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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Meus medos - retirada das próteses de silicone e mastopexia

No início da busca pelo médico ideal, meu medo era não encontrar ninguém legal aqui, em Porto
Alegre, que além de respeitar minha vontade de não ter mais silicone no corpo, usasse a técnica "em bloco" para a retirada.

Logo depois que encontrei a médica que faria a minha cirurgia e pude relaxar um pouco sobre essa busca, comecei a vivenciar o segundo medo: pela minha integridade física.

Lendo a respeito, descobri que não sou a única - todo mundo tem medo de não acordar de cirurgias...

Esse temor diminuiu muito quando resolvi fazer uma consulta com o anestesista e perguntar tudo que envolvia o trabalho dele.

Ele foi muito simpático, acolhedor e didático, me ensinou muita coisa e saí do consultório muito mais tranquila.

O último medo que tive foi com relação ao tamanho e forma dos meus seios - como ficariam?

Tenho 1,64 m de altura, pesava 73 quilos e vestia sutiã 48 - ouvi de alguns médicos que meus seios provavelmente ficariam menores que tamanho 42.

Em algumas consultas com minha médica eu questionava a questão da estética e geralmente ouvia a mesma coisa - que ela só poderia ter uma ideia melhor quando 'abrisse', mas acreditava que daria para montar belos seios, mas quanto ao tamanho, ela não poderia definir nada antes disso.

Nunca pensei que esse seria um ponto importante de todo processo da minha cirurgia, mas nós muitas vezes nos surpreendemos com sentimentos que surgem nas mais variadas situações.

Logo depois da cirurgia, minha médica veio me tranquilizar quanto ao tamanho final, que por sinal ficou muito bom - penso que foi a partir desse momento que percebi que havia falado bastante sobre esse assunto com ela.





sábado, 1 de setembro de 2018

O dia da cirurgia - retirada das próteses de silicone e mastopexia


Os preparativos para cirurgia de retirada de silicone e mastopexia, começaram com jejum - fiz jejum de 8 horas com pouca água e não pude tomar nada de água nas últimas 2 horas, anteriores a cirurgia, o que foi muito pior do que não poder comer.

Quando cheguei ao hospital, por volta das 6h30, encaminhei os assuntos burocráticos e em seguida fui chamada por uma enfermeira.

Troquei a roupa e fui para um local onde se encontravam outras pessoas que também iriam se submeter a algum procedimento estético.

Uma delas me perguntou o que iria fazer e quando falei que iria retirar as próteses e fazer mastopexia, percebi que uma outra senhora me olhou surpresa – naquele momento, preferi não causar polêmica e não entrei em detalhes sobre os meus motivos.

Ficamos conversando e nisso minha médica foi até o local e já me senti mais segura, adoro ela!

Em seguida o anestesista me chamou e nos dirigimos para uma sala reservada onde ele me fez uma série de perguntas e saiu da sala.

Logo após, entrou minha médica, conversamos, ela fez as marcações e fomos caminhando e conversando para a sala de cirurgia.

Chegando lá, encontrei toda a equipe e o anestesista, que iniciou os procedimentos, me explicando cada ação.

A primeira coisa que ele perguntou foi  se eu queria que o ‘acesso’ fosse na mão ou no braço.

Disse que ele poderia escolher o melhor local, então ele explicou que na mão, embora fosse mais dolorido, seria mais fácil de me movimentar após a cirurgia, concordei na hora.

Depois disso ele colocou uma máscara de oxigênio no meu rosto e me perguntava de tempos em tempos se eu estava ficando relaxada - eu disse, umas duas ou três vezes que não estava sentido muita coisa...

Então, ele disse que iria introduzir uma medicação que me faria dormir e em pouquíssimo tempo "apaguei".

Só acordei por volta do meio-dia, na sala de recuperação com minha médica falando comigo e me perguntando se eu queria ligar para minha mãe – eu disse que sim (eu havia pedido isso num das consultas que fiz com ela).

Tentei falar da forma mais normal possível com minha mãe, já que o objetivo da ligação era acalmá-la...

Depois disso fiquei muito bem e estranhando muito o fato de praticamente não ter dor.

Pedi água algumas vezes e fiquei feliz quando percebi que podia tomar quantos copos quisesse.

