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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Jogo do Copo - Tabuleiro Ouija

Desde criança gosto de histórias de terror e sempre tive pessoas ao meu redor que compactuavam com essa minha paixão...

Na minha infância, nos reuníamos em torno de um adulto, para ouvirmos histórias de terror, geralmente contadas por um familiar ou amigo que adorava nos assustar e ser o centro das atenções até que o desfecho do caso acontecesse.

Outra forma de nos divertimos com terror era quando resolvíamos brincar com um Tabuleiro Ouija confeccionado por nós mesmos, que na época chamávamos 'o jogo do copo' - as coisas aconteciam do mesmo jeito, sempre: íamos por um quarto vazio que existia na minha casa (tinha sido da minha avó que, na época, já havia morrido), acendíamos uma vela, sentávamos em  círculo, espalhávamos o alfabeto no chão e colocávamos nossos dedos indicadores no copo...

O que vinha a seguir se repetia sempre: no primeiro movimento que o copo fizesse - todos corriam desesperados para todos lados e se a janela estivesse aberta, essa também seria uma das formas usadas para fugir correndo.

Não sei como não cansávamos dessa rotina que se repetia sempre, nunca conseguimos levar adiante nosso plano, acabava sempre ali - penso que continuávamos com a brincadeira porque ficávamos presos ao prazer que toda aquela adrenalina no momento da fuga nos causava.

Na escola, logo que começaram os trabalhos em grupo e tínhamos que fazer na casa de alguém, escolhíamos sempre o mesmo local, a casa de uma das colegas que era enorme e tinha nos fundos uns quartos que ninguém usava.

Mal começávamos nosso trabalho da escola, alguém propunha que  passássemos para o que realmente havia nos levado ali - 'o jogo do copo'.

Nessa época já conseguíamos avançar um pouco com relação ao jogo e chegávamos a fazer perguntas ao 'espírito', mas era o pavor da dúvida que nos dava muito prazer: será que aquele movimento do copo tinha sido causado pelo espírito evocado ou havia sido uma das colegas que armou a situação???

Nunca saberei....



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Empoderamento feminino?

Quando ouço falar em empoderamento feminino e vejo como as mulheres de hoje em dia vivem, em geral, não vejo grandes mudanças concretas.

Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.

Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?

Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.

Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.

Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.

Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.

Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.

Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."

Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.

Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.

Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.




domingo, 9 de novembro de 2014

Instrumento de tortura para mulheres

Certo dia, uma amiga fez um comentário que achei extremamente interessante:

"Se daqui a alguns milhões de anos algum arqueólogo encontrar um sapato de salto alto numa escavação, certamente irá pensar se tratar de algum instrumento de tortura."

Concordo plenamente com minha amiga!

É muito antinatural e sempre desconfortável, mas amo um saltão...

Penso que se uma mulher quiser se produzir bem, ela deve sempre começar pelo sapato que, sem dúvida, deve ser de salto alto.

Pode ser uma produção bem básica: cabelos soltos, uma maquiagem simples - batom vermelho e máscara para cílios; camiseta; jeans e ...

Um maravilhoso par de sapatos com saltão!

Claro que as cores envolvendo toda a produção devem combinar entre si, mas o segredo do sucesso ficará por conta do sapato escolhido, claro!

Hoje em dia, continuo me torturando ao usar salto alto, só que na minha bolsa sempre tenho sapatilhas lindas e muito confortáveis.

Como uma criança, quando não quero mais brincar...


sábado, 25 de dezembro de 2010

Desistir?

Não sei desistir... Ainda mais quando sei exatamente o que quero.
Sei que algumas pessoas quando lerem esta postagem irão pensar algo tipo: "É uma filha única mimada..."
Até pode ser um pouco por isso mesmo, tendo em vista que quando criança, sempre tive todas as bonecas que quis.
Isso acontece em todas as áreas, quando quero, quero mesmo! E o pior é que, como não consigo desistir, sigo tentando conseguir mudar o rumo das coisas, mesmo quando percebo que o melhor seria aceitar a situação como é.
E só quem pode me ajudar nestas horas, é o tempo. E dependendo do meu objeto de desejo, muitas vezes preciso de muito!

sábado, 6 de novembro de 2010

Uma relação complicada...

Hoje aconteceu a festa de aniversário do meu afilhado de 9 anos. Foi numa dessas casas de festas onde tudo ocorre de forma perfeita e muito divertida para as crianças.
Ver ele tão feliz me deixou feliz, apesar de não poder usar os brinquedos... Estou brincando, mas que dá vontade dá. Tinha uma daquelas paredes com vários tipos de pregos ou seja lá o que for, para escaladas.
Logo que cheguei no local e vi o brinquedo, notei que não havia nenhuma criança por perto e fiquei louca para usá-lo. Inclusive, ao fazer esse comentário com minha amiga e mãe do meu afilhado, que já sabe que sou meio louca, ela disse: vai lá! Claro que não fiz isso, até porque minha roupa e calçado eram impróprios e não sei se o equipamento suportaria meu peso.
O único problema de participar dessas festinhas de criança, são as comidas e os garçons e garçonetes super legais que a todo o momento nos oferecem tudo de melhor que existe em termos de comida "vindas diretamente do paraíso" e não recomendadas para gordinhos e sequer para magrinhos. Havia uma barraquinha onde serviam crepes de todos os sabores imagináveis, batata frita, cachorrinhos, salgadinhos, churrasquinhos, marshmallows e morangos com cobertura de chocolate, bolo de chocolate perfeito, docinhos de todas as espécies,...
Saí da festa dizendo que nunca mais iria poder comer. Nós os adultos, que nessas ocaisiões somos impossibilitados de usufruir o prazer de brincar, sempre somos compensados com o prazer de comer e, portando, o resultado só poderia ser este.
Semana que vem tenho reconsulta com minha endocrinologista e acho que vou mandar uma amiga bem magrinha no meu lugar! Estou sem coragem de encarar aquela linda e magra mulher me perguntando qual a real intenção que tenho quando falamos em regime? Sei que minha relação com comida é complicada e tenho que repensá-la...
A única coisa que estou fazendo conforme a recomendação da médica é com relação ao número de vezes que devo comer durante o dia: 7.
Sei que o caminho que devo percorrer até chegar a um corpo magro e saudável é longo, tendo em vista que embora a quantidade de vezes que me alimento esteja correta, não estou obedecendo corretamente os dois pontos principais da dieta - qualidade e quantidade do que como.