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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

'Antídoto' contra macarrão

Sou apaixonada por macarrão...

Alguém aí, conhece algum 'antídoto' contra macarrão?

Para quem pensou em 'ter consciência que estou acima do peso', não vale.

Consigo recusar até sorvete com certa facilidade mas macarrão, nunca!

E pode ser qualquer macarrão, com qualquer molho, sou muito eclética - o que piora minha situação.

Agora, imaginem quando é aquele macarrão maravilhoso, com molho perfeito...

Não consigo parar de comer.

E tem uma situação que se repete sempre em dias de academia - antes da academia, como algum carboidrato legal e planejo para o meu retorno em casa, comer apenas um pedaço de queijo branco ou um pedaço pequeno de frango.

Planejamento perfeito, só que nas vezes que chego em casa e meu filho fez aquele macarrão perfeito, adeus aos meus planos.

Como, inicialmente com culpa, mas depois de umas garfadas já estou legal e como tudo que quero.

Até porque sei que culpa não tem muita utilidade nesses casos...




domingo, 26 de fevereiro de 2017

A primeira roupa que o Luan comprou

Antes de ter filhos, jamais imaginaria que algum deles somente compraria sua primeira roupa aos 27 anos!

Hoje, meu filho mais velho, que não é nada consumista, comprou uma camisa.

E foi aí que me dei conta de que até hoje ele nunca havia comprado nada, sou sempre eu que compro tudo que ele precisa.

Nós dois rimos muito quando ele chegou com a camisa nova e me contou que havia comprado há pouco.

Sim, sou supermãe, completamente apaixonada pelos meus dois filhos!

Sim, mimo muitos estes dois caras e vivo dizendo que os amo, porque isso é a mais pura verdade e é muito bom poder falar para eles sempre que me dá vontade.

Não, eu não acho que excesso de amor estrague as pessoas, ao contrário, acho que só contribui para a formação de seres sensíveis, amorosos e inteligentes!

Eles só me dão alegrias...

Amor em exagero só faz bem!!!







terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Muito amor sempre...

Num momento de tantas tristezas com relação aos governos - municipal, estadual e federal, é bom buscarmos energias positivas para nossas vidas para que possamos sobreviver bem a esta crise sem precedentes.

E pensando nisso, lembro um dos momentos mais mágicos que tive nos últimos tempos - foi quando assistindo a um show maravilhoso da 'Janinne Herrleinn e os Feiticeiros', sua filha Morrighan pegou emprestado o lugar da mãe e arrasou cantando tão magicamente que paralisou a plateia.

Dava para sentir a energia que dividimos naquela ocasião, como se ela não fosse filha apenas da Janinne, mas de todos nós que assistíamos a apresentação...

Ela conseguiu com seu talento nato e com sua magia, nos hipnotizar através da sua linda voz e nos transmitiu amor, um amor que nos uniu fortemente naquele momento.

Fico muito grata ao Universo por ter meu filho entre os Feiticeiros da banda...

Não posso esquecer do objetivo maior do Show - que teve ainda, várias outras participações também importantes: arrecadar recursos para a ONG 101 Viralatas, que faz um trabalho maravilhoso e atende vários animais abandonados ou em situação de risco, até que alguém os adote.

Ou seja, tudo foi perfeito!

Precisamos buscar momentos mágicos e maravilhosos assim, para que possamos juntos, nos unirmos com muito amor e consciência para reconstruirmos nossas vidas, nossa cidade, nosso estado e nosso país - a partir das ruínas deixadas por estes 'desgovernantes'.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Eu e mais cinco

Estava feliz, grata por poder aproveitar todo Sol maravilhoso que brilhava naquela tarde quando os cinco chegaram...

Uma das coisas que tenho feito com certa regularidade, é tomar banhos de Sol - geralmente isso acontece em casa ou enquanto espero para dar carona para o meu filho no Campus do Vale da UFRGS.

Numa  tarde, estava lendo e curtindo o Sol lá na UFRGS, quando cinco estudantes chegaram conversando animadamente entre eles -  3 deles sentaram ao meu lado num 'murinho' e dois ficaram em pé.

Pensei imediatamente - por que no meu 'murinho'?

Existem mais quatro vazios, com Sol, disponíveis e ao nosso lado...

