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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Furto natalino

Acredito que sempre temos o que aprender...

Na noite de Natal, havia deixado em cima na mesa onde realizamos a ceia uma quantia em dinheiro e meu celular sobre esses valores. Uma determinada pessoa, presente na festa, sentou-se à mesa e sorrateiramente puxou uma nota de 100 reais daquela quantia, colocando-a em seu bolso esquerdo, situação flagrada por outra pessoa pelo fato de a mesa ser transparente. Após o flagrante, a pessoa que cometeu o furto tentou se desfazer do objeto subtraído, transformando a nota de 100 reais em uma bolinha de papel bem pequena, no entanto a deixou cair e cerca de 10 pessoas testemunharam esse momento, o que literalmente confirmou o triste fato. Constrangida e bastante nervosa, a pessoa só conseguia repetir as mesmas palavras: - "Não fui eu, não fui eu", o que é normal nesses casos, mesmo após a situação estar nítida para todos os presentes. Já antecipo que os nomes não podem e não serão divulgados.

Se tem algo que eu tenha que aprender é jamais confiar em determinadas pessoas.

E só depois de ter vivido essa situação constrangedora dentro da minha casa, aprendi a  lição e mudei completamente de postura.

Devemos sim radicalizar com relação a quem frequenta nossa casa, nossa vida - descobri isso da pior maneira possível ao ser roubada e com o fato de isso ter acabado com nossa festa de Natal.

Já não tenho muita admiração por seres humanos, especialmente depois do resultado das últimas eleições, e agora então...

Depois do que houve, irei me afastar da atitude que eu mantinha até esse Natal, quando abria as portas de casa não só para familiares e amigos, mas também para qualquer pessoa conhecida, sem critérios.


terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Dois homens de mãos dadas...

Estava andando de carro, numa manhã ensolarada e maravilhosa quando passei por dois homens de mãos dadas, andando tranquilamente na rua...

Num primeiro momento fiquei super feliz por viver para ver isso, duas pessoas do mesmo sexo demonstrando abertamente uma relação afetiva.


Logo após seguirmos com o carro, senti um medo enorme de que haja um retrocesso e que este governo com sua 'turma', consiga fazer com que percamos isso também...


Falei o que estava sentindo para a pessoa que estava comigo no carro e ela me disse calmamente: 'isso não vai acontecer'.


Fiquei um pouco mais tranquila, mas ainda tenho medo de tudo que possa acontecer - em termos de preconceito, discriminação e violência.


Lembrei das pessoas que saíram do país neste período, após os muitos 'avisos', por temerem o que possa acontecer com elas e com seus familiares.


O cenário que vejo hoje é de um retrocesso em todas as áreas, o governo está sendo muito eficaz, infelizmente, em destruir muito do que conquistamos com tantos sacrifícios e com um trabalho de conscientização exaustivo.


E o pior é ver que estamos numa cidade  e num estado onde o prefeito e o governador recriam com êxito este mesmo cenário, numa tentativa feroz de destruir tudo que é bom para o povo, para os animais e para o meio ambiente em geral.



segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Gratidão em todos momentos

Mesmo nos momentos mais tristes das nossas vidas, temos motivos para agradecer.

A exemplo do que estou vivendo agora, um momento tão delicado e sofrido em função da morte da  minha cadela-filha, e mesmo assim, tenho motivos para ser grata.

Grata por todos familiares e amigos que estiveram por perto ao longo destes dias tão cinzentos e que, através de visitas, de mensagens, telefonemas, orações, me ajudaram tanto...

Me senti acolhida, me senti no colo de cada uma dessas pessoas - foram manifestações de carinho maravilhosas, que pouco a pouco estão me ajudando a seguir em frente.

Também sou muito grata à veterinária da Mel que, num gesto de amor, teve uma longa conversa comigo e me ajudou a entender que 14 anos para uma cadela Pastor Alemão é muito tempo, geralmente eles vivem no máximo 12 anos e, portanto, estava na hora dela descansar - eu já havia feito o que podia por ela...

É muito bom poder vivenciar na prática o que publico aqui sobre gratidão - sempre temos algum motivo para agradecer, mesmo nos piores momentos da vida.

sábado, 9 de março de 2013

Bolsas


Tudo começou com uma bolsa grande. 

Depois foi para: uma bolsa grande mais uma bolsa tipo sacola bonita.
  
Agora é: uma bolsa grande, mais uma bolsa tipo sacola bonita e mais uma bolsa bonita para as roupas de ginástica.


Fico pensando: será que também faço isso em outros setores da minha vida?

Quando tenho um problema será que também divido em partes para que ele não pareça tão grande assim e dessa forma possa solucioná-lo?

Acho que ao nível do inconsciente fazemos isso com muito mais frequência do que nossa consciência consegue perceber.

É uma das formas de sobrevivermos em determinados momentos difíceis da vida...

Quando surge algum problema grave na minha vida ou na vida de alguém próximo, percebo que a melhor solução, muitas vezes, é apenas fazer o que é possível naquele momento e ter a paciência de esperar e ficar aberta às possibilidades que surgem a cada instante.

Geralmente, quando conseguimos manter uma atitude positiva diante de uma situação difícil e seguimos fazendo isso - um passo depois do outro, as soluções surgem de uma forma maravilhosa.

Claro que nem sempre conseguimos nos manter otimistas e confiantes, mas sem dúvida esta seria a melhor coisa a ser feita. 

É nessa hora que percebemos a importância de termos amigos, familiares, companheiros que nos impulsionem para cima, nos abastecendo com uma carga de energia positiva nesses momentos de fragilidade, para que possamos seguir em frente.