Como no ano que vem farei 60 anos, resolvi dar uma pesquisada nos blogs das "colegas"...
Foi muito chato ver que o assunto principal abordado em quase todos os blogs de terceira idade é saúde e qualidade de vida, muito limitado.
E quando vamos começar a discutir quais caminhos iremos trilhar com esses nossos corpos bem cuidados e alimentados?
Espero poder fazer coisas que me deem prazer e me façam sentir viva agora, não quero ser apenas uma sobrevivente a cada ano que passa.
Mas esperava mais dessa 'minha nova turma', como poder discutir, por exemplo, o quanto podemos ser nós mesmas, sem tantos medos quando não pensamos como a maioria, sem tantos paradigmas para nos engessar a vida.
Acredito que minha pesquisa talvez tivesse que ter sido Blog terceira idade aquarianas, Blog terceira idade revolucionárias, Blog terceira idade alienígenas,...
E onde andam as blogueiras tipo 'mesa de bar', onde depois de uns drinks ou apenas um café, todos os assuntos vem à tona, sem filtros ou enrolações.
Vamos cuidar da nossa saúde na primeira, segunda, terceira, quarta idade, mas e nossas almas como ficam, como e quando serão cuidadas?
Claro que temos que ter qualidade de vida, ir ao médico regularmente, fazer exames, exercícios físicos regulares, mas a vida é muito mais que isso!
Ou pelo menos, deveria ser...
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quinta-feira, 11 de junho de 2020
Minha nova turma
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quarta-feira, 10 de junho de 2020
Crises de ansiedade/pânico
Tenho tido crises de ansiedade durante este período com mais frequência - geralmente elas têm sido terríveis...
Mesmo tendo acesso à medico, remédios, apoio da família e de amigos é uma situação muito delicada.
A partir desses momentos de sofrimento, saindo do meu mundo, fico pensando nas pessoas que estão passando por esta mesma situação e não tem todos os recursos que eu tenho...
Em outras ocasiões já tentei ajudar amigos, parentes que estão sem amparo, sozinhas e, muitas vezes, uma simples conversa, um telefonema, ajuda tanto...
É importante estarmos sempre atentos ao problema, podemos ter pessoas que estão bem próximas e que podem estar passando por isso - muitas vezes elas nem percebem do que se trata, o que pode ser mais grave ainda.
Quando tive minha primeira crise de pânico, não escondi de ninguém, nem dos colegas de trabalho...
Lembro o quanto foi importante, o dia que recebi duas colegas que tinham o mesmo problema e que estavam conseguindo superar a situação.
Me senti tão acolhida, tão menos sozinha, foi maravilhoso...
Claro que isso é um tipo de apoio importante, mas não devemos abrir mão de tratamento médico e psicoterapêutico, sempre que isso for possível.
Mesmo tendo acesso à medico, remédios, apoio da família e de amigos é uma situação muito delicada.
A partir desses momentos de sofrimento, saindo do meu mundo, fico pensando nas pessoas que estão passando por esta mesma situação e não tem todos os recursos que eu tenho...
Em outras ocasiões já tentei ajudar amigos, parentes que estão sem amparo, sozinhas e, muitas vezes, uma simples conversa, um telefonema, ajuda tanto...
É importante estarmos sempre atentos ao problema, podemos ter pessoas que estão bem próximas e que podem estar passando por isso - muitas vezes elas nem percebem do que se trata, o que pode ser mais grave ainda.
Quando tive minha primeira crise de pânico, não escondi de ninguém, nem dos colegas de trabalho...
Lembro o quanto foi importante, o dia que recebi duas colegas que tinham o mesmo problema e que estavam conseguindo superar a situação.
Me senti tão acolhida, tão menos sozinha, foi maravilhoso...
Claro que isso é um tipo de apoio importante, mas não devemos abrir mão de tratamento médico e psicoterapêutico, sempre que isso for possível.
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Uma pergunta recorrente - "Por que tirou o silicone?"
Quando as pessoas me perguntam sobre minha cirurgia, na maioria
das vezes não imaginam que eu tenha tirado minhas próteses de silicone dos
seios e quando eu falo isso, elas me perguntam
o porquê dessa decisão...
Como essa pergunta tem sido
muito recorrente, resolvi fazer esta postagem.
