Estava conversando com um amigo e ele me perguntou como é ter os filhos morando comigo...
Eu disse que é maravilhoso e aproveito ao máximo, porque sei que daqui a pouco eles vão viver a vida deles e não vou ter mais esse prazer diário.
Compreensível e desejável - tudo que queremos é que nossos filhos sejam felizes, perto ou longe da gente.
Meu amigo então, concluiu dizendo que além de ser supermãe, sou superfilha.
Concordei plenamente já pensando sobre o assunto, porque além de tudo, sou superfilha única!
Refleti então, e percebi que devo desculpas a todas as pessoas que eu amo e que não são filhos ou minha mãe, porque muitas vezes não sobra energia e tempo para que eu possa me dedicar demonstrando todo afeto que sinto por elas.
Aproveito para pedir 'desculpas' também, a minha casa, que muitas vezes fica tão bagunçada - meu tempo tem dono e paro tudo por um momento de prazer com meus amores.
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domingo, 25 de agosto de 2019
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Empoderamento feminino?
Quando ouço falar em empoderamento feminino e vejo como as mulheres de hoje em dia vivem, em geral, não vejo grandes mudanças concretas.
Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.
Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?
Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.
Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.
Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.
Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.
Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.
Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."
Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.
Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.
Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.
Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.
Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?
Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.
Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.
Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.
Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.
Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.
Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."
Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.
Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.
Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.
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sábado, 6 de janeiro de 2018
Filhos
Uma das coisas que aprendi ao longo da vida é evitar conversar sobre filhos com quem não os têm.
Como aprendi?
Como aprendi?
Foi a partir da minha vivência, lembro o que eu pensava a respeito antes de ter meus filhos, cheia de teorias.
Quando me tornei mãe, logo percebi que as coisas seriam muito diferentes na prática, aqueles livros e teorias pouco me ajudaram, muitas vezes até atrapalharam.
Quando me tornei mãe, logo percebi que as coisas seriam muito diferentes na prática, aqueles livros e teorias pouco me ajudaram, muitas vezes até atrapalharam.
Mas dia desses, não pude evitar e acabei iniciando uma conversa sobre o assunto com uma amiga que eu não via há muitos anos e que não tem filhos.
Conversávamos sobre outros assuntos e de repente entramos no assunto "filhos".
Conforme a conversa acontecia, ela começou a fazer um discurso emocionado, crítico, irônico e de certa forma agressivo sobre a mãe que ela pensava que eu era e, chegou a prever o quanto vou sofrer no futuro!
Conforme a conversa acontecia, ela começou a fazer um discurso emocionado, crítico, irônico e de certa forma agressivo sobre a mãe que ela pensava que eu era e, chegou a prever o quanto vou sofrer no futuro!
Ela sabe que sou uma mãe que ama, diz que ama e que tem atitudes que demonstram todo esse amor!
Sim, sou uma mãe que ama exageradamente, mas tenho certeza que todo esse amor ajudou a construir estes dois homens maravilhosos que eu tenho como filhos e muito pouco prejudicou a formação deles - se é que isso aconteceu.
Quem os conhece bem (não é o caso dessa minha amiga) pode confirmar isso - sei que sou suspeita para fazer elogios...
Aliás, sempre recebemos muitos elogios com relação aos dois - de amigos, pais de amigos, colegas, professores.
Quanto a conversa com minha amiga, ela seguiu dizendo que eu vou sofrer muito quando eles saírem de casa e forem viver suas vidas.
Eu respondi que sabia disso, mas que se eles estiverem felizes, eu irei superar com certeza esse sofrimento e irei compartilhar dessa felicidade, mesmo que a distância.
Notei que ela nem ouviu o que eu disse e continuou falando: "tu vai sofrer, haha".
Muito decepcionante...
Notei que ela nem ouviu o que eu disse e continuou falando: "tu vai sofrer, haha".
Muito decepcionante...
Como lidar com uma situação dessas?
Na hora da conversa congelei, fiquei muito triste porque percebi que havia algo por trás de toda aquela agressividade, já tinha vivido isso com uma outra amiga - que depois, me pediu desculpas num ato de humildade e sabedoria.
Na hora da conversa congelei, fiquei muito triste porque percebi que havia algo por trás de toda aquela agressividade, já tinha vivido isso com uma outra amiga - que depois, me pediu desculpas num ato de humildade e sabedoria.
Conheço muitas pessoas que não tem filhos e vivem muito bem, mas não era o caso - percebi na hora que ela tinha sérios problemas com relação a esse tema.
Tudo mais que eu falasse naquela hora, iria soar como ofensa - preferi então me calar.
Nós que amamos demais nossos filhos, muitas vezes incomodamos muito os que não tem a felicidade de viver essa experiência - que para mim, é a melhor coisa que aconteceu nesta vida.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
A magia do amor incondicional
O amor incondicional exige muita energia de nós mas o retorno que temos é sempre maravilhoso...
Esse tipo de amor é envolto em algo misterioso, porque muitas vezes entramos em contato com essa energia em momentos inesperados e então toda magia acontece.
Algo interessante de se fazer nesses momentos é nos entregarmos totalmente, vivenciarmos no agora toda a intensidade desse sentimento tão puro e que nos liga ao Universo instantaneamente.
Para mim, a forma mais maravilhosa de vivenciar esse tipo de amor é com meus filhos - tanto os humanos quanto os animais.
