ouvir quando num grupo de mulheres, é: - Ele é legal e até me ajuda em casa...
Acredita que esta criatura está se referindo ao marido, muitas vezes pai da ninhada de filhos dela, a pessoa que divide os problemas, as alegrias... a vida, com ela (ou deveria dividir)???
E a maioria dessas mulheres trabalha fora de casa também! Muitas ocupam cargos importantes, são inteligentes, talentosas...
Se há algo que ao longo da vida mantive, é a convicção de que não tenho nenhum motivo para pedir "ajuda" para marido.
O que eu tive que fazer, e ainda faço, é lembrá-lo de que está na hora dele realizar alguma das tarefas que está dentro das 50% que lhe dizem respeito. Por que eu deveria assumir 51% das atividades domésticas e obrigações com filhos?
Ajuda, eu peço para minha mãe e só tenho que aceitar quando ouço um "não posso, porque vou ao shopping" ou "não posso porque vou na academia".... Na verdade, ela nem precisaria justificar nada, não é?
É, não é muito cômodo, dá mais trabalho esse tipo de atitude.
É como educar os filhos: podemos nos dedicar a isso, o que realmente é bastante trabalhoso, mas vale a pena, sem dúvida.
Outra possibilidade é negligenciá-los. Muito mais fácil, mas as consequências futuras, provavelmente nos tragam muitos problemas.
Não vejo nenhum motivo para que os maridos apenas ajudem, podendo até escolher o que querem fazer, uma maravilha!
Pensem, mulheres! Por que os homens devem ter essa vantagem? Por que não dividirmos igualitariamente as tarefas?
Olha que tem muita mulher metida a feminista, que quando chega em casa, tem o seu terceiro turno de trabalho lhe esperando, enquanto o maridinho assiste tv ou lê o jornal, aguardando que a mesma escrava lhe sirva o jantar.
O que leva uma mulher a se submeter a tamanha humilhação?
Penso que, acima de tudo, o machismo ainda está incorporado culturalmente na nossa sociedade. E isso vale tanto para homens como para mulheres.
Muitas vezes presenciei mulheres, que cobram de suas mães que cuidem dos seus filhos, com um autoritarismo que nunca vi direcionado ao pai da criança. Horrível!
Vamos parar de agir como robôs, reproduzindo o que faziam as nossas avós...
Não quero que minhas netas passem por tamanho desrespeito e estou tentando fazer a minha parte.
Sei que não é fácil, mas acho que é um ótimo investimento para o futuro...