Os porquês:
1- silicone no
corpo faz mal à saúde e causa um grande número de doenças - muitas vezes
gravíssimas;
2 - eu estava começando
a ter dupla-bolha - meu silicone estava bem em cima e meus seios estavam
começando a ficar flácidos;
3 - quem tem silicone,
terá que fazer pelo menos uma cirurgia no futuro - é mentira quem diz que as
próteses são vitalícias, apenas a garantia de algumas que é;
4 - não queria ficar
sujeita a ter que fazer uma cirurgia de emergência, diante de uma possível
ruptura das próteses - eu tinha as minhas há quase seis anos, que é a época em
que, geralmente, começam os problemas;
5 - eu tenho 57 anos e
quis fazer a cirurgia agora que eu estou com minha saúde em dia;
6 - meus seios estavam
muito grandes e nunca gostei disso - quando coloquei as próteses, queria era
fazer redução, mas fui "enrolada" pelo médico que me disse que dessa
forma o efeito da minha cirurgia duraria mais tempo.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Meus medos - retirada das próteses de silicone e mastopexia
No início da busca pelo médico ideal, meu medo era não encontrar ninguém legal aqui, em Porto
Alegre, que além de respeitar minha vontade de não ter mais silicone no corpo, usasse a técnica "em bloco" para a retirada.
Logo depois que encontrei a médica que faria a minha cirurgia e pude relaxar um pouco sobre essa busca, comecei a vivenciar o segundo medo: pela minha integridade física.
Lendo a respeito, descobri que não sou a única - todo mundo tem medo de não acordar de cirurgias...
Esse temor diminuiu muito quando resolvi fazer uma consulta com o anestesista e perguntar tudo que envolvia o trabalho dele.
Ele foi muito simpático, acolhedor e didático, me ensinou muita coisa e saí do consultório muito mais tranquila.
O último medo que tive foi com relação ao tamanho e forma dos meus seios - como ficariam?
Tenho 1,64 m de altura, pesava 73 quilos e vestia sutiã 48 - ouvi de alguns médicos que meus seios provavelmente ficariam menores que tamanho 42.
Em algumas consultas com minha médica eu questionava a questão da estética e geralmente ouvia a mesma coisa - que ela só poderia ter uma ideia melhor quando 'abrisse', mas acreditava que daria para montar belos seios, mas quanto ao tamanho, ela não poderia definir nada antes disso.
Nunca pensei que esse seria um ponto importante de todo processo da minha cirurgia, mas nós muitas vezes nos surpreendemos com sentimentos que surgem nas mais variadas situações.
Logo depois da cirurgia, minha médica veio me tranquilizar quanto ao tamanho final, que por sinal ficou muito bom - penso que foi a partir desse momento que percebi que havia falado bastante sobre esse assunto com ela.
Alegre, que além de respeitar minha vontade de não ter mais silicone no corpo, usasse a técnica "em bloco" para a retirada.
Logo depois que encontrei a médica que faria a minha cirurgia e pude relaxar um pouco sobre essa busca, comecei a vivenciar o segundo medo: pela minha integridade física.
Lendo a respeito, descobri que não sou a única - todo mundo tem medo de não acordar de cirurgias...
Esse temor diminuiu muito quando resolvi fazer uma consulta com o anestesista e perguntar tudo que envolvia o trabalho dele.
Ele foi muito simpático, acolhedor e didático, me ensinou muita coisa e saí do consultório muito mais tranquila.
O último medo que tive foi com relação ao tamanho e forma dos meus seios - como ficariam?
Tenho 1,64 m de altura, pesava 73 quilos e vestia sutiã 48 - ouvi de alguns médicos que meus seios provavelmente ficariam menores que tamanho 42.
Em algumas consultas com minha médica eu questionava a questão da estética e geralmente ouvia a mesma coisa - que ela só poderia ter uma ideia melhor quando 'abrisse', mas acreditava que daria para montar belos seios, mas quanto ao tamanho, ela não poderia definir nada antes disso.
Nunca pensei que esse seria um ponto importante de todo processo da minha cirurgia, mas nós muitas vezes nos surpreendemos com sentimentos que surgem nas mais variadas situações.
Logo depois da cirurgia, minha médica veio me tranquilizar quanto ao tamanho final, que por sinal ficou muito bom - penso que foi a partir desse momento que percebi que havia falado bastante sobre esse assunto com ela.
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terça-feira, 29 de maio de 2018
Segundo médico - retirada das próteses de silicone
Este segundo médico foi indicado pelo meu mastologista, eles
trabalham juntos.