Até aí tudo bem, insisti e tentei continuar lendo.

Logo percebi que isso seria impossível, considerando que meu grau de concentração é bem limitado e devido a proximidade física com os rapazes.

Então pensei, tenho 3 alternativas:

1ª  levantar e sentar em um dos outros 4 murinhos - mas refletindo sobre essa possibilidade, fiquei paralisada porque achei que eles iriam perceber que eu estava me sentindo incomodada e isso era a última coisa que eu queria, afinal eles estavam tão felizes que nem perceberam nada de errado, eu estava invisível para eles;

2ª  ir para o carro e continuar lendo meu livro lá - mas e o Sol?

3ª  abrir mão da minha leitura e ficar ouvindo a conversa deles - quem sabe o conteúdo não renderia uma boa postagem para o meu blog, pensei.

Claro que escolhi a terceira opção, só que o conteúdo da conversa não me pareceu nada atraente - eles falaram o tempo todo de uma viagem que um deles havia feito e sobre um campeonato de surfe.

Continuei no local até a chegada do meu filho, mas valeu a pena - pelo Sol e por ter gerado conteúdo para esta postagem...

domingo, 9 de setembro de 2012

Perigo na cozinha


Um dia desses, meu filho pediu que eu fizesse uns hambúrgueres e como era dia de ensaio de uma das bandas do meu outro filho, resolvi fritá-los ao invés de assá-los por ser mais rápido - não queria  incomodar o pessoal da banda que estava num local perto da cozinha.

Tentei lembrar como era fritar alguma coisa e teoricamente pareceu muito fácil...

Mas foi somente na teoria que foi fácil, só não incendiei a casa por ser uma pessoa de muita sorte.

Quando vi aquelas labaredas dentro da frigideira, já quase sem poder respirar - nem o exaustor dava conta de tanta fumaça, percebi que não sabia mais nem fritar um bife.

É, quase morri queimada, asfixiada e cega, de tanta fumaça que havia naquela cozinha hermeticamente fechada.

Teve um momento que troquei de frigideira, achando que era esse o problema...

Finalizei a aventura, rezando para que os bifes não estivem crus ou queimados.

Quando levei a comida para o meu filho, imaginei que em seguida viria uma reclamação e já estava com a resposta pronta, caso isso acontecesse: foi o que deu para fazer!

Nada, meu filho me surpreendeu dizendo que a comida estava uma delícia. Quase não acreditei, achei que estava brincando... Mas ele havia gostado de verdade daquela carne, feita no fogo!

Hoje, domingo, fui surpreendida por ele - acaba de pedir que eu faça novamente os tais hambúrgueres.

Boa sorte para mim, tentei fritá-los, sem óleo - uma pessoa que cozinha aqui em casa para nós, certo dia fez um delicioso bife desse jeito mais saudável.

Fiz cinco hambúrgueres e sob o ponto de vista estético, ficaram lindos! Fiquei muito feliz, não achava que seria tão fácil. Também, depois daquela primeira experiência desastrosa...

Quando fui perguntar para meu filho o que ele tinha achado, já esperando uma resposta favorável, fiquei decepcionada ao ouvir que ele não só não tinha gostado, como me pediu que na próxima vez fizesse os tais hambúrgueres fritos, novamente.

Diante de tudo isso, acabei de comprar duas frigideiras e uma espátula nova...

 

 

