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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Lucidez

"... Mas começo a recuperar a lucidez perdida, se considerarmos que lucidez nada mais é que interromper a busca pela compreensão absoluta de tudo que nos cerca e aceitar que a vida não vem com manual de instruções."
Trecho do Livro 'Fora de mim', de Martha Medeiros

Relendo este trecho, lembro da minha paixão absoluta pela matemática, desde sempre...

A princípio, acreditava que era uma simples afinidade com a matéria, mas passado um tempo pude perceber a relação da matemática com meu desejo absurdo e inconsciente de busca por respostas para assuntos como a origem da vida e outros mistérios.

Aqueles maravilhosos e gigantescos teoremas com suas teorias e teses que pareciam construir um mundo de total compreensão e previsibilidade era muito atraente para mim.

Sei que existem muitas pesquisas hoje em dia sobre a origem da vida e outras questões complexas, que começam a ser explicadas através de números, raciocínios lógicos e matemáticos, porém percebo que estamos longe de ter um apanhado geral sobre tudo isso.

Concordo com Martha Medeiros e acho que lucidez neste momento, é não buscar a compreensão de tudo que nos cerca e aceitar que a vida esta aí para ser vivida da melhor maneira possível.

Que essa energia de busca por respostas perfeitas e completas seja canalizada para construção de seres humanos melhores e mais conscientes hoje, agora.

Não podemos perder tempo porque o planeta pede por respostas desse tipo imediatamente, e um bom começo de mudança de comportamento é aprendermos a respeitar e cuidar dos animais e da natureza.









sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Paixão

Estou ouvindo o CD Acústico de uma das minhas bandas preferidas, CPM 22.

A música que mais gosto é " Um minuto para o fim do mundo", que tem a participação do Dinho Ouro Preto.

Nessa música, especialmente, a Banda toda conseguiu se expressar com perfeição a respeito de uma tema que é fascinante e intenso... A paixão!

Transcrevo aqui um trecho da música:

"Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar,
Perco o chão sob os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo,
Eu sei que isso é o fim do mundo"

Bela descrição desse estado maravilhoso que às vezes é também aterrador - quando não há reciprocidade, por exemplo.

Por sorte, isso tudo dura apenas um curto período de tempo, tem prazo de validade.

Caso contrário, e fosse eterno, com certeza não sobreviveríamos por muito tempo, 'morreríamos de paixão', como se morre de uma doença fatal qualquer... 




quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Relacionamentos Amorosos no Futuro

Como serão os relacionamentos amorosos no futuro? Tentei imaginar, de forma otimista, e cheguei a algumas conclusões:


Teremos maior clareza sobre a duração da paixão - Estaremos apaixonados por mais ou menos três anos e depois disso se nossa paixão se transformar em amor, talvez possamos permanecer juntos por mais algum tempo ou até mesmo para sempre.

Com relação às opções sexuais, acho que haverá um aumento nos casos de bissexualidade - Se não estivermos mais satisfeitos com nossa relação, poderemos ir em busca de outro homem ou mulher, conforme nossa preferência no momento.

Seremos menos hipócritas com nossos filhos - Demonstraremos mais claramente nossos sentimentos enquanto pais e não fingiremos que tudo está bem quando o nosso relacionamento já estiver em crise ou acabado.

Reinventaremos nossas relações sem nos prendermos a padrões pré-estabelecidos pela sociedade - Se o casal não estiver satisfeito e achar que existe potencial para reinventar seu casamento, irá tentar outras formas, de comum acordo, que satisfaça ambas as partes.


Acho que estamos aprendendo a valorizar mais os nossos sentimentos e, portanto, nossos relacionamentos amorosos deverão se beneficiar com esse aprendizado, no futuro.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mais Paixão

Novamente pedi emprestada uma frase de uma amiga: "O contrário de paixão é tédio".

Quando ela falou a referida frase, eu até pensei que não tinha nada a ver.

Mas num segundo momento, depois dela ter se explicado, concluí que ela tinha toda razão.

Minha querida amiga sugeriu que eu fizesse um comparativo com relação aos dois estados: apaixonado(a) e entediado(a).

Quando estamos apaixonados, ficamos muito felizes, qualquer coisa é motivo para rirmos, a vida é bela no geral, ficamos otimistas diante dos problemas,...

Quando estamos entediados, nada tem graça, a vida fica cinza, os problemas ficam maiores, ficamos pessimistas,...

Fui obrigada a concordar plenamente - aliás, nunca tinha ouvido essa definição de paixão.

