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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mulheres no poder?

Numa época onde o grande evento cultural parece ser o empoderamento feminino, ouvir certos comentários me faz repensar em que situação real estamos.

Está havendo uma polêmica porque uma cantora sertaneja fez um comentário bem infeliz sobre o relacionamento que estão tendo um casal no Big Brother Brasil - no casal, o homem é noivo e a mulher é solteira.

A referida cantora, culpou a mulher por estar "perseguindo o pobre homem"!

Como disse, a mulher é solteira e o comprometido é o homem, mas parece haver uma total inversão de sentido!

Esse comportamento absurdo ainda faz parte de uma linha de defesa que muitas mulheres agregam ao seu comportamento: ainda culpamos as mulheres quando nossos companheiros nos traem, como forma de ainda assim, mantermos nossos relacionamentos.

Enquanto nós não tivermos superado questões desse tipo é complicado pensarmos em igualdade de gênero, porque os homens sempre estarão protegidos e podendo fazer o que bem entenderem - o mesmo não valendo para nós mulheres.






sábado, 10 de setembro de 2016

Inglês, parte 3 - final do curso


Agora, faltam apenas uns 3 meses para eu acabar meu curso de Inglês.
 
Minha maior dificuldade ainda é entender o que as pessoas falam - já ouvi professores comentarem que esta etapa é realmente a mais difícil.
 
Geralmente consigo me expressar na sala de aula, com alguma dificuldade e muitas vezes pedindo ajuda com relação a palavras que não lembro ou que não conheço o que não impede a comunicação e expressão do que eu quero dizer.
 
Tenho apenas 1 dia de aula por semana com horários seguidos, 4 horas de aula sem interrupção - das 9 até às 13h.
 
No período que a aula é mais informal, acabo chamando atenção por algum motivo, muitas vezes sem querer: um dia eu cheguei na aula com 2 óculos pendurados na minha camiseta e a professora perguntou o porquê disso, tive que explicar; outro dia teve uma brincadeira e eu tive que me 'candidatar ao Big Brother Brasil' - disse nessa ‘entrevista’ que tinha 95 anos, tinha feito 30 cirurgias plásticas e que namorava um artista famoso - claro que 'ganhei dos meus colegas na seleção final'!
 
Sem falar quando abordo os temas de forma polêmica, como no dia que o assunto era Prostituição – eu disse que respeito os Profissionais do Sexo, mas não concordo com as pessoas que mantém relacionamentos onde existe prostituição de forma velada e normalmente aceita pela sociedade - geralmente relacionamentos baseados apenas em interesse social e econômico.
 
Em geral, essas relações são entre pessoas jovens e idosas e na ocasião até citei o caso de uma Senhora bela, recatada e do lar...
 
Às vezes tudo isso é até engraçado, mas muitas vezes me obriga a falar mais e eu continuo tendo um pouco de vergonha nesses momentos.
 
Então, ontem resolvi fazer diferente quando a professora perguntou se havia alguém esquisito em nossas famílias...
 
Minha vontade era de dizer que sim! Eu!
 
Como sempre, faria todo mundo rir e teria que dar muitas explicações, mas como eu já estava muito cansada, era minha última meia hora de aula e estava morrendo de fome, fiquei calada.
 
Meus colegas que também deviam estar tão cansados quanto eu, não falavam muito.
 
Até que nos últimos 5 minutos  uma colega acabou falando algo muito pessoal, importante e até pediu, que mantivéssemos em segredo.
 
Depois dela, outra colega também fez uma revelação bem importante e por final um outro colega também falou algo que nos deixou muito perplexos!
 
Eu fiquei só ouvindo e pensando: nossa aula se transformou numa terapia de grupo!
 
Se nós tivéssemos mais tempo de aula, com certeza teria sido muito produtivo aquele momento - além de funcionar como uma espécie de terapia informal, nós ainda treinaríamos nosso inglês...
 
Saí de lá com a certeza de que as pessoas estão muito carentes e com muita necessidade de serem ouvidas e querendo muitas vezes ouvir o que os outros pensam a respeito dos seus problemas mais sérios, talvez até em busca de soluções para assuntos que elas não estão conseguindo resolver sozinhas.





 

sábado, 16 de julho de 2011

Ponto Final

Nunca tive facilidade para terminar relacionamentos de amizades, amorosos ou profissionais.
Lembro pelo menos dois finais que não acabaram muito bem...

