Estava andando de carro, numa manhã ensolarada e maravilhosa quando passei por dois homens de mãos dadas, andando tranquilamente na rua...
Num primeiro momento fiquei super feliz por viver para ver isso, duas pessoas do mesmo sexo demonstrando abertamente uma relação afetiva.
Logo após seguirmos com o carro, senti um medo enorme de que haja um retrocesso e que este governo com sua 'turma', consiga fazer com que percamos isso também...
Falei o que estava sentindo para a pessoa que estava comigo no carro e ela me disse calmamente: 'isso não vai acontecer'.
Fiquei um pouco mais tranquila, mas ainda tenho medo de tudo que possa acontecer - em termos de preconceito, discriminação e violência.
Lembrei das pessoas que saíram do país neste período, após os muitos 'avisos', por temerem o que possa acontecer com elas e com seus familiares.
O cenário que vejo hoje é de um retrocesso em todas as áreas, o governo está sendo muito eficaz, infelizmente, em destruir muito do que conquistamos com tantos sacrifícios e com um trabalho de conscientização exaustivo.
E o pior é ver que estamos numa cidade e num estado onde o prefeito e o governador recriam com êxito este mesmo cenário, numa tentativa feroz de destruir tudo que é bom para o povo, para os animais e para o meio ambiente em geral.
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terça-feira, 24 de dezembro de 2019
Dois homens de mãos dadas...
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quarta-feira, 30 de setembro de 2015
"inSEGURANÇA PÚBLICA"
Mais uma coisa importante que veio através
das minhas leituras sobre A LEI DA ATRAÇÃO...
É sobre o amor - ter amor e não ter amor.
Segundo o que li tudo que acontece na vida
está relacionado a esse binário, mesmo que às vezes não pareça ter relação.
Por exemplo, se pegarmos um tema bem
atual, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde estamos vivendo o pior
governo (desgoverno) da história do estado: SEGURANÇA PÚBLICA.
O governo atual, ao invés de solucionar os
problemas, conseguiu implementar ações que só pioraram muito o problema e
tornaram o Estado do Rio Grande do Sul um dos piores lugares para se morar no
Brasil.
E pensando mais a fundo sobre essa
situação que nos torna prisioneiros em nossas próprias casas, existem vários questionamentos
que devemos fazer neste momento.
Quem são os assaltantes e assassinos que
protagonizam estas situações?
Na grande maioria são pessoas que não
receberam amor...
A prova disso é a frieza com que tiram a
vida de suas vítimas, muitas vezes por uns trocados ou por um celular.
Como não receberam amor, muitas vezes elas
não têm amor para dar e por isso se torna mais fácil agredir, roubar e até
matar.
E o amor ao qual me refiro, deve vir junto
com cuidados básicos especialmente durante a infância e a juventude.
Também falta aquele olhar do adulto, que
muitas vezes pode salvar uma criança ou um jovem da delinquência.
Não estou aqui querendo justificar a
violência, mas apenas tentando entender mais a fundo, até porque tudo que vejo
é uma busca de solução com o foco direcionado às consequências e não com o foco
nas causas do problema.
A criminalidade nas ruas é apenas o
resultado de uma sociedade falida e o que temos que descobrir é o que está
gerando este caos.
A que tipo de família pertencem essas
pessoas que cometem crimes? Quem são seus pais? Onde estão?
Inevitavelmente entro em outra esfera da
discussão, que para mim é o X da questão - Planejamento Familiar!
Hoje existe um novo formato de família,
que merece atenção de governos e da sociedade - a família formada por mãe e
filhos.
Sendo que esses filhos são, geralmente,
sustentados pela mãe e pelos avós - aposentados que, na maioria, mal conseguem
suprir suas próprias necessidades.
O pai é ausente em algum grau - está
presente eventualmente ou "desapareceu para sempre".
Lembro sempre daquela pesquisa, feita há
algum tempo em prisões aqui Brasil, no nordeste, com apenados de vários graus - a maioria não conhecia
seu pai ou se conhecia, não tinha convivência.
Outra questão importante é observarmos que
muitas vezes essas crianças são filhas de outras crianças, pré-adolescentes!
Criança precisa de amor, cuidados básicos
e um olhar atendo de adultos.
Se não houver respostas a pelo menos esses
três requisitos básicos, corremos um risco muito grande de perdermos esses
jovens para o crime.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Segurança Pública
Notícia na Zero Hora de hoje: "Justiça atacará impunidade contra fugas nos albergues – Uma nova ofensiva promete apertar o cerco às fugas dos regimes aberto e semiaberto."
Por que nos contentamos com medidas paliativas quando o assunto em pauta é segurança pública?
Hoje, no Brasil, avançamos tanto com relação a estudos e estamos tão bem representados por pessoas que se especializaram nessa área, mas o grande problema continua ocorrendo: faltam programas políticos realmente eficazes contra a violência pública que permitam que os cidadãos possam voltar a andar pelas ruas e não mais fiquem prisioneiros em suas próprias casas. Essa inversão de valores que ocorre - pagamos impostos para que nos sejam garantidos alguns direitos básicos e no entanto, somos as maiores vítimas dessa situação caótica que estamos vivendo hoje no país.