Passado um tempo, veio uma enfermeira com um comprimido para dor (tylex) e eu disse que não estava precisando de nada, mas como ela insistiu, acabei tomando.

A seguir a mesma enfermeira, que me acompanhou o tempo inteiro, até a alta, me trouxe um cardápio de lanches, escolhi um sanduíche de queijo e suco de maçã – quando ela trouxe, comi tudo e me senti bem.

Fiquei um tempo conversando com duas senhoras que estavam ocupando leitos bem na frente do meu e por volta das 16h30, recebi a notícia de que receberia alta em breve, tendo em vista que não havia enjoado depois do lanche e desde que fizesse xixi.

Quando veio minha médica para assinar a alta, aproveitei para perguntar se eu deveria deitar quando chegasse em casa e ela disse que não, que eu poderia ficar na sala, assistindo TV...

A seguir fui levada para o banheiro, fiz xixi, a enfermeira ajudou a me vestir e em seguida fui conduzida para uma sala onde estavam outras mulheres que estavam comigo, no mesmo local anterior.

Disseram que meu marido estava vindo, me deram dipirona, antes de tirarem o 'acesso' e quando ele chegou, conversamos e ele se dirigiu a recepção para acertar os detalhes da alta.

Enquanto isso chegou a enfermeira com a cadeira de rodas e fiz minha primeira 'arte': esqueci que não poderia fazer força com os braços e só depois de já estar na cadeira que percebi meu erro. 

Quando passei da cadeira para o carro, para ir para casa, fui mais cuidadosa.

Chegando em casa fui recepcionada no pátio da minha casa, por várias pessoas da minha família que eu amo tanto e fiquei extremamente feliz, mas pedi para entrar em casa e sentar, claro que todos entenderam.

A noite foi tranquila, considerando que foi a primeira que dormi com a barriga para cima e com uma pilha de travesseiros.

Penso que a retirada das próteses e a mastopexia foram muito mais tranquilas do que foi o implante, em todos os aspetos: dor, mal estar, dependência absoluta para levantar da cama, tudo!



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Quarta médica - retirada das próteses de silicone


Esta quarta médica, foi indicada por uma amiga, ela fez uma mastopexia com ela e ficou muito satisfeita.

A primeira impressão que eu tive foi de um certo distanciamento, falta de sorrisos e um pouco de ironia - nada bom se eu quisesse ser amiga da cirurgiã, mas como o que eu quero é seriedade e competência, isso não chegou a me afetar.

Levei a ressonância magnética e depois de examinar, ela disse que poderia operar e que provavelmente seria na clínica mas acredito que poderia sugerir um hospital.

Quando falei da retirada das próteses em bloco, ela foi reticente, disse que aumenta a morbidade em função de sangramentos e só saberíamos se isso é possível, no momento da cirurgia - muitas vezes ela retira parte das cápsulas e manda para biópsia.

Ou seja, penso que não vai ser essa, embora minha amiga tenha dito que a médica conversou com ela e disse que meus seios ficariam iguais aos dela, pelo jeito ótimos.

Daqui alguns dias, "vou conhecer" os seios da minha amiga...



quinta-feira, 21 de junho de 2018

Terceira médica, segunda consulta - retirada das próteses de silicone

Voltei ao consultório da terceira médica, com o exame de ressonância magnética sem contraste e ela me disse que no geral, minhas próteses, apesar de em determinado local estarem com uma contratura, estão em estado regular.

Além desse exame, levei também a cópia do meu prontuário médico com todos os dados da minha cirurgia e inclusive a marca da prótese: Winner.

Ela já havia me dito que não faz cirurgias quando não conhece a marca das próteses e como também não conhece a marca da minha, gentilmente foi se afastando do caso.

Num primeiro momento, ao ver o nome do cirurgião, no prontuário, disse sorrindo que o conhecia...

No final da consulta fiz uma pergunta bem objetiva: então, tu não vai fazer a minha cirurgia?

Ela respondeu com um sorriso que mostrava todos seus belos dentes: acho melhor tu voltar ao teu cirurgião, ele é um bom médico!

Ficou da consulta a análise que fez do exame, saí de lá um pouco frustrada mas aliviada, porque acho que tudo aconteceu da melhor maneira possível, não iria querer que ela me operasse se sentindo insegura.