 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Guns N' Roses

Ontem, eu e meu filho mais velho resistimos bravamente e ficamos acordados, na frente da TV, esperando a melhor banda de todos os tempos entrarem no palco do Rock in Rio - Guns N' Roses. Poder dividir com ele momentos de grande emoção como este, é algo indescritível - já tínhamos assistido ao show da banda aqui em Porto Alegre e foi maravilhoso.
Momento antes estava conversando pelo Facebook com pessoas de um Fã Clube do Axl Rose, para perguntar se eles tinham uma ideia do horário que a banda iria se apresentar. A informação que tive, foi de que seria por volta da 1h15min e até brincamos com relação a isso, porque sabíamos que quem definiria o horário seria Axl Rose.
Lembramos do show em Porto Alegre, quando esperamos quase que 6 horas pelo início do espetáculo mais lindo que já vimos na vida.
Falar isso é estranho para quem não estava lá, porque para nós fãs, o fato deles terem se atrasado tanto, até nos deixou chateados na hora, mas foi só as luzes se acenderem no palco e o show começar, para que nossa memória esquecesse o fato.
Ontem, no Rio de Janeiro, não foi diferente, as pessoas começaram a ficar descontentes com o atraso porque, além disso, a chuva não deu trégua em nenhum momento.
Mas bastou o show começar, que a magia por estar diante do deus rock, Axl Rose, fez com que o público esquecesse todo o resto.
A chuva era tão intensa que já no início do show, a barra da calça jeans de Axl ficou molhada e os tênis que ele usava também - ele pisava em poças de água, se molhando todo.
Pensei até na possibilidade dele interromper o show ou pelo menos abreviar a apresentação. Mas estava errada, eles mantiveram o espetáculo e foi tudo perfeito.
Houve alguns momentos do show, que percebi algumas músicas executadas de maneira diferente, por parte de Axl e como meu filho é professor de música, perguntei a ele, mas ficamos na dúvida. Chegamos à conclusão de que se ele errou, nós nunca teríamos certeza absoluta, porque ele canta tão bem que conseguiria com facilidade disfarçar qualquer eventual problema - sua voz, com o passar do tempo, está ficando ainda melhor.
Axl Rose continua o mesmo de sempre, com sua performance cuja única estratégia é ser ele mesmo, por isso não tem erro, ele consegue chegar e se mostrar inteiro, com a vantagem de ser talentoso e com um magnetismo que faz com que legiões de fãs o admirem e o aceitem como ele é.
Eu o considero o ícone de todos os tempos por seu talento e por sua coragem de se mostrar tão desnudo, não se importando com a opinião dos outros.
O show terminou por volta das 5h e foi lindo perceber que eles mantiveram o entusiasmo durante todo o tempo, e acho que a chuva foi até mais um importante componente de todo aquele espetáculo maravilhoso.
Tenho certeza de que as pessoas que estavam presentes, ao término do show, saíram de lá com a alma literalmente lavada por terem assistido uma apresentação do melhor do rock de todos os tempos.

sábado, 27 de agosto de 2011

O lado perfeito da vida

Houve uma noite que estava ouvindo música no meu quarto, quando meu filho mais velho (que na época tinha uns doze anos) bateu na porta gritando: - Baixa este som!
Refleti naquele momento - essa fala não tinha que ser minha?
Há alguns dias atrás, perguntei ao meu filho mais novo o porquê dele ainda não ter Facebook? Acho que é uma das poucas pessoas que conheço que não tem...
Refleti novamente - eu não teria que estar, ao contrário de incentivar, controlando o tempo dele no computador?
É claro que para esses dois questionamentos, imediatamente veio a resposta: Não!
Sempre que ouço de algum pai ou mãe a reclamação de que seus filhos estão muito tempo no computador, coloco minha posição contrária. Acho realmente que este, com raras exceções, não é o problema.
Problema é não ouvir, não conseguir expressar amor, não garantir espaço para conversas, não brincar, não se divertir com os filhos.
Sei que estou longe de ser uma mãe convencional, mas ainda acho que é o que melhor faço neste planeta - exerço minha maternidade de forma intensa, espontânea e divertida, muito divertida.

Um exemplo de uma das minhas noites perfeitas, com meus filhos, depois de um exaustivo dia de trabalho:
Chego em casa às 18h30 e assisto "Os Simpsons" com meu filho mais novo, enquanto faço um lanche. Juntam-se a nós, meu filho mais velho e meu marido.
Após, meu filho mais novo sobe para o seu quarto - afinal tem 14 anos e eu entendo perfeitamente.
Meu filho mais velho, como sempre, está tocando violão e pergunto: tu consegues tocar qualquer música, não é?
Ele responde que sim, sem nenhuma modéstia e me faz lembrar que tem o ascendente em escorpião e a lua em leão...
Começo a cantarolar então uma música do Detonautas que estava ouvindo no carro, no caminho do trabalho para casa: Tento te encontrar... O nome da música é "Olhos Certos".
Então, ficamos os três, envolvidos com a construção da música por umas duas horas...
Ele toca muito bem violão e acho lindo ele aceitar minha parceria sem reclamar, embora meu canto seja de amadora-esforçada.