Muitas vezes fico olhando para estes presentes maravilhosos que o Universo me deu e sinto o que realmente é felicidade e paz através do amor incondicional que sinto por eles.
Esse tipo de amor é infinito e perfeito, não está sob a mira de julgamentos, ele apenas é - aconteça o que acontecer.
Esse tipo de amor é envolto em algo misterioso, porque muitas vezes entramos em contato com essa energia em momentos inesperados e então toda magia acontece.
Algo interessante de se fazer nesses momentos é nos entregarmos totalmente, vivenciarmos no agora toda a intensidade desse sentimento tão puro e que nos liga ao Universo instantaneamente.
Para mim, a forma mais maravilhosa de vivenciar esse tipo de amor é com meus filhos - tanto os humanos quanto os animais.
Muitas vezes fico olhando para estes presentes maravilhosos que o Universo me deu e sinto o que realmente é felicidade e paz através do amor incondicional que sinto por eles.
Esse tipo de amor é infinito e perfeito, não está sob a mira de julgamentos, ele apenas é - aconteça o que acontecer.
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Obrigada por poder ir na academia!
Quando é dia de ir na academia - vou 3 vezes por semana, fico meio preguiçosa.
Mas daí, lembro uma colega que foi minha companheira de academia por um tempo, há anos atrás.
Não trabalhávamos na mesma sala, eu era assessora do chefe e minha colega era uma das pessoas de confiança dele.
Quando era dia de treino, eu normalmente tinha que buscá-la em sua sala - nós íamos depois do trabalho.
E sempre que eu surgia e a lembrava do nosso compromisso ela dizia:
- Que legal, hoje é dia de academia!
E eu acabava ficando um pouco mais entusiasmada depois de ouvir isso, afinal ela havia trabalhado muito durante todo o dia e mesmo assim ficava feliz ao saber que iríamos treinar.
Já contei essa história verdadeira aos meus filhos, embora de todos da família, eu sou a mais preguiçosa quando o assunto é treino.
Devemos mesmo é ser gratos por podermos frequentar uma academia e ainda mais, no nosso caso, um local confortável, com ótima localização e muito bem equipado.
Às vezes é necessário nos distanciarmos um pouco do 'piloto automático' do dia a dia, para podermos dar a valor a tudo que temos de bom na vida.
Nesse caso, minha colega foi a inspiração para que eu voltasse para o agora e enxergasse as coisas com outros olhos, agradecendo aquele momento ao contrário de reclamar...
Mas daí, lembro uma colega que foi minha companheira de academia por um tempo, há anos atrás.
Não trabalhávamos na mesma sala, eu era assessora do chefe e minha colega era uma das pessoas de confiança dele.
Quando era dia de treino, eu normalmente tinha que buscá-la em sua sala - nós íamos depois do trabalho.
E sempre que eu surgia e a lembrava do nosso compromisso ela dizia:
- Que legal, hoje é dia de academia!
E eu acabava ficando um pouco mais entusiasmada depois de ouvir isso, afinal ela havia trabalhado muito durante todo o dia e mesmo assim ficava feliz ao saber que iríamos treinar.
Já contei essa história verdadeira aos meus filhos, embora de todos da família, eu sou a mais preguiçosa quando o assunto é treino.
Devemos mesmo é ser gratos por podermos frequentar uma academia e ainda mais, no nosso caso, um local confortável, com ótima localização e muito bem equipado.
Às vezes é necessário nos distanciarmos um pouco do 'piloto automático' do dia a dia, para podermos dar a valor a tudo que temos de bom na vida.
Nesse caso, minha colega foi a inspiração para que eu voltasse para o agora e enxergasse as coisas com outros olhos, agradecendo aquele momento ao contrário de reclamar...
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Amor que tende ao mais infinito...
Olhando para trás e pensando sobre como eduquei meus filhos,
vejo meus erros, mas vejo meus acertos também.
Sem dúvida, meu
acerto principal foi nunca ter me preocupado com o meu excesso de amor por
eles.
Amor que cresceu e ainda cresce a cada dia que passa!
Digo sempre que esse meu meu amor, tende ao mais infinito e, inclusive, acho que este deve ter sido o motivo
principal para eu ter cursado Matemática: poder expressar todo esse meu amor por eles!
Essa é a forma mais concreta que eu encontrei para expressar
meu amor por estes dois seres maravilhosos que vieram para esta vida através de
mim.
Como eles são hoje em dia?
Recheados de amor!
Mesmo nos momentos que acabei errando minhas divisões por
dois e causei ciúmes entre eles, sempre consegui de alguma forma
tranquilizá-los – eles sabem o quanto são amados.
E embora eu faça essa quantificação de amor que tende ao
mais infinito, no final o resultado desta conta é sempre um número 'estranhamente' igual para os dois.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
"inSEGURANÇA PÚBLICA"
Mais uma coisa importante que veio através
das minhas leituras sobre A LEI DA ATRAÇÃO...
É sobre o amor - ter amor e não ter amor.
Segundo o que li tudo que acontece na vida
está relacionado a esse binário, mesmo que às vezes não pareça ter relação.
Por exemplo, se pegarmos um tema bem
atual, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde estamos vivendo o pior
governo (desgoverno) da história do estado: SEGURANÇA PÚBLICA.
