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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Dois homens de mãos dadas...

Estava andando de carro, numa manhã ensolarada e maravilhosa quando passei por dois homens de mãos dadas, andando tranquilamente na rua...

Num primeiro momento fiquei super feliz por viver para ver isso, duas pessoas do mesmo sexo demonstrando abertamente uma relação afetiva.


Logo após seguirmos com o carro, senti um medo enorme de que haja um retrocesso e que este governo com sua 'turma', consiga fazer com que percamos isso também...


Falei o que estava sentindo para a pessoa que estava comigo no carro e ela me disse calmamente: 'isso não vai acontecer'.


Fiquei um pouco mais tranquila, mas ainda tenho medo de tudo que possa acontecer - em termos de preconceito, discriminação e violência.


Lembrei das pessoas que saíram do país neste período, após os muitos 'avisos', por temerem o que possa acontecer com elas e com seus familiares.


O cenário que vejo hoje é de um retrocesso em todas as áreas, o governo está sendo muito eficaz, infelizmente, em destruir muito do que conquistamos com tantos sacrifícios e com um trabalho de conscientização exaustivo.


E o pior é ver que estamos numa cidade  e num estado onde o prefeito e o governador recriam com êxito este mesmo cenário, numa tentativa feroz de destruir tudo que é bom para o povo, para os animais e para o meio ambiente em geral.



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mulheres no poder?

Numa época onde o grande evento cultural parece ser o empoderamento feminino, ouvir certos comentários me faz repensar em que situação real estamos.

Está havendo uma polêmica porque uma cantora sertaneja fez um comentário bem infeliz sobre o relacionamento que estão tendo um casal no Big Brother Brasil - no casal, o homem é noivo e a mulher é solteira.

A referida cantora, culpou a mulher por estar "perseguindo o pobre homem"!

Como disse, a mulher é solteira e o comprometido é o homem, mas parece haver uma total inversão de sentido!

Esse comportamento absurdo ainda faz parte de uma linha de defesa que muitas mulheres agregam ao seu comportamento: ainda culpamos as mulheres quando nossos companheiros nos traem, como forma de ainda assim, mantermos nossos relacionamentos.

Enquanto nós não tivermos superado questões desse tipo é complicado pensarmos em igualdade de gênero, porque os homens sempre estarão protegidos e podendo fazer o que bem entenderem - o mesmo não valendo para nós mulheres.






sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Feministas e escravas do lar?

Aqui em casa quem cozinha são os homens, eles  são os 'donos' da cozinha...

Lembro daquela frase horrível que muitas mulheres diziam para suas filhas, sobrinhas, meninas em geral: - Já sabe cozinhar, já pode casar.

Será que não fui vítima disso porque minha mãe nunca me disse nada a respeito?

Não sei, só sei que o feminismo chegou bem precocemente na minha vida e às vezes penso que não foi através de livros, exemplos ou algo parecido - acho que foi porque sempre fui muito questionadora.

Se um homem e uma mulher casam, por que o trabalho doméstico tem que ficar ao encargo só da mulher, mesmo quando ela trabalha fora tanto quanto o homem?

Numa determinada época convivi com muitas mulheres que se diziam feministas mas geralmente, quando observava melhor seus comportamentos em casa, com seus companheiros, era muito decepcionante - nada de divisão de tarefas!

Lembro de uma colega que era profissionalmente brilhante mas quando chegava em casa, depois de ter trabalhado o dia inteiro, ela assumia 100% das tarefas domésticas.

E seu marido???

Acredito que estava muito ocupado lendo o jornal, assistindo televisão...

Se existe 'culpa' nesse caso, não tenho dúvida de que é da mulher - é ela que tem que se posicionar!

Para alguns homens, é muito cômodo ter uma mulher profissionalmente ativa e ainda uma excelente escrava do lar.

Dá muito trabalho ser feminista de verdade, mas não existe outro jeito.






quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Empoderamento feminino?

Quando ouço falar em empoderamento feminino e vejo como as mulheres de hoje em dia vivem, em geral, não vejo grandes mudanças concretas.

Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.

Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?

Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.

Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.

Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.

Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.

Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.

Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."

Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.

Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.

Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.




sábado, 6 de janeiro de 2018

Filhos

Uma das coisas que aprendi ao longo da vida é evitar conversar sobre filhos com quem não os têm.

Como aprendi? 

Foi a partir da minha vivência, lembro o que eu pensava a respeito antes de ter meus filhos, cheia de teorias.