Outro exemplo de noite perfeita é quando consigo convencê-los a me deixar jogar golfe no wii nintendo - eles geralmente não querem que eu participe porque dizem que eu jogo mal. Às vezes, consigo convencê-los dizendo: - Hoje eu garanto que vou jogar melhor!

Com o passar do tempo, percebo que a relação com meus filhos se modifica e consegue ficar cada vez melhor!

sábado, 30 de julho de 2011

Amy

Sexta-feira, estava percorrendo diversos canais quando fui obrigada a parar no Multishow - estavam transmitindo um show da Amy Winehouse.
Ela estava, como sempre, maravilhosa!
Houve um momento, muito comovente, num dos intervalos entre as músicas, que ela perguntou olhando para a plateia, se o pai dela estava presente (comentou ainda que como o local era pequeno, não parecia difícil localizá-lo).
Fiquei muito sensibilizada quando, em função dela não ter obtido nenhuma resposta, alguém da plateia disse: - Mas nós estamos aqui, Amy! De chorar...
Aliás, lendo a tradução das letras de suas músicas é impossível não ficarmos tristes.
Dormi neste clima e fui acordada, de madrugada, quando meu filho abriu a porta do meu quarto, no escuro, perguntando quando voltaria a luz?
Disse que não sabia e perguntei pela Amy (minha cadelinha) - ele respondeu que achava que ela estava no quarto, mas que não lembrava de ter fechado a porta...
Pedi que ele a chamasse para tentar localizá-la preocupada que ela pudesse ir para rua, quando meu filho mais velho chegasse - minhas outras cadelas estavam soltas e elas não são nada "amigas".
Quando disse isso, comentei brincando: chama a Amy viva... Cuidado quando entrares no quarto porque ela pode estar usando aquele mesmo penteado da outra Amy...
Ele me olhou naquela penumbra e foi aí que nós dois entramos no maior clima tipo "Atividade Paranormal 1, 2 e em Tóquio" de uma só vez!
Do lado da minha cama, no chão, uma revista com a cantora na capa. Eu, que já estava com ela na minha cabeça e alma por ter assistido ao show...
Parecia que a qualquer momento surgiria a Amy-cantora em nossa frente, embaixo ou ao lado. Que medo!
Insisti para que meu filho buscasse a "cadelinha" - não conseguia sequer pronunciar o nome dela e nesse instante, quando nos olhamos, tivemos um dos maiores acessos de riso que eu já presenciei. Meu marido que estava tentando dormir o tempo inteiro, ficou furioso por não conseguirmos parar de rir.
Como se não bastasse tudo isso, neste momento chegou meu outro filho com a namorada, fazendo a maior bagunça, gritando sons aterrorizadores desde a entrada da casa, no andar de baixo.
Resumindo: muita gritaria, risadas e confusão até que a luz voltasse...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Champanhe e um guardanapo de papel com rabiscos...

É o que tenho de matéria-prima para me inspirar a construir esta postagem: estou bebendo champanhe e acabei de encontrar um guardanapo de papel com alguns rabiscos.

Estava almoçando com meu filho e meu marido e falávamos de carro - estava pensando em trocar o meu.
Foi quando tudo aconteceu e naquele momento precisei recorrer ao guardanapo de papel para anotar alguns pontos do que imaginei que iria render uma postagem.
Mas antes de iniciar o relato do que aconteceu, posso pedir algo para vocês?
Por favor, nunca conversem comigo sobre motor de carro!
Podem falar sobre cor, marca, o quanto é econômico, beleza, a importância do ar condicionado, caixa automática, tamanho do porta-malas, etc... Mas não falem em motor!
Não sei se é trauma ou outro problema - me dá uma sensação de crise alérgica, fico mal e tenho vontade de ir embora. Até vontade de espirrar eu sinto...
Os meus dois acompanhantes resolveram discorrer sobre funcionamento de motores de carros, sendo que não entendem nada do assunto. Pior ainda!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Risco de Gelo

