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domingo, 31 de dezembro de 2017

Não somos 'vítimas da política'

Uma coisa que me irrita muito, é quando ouço alguém falar: 'não gosto de política e nem de políticos'.

Primeiro - essa pessoa está se candidatando a ter que aceitar qualquer tipo de política, políticos e de governantes - sem poder reclamar.

Segundo - provavelmente ela nunca soube escolher seus candidatos nas eleições, se arrependeu das suas escolhas e desistiu.

Nós seres humanos, em geral, temos uma atitude de defesa quando as coisas dão errado ou não acontecem exatamente como queremos - culpamos os outros.

Quando o assunto é política, não assumimos nossos próprios erros e vamos levando a vida usando frases feitas e muitas vezes acabamos 'votando nas pessoas e não nos partidos' - tornando muito fácil para qualquer impostor chegar ao poder.

Afinal, ele não precisa ter história, ele só precisa ser 'simpático' e, se possível, bonito.

Somos os verdadeiros responsáveis por tudo que está acontecendo ao nosso redor - como problemas com a segurança pública, deficiência no atendimento da saúde, desemprego, falta de vagas nas escolas e desestruturação do sistema educacional - com professores que não tem um salário digno, etc.

Temos que mergulhar no assunto e entendermos que somos nós, o povo - os verdadeiros agentes políticos.

Infelizmente, mais e mais políticos oportunistas surgirão se não ampliarmos nossa visão e percebemos que somos nós que temos que mudar, através de escolhas que venham ao encontro dos interesses gerais da população.

Vamos dizer um basta e parar de ser apenas um instrumento de manobra para oportunistas que só pensam em enriquecer às custas da miséria e empobrecimento da classe trabalhadora.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"inSEGURANÇA PÚBLICA"

Mais uma coisa importante que veio através das minhas leituras sobre A LEI DA ATRAÇÃO...

É sobre o amor - ter amor e não ter amor.

Segundo o que li tudo que acontece na vida está relacionado a esse binário, mesmo que às vezes não pareça ter relação.

Por exemplo, se pegarmos um tema bem atual, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde estamos vivendo o pior governo (desgoverno) da história do estado: SEGURANÇA PÚBLICA.

O governo atual, ao invés de solucionar os problemas, conseguiu implementar ações que só pioraram muito o problema e tornaram o Estado do Rio Grande do Sul um dos piores lugares para se morar no Brasil.

E pensando mais a fundo sobre essa situação que nos torna prisioneiros em nossas próprias casas, existem vários questionamentos que devemos fazer neste momento.

Quem são os assaltantes e assassinos que protagonizam estas situações? 

Na grande maioria são pessoas que não receberam amor...

A prova disso é a frieza com que tiram a vida de suas vítimas, muitas vezes por uns trocados ou por um celular.

Como não receberam amor, muitas vezes elas não têm amor para dar e por isso se torna mais fácil agredir, roubar e até matar.

E o amor ao qual me refiro, deve vir junto com cuidados básicos especialmente durante a infância e a juventude.

Também falta aquele olhar do adulto, que muitas vezes pode salvar uma criança ou um jovem da delinquência.

Não estou aqui querendo justificar a violência, mas apenas tentando entender mais a fundo, até porque tudo que vejo é uma busca de solução com o foco direcionado às consequências e não com o foco nas causas do problema.

A criminalidade nas ruas é apenas o resultado de uma sociedade falida e o que temos que descobrir é o que está gerando este caos.

A que tipo de família pertencem essas pessoas que cometem crimes? Quem são seus pais? Onde estão?

Inevitavelmente entro em outra esfera da discussão, que para mim é o X da questão - Planejamento Familiar!

Hoje existe um novo formato de família, que merece atenção de governos e da sociedade - a família formada por mãe e filhos.

Sendo que esses filhos são, geralmente, sustentados pela mãe e pelos avós - aposentados que, na maioria, mal conseguem suprir suas próprias necessidades.

O pai é ausente em algum grau - está presente eventualmente ou "desapareceu para sempre".

Lembro sempre daquela pesquisa, feita há algum tempo em prisões aqui Brasil, no nordeste, com apenados de vários graus - a maioria não conhecia seu pai ou se conhecia, não tinha convivência.

Outra questão importante é observarmos que muitas vezes essas crianças são filhas de outras crianças, pré-adolescentes!

Criança precisa de amor, cuidados básicos e um olhar atendo de adultos.

Se não houver respostas a pelo menos esses três requisitos básicos, corremos um risco muito grande de perdermos esses jovens para o crime.




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As novas famílias

Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações: 


1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.


