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terça-feira, 1 de maio de 2018

Não quero silicone - parte 1

Há mais ou menos 5 anos atrás fiz uma cirurgia plástica nos seios.

Na primeira consulta com o médico, a minha ideia era fazer redução e um lifting, porém ele sugeriu que eu também colocasse próteses de silicone, justificando que caso eu não fizesse isso, os benefícios da cirurgia durariam apenas 1 ano.

Acabei colocando 240 ml atrás do músculo peitoral, sendo que o resultado final não ficou como eu esperava com relação ao tamanho: queria que ficasse tamanho de sutiã 44, mas continuou tamanho 46 – mas até aí tudo bem, estavam bem altos e desde o início, isso foi o que mais gostei.

Com relação à dor, foi algo realmente traumático, foram cerca de 20 dias de sofrimento.

A cicatrização também foi problemática, tive umas “feridinhas” que nunca cicatrizavam e quando perguntei ao médico o que eram, recebi uma resposta vaga - ele disse na época, que algumas pacientes dele já haviam passado por isso.

Foram uns 3 meses fazendo curativos diários, vendo minhas cicatrizes alargarem em função das lesões, sendo que usei todas as pomadas e fiz tudo que podia para melhorar a situação, mas somente agora as cicatrizes estão melhores.

E logo agora que as cicatrizes estão bem melhores, estou querendo fazer um reparo, porque percebo que estou iniciando um processo de "dupla bolha" (o silicone está bem alto, mas os seios estão começando a ficar flácidos).

Mas desta vez serei mais exigente com relação à escolha do médico e com relação a questionamentos durante todo o processo...

Especialmente agora que descobri, através de uma pesquisa na internet, um relato de uma blogueira que passou recentemente pela mesma situação - ela levou 9 meses para ter suas lesões cicatrizadas e, inclusive, está processando o médico, em função de que o problema se deu porque ele retirou muita pele durante a cirurgia.

Ou seja, o mesmo que aconteceu comigo - erro médico.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Japonesa que chorou

Hoje, uma semana depois da cirurgia plástica nos olhos, continuo com aparência nipônica, ainda mais considerando o tom amarelado da minha pele.
Algumas vezes já ouvi questionamentos com relação a minha ascendência - perguntas referentes à possibilidade de eu ter um pé na Ásia. Sempre respondo que, ao que eu saiba, não existe nem um raminho que justifique esse questionamento. Mas se essas mesmas pessoas me vissem hoje, teriam certeza da minha origem.
Agora, quando me olho no espelho vejo uma japonesa que chorou a noite inteira...
A cicatriz da cirurgia que foi feita na parte inferior dos meus olhos (que era a que eu mais temia), está começando a ficar imperceptível, mas a parte superior continua inchada e avermelhada.
Tudo bem, até porque acho as japonesas muito charmosas.
Outra coisa legal que tenho observado e estou achando muito divertida é a quantidade de sentimentos e comportamentos que a minha cirurgia plástica provoca nas pessoas com as quais convivo ou encontro: carinho, dedicação, medo, inveja, companheirismo, rejeição, felicidade, entusiasmo, amizade, amor, dor, ansiedade, egoísmo, altruísmo, pessimismo, otimismo, autoritarismo, covardia, preocupação e outros tantos.
Uma observação interessante: não notei indiferença em nenhum momento, sempre houve alguma reação significativa por parte da maioria das pessoas com as quais convivi ou tive contato até agora.
Interessante perceber o quanto, um simples evento, pode deixar a mostra todo o universo que trazemos dentro de nós...