E também quando falei na primeira consulta, sobre a possibilidade de operar usando a técnica "em bloco", ela havia sido muito reticente...





terça-feira, 5 de junho de 2018

Terceira médica - retirada das próteses de silicone


A terceira médica também foi indicada pelo meu mastologista.

Começando pelos pontos negativos, tenho que falar sobre a duração da consulta - eu tinha muitas perguntas, mais logo que esclarecido o essencial ela já foi conduzindo nossa conversa para o final e sugeriu sutilmente que o restante será tratado na próxima vez, quando eu trouxer o exame que ela pediu.

Sobre o curriculum dessa cirurgiã, é maravilhoso, com mil cursos no exterior, etc...

Num primeiro momento conversamos sobre o essencial, ela examinou a minha última mamografia e pediu que eu fizesse uma ressonância sem contraste para ter uma ideia mais precisa sobre o estado das minhas próteses e ainda pediu que eu descobrisse a marca - existe uma que ela não opera por não ter experiência e por ser um processo muito complicado.

Logo após, fomos para sala de exames e ela verificou que dá para perceber algumas irregularidades apenas pelo toque, fiquei mais preocupada ainda.

Quando retomamos a conversa, ela disse que concordava que a retirada do silicone é a melhor solução e que a cirurgia seria bem complexa, eu devo ter bastante tecido cicatricial.

Ela ainda falou sobre os problemas de cicatrização que tive e disse que é possível tomar alguns cuidados como, por exemplo, usar um fio de sutura especial - vi que ela ficou bem preocupada nesse aspecto e falou que para ela, saúde e estética tem igual importância.

No final, me atrevi a mostrar algumas fotos que eu havia selecionado para deixar claro quais eram minhas expectativas com relação a tamanho e formato aproximados - ela me jogou um "balde de água fria" dizendo que na maioria das fotos as mulheres usavam silicone e como eram jovens e provavelmente não tinham amamentado por tanto tempo quanto eu, ela não poderia garantir nada.

Outro ponto fundamental foi quando falei da retirada das próteses “em bloco” e ela não definiu nada, porque disse que embora seja o ideal, primeiro quer ver a ressonância magnética.

No geral, gostei da médica, percebi que ela tem experiência, competência e penso em voltar para uma segunda consulta para levar o exame.




sábado, 5 de maio de 2018

Primeira médica - retirada das próteses de silicone

Ontem fiz a primeira consulta com a primeira médica, desde a decisão de retirar as próteses de silicone...

Um dos pontos mais positivos foi o fato dessa cirurgiã plástica quase não usar silicone em seus pacientes, ela somente usa quando não há outra opção - tipo um seio que é muito, muito pequeno.

Um dos pontos negativos foi quando eu disse que esperaria até estar com meu peso ideal, 69 kg - hoje estou com 75 kg e ela disse que isso não importava.

Hoje sou uma nova pessoa quando se trata de procedimentos cirúrgicos, porque em outra época apenas aceitaria a opinião sem nem questionar...

Já li e assisti médicos falando da importância que é chegar à sala de cirurgia, com o peso ideal e inclusive ouvi um médico falando que ele não opera pessoas com o IMC maior que 28 porque isso acarretaria muito mais riscos de problemas durante a cirurgia.

Quanto aos exames iniciais, ela pediu uma ressonância magnética com contraste porque quer ter a noção geral de como meus seios estão e embora eu saiba o quanto é mais nocivo fazer dessa forma, entendo que é muito cauteloso da parte dela, querer chegar na cirurgia com todas as informações possíveis.

Outro ponto positivo, é haver 2 opções de anestesia: geral ou peridural - eu prefiro peridural.

Irei consultar com mais médicos, mas essa médica de ontem é uma possibilidade, gostei muito dela e o impasse do peso, eu mesma posso resolver marcando a cirurgia somente quanto estiver com meu peso ideal.

Outra consideração importantíssima é que ela opera em hospital, aqui em Porto Alegre.

Sobre as perguntas que eu havia deixado no celular, acabei não fazendo - perguntava conforme íamos conversando...





sexta-feira, 4 de maio de 2018

Primeira médica, um novo caminho


Hoje é o dia da minha primeira consulta para começar o processo de retirada das próteses de silicone dos meus seios.

Conheci esta médica através de uma pessoa conhecida que é dermatologista, super detalhista e exigente - ela operou os seios e adorou o resultado.