Hoje, às 7h15min, fui levar meu filho no colégio e quando entrei no carro e liguei a chave na ignição, apareceu um aviso no painel: "RISCO DE GELO".
Logo após, ficou tudo normal só que a temperatura de 3° que aparecia, ficava piscando sem parar.
Fiquei preocupada imaginando o que poderia acontecer...
Será que a gasolina está congelando? Pensei que não...
Deve ser a água. Onde?
E será que a água é "vital" para o carro andar? Ou será que só serve para limpar o para-brisa?
E a água do radiador (sempre ouço falar isso)? Mas será que este carro tem radiador?
Quanta ignorância. Prometi para mim mesma que, assim que tiver um tempo, vou ler o Manual do carro.
Quando meu filho chegou e começamos a andar com o carro, a temperatura passou para 4° e parou de piscar no painel.
Meu filho disse, rindo:
Não podemos sair com esse carro quando a temperatura estiver inferior a 4°.
Logo em seguida, apareceu outro aviso no painel que nos é bastante familiar: "ANOMALIA CAIXA AUTOMÁTICA".
Esperamos que desaparecesse, como sempre acontece.
Meu filho disse:
- A anomalia não está desaparecendo...
Passado um tempo, desapareceu e aparentemente tudo voltou à normalidade.
Lembrei a primeira vez que apareceu o aviso de anomalia - estava indo para o trabalho.
Levei um susto e pensei: anomalia em um ser humano é no mínimo um tumor e... Maligno, claro!
Entrei no primeiro posto de gasolina que apareceu e fui falar com o rapaz responsável pela troca de óleo.
Ele olhou o painel e disse que não era nada.
Fiquei mais tranquila e acreditei no que ele me dizia, até por comodismo mesmo.
Imagina ter que ir a uma oficina, horas esperando, não entendendo nada do que o mecânico falasse... Nem pensar!
Portanto, anomalias já não me assustam mais. Agora, congelamento, isso me preocupou...
Minha nora comentou outro dia, que quando anda no meu carro e aparece a anomalia, ainda fica com medo.
Carros que falam...
São extremamente úteis quando avisam que a porta esquerda do motorista está aberta, quando a chave ficou na ignição, etc.
Mas basta surgir algo que não entendemos, para ficarmos inseguros.

sábado, 12 de março de 2011

O Mantra Gayatri

Quando fiquei grávida pela primeira vez, continuei praticando yoga e natação. Só parei uma semana antes do bebê nascer.
Uma das coisas que adorava fazer, nessa época, era vocalizar mantras.
Portanto, depois do nascimento do meu primeiro filho, ao invés das canções tradicionais de bebê, vocalizava mantras para ele dormir, sempre deitados numa rede que tínhamos na sala.
Pratiquei yoga por mais ou menos seis anos e durante uns quatro anos fazia vocalizações de mantras todos os dias.
O Mantra Gayatri, era o que eu mais gostava. Alguns acreditam que esse é o mantra mais poderoso que existe.
Até hoje, sempre que lembro, faço repetidas vocalizações e sempre me sinto super bem por todo equilíbrio energético que ele proporciona.

Segundo Sai Baba:

Nunca abandonem o Gayatri; vocês podem deixar ou ignorar qualquer outro mantra, mas vocês deveriam recitar o Gayatri pelo menos algumas vezes durante o dia. Ele os protegerá dos perigos onde quer que vocês estejam – viajando, trabalhando ou em casa. Os ocidentais investigaram as vibrações produzidas por este mantra e descobriram que quando ele é recitado com a pronúncia correta, como estabelecido nos Vedas, a atmosfera ao redor torna-se visivelmente iluminada. Assim, o resplendor de Brahma descerá sobre vocês, animará os seus intelectos e iluminará o seu caminho quando este mantra for entoado. Gayatri é a Mãe, a força que anima toda a vida. Portanto, dele não se descuide nunca.


O MANTRA GAYATRI

OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT


A PRONÚNCIA DO MANTRA EM PORTUGUÊS

OM BURBU VAA SUAA
TATSA VITUR VARENN IAMMM
BARGOOO DE-VASSIA DII-MARRIIII
DIOIO NAA PRATCHO DAIAT


Uma tradução aproximada do mantra seria:
Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência. Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto.


Dias atrás, vocalizei o mantra e perguntei ao meu filho se lembrava do som - hoje ele tem 21 anos.
Ele me disse que sim, e como ele é músico e professor de música, pegou o violão e começou a "cantar" o mantra do "jeito dele".
Fiquei maravilhada e feliz observando aquele ser lindo, que sempre foi tão amado por nós...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Preto, a cor mais interessante sensual

Ontem fui ao shopping e passando na frente da Loja Gang – essa era a minha loja favorita na adolescência – vi uma guitarrinha em formato de chaveiro, com calculadora, na vitrine.

