Numa época onde o grande evento cultural parece ser o empoderamento feminino, ouvir certos comentários me faz repensar em que situação real estamos.
Está havendo uma polêmica porque uma cantora sertaneja fez um comentário bem infeliz sobre o relacionamento que estão tendo um casal no Big Brother Brasil - no casal, o homem é noivo e a mulher é solteira.
A referida cantora, culpou a mulher por estar "perseguindo o pobre homem"!
Como disse, a mulher é solteira e o comprometido é o homem, mas parece haver uma total inversão de sentido!
Esse comportamento absurdo ainda faz parte de uma linha de defesa que muitas mulheres agregam ao seu comportamento: ainda culpamos as mulheres quando nossos companheiros nos traem, como forma de ainda assim, mantermos nossos relacionamentos.
Enquanto nós não tivermos superado questões desse tipo é complicado pensarmos em igualdade de gênero, porque os homens sempre estarão protegidos e podendo fazer o que bem entenderem - o mesmo não valendo para nós mulheres.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Empoderamento feminino?
Quando ouço falar em empoderamento feminino e vejo como as mulheres de hoje em dia vivem, em geral, não vejo grandes mudanças concretas.
Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.
Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?
Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.
Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.
Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.
Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.
Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.
Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."
Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.
Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.
Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.
Sinto como se essa expectativa de tomarmos o poder, tenha que ter sempre a participação especial dos homens, como se nós mulheres fôssemos apenas coadjuvantes desse processo todo.
Acredito que essa transformação só virá quando formos conscientes das nossas escolhas, como por exemplo - por que, quando e com quem ter filhos?
Quando escolhemos engravidar, fora de um contexto minimamente seguro para a criança que vai chegar, por exemplo, estamos entre outras coisas, abrindo mão desse poder.
Ou quando escolhemos engravidar para 'prender nosso homem', isso sim é não saber o que é empoderamento e, infelizmente, ainda acontece muito.
Não que a responsabilidade dos nossos filhos seja só nossa, mas muitas vezes será assim na prática.
Outro exemplo é: se o cara bateu em ti e depois diz que está arrependido e você aceita a desculpa e novamente ele bate, até que isso vire rotina - sem que nenhuma providência seja tomada, isso também é abrir mão do poder.
Há algum tempo conheci uma mulher que era vítima de agressões recorrentes e num determinado momento, eu e mais algumas amigas e amigos tentamos ajudar de todas as formas, mesmo nos expondo a sérios riscos com relação a nossa própria segurança.
Dias depois dessa nossa intervenção, soubemos que ela havia aceitado o agressor de volta em casa e nos disse:
"- Tudo aconteceu porque ele não havia tomado seus remédios..."
Essa situação só se 'resolveu' porque certo dia, a agressão foi tão violenta que ela quase morreu e ele teve que fugir para não ser preso.
Ainda penso que se ele voltasse e inventasse qualquer desculpa, ela o aceitaria de volta.
Acredito que assim que nós mulheres criarmos a consciência de que o problema, na maioria das vezes, não está nos outros e que somos nós que temos que nos responsabilizar por cada decisão que tomamos, seremos finalmente muito poderosas.
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