Quando iremos pensar e agir na direção da causa do problema? Quando iremos parar de adotar medidas paliativas, especialmente em períodos pré-eleitorais?
Está passando da hora de pensarmos em projetos políticos contra a violência – temos o dever de parar com medidas politiqueiras e imediatistas que em nada resultarão.
Temos que investir em estudos científicos para detectarmos as causas do problema e é só assim que poderemos descobrir a solução.
Recentemente foi feito um estudo que detectou que muitos dos brasileiros que estão nascendo, não irão ter convivência ou não conhecerão a figura paterna. Isso não seria um bom ponto de partida para caminharmos em direção a uma atitude que realmente possa mudar esse quadro dramático que vivemos?
É inevitável pensarmos na questão do Planejamento Familiar não só como tema de debate em escolas, mas como um projeto político sério e efetivo.
Medidas paliativas podem render espaço em jornais e criar uma falsa expectativa na população, mas é só isso que querem nossos dirigentes políticos e detentores de cargos públicos importantes?
Nesse momento pré-eleições, devemos levar em conta tudo isso. Afinal qual o perfil que queremos que nossos representantes tenham? Queremos politiqueiros simpáticos que distribuam gentilezas e sorrisos ou homens com visão política o que implica em processos muitas vezes a longo prazo mas que tenham conteúdo sério e rico para a construção de um futuro melhor?
Penso também, que ao tratarmos da criminalidade, teremos a oportunidade de nos aproximarmos dos protagonistas da cena - os criminosos; que na maioria das vezes, convivem com violência e criminalidade desde que nascem. São, portanto, vítimas fatais do sistema e por absoluta falta de oportunidade se tornam seres que geralmente iniciam uma trajetória na vida criminosa sem que haja a possibilidade de um caminho de volta à vida na sociedade.
Temos que achar um caminho para que possamos romper com esse ciclo vicioso onde a criminalidade está geralmente ligada a falta de possibilidade de resgate social desses seres humanos, que estão fadados a reproduzirem o mundo que vivem - violento e sem amor.
Por que nos contentamos com medidas paliativas quando o assunto em pauta é segurança pública?
Hoje, no Brasil, avançamos tanto com relação a estudos e estamos tão bem representados por pessoas que se especializaram nessa área, mas o grande problema continua ocorrendo: faltam programas políticos realmente eficazes contra a violência pública que permitam que os cidadãos possam voltar a andar pelas ruas e não mais fiquem prisioneiros em suas próprias casas. Essa inversão de valores que ocorre - pagamos impostos para que nos sejam garantidos alguns direitos básicos e no entanto, somos as maiores vítimas dessa situação caótica que estamos vivendo hoje no país.
Quando iremos pensar e agir na direção da causa do problema? Quando iremos parar de adotar medidas paliativas, especialmente em períodos pré-eleitorais?
Está passando da hora de pensarmos em projetos políticos contra a violência – temos o dever de parar com medidas politiqueiras e imediatistas que em nada resultarão.
Temos que investir em estudos científicos para detectarmos as causas do problema e é só assim que poderemos descobrir a solução.
Recentemente foi feito um estudo que detectou que muitos dos brasileiros que estão nascendo, não irão ter convivência ou não conhecerão a figura paterna. Isso não seria um bom ponto de partida para caminharmos em direção a uma atitude que realmente possa mudar esse quadro dramático que vivemos?
É inevitável pensarmos na questão do Planejamento Familiar não só como tema de debate em escolas, mas como um projeto político sério e efetivo.
Medidas paliativas podem render espaço em jornais e criar uma falsa expectativa na população, mas é só isso que querem nossos dirigentes políticos e detentores de cargos públicos importantes?
Nesse momento pré-eleições, devemos levar em conta tudo isso. Afinal qual o perfil que queremos que nossos representantes tenham? Queremos politiqueiros simpáticos que distribuam gentilezas e sorrisos ou homens com visão política o que implica em processos muitas vezes a longo prazo mas que tenham conteúdo sério e rico para a construção de um futuro melhor?
Penso também, que ao tratarmos da criminalidade, teremos a oportunidade de nos aproximarmos dos protagonistas da cena - os criminosos; que na maioria das vezes, convivem com violência e criminalidade desde que nascem. São, portanto, vítimas fatais do sistema e por absoluta falta de oportunidade se tornam seres que geralmente iniciam uma trajetória na vida criminosa sem que haja a possibilidade de um caminho de volta à vida na sociedade.
Temos que achar um caminho para que possamos romper com esse ciclo vicioso onde a criminalidade está geralmente ligada a falta de possibilidade de resgate social desses seres humanos, que estão fadados a reproduzirem o mundo que vivem - violento e sem amor.
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