Como passar em frente a uma loja que ofereça qualquer objeto em formato de guitarra, e não querer comprar para o meu filho guitarrista?

Quando eu entrei, percebi que havia a possibilidade de exemplares em várias cores. Adivinhem qual eu escolhi? Preta é claro!

Logo depois, lembrei que não poderia deixar de levar um presente para o meu outro filho também.

Escolhi uma calculadora que parecia ser feita de silicone, num modelo bem diferente.

Quando o vendedor me perguntou a cor e eu disse que queria uma preta, ele ficou me olhando diferente.

Claro que, na ocasião, eu estava usando um vestido preto...

Ele deve ter tido a certeza que sua cliente só poderia ser uma bruxa!

Qual mãe que diante de todas as cores do arco-íris, escolheria presentes para seus filhos na cor preta?

E pior, sem exitar.

Saí da loja pensando no porquê dessa paixão pela cor...

Na verdade acho que o preto é a cor mais interessante e sensual que existe e como meus filhos já estão grandinhos, acho que acertei na escolha.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cadáveres

Eu e meu filho estávamos no Shopping ontem, quando ele encontrou um amigo que estava acompanhado da namorada.

O nome dele é Tales e já havia ouvido falar muito dele.

Conversando com o casal, contei para eles que Tales seria o nome do meu filho, afinal cursei Matemática e para nós estudantes, Tales de Mileto era como um velho conhecido.

Conversamos um pouco e ao nos despedirmos comentei com meu filho o quanto me pareceu pura, a energia que emanava do Tales.

Ele então me contou que o cara é muito legal, um grande amigo, baterista e... É vegetariano!

Um arrepio percorreu meu corpo quando me dei conta de que quase adivinhei que o amigo especial do meu filho, não comia cadáveres.

Eu mesma já tentei me tornar vegetariana e por dez anos não comi carne, mas quando o meu primeiro filho nasceu e em um certo período ficou doente e quase não comia, acabamos voltando a comer os tais cadáveres...

Hoje ainda como cadáveres, mas em pouquíssima quantidade e espero que com o tempo, eu consiga eliminar completamente esse péssimo hábito alimentar.





domingo, 21 de novembro de 2010

"Trem das Onze"

A minha postagem sobre o fato de ser filha única fez com que eu me lembrasse de algo intimamente ligado a esse “problema”.
Quando criança, sempre que meu pai ouvia a música Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, me chamava e fazia brincadeiras. Embora soubesse que ele não fazia por mal, odiava calada cada vez que isso acontecia.
A associação que faço até hoje, quando ouço essa maldita música, é automática. Odeio desde o primeiro acorde e acho que tudo de ruim que eu sentia por ser filha única, depositei nessa canção.
Para quem não conhece a música, ela conta a história de um homem, filho único, que não pode ficar com a amada porque precisa voltar para casa e sua mãe não dorme enquanto ele não chegar.
Muito embora hoje em dia essa questão de ser a única filha já esteja mais bem resolvida na minha vida, sobrou a raiva que sinto da música.
Ainda bem que geralmente temos criatividade para poder superar, ou pelo menos conviver bem, com nossos traumas...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Paul McCartney

Paul McCartney

Ontem, como geralmente faço segundas-feiras depois do trabalho, fui jantar com meu filho mais velho.
Foi maravilhoso como sempre. Continuamos a conversa, "que não quer acabar", sobre o show de Paul MacCartney. Entendo a empolgação dele, afinal o show foi perfeito em todos os aspectos esperados: a começar pela linda e afinada voz de Paul, a qualidade do som, a estrutura do palco, a pontualidade do início do espetáculo, o público educado - com a presença de muitas crianças, etc.
Embora nunca tenha sido muito fã dos Beatles, me arrependi muito por não ter participado dessa catarse coletiva... Um show que entrará para a história da cidade, sem dúvida.
Quando almoçamos no domingo, dia do show, fiquei morrendo de pena porque meu filho e a namorada não haviam conseguido comprar ingressos e estavam sem saber o que fazer. E quando no meio da tarde, os dois saíram em busca de ingressos de última hora em frente ao Beira-Rio, fiquei na torcida para que tudo desse certo. E deu!
Ainda hoje, assistindo a um jornal local na TV, novamente foi apresentada uma nova matéria sobre o grande espetáculo. Percebi então, o quanto o músico ainda se faz presente na cidade que tanto encantou.
Mas o que mais adorei nesse músico perfeito e completo é que, embora ele seja um "Deus da Música", ele consegue manter a simplicidade e a interlocução com seu público. Salto alto, para Paul, só mesmo nos sapatos...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Atividade Paranormal 2"