Quando me tornei mãe, logo percebi que as coisas seriam muito diferentes na prática, aqueles livros e teorias pouco me ajudaram, muitas vezes até atrapalharam.

Mas dia desses, não pude evitar e acabei iniciando uma conversa sobre o assunto com uma amiga que eu não via há muitos anos e que não tem filhos.

Conversávamos sobre outros assuntos e de repente entramos no assunto "filhos".

Conforme a conversa acontecia, ela começou a fazer um discurso emocionado, crítico, irônico e de certa forma agressivo sobre a mãe que ela pensava que eu era e, chegou a prever o quanto vou sofrer no futuro!

Ela sabe que sou uma mãe que ama, diz que ama e que tem atitudes que demonstram todo esse amor!

Sim, sou uma mãe que ama exageradamente, mas tenho certeza que todo esse amor ajudou a construir estes dois homens maravilhosos que eu tenho como filhos e muito pouco prejudicou a formação deles - se é que isso aconteceu.

Quem os conhece bem (não é o caso dessa minha amiga) pode confirmar isso - sei que sou suspeita para fazer elogios...

Aliás, sempre recebemos muitos elogios com relação aos dois - de amigos, pais de amigos, colegas, professores.

Quanto a conversa com minha amiga, ela seguiu dizendo que eu vou sofrer muito quando eles saírem de casa e forem viver suas vidas.

Eu respondi que sabia disso, mas que se eles estiverem felizes, eu irei superar com certeza esse sofrimento e irei compartilhar dessa felicidade, mesmo que a distância.

Notei que ela nem ouviu o que eu disse e continuou falando: "tu vai sofrer, haha".

Muito decepcionante...

Como lidar com uma situação dessas?

Na hora da conversa congelei, fiquei muito triste porque percebi que havia algo por trás de toda aquela agressividade, já tinha vivido isso com uma outra amiga - que depois, me pediu desculpas num ato de humildade e sabedoria.

Conheço muitas pessoas que não tem filhos e vivem muito bem, mas não era o caso - percebi na hora que ela tinha sérios problemas com relação a esse tema.

Tudo mais que eu falasse naquela hora, iria soar como ofensa - preferi então me calar.

Nós que amamos demais nossos filhos, muitas vezes incomodamos muito os que não tem a felicidade de viver essa experiência - que para mim, é a melhor coisa que aconteceu nesta vida.







sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As novas famílias

Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações: 


1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.


2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel. 

Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.

Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!

Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.

Como vivem estas crianças? 

Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam? 

Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.

Em quem elas vão se espelhar? 

Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.

Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.

E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Homens feios

Estava assistindo a um programa na TV que tenho algumas ressalvas, mas estava valendo pela companhia.

Num determinado momento, dois apresentadores (é bom ressaltar que eram os mais feios do programa) foram fazer uma matéria com mulheres, num dos locais de jogo da Copa.

Eles entrevistavam as mulheres com o objetivo de no final da conversa, colarem adesivos "padrão Pelé" para as belas e gostosas e "padrão Maradona" para as feias, segundo critério deles.

As mulheres não ficavam sabendo no momento da conversa, o real significado de cada adesivo, pareciam umas idiotas querendo aparecer na TV!

Em determinado momento a câmera chegou a focar a barriga de um dos apresentadores, que saía para fora da calça, enorme e flácida.

Fiquei pensando...

Espero que, pelo menos, ele estivesse apenas representando um personagem, porque como pode aquele horroroso querer julgar o belo, como se ele não precisasse ser bonito, já que é famoso e pode conseguir conquistar mulheres de outra forma.

Sei que o pior é que existem homens assim, porque existem muitas mulheres que se deixam comprar...

Não que a beleza seja o mais importante, mas assim como os homens gostam de mulheres bonitas, nós mulheres também apreciamos a beleza masculina.

Essa história de que homem pode ser feio é extremamente machista!



domingo, 2 de outubro de 2011

Diferenças entre Homens e Mulheres

Sempre que alguém me liga e pergunta se é a Magali, a maravilhosa ou a bela ou a qualquer outra coisa muito boa, eu respondo prontamente que sim. Tenho mania de fazer essa brincadeira que nasceu por pura falta de paciência quando atendo ao telefone e a pessoa demora a se identificar.
Geralmente quando se trata de um homem ligando, eles não ficam muito surpresos com a minha resposta, mas quando é uma mulher a reação geralmente é explosiva - pensando bem, só essa diferença de comportamento já renderia outra postagem...
Dia desses, uma amiga com quem eu não falava já há algum tempo me ligou e perguntou se era a Magali, a maravilhosa. Eu, como sempre, respondi espontaneamente: - Sim, sou eu mesma.
Minha amiga riu tanto que tive que esperar um tempo até que ela me dissesse seu nome - não reconheci a voz e nem a risada e só me restou ficar esperando.