2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel. 

Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.

Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!

Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.

Como vivem estas crianças? 

Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam? 

Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.

Em quem elas vão se espelhar? 

Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.

Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.

E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.



domingo, 5 de dezembro de 2010

Segurança Pública no Rio de Janeiro

Marcos Rolim fez hoje, uma leitura perfeita sobre o domínio de território por grupos armados no Rio de Janeiro – Zero Hora, página 18.
Lendo sua crônica, lembrei o porquê de não ter me rendido aos apelos jornalísticos quando colocavam pessoas chorando, em telejornais, emocionadas por acreditarem que seus heróis, os policiais, haviam vencido a batalha contra os traficantes...

Vou transcrever aqui, um trecho da referida crônica:

“Por isso, a polarização pressuposta nas coberturas jornalísticas entre “polícia” e “traficantes” não existe no RJ. Traficantes mantêm bases territoriais e pontos fixos de venda porque compram proteção dos segmentos criminosos das polícias. Tudo funciona como em uma S/A de capital fechado. Boa parte das armas do tráfico é fornecida por policiais que, assim, colocam em risco a vida de todos, sobretudo a vida dos policiais honestos, aqueles que – apesar dos baixos salários – honram sua missão e nos protegem. Estes estão fora da “sociedade” e, por isso, correm riscos extras em suas corporações.”

E sobre o combate eficaz contra o tráfico:

"Para derrotá-lo, será necessária uma política pública de redução de danos que permita segmentar o mercado com experiências progressivas de legalização das drogas. A opinião pública no Brasil, entretanto, por desinformação e preconceito, não está disposta sequer a fazer este debate. Os traficantes e seus sócios, é claro, agradecem."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Segurança Pública

Notícia na Zero Hora de hoje: "Justiça atacará impunidade contra fugas nos albergues – Uma nova ofensiva promete apertar o cerco às fugas dos regimes aberto e semiaberto."

Por que nos contentamos com medidas paliativas quando o assunto em pauta é segurança pública?
Hoje, no Brasil, avançamos tanto com relação a estudos e estamos tão bem representados por pessoas que se especializaram nessa área, mas o grande problema continua ocorrendo: faltam programas políticos realmente eficazes contra a violência pública que permitam que os cidadãos possam voltar a andar pelas ruas e não mais fiquem prisioneiros em suas próprias casas. Essa inversão de valores que ocorre - pagamos impostos para que nos sejam garantidos alguns direitos básicos e no entanto, somos as maiores vítimas dessa situação caótica que estamos vivendo hoje no país.
Quando iremos pensar e agir na direção da causa do problema? Quando iremos parar de adotar medidas paliativas, especialmente em períodos pré-eleitorais?
Está passando da hora de pensarmos em projetos políticos contra a violência – temos o dever de parar com medidas politiqueiras e imediatistas que em nada resultarão.
Temos que investir em estudos científicos para detectarmos as causas do problema e é só assim que poderemos descobrir a solução.
Recentemente foi feito um estudo que detectou que muitos dos brasileiros que estão nascendo, não irão ter convivência ou não conhecerão a figura paterna. Isso não seria um bom ponto de partida para caminharmos em direção a uma atitude que realmente possa mudar esse quadro dramático que vivemos?
É inevitável pensarmos na questão do Planejamento Familiar não só como tema de debate em escolas, mas como um projeto político sério e efetivo.
Medidas paliativas podem render espaço em jornais e criar uma falsa expectativa na população, mas é só isso que querem nossos dirigentes políticos e detentores de cargos públicos importantes?
Nesse momento pré-eleições, devemos levar em conta tudo isso. Afinal qual o perfil que queremos que nossos representantes tenham? Queremos politiqueiros simpáticos que distribuam gentilezas e sorrisos ou homens com visão política o que implica em processos muitas vezes a longo prazo mas que tenham conteúdo sério e rico para a construção de um futuro melhor?
Penso também, que ao tratarmos da criminalidade, teremos a oportunidade de nos aproximarmos dos protagonistas da cena - os criminosos; que na maioria das vezes, convivem com violência e criminalidade desde que nascem. São, portanto, vítimas fatais do sistema e por absoluta falta de oportunidade se tornam seres que geralmente iniciam uma trajetória na vida criminosa sem que haja a possibilidade de um caminho de volta à vida na sociedade.
Temos que achar um caminho para que possamos romper com esse ciclo vicioso onde a criminalidade está geralmente ligada a falta de possibilidade de resgate social desses seres humanos, que estão fadados a reproduzirem o mundo que vivem - violento e sem amor.