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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Minha nova turma

Como no ano que vem farei 60 anos, resolvi dar uma pesquisada nos blogs das "colegas"...

Foi muito chato ver que o assunto principal abordado em quase todos os blogs de terceira idade é saúde e qualidade de vida, muito limitado.

E quando vamos começar a discutir quais caminhos iremos trilhar com esses nossos corpos bem cuidados e alimentados?

Espero poder fazer coisas que me deem prazer e me façam sentir viva agora, não quero ser apenas uma sobrevivente a cada ano que passa.

Mas esperava mais dessa 'minha nova turma', como poder discutir, por exemplo, o quanto podemos ser nós mesmas, sem tantos medos quando não pensamos como a maioria, sem tantos paradigmas para nos engessar a vida.

Acredito que minha pesquisa talvez tivesse que ter sido Blog terceira idade aquarianas, Blog terceira idade revolucionárias, Blog terceira idade alienígenas,...

E onde andam as blogueiras tipo 'mesa de bar', onde depois de uns drinks ou apenas um café, todos os assuntos vem à tona, sem filtros ou enrolações.

Vamos cuidar da nossa saúde na primeira, segunda, terceira, quarta idade, mas e nossas almas como ficam, como e quando serão cuidadas?

Claro que temos que ter qualidade de vida, ir ao médico regularmente, fazer exames, exercícios físicos regulares, mas a vida é muito mais que isso!

Ou pelo menos, deveria ser...


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Dias assim...

Tem dias que eu estou em frente ao notebook ou  tenho um caderno e caneta e tenho tempo, mas mesmo assim nada acontece...

Tudo que é texto que nasce, vai direto para o rascunho e penso que nunca saíram de lá.

Ao contrário, existem dias, por exemplo, que estou no meio do trânsito, sem nenhuma possibilidade de anotar nada e muitas ideias surgem...

Sei que elas irão embora, mesmo que eu chegue em casa e vá direto produzir os textos.

Houve um período também, que só conseguia criar minhas publicações,  no meio da madrugada - acordava com a ideia e tinha que desenvolvê-la.

Nessas ocasiões, acendia a luz, fazia barulho, acordava todo mundo e depois de pronta a publicação, ficava sem sono.

Tenho a impressão que meus textos têm vida própria, eles só surgem quando querem e eu sou  apenas um instrumento para que eles se concretizem no Blog...

sábado, 6 de janeiro de 2018

A Astróloga

Há alguns anos, fiz uma consulta com uma astróloga...

A empatia que houve entre nós foi imediata, já no telefone quando fiz o primeiro contato para marcar hora e passar meus dados para que ela pudesse fazer meu mapa astral - conversamos por muito tempo.

No dia marcado, fui até sua casa e fiquei maravilhada com a simpatia dela e com o aconchego do apartamento - além disso, tinha 2 gatos maravilhosos, lindos.

Quanto a consulta, eu amei do início até o final - ela, uma simpática e inteligente geminiana, que fez uma abordagem intuitiva e competente, usando sempre muitos dados numéricos.

Teve ainda, um momento muito especial que foi quando ela me disse que eu deveria escrever um livro...

Fiquei maravilhada e ao mesmo tempo surpresa porque sempre quis escrever um livro. - ela me disse que essa seria uma forma muito eficiente de canalizar toda minha criatividade.

Considerando que minha astróloga, na época, era mestranda em Letras, pensei que ela foi muito ousada ao me lançar um desafio desses - ideias nunca me faltaram, mas quanto a escrever...

Teria que fazer as pazes com a língua portuguesa e tudo que envolve uma escrita aceitável - claro que nunca fiz isso.

Saí de lá muito entusiasmada mas ainda não concretizei este sonho de escrever um livro - foi então que surgiu a ideia desse blog, que tanto me ajuda na construção de pensamentos, me fazendo aprender a cada postagem.

Quanto a escrita aceitável - odeio gramática e qualquer coisa que lembre estudo de línguas, me fixo nas ideias e tenho me contentado em ir 'ajeitando o texto', conforme vou construindo ele - espero que meus leitores me perdoem por isso.

Existem momentos  que quase abandono o blog,  mas sempre acabo vindo para cá quando surge algum insight, acontecimento importante ou algo engraçado que eu queira compartilhar de imediato.



sábado, 30 de dezembro de 2017

A vida no rascunho

Como é difícil publicar alguma coisa que tenha ido parar no rascunho do blog ...

Independe do motivo de não ter sido publicado - pode ter sido por falta de tempo para concluir as ideias,  eu não ter gostado do resultado final ou outra justificativa qualquer.

Postagem que foi para o rascunho, dificilmente será postagem publicada.

Pensando na vida em geral, é assim também que acontece quando colocamos algo nos bastidores - ideias, vontades, amores, amizades, dificilmente conseguimos resgatar para o momento atual.

Claro que existem exceções, mas no geral, acabam mesmo.

Quando em algum momento deixamos de nos interessar ou sentir atração por algo, a tendência é que aquilo que foi abandonado, morra ou pelo menos caia no esquecimento.