Chegando ao consultório, já
fiquei surpresa: os médicos sempre se atrasam no mínimo meia hora, e isso não
aconteceu desta vez.
Quanto à consulta, teve a
duração de mais ou menos 50 minutos, muito bem aproveitados, pude fazer várias
perguntas, sempre recebendo respostas que mais pareciam aulas.
Vou agora, tentar detalhar
alguns pontos que eu julgo serem os mais importantes:
- ele disse que meus seios vão
ficar bonitos, mas que gostaria de entender quais são as minhas expectativas
quanto ao tamanho; e para nos ajudar a definir a situação, pediu que eu leve na
próxima consulta, uma foto de como eu gostaria que ficassem;
- quanto ao meu peso, ele foi
muito sensível ao conduzir o assunto - me perguntou se eu gostaria de diminuir
de peso e se é for isso que eu quero isso tem que acontecer antes da
cirurgia - exatamente como penso;
- quanto a anestesia, ele faz
geral, porque acha muito perigoso usar anestesia local em grande quantidade em
função de que pode causar intoxicação e por consequência disso, problemas
cardiológicos - quanto à peridural ele pensa ser muito inadequada para este
tipo de procedimento - meu mastologista também havia falado do risco de dar
parada respiratória e a pessoa ter que ser entubada na hora, às pressas;
- ele ainda colocou duas
possibilidades de atuação: ele faz a cirurgia, deixa o melhor possível e o mais
próximo que der para fazer comparado a foto que levarei - posteriormente, se eu
quiser, faço uma nova prótese, pequena, por fora; a outra
possibilidade é ele fazer a cirurgia e se no final ficar muito menor do que eu
gostaria, ele já colocaria as próteses e foi aí então que fui enfática ao declarar
que não quero mais usar próteses de silicone e que se necessário, usarei
minha própria gordura - ele entendeu, disse que isso é possível, só que não na
mesma cirurgia, esse procedimento seria feito posteriormente e esse foi o nosso
acordo final;
- outra coisa que ele disse, é
que provavelmente eu não precisava ter colocado próteses para ter um bom
resultado, era só ter feito mastopexia de redução e ponto;
- falou também que minhas
'feridinhas' do pós-cirúrgico foram causadas por alergia ao fio usado na
sutura, muito utilizado por cirurgiões em geral, que causam geralmente
esse problema;
- um ponto importante é a
escolha do hospital - ele sugeriu o hospital que eu considero o melhor aqui na
minha cidade, embora geralmente seja um pouco mais caro - segundo ele, as
condições gerais de trabalho que existem lá, não existe em nenhum outro local;
- uma coisa que é fundamental é com relação à técnica utilizada para retirada das próteses: quero que seja
"em bloco", ou seja, quero que as cápsulas sejam retiradas inteiras,
sem cortes, com as próteses dentro delas - embora o médico tenha concordado, esse assunto terei que retomar com
muita ênfase, caso opte por esse cirurgião – lembrando que também quero que
seja feita biópsia nelas.
Em breve, devo fazer minha
terceira consulta e já decidi começar a conversa falando sobre a técnica de
retirada das próteses "em bloco" - depois conto tudo aqui.
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sexta-feira, 11 de maio de 2018
Transferência de gordura nos seios, uma alternativa
Ontem, após a consulta com o mastologista, relatei aqui
minha preocupação com relação à retirada das próteses de silicone dos meus
seios - ele disse que ficarão menores que tamanho 42.
Veio então, uma pessoa
maravilhosa, de um grupo de apoio para retirada de próteses de silicone, do
qual faço parte, uma informação valiosíssima que pode me ajudar e ajudar muitas
mulheres que estejam enfrentando o mesmo impasse que eu enfrento - o uso de
transferência de gordura corporal para os seios.
Já aproveito para agradecer
muito a esse grupo que mais uma vez me dá ideia do que fazer, apoio e
esclarecimentos que provavelmente eu não teria de outra forma.
Até então o que sabia sobre
esse assunto, era que essa gordura poderia calcificar e com isso, dificultar as
imagens das mamografias - naquela ocasião, coloquei um ponto final no assunto.
Agora, falando com essa pessoa
que é extremamente bem informada, percebi que ela tem razão - é um milhão de
vezes melhor tu ter a tua própria gordura apenas deslocada no teu corpo, do que
ter um corpo estranho e que pode causar tantos danos à tua saúde.