O governo atual, ao invés de solucionar os
problemas, conseguiu implementar ações que só pioraram muito o problema e
tornaram o Estado do Rio Grande do Sul um dos piores lugares para se morar no
Brasil.
E pensando mais a fundo sobre essa
situação que nos torna prisioneiros em nossas próprias casas, existem vários questionamentos
que devemos fazer neste momento.
Quem são os assaltantes e assassinos que
protagonizam estas situações?
Na grande maioria são pessoas que não
receberam amor...
A prova disso é a frieza com que tiram a
vida de suas vítimas, muitas vezes por uns trocados ou por um celular.
Como não receberam amor, muitas vezes elas
não têm amor para dar e por isso se torna mais fácil agredir, roubar e até
matar.
E o amor ao qual me refiro, deve vir junto
com cuidados básicos especialmente durante a infância e a juventude.
Também falta aquele olhar do adulto, que
muitas vezes pode salvar uma criança ou um jovem da delinquência.
Não estou aqui querendo justificar a
violência, mas apenas tentando entender mais a fundo, até porque tudo que vejo
é uma busca de solução com o foco direcionado às consequências e não com o foco
nas causas do problema.
A criminalidade nas ruas é apenas o
resultado de uma sociedade falida e o que temos que descobrir é o que está
gerando este caos.
A que tipo de família pertencem essas
pessoas que cometem crimes? Quem são seus pais? Onde estão?
Inevitavelmente entro em outra esfera da
discussão, que para mim é o X da questão - Planejamento Familiar!
Hoje existe um novo formato de família,
que merece atenção de governos e da sociedade - a família formada por mãe e
filhos.
Sendo que esses filhos são, geralmente,
sustentados pela mãe e pelos avós - aposentados que, na maioria, mal conseguem
suprir suas próprias necessidades.
O pai é ausente em algum grau - está
presente eventualmente ou "desapareceu para sempre".
Lembro sempre daquela pesquisa, feita há
algum tempo em prisões aqui Brasil, no nordeste, com apenados de vários graus - a maioria não conhecia
seu pai ou se conhecia, não tinha convivência.
Outra questão importante é observarmos que
muitas vezes essas crianças são filhas de outras crianças, pré-adolescentes!
Criança precisa de amor, cuidados básicos
e um olhar atendo de adultos.
Se não houver respostas a pelo menos esses
três requisitos básicos, corremos um risco muito grande de perdermos esses
jovens para o crime.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
As novas famílias
Quando penso em novos formatos de famílias, lembro especialmente de duas situações:
1ª - uma que eu considero um dos maiores avanços que tivemos em termos de estrutura familiar, que é o reconhecimento legal e social das famílias formadas por homossexuais, que cada vez mais são e devem ser respeitadas em nossa sociedade.
2ª - a outra situação, ao contrário da anterior, é extremamente preocupante e temo que esteja avançando em nossa sociedade - são as famílias formadas por mães e filhos, onde a base da responsabilidade pela criação e sustento dessas crianças fica ao encargo da mãe e avós - geralmente aposentados, que tiram os poucos recursos que têm para poder cumprir esse papel.
Nesses casos, a figura masculina - o pai, é um mero coadjuvante ou até nem se faz presente tanto com relação a laços afetivos, quanto a comprometimento financeiro para o sustento dessas crianças.
Algo precisa ser feito pelo poder público e pela sociedade!
Esse assunto precisa ser pautado em todo tipo de discussão cujo objetivo seja uma sociedade melhor, com resgate de valores que levem a uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.
Uma das tantas questões que poderiam ser abordadas a partir desse tema, é a Segurança Pública.
Como vivem estas crianças?
Suas mães saem para trabalhar e elas onde ficam?
Muitas ficam nas ruas e nas ruas convivem com todo tipo de situação e, portanto, suas escolhas serão feitas nas ruas, sem a presença da família ou de alguém atento que possa dar conselhos ou melhor ainda, dar bom exemplos.
Em quem elas vão se espelhar?
Podem ter a sorte de encontrarem caminhos que as levem a uma vida digna, mas a tendência não é essa.
Penso que nesses casos é imprescindível que haja um debate e ações para que possa surgir uma nova sociedade onde homens e mulheres pensem e repensem na hora que decidirem terem seus filhos.
E façam de forma consciente um Planejamento Familiar onde mãe e pai dividam não só amor, mas especialmente responsabilidades de forma igualitária.
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sábado, 12 de setembro de 2015
Meus filhos, eu, minha mãe e os Smarthphones
Quando começo a alterar um pouco o tom da minha voz, com minha
mãe, durante a explicação de alguma coisa no seu smartphone, eu lembro imediatamente
dos meus filhos quando peço alguma explicação no meu smartphone.
Da mesma forma
que eu perco a paciência com minha mãe, eles também não têm muita paciência comigo.
Ainda bem que
essa lembrança me ajuda, e geralmente eu volto a ficar tranquila e consigo dar
a atenção que ela merece.
Aquela conversa
de que a gente entende melhor as nossas mães e os nossos pais quando chegam
nossos filhos, é uma grande verdade.
Claro que existem
outras formas, mas essa é muito imediata.
No caso dos meus filhos, eu entendo porque sei que eles
sempre têm milhões de coisas para fazer e o tempo que eles têm, sempre é pouco.