Adorei!

E mais uma vez penso que a paixão não podia ter prazo de validade...

Deveria ser para sempre, como acontece com o amor.

Viveríamos num estado de graça, seríamos pessoas melhores e mais criativas.

Provavelmente diminuiríamos, significativamente, os nossos problemas tanto pessoais quanto sociais, como: injustiças, violência, guerras, conflitos religiosos, etc.

Mas voltando a realidade o que nos resta é, sempre que possível, aproveitarmos intensamente quando estivermos apaixonados e houver reciprocidade.

Sem dúvida, esse é o melhor estado que o ser humano pode experimentar aqui na Terra.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lady Gaga

Certo dia, meu filho chegou no meu quarto dizendo que eu deveria ouvir Lady Gaga porque, segundo ele, ela é uma das melhores novidades da música contemporânea.
Passado algum tempo, assisti alguns videos dela e achei bem interessantes, só não gostei nem um pouco das roupas que ela usava. Exceto no clipe da música Telephone onde ela e mais umas meninas perfeitas de corpo, usam biquinis e apresentam uma coreografia linda.
Também achei interessante o fato dela ser fã e se inspirar em David Bowie. Eu também sempre adorei ele, sua voz e suas músicas.
Mas a minha paixão por essa cantora surgiu mais forte quando fui assistir ao show do meu filho na Farm’s – local onde a música predominante é a Sertaneja. Portanto nem imaginava que ouviria algo diferente naquela noite.
Chegamos ao local, no final do show da banda que tocou antes do meu filho. E foi no intervalo entre os dois shows que os DJs colocaram muitas música maravilhosas, a maioria de Lady Gaga. Foi neste momento então, que nasceu minha paixão.
Hoje em dia, ouço direto essas músicas no meu carro, e tenho que tomar cuidado para não parecer louca porque não consigo ouvi-las sem dançar, sempre que fecha a sinaleira.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Paixão

Sem dúvida, quando estamos apaixonadas nos tornamos melhores e ... mais bobas!
Ficamos com mais energia, mais otimistas, mais saudáveis e muito mais alegres. Mas como tudo na vida tem os dois lados...
O outro lado da paixão é a cegueira, segundo uma amiga costuma dizer. Basta recordarmos aquele período pós-paixão quando reencontrarmos o nosso ex-amado e pensamos: - Como podia achar esse cara tão lindo?
Eu diria ainda que essa ‘cegueira’ vai além da visão, chega até a audição – só ouvimos o que nos interessa e procuramos esquecer todas as bobagens que nosso amado possa dizer.
Sem falar na ‘cegueira’ que atinge o cérebro – razão não combina com paixão. Somos capazes de fazer coisas que num estado normal jamais ousaríamos fazer. Ou ao contrário, deixamos de fazer coisas que antes de estarmos apaixonadas jamais deixaríamos de lado.
Sem falar de outros dois problemas que afetam a grande maioria das apaixonadas: ansiedade e insegurança. Surgem dúvidas de todos os lados - Será que ele gosta realmente de mim? Será que sou suficientemente inteligente, bonita e atraente? Será que ele está pensando em mim? Será que ele está com outra? Será...? São tantos serás...
Outro problema importante é o tempo - contamos os minutos para estarmos junto com nossa paixão e quando finalmente nos encontramos com ele, o tempo, que não é amigo dos apaixonados, acelera e passa a ser apenas um instante. Ao contrário de quando estamos longe, um minuto parece durar uma hora.
Outro problema ocasionado pela falta de razão durante o período que estamos nesse estado sublime, é com relação ao prazo de validade. Paixão tem prazo de validade e um dia vai acabar. Mas como estamos semi-racionais nesse período, achamos sempre que será eterna e se não nos prepararmos para esse final inevitável, muitas vezes ficaremos perdidas e sem motivação para viver.
Concluindo, acho que mesmo assim, sempre que for possível, vale a pena viver esse estado nobre e temporário - ainda mais se houver reciprocidade. Nesses períodos é como se tirássemos uma folga da ‘vida como ela é’ para fazermos uma viagem a um mundo mágico e em outra dimensão.
Estou falando até agora pelos meus olhos de mulher, mas vou deixar aqui algumas perguntas intrigantes – Será que com os homens acontece da mesma forma? Nós mulheres nos apaixonamos mais do que eles? Será que passamos essa idéia porque somos mais escancaradas quando demonstramos nossos sentimentos?
Para quem quiser contribuir com respostas a esses questionamentos... Sejam muito bem vindos!