Procurando na internet algum registro sobre transferência de
gordura, encontrei fotos de uma clínica em Lisboa que faz esse trabalho, porém
pelo que observei o aumento dos seios não é substancial, mas faz uma diferença
incrível, especialmente no meu caso, que quero apenas um pequeno aumento.
Acho que é a técnica perfeita e muito mais simples de realizar,
sem falar no custo, certamente muito menor se compararmos com o da colocação de
implantes de silicone.
Resta agora, encontrar algum
médico aqui em Porto Alegre, que faça esse procedimento - até já incluí
na lista de perguntas que vou levar nas próximas consultas que farei mais com
dois cirurgiões plásticos.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Não quero silicone - parte 1
Há mais ou menos 5 anos atrás fiz uma cirurgia plástica nos seios.
Na primeira consulta com o médico, a minha ideia era fazer redução e um lifting, porém ele sugeriu que eu também colocasse próteses de silicone, justificando que caso eu não fizesse isso, os benefícios da cirurgia durariam apenas 1 ano.
Na primeira consulta com o médico, a minha ideia era fazer redução e um lifting, porém ele sugeriu que eu também colocasse próteses de silicone, justificando que caso eu não fizesse isso, os benefícios da cirurgia durariam apenas 1 ano.
Acabei colocando 240 ml atrás do
músculo peitoral, sendo que o resultado final não ficou como eu esperava com
relação ao tamanho: queria que ficasse tamanho de sutiã 44, mas continuou
tamanho 46 – mas até aí tudo bem, estavam bem altos e desde o início, isso foi
o que mais gostei.
Com relação à dor, foi algo
realmente traumático, foram cerca de 20 dias de sofrimento.
A cicatrização também foi
problemática, tive umas “feridinhas” que nunca cicatrizavam e quando perguntei
ao médico o que eram, recebi uma resposta vaga - ele disse na época, que algumas
pacientes dele já haviam passado por isso.
Foram uns 3 meses fazendo
curativos diários, vendo minhas cicatrizes alargarem em função das lesões,
sendo que usei todas as pomadas e fiz tudo que podia para melhorar a situação,
mas somente agora as cicatrizes estão melhores.
E logo agora que as cicatrizes
estão bem melhores, estou querendo fazer um reparo, porque percebo que estou iniciando
um processo de "dupla bolha" (o silicone está bem alto, mas os seios
estão começando a ficar flácidos).
Mas desta vez serei mais
exigente com relação à escolha do médico e com relação a questionamentos
durante todo o processo...
Especialmente agora que
descobri, através de uma pesquisa na internet, um relato de uma blogueira que
passou recentemente pela mesma situação - ela levou 9 meses para ter suas
lesões cicatrizadas e, inclusive, está processando o médico,
em função de que o problema se deu porque ele retirou muita pele durante a cirurgia.
Ou seja, o mesmo que aconteceu
comigo - erro médico.
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quinta-feira, 1 de maio de 2014
Parada!
Torci o pé dia 16 de abril, subindo as escadas aqui em casa.
Estava carregando muitas sacolas, errei um degrau e caí.
Quando conto para as pessoas que caí da escada por esse motivo, eu imagino que elas devam pensar que eu tenha exagerado nas compras para mim, mas não, eram compras para meus filhos.
Quem mora em casa com escada, pode entender melhor - quando subimos para o andar superior, queremos aproveitar ao máximo e levamos tudo que podemos como se tivéssemos cabides ao invés de braços.
No momento que aconteceu, pensei: quebrei o pé e vou ter que parar com tudo que estou fazendo!
Fomos para o hospital e depois de ter feito várias radiografias, na consulta final com o médico, ele me disse que era "apenas uma torção", não havia quebrado nada.
Por alguns segundos fiquei feliz e pensei que conseguiria manter pelo menos algumas das minhas atividades... Foi quando o médico me disse que não poderia fazer nada, apenas esperar e repousar!
Ainda tentei negociar, perguntando se poderia fazer "meio treino"...
Imaginei que alguém poderia me levar até a academia de cadeira de rodas e então, não haveria nenhum problema.
Ele respondeu de forma enérgica que não, eu ficaria imobilizada e que deveria voltar em três dias para uma nova consulta.