Mas com relação a
minha rotina atual, posso, quero e devo reservar um tempo para a mulher mais
importante da minha vida.
Hoje aconteceu
novamente e logo em seguida veio uma "luz":
Eu tenho é que
agradecer por ter minha mãe, com a idade que ela tem, linda e maravilhosa
usando seu smartphone para curtir e compartilhar fotos, se comunicar com
amigas, jogar e muito mais!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
54!
Hoje completo 54
anos e só tenho a agradecer...
Obrigada ao
Universo por esta oportunidade maravilhosa de estar aqui, agora.
Obrigada aos meus
filhos animais que eu amo tanto - Sol, Fê, Bela-Belinha, Amy, Mel e a Lua (que
embora não esteja presente fisicamente, continua morando no meu coração).
Aproveito para agradecer também a todos os amigos e familiares que de alguma forma estão sempre ao meu lado apesar das minhas ausências - sabem que não se trata de falta de amor e sim desorganização e excesso de compromissos.
Além disso, nós, aquarianos, estamos sempre conectados com o Universo, mas muitas vezes precisamos estar fisicamente sozinhos, ou quase sozinhos.
Além disso, nós, aquarianos, estamos sempre conectados com o Universo, mas muitas vezes precisamos estar fisicamente sozinhos, ou quase sozinhos.
Isso geralmente é complicado de aceitar, porque não acontece com tanta frequência com os demais signos do zodíaco.
Lembrei dessa citação:
(Original de Martin Schulman – Karmic Astrology: The Moon’s Nodes and Reincarnation, 1977)
Percebo que ao
passar dos anos, vou ficando cada vez mais conectada com o Universo e isso faz
com que me aproxime mais e mais do meu Eu Interior - meu Universo Interior.
A partir dessa conexão, percebo que sou e sempre serei uma "Metamorfose Ambulante", como cantava Raul Seixas. Aliás, esta foi a primeira música que aprendi a tocar e cantar quando fazia aulas de violão e guitarra.
E deixei para o
final meu agradecimento principal:
Obrigada ao Universo pelos meus dois filhos
maravilhosos, que sem dúvida são o maior presente que eu poderia receber nesta
vida...
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sábado, 24 de janeiro de 2015
Um passo atrás
Lendo a coluna do Tulio Milman de hoje na Zero Hora, fiquei muito admirada e achei que ele conseguiu se superar, especialmente
neste trecho:
"... Parece estranho, mas, às vezes,
é assim: um passo atrás nos leva pra frente."
Deixando de lado as questões políticas que envolvem o caso, perfeito!
Penso que, inclusive, esse tipo de atitude
deveria fazer parte da educação das crianças, através das atitudes dos pais.
Sei que cometi erros na criação de meus
filhos - como todos os pais, mas sempre fiz questão de que eles me vissem como
um ser humano normal, que erra e que também pode voltar atrás na tentativa de
corrigir esses erros.
Sempre soube pedir desculpas, mesmo quando
eles eram muito pequenos.
Existem pais que se colocam acima do bem e
do mal na tentativa de serem super-pais.
Com esse tipo de atitude, se perdem dos
filhos, não conseguem se manter no mesmo patamar, acabam com qualquer
possibilidade de diálogo e aproximação.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Minha mãe na balada
Hoje durante a madrugada me aconteceu algo inusitado...
Minha mãe foi para a balada ontem à noite, como geralmente acontece.
Só que como ela está bem gripada e com tosse, fiquei preocupada - então resolvi ligar.
Ela não atendeu minha ligação, mas como havia dito que voltaria de van, do mesmo modo que foi, tentei me acalmar...
Fiquei pensando, realmente minha mãe se transformou em minha filha!
É pior do que quando meus filhos vão para a balada...
Deve ser porque eles geralmente atendem minhas ligações.
Hoje falando com ela, perguntei porque ela não atendeu o celular, ela então respondeu:
- O som estava muito alto, Maga!
Até a resposta é a mesma que muitos filhos usam como justificativa para seus pais, quando são cobrados por não atenderem o celular.
Minha mãe foi para a balada ontem à noite, como geralmente acontece.
Só que como ela está bem gripada e com tosse, fiquei preocupada - então resolvi ligar.
Ela não atendeu minha ligação, mas como havia dito que voltaria de van, do mesmo modo que foi, tentei me acalmar...
Fiquei pensando, realmente minha mãe se transformou em minha filha!
É pior do que quando meus filhos vão para a balada...
Deve ser porque eles geralmente atendem minhas ligações.
Hoje falando com ela, perguntei porque ela não atendeu o celular, ela então respondeu:
- O som estava muito alto, Maga!
Até a resposta é a mesma que muitos filhos usam como justificativa para seus pais, quando são cobrados por não atenderem o celular.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Parada!
Torci o pé dia 16 de abril, subindo as escadas aqui em casa.
Estava carregando muitas sacolas, errei um degrau e caí.
Quando conto para as pessoas que caí da escada por esse motivo, eu imagino que elas devam pensar que eu tenha exagerado nas compras para mim, mas não, eram compras para meus filhos.
Quem mora em casa com escada, pode entender melhor - quando subimos para o andar superior, queremos aproveitar ao máximo e levamos tudo que podemos como se tivéssemos cabides ao invés de braços.