E depois que isso acontece, nem sempre temos interesse em resgatar porque se tornam fragmentos da vida que tivemos em determinado momento.

Existem os casos que até podemos fazer este resgate de forma parcial, mas o todo nunca mais existirá como era antes.

E muitas  vezes, tentar trazer essa vida que estava no rascunho para o presente, pode até ser frustrante - então, temos que aprender a ficar no agora e nos libertarmos de tudo que não pode mais ser vivido neste momento.

Temos apenas que aceitar que tudo no Universo tem um tempo determinado para acontecer - com início e fim.

Como nossas vidas e a natureza em geral - tempo para nascer e tempo para morrer.




terça-feira, 12 de março de 2013

O lado terapêutico da escrita

Desde que surgiu esta ideia de criar um blog, percebo o quanto isso tem me ajudado de forma terapêutica em todos os setores da vida...
 
Muitas vezes ao construir uma postagem, lembro de minhas sessões de análise e percebo o quanto foi importante aquele período e o quanto toda aquela vivência faz parte da minha vida até hoje.

Aproveitando para fazer uma associação, acho que este espaço é tão meu quanto eram as minhas sessões de terapia. 

Muitas vezes, chego a conclusões ou construo conceitos e opiniões, ao digitar uma postagem.

Inicialmente surge a ideia e ao desenvolvê-la vou aprendendo sobre o assunto em pauta e muitas vezes chego a conclusões que de outra forma talvez não fosse possível conseguir.

Tenho colocado quase tudo aqui neste espaço e acho maravilhoso que ele exista.

Tenho uma amiga que fez um comentário há algum tempo atrás que inicialmente me fez rir, mas após alguns minutos de reflexão, me fez pensar: ela me disse que vai chegar um dia que ao receber as pessoas na minha casa, vou disponibilizar um notebook na sala e sugerir que elas visitem meu blog e se for o caso, postem um comentário.

Enquanto isso, eu fico livre para fazer outras coisas - como assistir a um filme, ler um livro, telefonar, etc.

Na verdade, isso tudo surgiu a partir de um comentário que fiz sobre um encontro com uma outra amiga que estava interessada em emagrecer.

Comentei então com ela, que eu havia conseguido chegar ao meu peso ideal, fazendo uma dieta personalizada a partir de todo conhecimento e experiência que adquiri fazendo dietas com nutricionista, endocrinologista, médico ortomolecular, leituras, etc.

Quando fui fazer um resumo de tudo isso, percebi que poderia estar esquecendo de algo e sugeri que ela visitasse meu blog e procurasse pelas postagens Emagrecer e Como emagrecer sendo amiga da balança.

Brincadeiras a parte acho que meu blog é muito importante e realmente ocupa um espaço muito grande na minha vida, mas não ao ponto de substituir uma boa conversa com amigas e amigos especiais.

Agora, se não forem especiais...



















domingo, 24 de outubro de 2010

Nus

Estava numa festa conversando com um grupo de amigos quando em determinado momento alguém fez um comentário sobre uma pessoa conhecida da maioria (e ausente, claro!) que havia criado um blog onde publicava poesias. Um outro do grupo que também conhecia o blog começou então, junto com a pessoa que havia feito o primeiro comentário, a narrar quase chorando de tanto rir, as tais poesias. Resultado: uma 'catarse de risos em grupo', induzida pelas tais produções literárias.
Eu, inicialmente, até ri, mas logo em seguida percebi que não era tão engraçado assim. Talvez meu lado crítico não esteja tão ativo assim e acabo respeitando as 'loucuras' dos outros esperando que as minhas também sejam respeitadas.
Acho que aquelas poesias não funcionaram para aquele grupo como o autor gostaria, mas que de alguma forma cumpriram um papel interessante, não tenho dúvida. Afinal, rir é sempre tão bom...
Claro que se eu fosse o poeta e as pessoas rissem das minhas produções, seria algo complicado. A intenção de quem trabalha com poesia daquele tipo é realmente mover a sensibilidade e não o riso das pessoas e se o autor soubesse do ocorrido iria se sentir péssimo.
Penso que quando nos expomos produzindo algum texto e o tornamos público, seja através de blog ou de outro veículo qualquer, temos que estar bem preparados para recebermos o resultado do trabalho. Ele pode vir através de uma contribuição, de uma crítica construtiva ou também destrutiva, de um elogio ou através de uma outra reação completamente inesperada para nós.
Uma coisa tenho aprendido através desse blog: ser completamente fiel ao que penso no exato momento que publico. Amanhã, até posso rever o que produzi e desdizer ou complementar o texto, mas quando faço a postagem preciso sentir que me respeitei integralmente. Quanto as consequências das publicações, temos mesmo que avaliar quando muito polêmicas, mas se tivermos coragem e convicção podemos avançar até mesmo diante desse tipo de tema.
Nesse caso narrado, provavelmente o autor nunca venha a saber do ocorrido. Mas é um bom exemplo do que pode acontecer com qualquer um de nós, que ao nos 'despirmos' diante do teclado do computador, corremos todos os riscos. Mas mesmo assim, acho que devemos estar nus e se não for dessa forma, é melhor engavetarmos nossos trabalhos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Canal

