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terça-feira, 12 de março de 2013

O lado terapêutico da escrita

Desde que surgiu esta ideia de criar um blog, percebo o quanto isso tem me ajudado de forma terapêutica em todos os setores da vida...
 
Muitas vezes ao construir uma postagem, lembro de minhas sessões de análise e percebo o quanto foi importante aquele período e o quanto toda aquela vivência faz parte da minha vida até hoje.

Aproveitando para fazer uma associação, acho que este espaço é tão meu quanto eram as minhas sessões de terapia. 

Muitas vezes, chego a conclusões ou construo conceitos e opiniões, ao digitar uma postagem.

Inicialmente surge a ideia e ao desenvolvê-la vou aprendendo sobre o assunto em pauta e muitas vezes chego a conclusões que de outra forma talvez não fosse possível conseguir.

Tenho colocado quase tudo aqui neste espaço e acho maravilhoso que ele exista.

Tenho uma amiga que fez um comentário há algum tempo atrás que inicialmente me fez rir, mas após alguns minutos de reflexão, me fez pensar: ela me disse que vai chegar um dia que ao receber as pessoas na minha casa, vou disponibilizar um notebook na sala e sugerir que elas visitem meu blog e se for o caso, postem um comentário.

Enquanto isso, eu fico livre para fazer outras coisas - como assistir a um filme, ler um livro, telefonar, etc.

Na verdade, isso tudo surgiu a partir de um comentário que fiz sobre um encontro com uma outra amiga que estava interessada em emagrecer.

Comentei então com ela, que eu havia conseguido chegar ao meu peso ideal, fazendo uma dieta personalizada a partir de todo conhecimento e experiência que adquiri fazendo dietas com nutricionista, endocrinologista, médico ortomolecular, leituras, etc.

Quando fui fazer um resumo de tudo isso, percebi que poderia estar esquecendo de algo e sugeri que ela visitasse meu blog e procurasse pelas postagens Emagrecer e Como emagrecer sendo amiga da balança.

Brincadeiras a parte acho que meu blog é muito importante e realmente ocupa um espaço muito grande na minha vida, mas não ao ponto de substituir uma boa conversa com amigas e amigos especiais.

Agora, se não forem especiais...



















sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Doente e Carente

Estou doente há alguns dias.

E como geralmente acontece, desde sempre, fico carente.

Acho que geralmente consigo expressar sentimentos, idéias, raivas, amores,...

Mas ainda tenho um pouco de dificuldade de falar das minhas carências.

Parei para pensar no porquê dessa barreira e claro que fui buscar a resposta na minha infância.

Encontrei, pelo menos, algum sinal do motivo de lidar tão mal com essa parte de mim, ou falta de mim.

Lembrei de quando não me permitiam reclamar da vida e sempre ouvia: "O que mais tu quer, tem tudo!" ou "Tu não tem motivos para ficar triste”.

O velho estigma da filha única que me acompanha até hoje - tem tudo e é mimada.

Ninguém se preocupa em verificar se isso é verdade ou não.

Acho que foi a partir dessa época que devo ter tirado o foco de quem realmente eu era e passei a compor um personagem, que em muitos momentos me ajudava a sobreviver em situações difíceis, impedindo que eu me tornasse uma pessoa negativa e amarga.

Fui me reencontrar bem mais tarde, com a ajuda da vida, de amores, da análise, de sofrimentos, de alegrias,...

Só então, pude me despedir do meu personagem e voltar a ser eu mesma.