No momento que aconteceu, pensei: quebrei o pé e vou ter que parar com tudo que estou fazendo!
Fomos para o hospital e depois de ter feito várias radiografias, na consulta final com o médico, ele me disse que era "apenas uma torção", não havia quebrado nada.
Por alguns segundos fiquei feliz e pensei que conseguiria manter pelo menos algumas das minhas atividades... Foi quando o médico me disse que não poderia fazer nada, apenas esperar e repousar!
Ainda tentei negociar, perguntando se poderia fazer "meio treino"...
Imaginei que alguém poderia me levar até a academia de cadeira de rodas e então, não haveria nenhum problema.
Ele respondeu de forma enérgica que não, eu ficaria imobilizada e que deveria voltar em três dias para uma nova consulta.
Na nova consulta, ele reforçou dizendo que eu não poderia fazer nada nos próximos dias, que deveria voltar depois de 10 dias e indicou que eu começasse a fazer fisioterapia o mais rápido possível.
Foi nesse momento que percebi que teria que me superar: de repouso na Páscoa, não!!!
Costumo entrar no espírito da Páscoa muito antes do dia - quando ao entrar no supermercado vejo o paraíso através daqueles túneis de chocolate...
E só saio deste espírito de Páscoa muitos dias depois do domingo.
Páscoa para mim é um período sagrado, não por motivos religiosos, mas porque Páscoa para mim sempre foi sinônimo de chocolate liberado.
Como já havia comprado alguns chocolates para uso doméstico e alguns para dar de presente para meus filhos, minha mãe, minha sogra, meus afilhados, dá para imaginar o que aconteceu!
Restou pouca coisa, comi todos os chocolates para uso doméstico e grande parte dos presentes, só sobraram alguns poucos ovos (respeitei o símbolo), um roupão que havia comprado para a minha nora, que não come chocolate e uma bandana para um afilhado que também não gosta muito - sorte deles, que os presente não eram comestíveis!
Agora, espero estar no final deste processo, embora todos os dias as fisioterapeutas reafirmem o que o médico do hospital e a fisiatra disseram - nada de caminhar, nada de treino, nada de zumba!
Antes deste incidente, eu estava com minha agenda diária lotada de compromissos, sem tempo para respirar.
Penso que nada acontece por acaso e estou até repensando esse estilo de vida que acabei adotando.
Dia 16 de abril, o Universo disse: parada!
Estava carregando muitas sacolas, errei um degrau e caí.
Quando conto para as pessoas que caí da escada por esse motivo, eu imagino que elas devam pensar que eu tenha exagerado nas compras para mim, mas não, eram compras para meus filhos.
Quem mora em casa com escada, pode entender melhor - quando subimos para o andar superior, queremos aproveitar ao máximo e levamos tudo que podemos como se tivéssemos cabides ao invés de braços.
No momento que aconteceu, pensei: quebrei o pé e vou ter que parar com tudo que estou fazendo!
Fomos para o hospital e depois de ter feito várias radiografias, na consulta final com o médico, ele me disse que era "apenas uma torção", não havia quebrado nada.
Por alguns segundos fiquei feliz e pensei que conseguiria manter pelo menos algumas das minhas atividades... Foi quando o médico me disse que não poderia fazer nada, apenas esperar e repousar!
Ainda tentei negociar, perguntando se poderia fazer "meio treino"...
Imaginei que alguém poderia me levar até a academia de cadeira de rodas e então, não haveria nenhum problema.
Ele respondeu de forma enérgica que não, eu ficaria imobilizada e que deveria voltar em três dias para uma nova consulta.
Na nova consulta, ele reforçou dizendo que eu não poderia fazer nada nos próximos dias, que deveria voltar depois de 10 dias e indicou que eu começasse a fazer fisioterapia o mais rápido possível.
Foi nesse momento que percebi que teria que me superar: de repouso na Páscoa, não!!!
Costumo entrar no espírito da Páscoa muito antes do dia - quando ao entrar no supermercado vejo o paraíso através daqueles túneis de chocolate...
E só saio deste espírito de Páscoa muitos dias depois do domingo.
Páscoa para mim é um período sagrado, não por motivos religiosos, mas porque Páscoa para mim sempre foi sinônimo de chocolate liberado.
Como já havia comprado alguns chocolates para uso doméstico e alguns para dar de presente para meus filhos, minha mãe, minha sogra, meus afilhados, dá para imaginar o que aconteceu!
Restou pouca coisa, comi todos os chocolates para uso doméstico e grande parte dos presentes, só sobraram alguns poucos ovos (respeitei o símbolo), um roupão que havia comprado para a minha nora, que não come chocolate e uma bandana para um afilhado que também não gosta muito - sorte deles, que os presente não eram comestíveis!
Agora, espero estar no final deste processo, embora todos os dias as fisioterapeutas reafirmem o que o médico do hospital e a fisiatra disseram - nada de caminhar, nada de treino, nada de zumba!
Antes deste incidente, eu estava com minha agenda diária lotada de compromissos, sem tempo para respirar.
Penso que nada acontece por acaso e estou até repensando esse estilo de vida que acabei adotando.