Meu filho de 14 anos nos convidou para irmos ao cinema assistir "Atividade Paranormal 2". Fomos ele, eu, minha mãe e mais dois outros adolescentes.
Como sempre acontece quando vou assistir filmes de terror ou de suspense, me arrependo da escolha assim que sento na poltrona da sala de cinema.
Neste caso, o filme sugere o tempo inteiro que a história é real: uma família que costuma filmar com bastante frequência situações diversas do cotidiano de sua casa e que após um arrombamento, fazem instalação de câmeras de segurança. E é através dessas lentes que assistimos ao filme.
No início, inclusive, aparece um agradecimento à família dos mortos sugerindo, portanto, que as gravações foram cedidas pelos que "sobraram".
Claro que logo que chegamos em casa, fomos direto para a internet pesquisar sobre a veracidade da produção. Descobrimos que a história não é verdadedeira, embora tenha havido uma inteligente estratégia de marketing, seguindo os passos do filme "A Bruxa de Blair".
Um filme para não dormir no cinema. Até mesmo nós que fomos na sessão das 21h45, não piscamos os olhos.
Apesar da velocidade estrategicamente lenta dos acontecimentos, nossa respiração ficou quase que suspensa. No final, eu já estava cansada de tanto medo.
Saímos do cinema por volta das 23h30 ainda apavorados e comentando o filme freneticamente!
Eu e meu afilhado, que tínhamos que acordar cedo no dia seguinte, nos perguntávamos: como vamos dormir agora?
Fico pensando no porquê de escolhermos como diversão ficar 90 minutos com tanto medo...
Já não basta o pavor que temos quando saímos às ruas e nos expomos a todo tipo de violência?
Acho que a resposta está no tipo de medo - o do cinema é controlável. Ao assistirmos a um filme, sabemos que é ficção e que sairemos da sala ilesos mesmo que uma família inteira seja exterminada na tela.
E outra coisa - às vezes é muito bom colocarmos uma dose extra de adrenalina no nosso sangue...

sábado, 30 de outubro de 2010

"A Música pode nos salvar!"

Estava postando um comentário, referente à música, no meu blog preferido, o Associação Livre, e pensei em produzir um texto por aqui também...

Falando em música...
A minha história de vida sempre teve um fundo musical, tanto nos momentos bons como nos momentos ruins.
Meu primeiro instrumento, um violão, ganhei quando tinha mais ou menos cinco anos de idade e acabei fazendo um uso criativo dele - tocava e cantava sozinha, do me jeito, sem nenhuma orientação de professor. Foi sem dúvida um uso muito criativo, mas sem muita "produtividade" no contexto convencional.
Pensando agora sobre esse episódio, acho que especialistas que sugerem que crianças tenham desde muito cedo contato com instrumentos, estão super corretos. Eu sou uma prova disso.
Meu amor pela música foi fiel ao longo de toda a minha vida, sem nenhuma lacuna nesse tempo.
Quanto ao meu gosto musical, sempre foi o mesmo - adoro rock! Hoje em dia agreguei mais uns dois estilos: mantras e música eletrônica (mais para dançar do que para ouvir).
Fiz aulas de guitarra, violão e bateria. Hoje sei que meu instrumento preferido é a bateria e pretendo retomar minhas aulas algum dia.
Voltando ao comentário que fiz no blog, vou reproduzi-lo aqui:

Lembrei de um dos momentos mais lindos e emocionantes que vivi com meu filho mais velho: foi quando aos 17 anos ele tinha acabado de inciar o curso de Licenciatura em Música e começado a trabalhar também como oficineiro de violão, num projeto de música maravilhoso desenvolvido pela Casa de Cultura Mário Quintana -
Embora, inicialmente, ele sofresse muito vendo as condições de vida daqueles meninos ele conseguiu, com o tempo, encontrar um caminho e me disse certa vez: "A música pode nos salvar!"

