Estava conversando com um amigo e ele me perguntou como é ter os filhos morando comigo...
Eu disse que é maravilhoso e aproveito ao máximo, porque sei que daqui a pouco eles vão viver a vida deles e não vou ter mais esse prazer diário.
Compreensível e desejável - tudo que queremos é que nossos filhos sejam felizes, perto ou longe da gente.
Meu amigo então, concluiu dizendo que além de ser supermãe, sou superfilha.
Concordei plenamente já pensando sobre o assunto, porque além de tudo, sou superfilha única!
Refleti então, e percebi que devo desculpas a todas as pessoas que eu amo e que não são filhos ou minha mãe, porque muitas vezes não sobra energia e tempo para que eu possa me dedicar demonstrando todo afeto que sinto por elas.
Aproveito para pedir 'desculpas' também, a minha casa, que muitas vezes fica tão bagunçada - meu tempo tem dono e paro tudo por um momento de prazer com meus amores.
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domingo, 25 de agosto de 2019
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Doente e Carente
Estou doente há alguns dias.
E como geralmente acontece, desde sempre, fico carente.
Acho que geralmente consigo expressar sentimentos, idéias, raivas, amores,...
Mas ainda tenho um pouco de dificuldade de falar das minhas carências.
Parei para pensar no porquê dessa barreira e claro que fui buscar a resposta na minha infância.
Encontrei, pelo menos, algum sinal do motivo de lidar tão mal com essa parte de mim, ou falta de mim.
Lembrei de quando não me permitiam reclamar da vida e sempre ouvia: "O que mais tu quer, tem tudo!" ou "Tu não tem motivos para ficar triste”.
O velho estigma da filha única que me acompanha até hoje - tem tudo e é mimada.
Ninguém se preocupa em verificar se isso é verdade ou não.
Acho que foi a partir dessa época que devo ter tirado o foco de quem realmente eu era e passei a compor um personagem, que em muitos momentos me ajudava a sobreviver em situações difíceis, impedindo que eu me tornasse uma pessoa negativa e amarga.
Fui me reencontrar bem mais tarde, com a ajuda da vida, de amores, da análise, de sofrimentos, de alegrias,...
Só então, pude me despedir do meu personagem e voltar a ser eu mesma.
E como geralmente acontece, desde sempre, fico carente.
Acho que geralmente consigo expressar sentimentos, idéias, raivas, amores,...
Mas ainda tenho um pouco de dificuldade de falar das minhas carências.
Parei para pensar no porquê dessa barreira e claro que fui buscar a resposta na minha infância.
Encontrei, pelo menos, algum sinal do motivo de lidar tão mal com essa parte de mim, ou falta de mim.
Lembrei de quando não me permitiam reclamar da vida e sempre ouvia: "O que mais tu quer, tem tudo!" ou "Tu não tem motivos para ficar triste”.
O velho estigma da filha única que me acompanha até hoje - tem tudo e é mimada.
Ninguém se preocupa em verificar se isso é verdade ou não.
Acho que foi a partir dessa época que devo ter tirado o foco de quem realmente eu era e passei a compor um personagem, que em muitos momentos me ajudava a sobreviver em situações difíceis, impedindo que eu me tornasse uma pessoa negativa e amarga.
Fui me reencontrar bem mais tarde, com a ajuda da vida, de amores, da análise, de sofrimentos, de alegrias,...
Só então, pude me despedir do meu personagem e voltar a ser eu mesma.
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