Dia 16 de abril, o Universo disse: parada!
quinta-feira, 14 de março de 2013
Abandono de Animais
Só de pensar no abandono de cães ou de outros animais já me causa dor.
Estive, agora no verão, em Capão da Canoa e fiquei apavorada com o aumento de casos de abandono de cães, especialmente os de raça.
Todo tipo de abandono de animais e maus tratos é terrível, mas quando é o caso de animais que foram escolhidos e comprados por livre e espontânea vontade, é enlouquecedor.
O que leva um ser desumano a se deslocar de sua casa, dispor de dinheiro, escolher um animal indefeso pela sua beleza ou porque é moda e depois abandoná-lo?
Que perfil tem essa pessoa, psicótico? Só pode ser...
Como ela pensa que vai ficar aquele ser vivo, abandonado geralmente no meio das ruas ou estradas?
Acho que tenho uma resposta: pessoas que cometem esse crime, não vêem os animais como seres vivos.
Para elas, eles não passam de objetos para si ou brinquedos para seus filhos.
E é para esse tipo de gente que peço: comprem apenas bichinhos de pelúcia - eles não precisam comer, beber água, não ficam doentes, não morrem e não fazem coco e nem xixi.
Esses sim são objetos e podem ser oferecidos a seus filhos como brinquedos. Quando enjoarem, podem então colocar no lixo...
Estive, agora no verão, em Capão da Canoa e fiquei apavorada com o aumento de casos de abandono de cães, especialmente os de raça.
Todo tipo de abandono de animais e maus tratos é terrível, mas quando é o caso de animais que foram escolhidos e comprados por livre e espontânea vontade, é enlouquecedor.
O que leva um ser desumano a se deslocar de sua casa, dispor de dinheiro, escolher um animal indefeso pela sua beleza ou porque é moda e depois abandoná-lo?
Que perfil tem essa pessoa, psicótico? Só pode ser...
Como ela pensa que vai ficar aquele ser vivo, abandonado geralmente no meio das ruas ou estradas?
Acho que tenho uma resposta: pessoas que cometem esse crime, não vêem os animais como seres vivos.
Para elas, eles não passam de objetos para si ou brinquedos para seus filhos.
E é para esse tipo de gente que peço: comprem apenas bichinhos de pelúcia - eles não precisam comer, beber água, não ficam doentes, não morrem e não fazem coco e nem xixi.
Esses sim são objetos e podem ser oferecidos a seus filhos como brinquedos. Quando enjoarem, podem então colocar no lixo...
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Mães de Animais
Conheço muitas mães de animais que são muito melhores mães do que muita mãe de humanos, não tenho dúvida.
No meu caso, experimento as duas vivências e sou muito feliz em ambos os casos. Tenho filhos e animais maravilhosos que me fazem muito feliz.
Embora existam as diferenças entre as espécies, acho que sempre cuidei e amei todos eles com um certo grau de igualdade.
Claro que quando se trata de um bebê, acabamos nos envolvendo mais... Fora isso, acho que sempre amei igualmente todos meus filhos.
Houve um fato, em certa ocasião, que fez com que eu tivesse mais certeza disso. Foi quando um dos meus filhos, ainda bem pequeno, questionou o fato de ser irmão de uma de minhas cadelas...
Conversamos sobre isso e esclareci a situação, porém deixei bem claro o quanto amava meus animais e que portanto, aquela cadela deveria ser cuidada e respeitada como se fosse mesmo uma irmãzinha mais velha.
No meu caso, experimento as duas vivências e sou muito feliz em ambos os casos. Tenho filhos e animais maravilhosos que me fazem muito feliz.
Embora existam as diferenças entre as espécies, acho que sempre cuidei e amei todos eles com um certo grau de igualdade.
Claro que quando se trata de um bebê, acabamos nos envolvendo mais... Fora isso, acho que sempre amei igualmente todos meus filhos.
Houve um fato, em certa ocasião, que fez com que eu tivesse mais certeza disso. Foi quando um dos meus filhos, ainda bem pequeno, questionou o fato de ser irmão de uma de minhas cadelas...
Conversamos sobre isso e esclareci a situação, porém deixei bem claro o quanto amava meus animais e que portanto, aquela cadela deveria ser cuidada e respeitada como se fosse mesmo uma irmãzinha mais velha.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Bolsa Família
Li num jornal, hoje:
O Governo planeja acabar com o limite de filhos existente hoje para recebimento do programa Bolsa Família.
A medida pode ser anunciada pela presidente Dilma Rousseff durante pronunciamento no domingo à noite, em homenagem ao dia das mães.
...
Estimativas feitas pelo Ministério do Desenvolvimento Social indicam, porém, que 1 milhão de famílias extremamente pobres ainda não são atendidas pelo programa...
Hoje o número de filhos estabelecido para o recebimento do Bolsa Família é de cinco filhos com até 15 anos e mais dois jovens de até 17 anos.
Não consigo ignorar as consequências de uma atitude dessas com relação ao planejamento familiar dessas pessoas atingidas por essa decisão - é evidente que essa atitude do governo irá repercutir de forma negativa, fazendo com que as famílias de baixa renda continuem tendo mais e mais filhos, se tornando cada vez mais dependentes de programas como o Bolsa Família.