Minha pasta de rascunho, aqui no blog, está ficando cheia...
Ontem mesmo, desisti de postar mais um texto.
Existe um lugar em mim, que é um canal e que nem sempre está ligado. Às vezes acho que estou utilizando esse canal e tento me esforçar na produção do texto, mas chega ao final e vou ler, nada!
Acabo de aprender uma coisa: quando estiver utilizando o canal não precisarei me esforçar, é isso! As idéias irão fluir livremente...
Nem precisarei pensar muito, só tenho que ter velocidade para digitar ou escrever, caso esteja longe do computador.
Eu ontem não estava nem um pouco inspirada e de repente nasceu o texto referente à Senadora Marina, a qual eu tenho grande admiração e muito respeito.
Estava lendo o Terra-Notícias e surgiu...
Mesmo já tendo lido muito sobre a situação política e eleitoral do momento, no Brasil, aqueles dados fornecidos por ela com relação às pesquisas me sensibilizaram e vieram ao encontro do que eu já pensava a respeito.
Este blog está me ajudando muito a me conhecer melhor...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não quero mais!

publicarEstava agora mesmo produzindo um texto para o blog e de repente... Não quero mais! Parei na metade, achei que não estava legal, parecia falso. Senti como se eu tivesse que cumprir protocolo – postar, postar, postar!
Já havia me acontecido isso antes, mas não como agora – eu já tinha produzido a metade do texto.
Como amo esse blog, estou exigente e só publico o que para mim é verdadeiro e de alguma forma mostre um pouco da minha alma.
Até esse comentário, embora sem um conteúdo ‘normal’, é mais autêntico.
Existem também alguns temas, que são muito importantes na minha vida, mas que não vão além de rascunhos. Uns porque são doloridos para tratar, outros porque em dado momento parece que eu travo e a partir daí a abordagem fica sem um sentido verdadeiro... Acho que desvio do assunto para parar de sofrer ou porque talvez não seja a hora de abordar aquela questão.
E hoje foi incrível, tive que parar. Nem sei se vou conseguir voltar a trabalhar naquela postagem, geralmente não volto. Esqueço ou faço de conta que esqueço.
Na primeira vez que isso me aconteceu, achei que nunca mais conseguiria publicar nada por aqui, cheguei a ficar um pouco desapontada. Tranqüilizei-me quando, no dia seguinte, voltei com tudo e com mil idéias.
Resolvi comentar sobre o episódio para poder dividir esse momento, embora ache natural que isso aconteça.
Penso que, se for possível, não devemos nos violentar tentando fazer "a criança nascer antes do tempo". Acho mesmo, que em cada postagem, nasce alguma coisa nova que vem de mim, do que eu penso, do que eu leio, do que eu vivo, do que eu sou...
Por isso, tenho que respeitar os sinais que indicam quando não estou sendo eu mesma.

domingo, 19 de setembro de 2010

Reticências...

De todos os sinais de pontuação o que mais gosto, sem dúvida, é reticências.
Esse sinal deixa qualquer assunto abordado com possibilidade de ser modificado, pensado e enriquecido com mais conteúdo. Ou seja, a porta fica aberta. Talvez seja por isso que me identifique tanto...
Exceto em algumas situações, geralmente deixo a porta aberta. Idéias pré-concebidas, fórmulas de vida, conceitos rígidos, nada disso me atrai. Ao contrário, me cansam.
Toda essa flexibilidade veio com o tempo, acho que é isso que chamam de maturidade. Quando era muito jovem, me apegava a paradigmas como se fossem uma tábua de salvação. Hoje, quero poder experimentar o novo sem ter que dar muita explicação para o velho. Essa rigidez acontecia também com relação à ansiedade por acertar sempre e claro que, quando errava, enlouquecia. Agora estou mais tolerante, embora saiba que possa melhorar nessa questão.
Manter esse blog, que eu adoro, só é possível porque estou um pouco menos exigente. Claro que quando publico qualquer postagem sempre tenho a clareza de que dei o meu melhor. Claro que isso não significa que não cometa erros e nem equívocos, mesmo com todo esse cuidado.
Ainda sobre o blog, muitas vezes ouço comentários interessantes como - "Como tu és corajosa!"; "Tu estás te expondo bastante..."; "Tu não tens problemas em escrever o que pensas.”.
E para essas pessoas eu respondo que não tenho problemas de me mostrar, porque hoje me permito ser quem eu sou, gosto mais de mim mesma. Isso não significa que não vejo meus erros, mas sim que os aceito melhor.
Até mesmo o nome do meu blog – Caminho da Maga – combina com reticências. É um caminho, na verdade o meu, sujeito a todos os tipos de mudanças, turbulências e desvios de rota.