Nós mulheres somos tão diferentes em algumas coisas, quando comparadas aos homens...

Mas a diferença que mais me chama a atenção, ainda é com relação à paixão: eu sempre observo a diferença que existe entre um homem apaixonado e uma mulher apaixonada.
Costumo fazer mini-entrevistas com amigos e pessoas conhecidas sobre o assunto, e embora a amostra seja muito pequena, consigo perceber uma tendência de comportamentos: enquanto para as mulheres a paixão ainda está mais ligada a sentimentos, para os homens ainda está mais relacionada à atração física e, inclusive, percebo a dificuldade que eles tem de distinguir uma coisa da outra.
Acho que essa tendência se mantem, muito embora nos últimos tempos tenha havido grandes avanços com relação à busca das mulheres pelo seu prazer sexual.
Entendo a partir disso tudo, o porquê de nós mulheres alimentarmos e lidarmos de forma mais eficiente com nossas paixões platônicas, quando comparadas aos homens.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vingança Perfeita!

Nós mulheres, nos preocupamos com nosso peso corporal desde sempre, enquanto que nos homens essa preocupação não aparece tanto. Mas enquanto nós engordamos gradativamente ao longo da vida, com os homens acontece diferente, a natureza é mais cruel. Geralmente, quando eles atingem uma certa idade, acontece a tragédia: salta aquele barrigão...
Essa é a vingança perfeita!


Emprestei esse espaço, aí em cima, para a idéia de uma querida amiga. Quando ouvi seu comentário sobre esse assunto, achei muito interessante.

É verdade, nós mulheres nos preocupamos muito com nosso peso ao longo de nossas vidas e fazemos de tudo para emagrecermos.

Quanto ao aparecimento repentino da barriga nos homens... Sem dúvida! Eles dormem normais e acordam como se estivessem grávidos!

Agora, quanto à vingança, achei curioso. Por que mesmo temos que nos vingar dos homens? Foram eles que nos impuseram as tais regras e estereótipos de beleza?
Em certa ocasião, trabalhava num local onde éramos 10 funcionários ao todo - 4 mulheres e 6 homens. Fizemos uma pergunta, separadamente, aos nossos colegas - qual o tipo físico de mulher que tu achas mais interessante? Todos disseram que não gostavam de mulheres muito magras e preferiam as mais "curvilíneas". Embora o nosso projeto de pesquisa tenha sido com uma pequena amostra de homens, acho que essa é também a opinião da maioria.
Vejo que nós mulheres, geralmente, somos muito mais cruéis, exigentes e críticas entre nós do que são os homens.
Então por que nos vingarmos deles?

domingo, 19 de setembro de 2010

Não me peçam para parar de rir!

Quando iniciei no Serviço Público, muito jovem, logo no início surgiu uma situação inusitada.
No setor onde eu trabalhava, éramos eu - aquariana , uma colega - leonina, um estagiário - capricorniano (hoje, meu marido) e nosso chefe - também capricorniano.
Eu e minha colega, logo que nos conhecemos ficamos muito amigas e quando não havia trabalho, nós ríamos muito. Nem me lembro das razões para tantas risadas, mas com certeza não eram necessários grandes motivos.
Como nós quatro ocupávamos a mesma sala, lá pelas tantas nossas risadas acabaram perdendo a graça.
Nosso chefe, então, resolveu fazer uma reunião do Setor e adivinhem qual foi a única pauta? Nossos ataques de riso, claro.
Durante a reunião eu e minha colega, tentávamos não rir, mas acabávamos perdendo o controle e fizemos a única coisa que não podíamos fazer – rimos, rimos muito, choramos de rir...
Eu tentava manter o controle, pensava em coisas tristes, mas de nada adiantava. Fazíamos um breve intervalo e quando nosso chefe tentava retomar o controle da situação... Nova explosão de risos! Uma começava e a outra ia atrás, como se estivéssemos enfeitiçadas.
Depois de várias tentativas de dar continuidade à reunião, sem nenhum êxito, o resultado foram dois homens zangados e duas mulheres leves, com suas almas lavadas pelas lágrimas que rolavam em função de tantas risadas.