Enquanto as famílias da classe média, de forma responsável, limitam o número de filhos que terão, nas camadas mais pobres da população existe estímulo para que as pessoas tenham muitos filhos, mesmo com o governo federal constatando que o programa não está sendo satisfatório com relação ao atendimento, considerando-se o número de pessoas que precisam ser assistidas hoje. Imaginem liberando o número de filhos...
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Chocolate
Tenho uma relação complicada e muito intensa com chocolates...
Reconheço que são hipercalóricos e como eu preciso perder uns quatro quilos, claro que não é o melhor alimento.
Quando sei que existe um chocolate morando na mesma casa que eu é uma questão de tempo - irei devorá-lo, mesmo que ele não me pertença.
Roubarei sem muito problema com a minha consciência, porque levarei em conta o fato de ter sido eu mesma que fui até o supermercado para comprá-lo.
O meu último roubo se deu há poucos minutos - tinha que ler um livro difícil e precisava de alguma compensação pelo meu esforço.
Resumindo: não consegui ler o livro porque tanto a temática quanto a forma não me atraiu nem um pouco, mas quanto à caixa de Ferrero Rocher que eu peguei do quarto do meu filho (eu havia comprado para ele e para a namorada e eles sempre demoram muito para comer), comi inteira.
Se ele me perguntar (já sabendo), onde está a caixa de bombons, eu responderei, rindo, que não sei e espero que, como sempre acontece, ele não fique zangado...
Quando conto para meus amigos essa história, que acontece com alguma frequência, muitos perguntam: - Mas por que tu compras os chocolates?
Respondo que é porque é o máximo que eu consigo fazer: comprar chocolate fingindo que é para os meus filhos. Poderia ser pior se eu já comprasse para mim, não é?
Ainda bem que não faço mais análise, porque esse assunto renderia várias sessões e não gostaria de ter que buscar respostas neste momento.
Hoje, prefiro compensar na esteira...
Reconheço que são hipercalóricos e como eu preciso perder uns quatro quilos, claro que não é o melhor alimento.
Quando sei que existe um chocolate morando na mesma casa que eu é uma questão de tempo - irei devorá-lo, mesmo que ele não me pertença.
Roubarei sem muito problema com a minha consciência, porque levarei em conta o fato de ter sido eu mesma que fui até o supermercado para comprá-lo.
O meu último roubo se deu há poucos minutos - tinha que ler um livro difícil e precisava de alguma compensação pelo meu esforço.
Resumindo: não consegui ler o livro porque tanto a temática quanto a forma não me atraiu nem um pouco, mas quanto à caixa de Ferrero Rocher que eu peguei do quarto do meu filho (eu havia comprado para ele e para a namorada e eles sempre demoram muito para comer), comi inteira.
Se ele me perguntar (já sabendo), onde está a caixa de bombons, eu responderei, rindo, que não sei e espero que, como sempre acontece, ele não fique zangado...
Quando conto para meus amigos essa história, que acontece com alguma frequência, muitos perguntam: - Mas por que tu compras os chocolates?
Respondo que é porque é o máximo que eu consigo fazer: comprar chocolate fingindo que é para os meus filhos. Poderia ser pior se eu já comprasse para mim, não é?
Ainda bem que não faço mais análise, porque esse assunto renderia várias sessões e não gostaria de ter que buscar respostas neste momento.
Hoje, prefiro compensar na esteira...
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sábado, 28 de maio de 2011
Falando em Rinite Alérgica...
Como falei na última postagem, a apitoxina funcionou muito para acabar com minhas crises de rinite alérgica.
Como funcionou tão bem comigo, resolvi usar a medicação em meus filhos também.
Comecei falando o quanto havia sido bom para mim, deixar de tomar tantos remédios com efeitos colaterais.
Até aí tudo bem, mas quando expliquei qual era a origem daquelas gotinhas, vi que eles não acharam muito legal.
Para completar, adotei uma brincadeira idiota cada vez que tinha que dar o remédio a eles:
- Está na hora do veneno, meus amores...
Falava isso sem pensar, claro!
Embora os dois sejam grandinhos, acho que inconscientemente eles associaram a apitoxina a alguma coisa ruim.
Depois disso, ouvi algumas vezes:
- Não quero veneno nenhum!
- Não vou tomar nada disso!
Ainda bem, que agora consegui reverter a situação e eles voltaram a tomar a medicação.
Geralmente falo o que não devo, não sei ser sutil e às vezes sou até inconveniente.
Claro que quando percebo isso, é tarde demais...
Como funcionou tão bem comigo, resolvi usar a medicação em meus filhos também.
Comecei falando o quanto havia sido bom para mim, deixar de tomar tantos remédios com efeitos colaterais.
Até aí tudo bem, mas quando expliquei qual era a origem daquelas gotinhas, vi que eles não acharam muito legal.
Para completar, adotei uma brincadeira idiota cada vez que tinha que dar o remédio a eles:
- Está na hora do veneno, meus amores...
Falava isso sem pensar, claro!
Embora os dois sejam grandinhos, acho que inconscientemente eles associaram a apitoxina a alguma coisa ruim.
Depois disso, ouvi algumas vezes:
- Não quero veneno nenhum!
- Não vou tomar nada disso!
Ainda bem, que agora consegui reverter a situação e eles voltaram a tomar a medicação.
Geralmente falo o que não devo, não sei ser sutil e às vezes sou até inconveniente.
