Não sei desistir... Ainda mais quando sei exatamente o que quero.
Sei que algumas pessoas quando lerem esta postagem irão pensar algo tipo: "É uma filha única mimada..."
Até pode ser um pouco por isso mesmo, tendo em vista que quando criança, sempre tive todas as bonecas que quis.
Isso acontece em todas as áreas, quando quero, quero mesmo! E o pior é que, como não consigo desistir, sigo tentando conseguir mudar o rumo das coisas, mesmo quando percebo que o melhor seria aceitar a situação como é.
E só quem pode me ajudar nestas horas, é o tempo. E dependendo do meu objeto de desejo, muitas vezes preciso de muito!
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sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Doente e Carente
Estou doente há alguns dias.
E como geralmente acontece, desde sempre, fico carente.
Acho que geralmente consigo expressar sentimentos, idéias, raivas, amores,...
Mas ainda tenho um pouco de dificuldade de falar das minhas carências.
Parei para pensar no porquê dessa barreira e claro que fui buscar a resposta na minha infância.
Encontrei, pelo menos, algum sinal do motivo de lidar tão mal com essa parte de mim, ou falta de mim.
Lembrei de quando não me permitiam reclamar da vida e sempre ouvia: "O que mais tu quer, tem tudo!" ou "Tu não tem motivos para ficar triste”.
O velho estigma da filha única que me acompanha até hoje - tem tudo e é mimada.
Ninguém se preocupa em verificar se isso é verdade ou não.
Acho que foi a partir dessa época que devo ter tirado o foco de quem realmente eu era e passei a compor um personagem, que em muitos momentos me ajudava a sobreviver em situações difíceis, impedindo que eu me tornasse uma pessoa negativa e amarga.
Fui me reencontrar bem mais tarde, com a ajuda da vida, de amores, da análise, de sofrimentos, de alegrias,...
Só então, pude me despedir do meu personagem e voltar a ser eu mesma.
E como geralmente acontece, desde sempre, fico carente.
Acho que geralmente consigo expressar sentimentos, idéias, raivas, amores,...
Mas ainda tenho um pouco de dificuldade de falar das minhas carências.
Parei para pensar no porquê dessa barreira e claro que fui buscar a resposta na minha infância.
Encontrei, pelo menos, algum sinal do motivo de lidar tão mal com essa parte de mim, ou falta de mim.
Lembrei de quando não me permitiam reclamar da vida e sempre ouvia: "O que mais tu quer, tem tudo!" ou "Tu não tem motivos para ficar triste”.
O velho estigma da filha única que me acompanha até hoje - tem tudo e é mimada.
Ninguém se preocupa em verificar se isso é verdade ou não.
Acho que foi a partir dessa época que devo ter tirado o foco de quem realmente eu era e passei a compor um personagem, que em muitos momentos me ajudava a sobreviver em situações difíceis, impedindo que eu me tornasse uma pessoa negativa e amarga.
Fui me reencontrar bem mais tarde, com a ajuda da vida, de amores, da análise, de sofrimentos, de alegrias,...
Só então, pude me despedir do meu personagem e voltar a ser eu mesma.
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