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lady Gaga

Certo dia, meu filho chegou no meu quarto dizendo que eu deveria ouvir Lady Gaga porque, segundo ele, ela é uma das melhores novidades da música contemporânea.
Passado algum tempo, assisti alguns videos dela e achei bem interessantes, só não gostei nem um pouco das roupas que ela usava. Exceto no clipe da música Telephone onde ela e mais umas meninas perfeitas de corpo, usam biquinis e apresentam uma coreografia linda.
Também achei interessante o fato dela ser fã e se inspirar em David Bowie. Eu também sempre adorei ele, sua voz e suas músicas.
Mas a minha paixão por essa cantora surgiu mais forte quando fui assistir ao show do meu filho na Farm’s – local onde a música predominante é a Sertaneja. Portanto nem imaginava que ouviria algo diferente naquela noite.
Chegamos ao local, no final do show da banda que tocou antes do meu filho. E foi no intervalo entre os dois shows que os DJs colocaram muitas música maravilhosas, a maioria de Lady Gaga. Foi neste momento então, que nasceu minha paixão.
Hoje em dia, ouço direto essas músicas no meu carro, e tenho que tomar cuidado para não parecer louca porque não consigo ouvi-las sem dançar, sempre que fecha a sinaleira.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O melhor Dia dos Professores da minha vida!

Eu até esqueço que sou Professora por formação – cursei Licenciatura em Ciências e depois Licenciatura em Matemática. Nunca trabalhei regularmente na área, o máximo que fiz foi ter dado algumas aulas particulares.
Além dos meus pais, ninguém nunca lembrou de me parabenizar nessa data.
Quando meu filho mais novo tinha quatro anos de idade, ele me surpreendeu com um momento completamente mágico e muito emocionante. Era Dia dos Professores e eu nem lembrava, então ele chegou perto de mim e disse:
- Mãe, eu sei que ninguém vai lembrar de te felicitar no dia de hoje, mas eu não esqueci...
Depois de dizer isso, ele me entregou um envelope confeccionado por ele mesmo com uma cartinha falando coisas lindas!
Com certeza, naquele instante senti que havia valido a pena ter estudado tanto, só para viver aquele momento inesquecível.

domingo, 10 de outubro de 2010

Por que sinto dor quando amanhece?

Domingo, quando voltávamos do show na Farm’s, percebi que odeio chegar em casa com o dia amanhecendo.
Acho que pode ser porque a noite está acabando e como esse é o meu período preferido do dia, talvez seja esse o motivo.
Já li também, que os praticantes da Medicina Ayurvédica (que significa ciência da vida), praticada na Índia nos últimos 5000 anos, acreditam que para tudo existe um horário. E pelo simples fato de respeitarmos os horários para acordar, comer e dormir, seria suficiente para que melhorássemos nossa vida.
Eles acham, por exemplo, que devemos acordar por volta das 6h30 e dormir por volta das 22h30.
Pensando nisso, vejo a coincidência com relação a meu mal estar. O simples fato de estar indo dormir quando deveria estar acordando, talvez justifique tudo.
Se fosse possível, eu dormiria e acordaria dentro desses horários sugeridos pela Ayurveda, mas a vida real não me permite isso.
Muitas vezes só consigo me encontrar com meu filho mais velho, tarde da noite. E claro que não vou perder a oportunidade de conversar com ele e ficar juntinho, ainda mais considerando que ele tem viajado muito.
Fora isso, aqui em casa, estamos acostumados a dormir tarde. E mudar esse hábito, é bem difícil.
Mas essa pode ser realmente a explicação para esse meu trauma, não recordo de nada ruim que tenha me acontecido. Lembrei apenas de uma cena de quando eu era adolescente: estava na praia, voltando do carnaval pela beira do mar – estávamos eu e um ‘ficante’. Estava amanhecendo e enquanto caminhávamos, ele me olhou e disse que a cor do meu cabelo estava linda com o efeito que o sol causava...
A sensação que ficou dessa recordação é boa. Portanto, acho que os indianos estão realmente certos.