Claro que quando percebo isso, é tarde demais...
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Sucrilhos
Tenho três filhos. Inicialmente foi difícil de aceitar, afinal só tinha escolhido ter dois.
Minha mãe é minha terceira filha.
Como os três se relacionam? Muitas vezes, além dela ser minha filha, ela é também irmã do meu filho mais novo. Com relação ao meu filho mais velho ela cumpre sempre o papel de avó, o que às vezes também fica complicado.
Já não basta a disputa por atenção que existe entre os três - meu marido e meus dois filhos?
Quando ela está num desses momentos irmãzinha do meu filho, é terrível. Agora mesmo acabou de acontecer uma briga porque ela estava comendo o sucrilhos que ele havia guardado para comer mais tarde - como ele está com uma virose, esse é um dos poucos alimentos que ele tolera comer sem enjoar. E como só tem uma caixa pela metade...
Essa transferência aconteceu quando minha avó morreu - eu devia de ter uns cinco anos de idade. Minha amada mãe era extremamente dependente de minha avó. Quando ela faltou, imagino que ela tenha olhado para todos os lados a procura de alguém para substituí-la e na falta de outra pessoa, sobrou para mim. Foi aí que eu me tornei mãe da minha mãe... I
Minha mãe é o grande amor de minha vida, só não sei se esse amor tem relação com amor de mãe ou de filha. Também não tenho dúvida do amor que ela sente por mim - não sei se é...
Mas o que importa é que, no meio dessa confusão toda, aqui em casa não falta amor, muito amor!
Minha mãe é minha terceira filha.
Como os três se relacionam? Muitas vezes, além dela ser minha filha, ela é também irmã do meu filho mais novo. Com relação ao meu filho mais velho ela cumpre sempre o papel de avó, o que às vezes também fica complicado.
Já não basta a disputa por atenção que existe entre os três - meu marido e meus dois filhos?
Quando ela está num desses momentos irmãzinha do meu filho, é terrível. Agora mesmo acabou de acontecer uma briga porque ela estava comendo o sucrilhos que ele havia guardado para comer mais tarde - como ele está com uma virose, esse é um dos poucos alimentos que ele tolera comer sem enjoar. E como só tem uma caixa pela metade...
Essa transferência aconteceu quando minha avó morreu - eu devia de ter uns cinco anos de idade. Minha amada mãe era extremamente dependente de minha avó. Quando ela faltou, imagino que ela tenha olhado para todos os lados a procura de alguém para substituí-la e na falta de outra pessoa, sobrou para mim. Foi aí que eu me tornei mãe da minha mãe... I
Minha mãe é o grande amor de minha vida, só não sei se esse amor tem relação com amor de mãe ou de filha. Também não tenho dúvida do amor que ela sente por mim - não sei se é...
Mas o que importa é que, no meio dessa confusão toda, aqui em casa não falta amor, muito amor!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Separação
Estava a caminho do meu trabalho, no carro, quando vi uma amiga, que não via a algum tempo, atravessando a rua. Notei que ela estava muito elegante e com um estilo completamente diferente.
Pensei imediatamente: será que ela se separou do marido? Em seguida me surpreendi com meus pensamentos e fiquei me questionando...
Já havia notado que muitas pessoas que se separam ficam em choque num primeiro momento para no segundo reagirem. E um dos primeiros passos nessa direção, passa pela mudança de aparência e de estilo de vida.
Acho que vale a pena tentar tudo o que puder ajudar a nos reequilibrar num momento como esse, geralmente, tão doloroso.
Nunca estive numa situação dessas, acho que sofreria bastante. Imagino que no caso de casais com filhos, a situação é muito mais delicada.
Certa vez, li sobre uma pesquisa feita por um psicólogo, com filhos de pais separados das mais diferentes faixas etárias, classe social, escolaridade - quando questionados sobre o que mais desejavam na vida, houve quase que unanimidade com relação à resposta: "Gostaria que meus pais voltassem a viver juntos.”
Mas quando a separação é inevitável, reinventar a vida é a única saída e cada um tem que encontrar um caminho para poder seguir adiante. O final de um relacionamento não significa necessariamente que o mesmo não tenha dado certo.
Pensei imediatamente: será que ela se separou do marido? Em seguida me surpreendi com meus pensamentos e fiquei me questionando...
Já havia notado que muitas pessoas que se separam ficam em choque num primeiro momento para no segundo reagirem. E um dos primeiros passos nessa direção, passa pela mudança de aparência e de estilo de vida.
Acho que vale a pena tentar tudo o que puder ajudar a nos reequilibrar num momento como esse, geralmente, tão doloroso.
Nunca estive numa situação dessas, acho que sofreria bastante. Imagino que no caso de casais com filhos, a situação é muito mais delicada.
Certa vez, li sobre uma pesquisa feita por um psicólogo, com filhos de pais separados das mais diferentes faixas etárias, classe social, escolaridade - quando questionados sobre o que mais desejavam na vida, houve quase que unanimidade com relação à resposta: "Gostaria que meus pais voltassem a viver juntos.”
Mas quando a separação é inevitável, reinventar a vida é a única saída e cada um tem que encontrar um caminho para poder seguir adiante. O final de um relacionamento não significa necessariamente que o mesmo não tenha dado certo.
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