Na nova consulta, ele reforçou dizendo que eu não poderia fazer nada nos próximos dias, que deveria voltar depois de 10 dias e indicou que eu começasse a fazer fisioterapia o mais rápido possível.
Foi nesse momento que percebi que teria que me superar: de repouso na Páscoa, não!!!
Costumo entrar no espírito da Páscoa muito antes do dia - quando ao entrar no supermercado vejo o paraíso através daqueles túneis de chocolate...
E só saio deste espírito de Páscoa muitos dias depois do domingo.
Páscoa para mim é um período sagrado, não por motivos religiosos, mas porque Páscoa para mim sempre foi sinônimo de chocolate liberado.
Como já havia comprado alguns chocolates para uso doméstico e alguns para dar de presente para meus filhos, minha mãe, minha sogra, meus afilhados, dá para imaginar o que aconteceu!
Restou pouca coisa, comi todos os chocolates para uso doméstico e grande parte dos presentes, só sobraram alguns poucos ovos (respeitei o símbolo), um roupão que havia comprado para a minha nora, que não come chocolate e uma bandana para um afilhado que também não gosta muito - sorte deles, que os presente não eram comestíveis!
Agora, espero estar no final deste processo, embora todos os dias as fisioterapeutas reafirmem o que o médico do hospital e a fisiatra disseram - nada de caminhar, nada de treino, nada de zumba!
Antes deste incidente, eu estava com minha agenda diária lotada de compromissos, sem tempo para respirar.
Penso que nada acontece por acaso e estou até repensando esse estilo de vida que acabei adotando.
Dia 16 de abril, o Universo disse: parada!
Estava carregando muitas sacolas, errei um degrau e caí.
Quando conto para as pessoas que caí da escada por esse motivo, eu imagino que elas devam pensar que eu tenha exagerado nas compras para mim, mas não, eram compras para meus filhos.
Quem mora em casa com escada, pode entender melhor - quando subimos para o andar superior, queremos aproveitar ao máximo e levamos tudo que podemos como se tivéssemos cabides ao invés de braços.
No momento que aconteceu, pensei: quebrei o pé e vou ter que parar com tudo que estou fazendo!
Fomos para o hospital e depois de ter feito várias radiografias, na consulta final com o médico, ele me disse que era "apenas uma torção", não havia quebrado nada.
Por alguns segundos fiquei feliz e pensei que conseguiria manter pelo menos algumas das minhas atividades... Foi quando o médico me disse que não poderia fazer nada, apenas esperar e repousar!
Ainda tentei negociar, perguntando se poderia fazer "meio treino"...
Imaginei que alguém poderia me levar até a academia de cadeira de rodas e então, não haveria nenhum problema.
Ele respondeu de forma enérgica que não, eu ficaria imobilizada e que deveria voltar em três dias para uma nova consulta.
Na nova consulta, ele reforçou dizendo que eu não poderia fazer nada nos próximos dias, que deveria voltar depois de 10 dias e indicou que eu começasse a fazer fisioterapia o mais rápido possível.
Foi nesse momento que percebi que teria que me superar: de repouso na Páscoa, não!!!
Costumo entrar no espírito da Páscoa muito antes do dia - quando ao entrar no supermercado vejo o paraíso através daqueles túneis de chocolate...
E só saio deste espírito de Páscoa muitos dias depois do domingo.
Páscoa para mim é um período sagrado, não por motivos religiosos, mas porque Páscoa para mim sempre foi sinônimo de chocolate liberado.
Como já havia comprado alguns chocolates para uso doméstico e alguns para dar de presente para meus filhos, minha mãe, minha sogra, meus afilhados, dá para imaginar o que aconteceu!
Restou pouca coisa, comi todos os chocolates para uso doméstico e grande parte dos presentes, só sobraram alguns poucos ovos (respeitei o símbolo), um roupão que havia comprado para a minha nora, que não come chocolate e uma bandana para um afilhado que também não gosta muito - sorte deles, que os presente não eram comestíveis!
Agora, espero estar no final deste processo, embora todos os dias as fisioterapeutas reafirmem o que o médico do hospital e a fisiatra disseram - nada de caminhar, nada de treino, nada de zumba!
Antes deste incidente, eu estava com minha agenda diária lotada de compromissos, sem tempo para respirar.
Penso que nada acontece por acaso e estou até repensando esse estilo de vida que acabei adotando.
Dia 16 de abril, o Universo disse: parada!
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