Meu primeiro contato com a cirurgiã plástica foi por telefone, a secretária não havia ido trabalhar e ela que estava atendendo os telefonemas e cuidando da agenda - ela pareceu extremamente simpática e solícita e disse que suas consultas são sempre à tarde porque pela manhã, ela opera.

Vou levar minhas mamografias, ecografias mamárias e meus últimos exames de sangue para a consulta.

Já no início da consulta falarei que não posso fazer nada agora em função da doença da minha cadelinha, que talvez tenha que ser operada e precisará muito de mim.

Outro fator importante é que eu quero muito chegar no dia da cirurgia com meu peso ideal - preciso perder uns 7 kg e já estou "trabalhando" para isso.

Também estou pensando que é interessante fazer um relato sobre como tudo se deu no pós-cirúrgico quando coloquei as próteses e fiz a mastopexia - falar sobre as "feridinhas" que provavelmente tenham surgido por erro médico - o cirurgião retirou muita pele.

Estou super ansiosa e já preparei uma lista com perguntas que tenho que fazer:

- como é feita a retirada das próteses?
- é possível fazer o lifting junto com a retirada ou é melhor esperar um pouco?
- é possível fazer a cirurgia com anestesia local e sedação? (foi assim que fiz quando fiz a mastopexia com colocação das próteses e foi ótimo)
- onde é feita a cirurgia - na clínica ou em um hospital (prefiro)?
- quanto tempo eu ficarei no hospital?
- é necessário fazer exames complementares como ressonância magnética?
- quanto tempo de repouso?
- é possível ficar com tamanho entre 44 e 42? (o meu tamanho atual é 46)
- como é a transferência de gordura e quais são os riscos? No meu caso é necessário?
- temos como prever o resultado final?

Sobre a transferência de gordura li que não é uma boa ideia em função de que pode haver um endurecimento do material e com isso, pode dificultar a visibilidade nos exames de imagem - essa técnica é mais apropriada para quem teve que fazer mastectomia total.

Na próxima postagem, trarei as respostas a todas essas perguntas.










terça-feira, 15 de novembro de 2011

Emergência

Hoje, por volta das 5 horas, tivemos um caso de doença na família e tivemos que procurar um serviço de atendimento de emergência aqui em Porto Alegre.
Chegamos rapidamente ao hospital porque estávamos bastante preocupados em função de que se tratava de um caso de alergia e estávamos com medo diante da possibilidade de que houvesse fechamento de glote e se tornasse um caso mais grave.
Quando entramos no local do Plantão, estava vazio e ficamos surpresos e sem entender como que um serviço de emergência de um grande hospital podia estar sem ninguém para nos atender?
Minutos depois, chegou um guarda para nos informar que seríamos atendidos em breve, assim que o recepcionista voltasse do banco. Não conseguia acreditar e só nos restou esperar...
Fiquei pensando em como deve ser o atendimento pelo SUS, considerando que, embora tivéssemos um bom convênio, o atendimento estava daquele jeito.
Tentei me acalmar e em seguida chegou o atendente que nos recebeu de modo formal e lento e começou então a preencher um formulário interminável - imaginem se não fosse uma emergência!
Quando finalmente fomos atendidos por uma médica, nossa insatisfação continuou, infelizmente.
Ela começou o atendimento fazendo algumas perguntas e digitando novamente algumas informações que já havíamos fornecido ao atendente, e não sei o que mais ela tanto digitava - o que sentimos na hora e comentamos depois, é que parecia que ela estava redigindo uma monografia interminável, considerando o tempo que levou.
Em compensação, foi extremamente rápida quando deu o provável diagnóstico e receitou um remédio que seria testado. Disse também que a paciente teria que ficar em observação por 1 hora para que fosse feita uma avaliação da reação a medicação que ela não sabia ao certo se daria resultado positivo.
Ainda perguntei, sem resposta, se a dose poderia ser baixa, em função do perigo a uma nova reação alérgica, mas não obtive uma resposta objetiva.
Claro que tive vontade de sugerir que fôssemos a outro local, mas imaginei que esta situação deva ser igual em qualquer hospital, em um plantão em dia de feriado.
Ainda bem que tudo acabou dando certo, mas poderia ter acabado numa situação pior do que a que estávamos quando chegamos.