O primeiro foi com um namorado - achei que tinha conseguido terminar dizendo que estava sem tempo para os encontros.
Um tempo depois, ele me ligou dizendo que precisa muito me ver. Respondi que não podia, estava sem tempo...
Ele então, insistiu dizendo que precisava muito falar comigo, era muito importante e tinha uma certa urgência.
Cheguei ao ponto de pensar que ele estava com uma doença incurável e que precisava de apoio.
Fui ao seu encontro e após muita conversa inútil, ele me disse que tinha conhecido uma pessoa e que iria morar com ela.
Fiquei muito surpresa e surpreendentemente triste.
Embora não tenha dito nada, ele deve ter percebido o meu desapontamento e tenha adorado a minha reação.
Quando nos despedimos daquele breve encontro, ele tentou me beijar na boca. Fiquei extremamente braba, sem entender direito o que estava acontecendo e o questionei sobre sua atitude.
Ele, estava definitivamente satisfeito.
Depois que saí do local, caiu a ficha e me senti uma boba, por ter, por alguns segundos, pensado que ainda gostava dele.
Me refiz e percebi claramentete o que havia acontecido.

O segundo final foi de um relacionamento profissional.
Mais uma vez a ideia do final era minha...
Nesse caso, tive que expor a minha decisão de forma objetiva e para minha surpresa, a reação do profissional foi muito pior do que eu imaginava.
E quanto mais ele insistia em me convencer do contrário, mais eu percebia que tinha que por um ponto final na relação.
No dia marcado para oficializarmos nosso rompimento, eu estava surpreendentemente bem.
Conversamos e durante a conversa me mantive tranquila, aliviada e muito segura do que estava fazendo. Combinamos que ligaria para dar notícias e precisei reafirmar isso algumas vezes.
Tolerei a insistência e achei que tudo estava indo bem quando no final, ao nos despedirmos, tive uma surpresa um pouco desagradável...
Ao nos abraçarmos, percebi que o tempo de duração do abraço estava se excedendo ao que seria o normal numa situação dessas e quando comecei a me sentir desconfortável, percebi os soluços.
Ele estava chorando... Quase morri!
Tentei ajudar dizendo que tudo ficaria bem e que se precisasse de mim poderia ligar.
Saí de lá preocupada com a inversão que havia se dado nos papéis, afinal eu que, teoricamente, deveria ter sido amparada.
Soube, tempos depois, que ele estava passando por momentos difíceis.

Resolvi reviver esses dois momentos porque estou num momento semelhante: devo acabar com um relacionamento profissional que já vem se arrastando há muito tempo e me causa muito mal.
Mas como essa relação teve seus momentos de glória, está sendo difícil assumir essa atitude.
Desta vez, espero conduzir melhor a situação.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Despedidas

Estou vivendo um momento de despedidas...
Ainda que saiba que as pessoas que estão partindo estejam indo viver experiências novas e que com certeza lhes acrescentarão muito para suas vidas, não consigo não ficar triste.
Acho que isso justifica uma sensação que já estou vivendo por antecipação - um vazio existencial que me deixa sem energia para nada. Sei que estou sendo egoísta e pensando na falta que essas pessoas farão na minha vida por algum tempo, até que me acostume com a ausência delas.
Nos último anos, me sinto mais exigente com relação a relacionamentos com humanos. Acho que não quero perder tempo com gente que não me acrescenta - da mesma forma, não devo ser importante para elas. Mas existem algumas poucas pessoas que são especiais e com relação a essas, claro que fica difícil dizer adeus.
Ainda bem que com o tempo as coisas mudam e sempre acabamos conhecendo outras pessoas que também serão importantes e de certa forma ocuparão esses vazios que ficarem.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Relacionamentos Amorosos no Futuro

Como serão os relacionamentos amorosos no futuro? Tentei imaginar, de forma otimista, e cheguei a algumas conclusões:


Teremos maior clareza sobre a duração da paixão - Estaremos apaixonados por mais ou menos três anos e depois disso se nossa paixão se transformar em amor, talvez possamos permanecer juntos por mais algum tempo ou até mesmo para sempre.

Com relação às opções sexuais, acho que haverá um aumento nos casos de bissexualidade - Se não estivermos mais satisfeitos com nossa relação, poderemos ir em busca de outro homem ou mulher, conforme nossa preferência no momento.

Seremos menos hipócritas com nossos filhos - Demonstraremos mais claramente nossos sentimentos enquanto pais e não fingiremos que tudo está bem quando o nosso relacionamento já estiver em crise ou acabado.

Reinventaremos nossas relações sem nos prendermos a padrões pré-estabelecidos pela sociedade - Se o casal não estiver satisfeito e achar que existe potencial para reinventar seu casamento, irá tentar outras formas, de comum acordo, que satisfaça ambas as partes.


Acho que estamos aprendendo a valorizar mais os nossos sentimentos e, portanto, nossos relacionamentos amorosos deverão se beneficiar com esse aprendizado, no futuro.