Houve uma noite que estava ouvindo música no meu quarto, quando meu filho mais velho (que na época tinha uns doze anos) bateu na porta gritando: - Baixa este som!
Refleti naquele momento - essa fala não tinha que ser minha?
Há alguns dias atrás, perguntei ao meu filho mais novo o porquê dele ainda não ter Facebook? Acho que é uma das poucas pessoas que conheço que não tem...
Refleti novamente - eu não teria que estar, ao contrário de incentivar, controlando o tempo dele no computador?
É claro que para esses dois questionamentos, imediatamente veio a resposta: Não!
Sempre que ouço de algum pai ou mãe a reclamação de que seus filhos estão muito tempo no computador, coloco minha posição contrária. Acho realmente que este, com raras exceções, não é o problema.
Problema é não ouvir, não conseguir expressar amor, não garantir espaço para conversas, não brincar, não se divertir com os filhos.
Sei que estou longe de ser uma mãe convencional, mas ainda acho que é o que melhor faço neste planeta - exerço minha maternidade de forma intensa, espontânea e divertida, muito divertida.
Um exemplo de uma das minhas noites perfeitas, com meus filhos, depois de um exaustivo dia de trabalho:
Chego em casa às 18h30 e assisto "Os Simpsons" com meu filho mais novo, enquanto faço um lanche. Juntam-se a nós, meu filho mais velho e meu marido.
Após, meu filho mais novo sobe para o seu quarto - afinal tem 14 anos e eu entendo perfeitamente.
Meu filho mais velho, como sempre, está tocando violão e pergunto: tu consegues tocar qualquer música, não é?
Ele responde que sim, sem nenhuma modéstia e me faz lembrar que tem o ascendente em escorpião e a lua em leão...
Começo a cantarolar então uma música do Detonautas que estava ouvindo no carro, no caminho do trabalho para casa: Tento te encontrar... O nome da música é "Olhos Certos".
Então, ficamos os três, envolvidos com a construção da música por umas duas horas...
Ele toca muito bem violão e acho lindo ele aceitar minha parceria sem reclamar, embora meu canto seja de amadora-esforçada.
Outro exemplo de noite perfeita é quando consigo convencê-los a me deixar jogar golfe no wii nintendo - eles geralmente não querem que eu participe porque dizem que eu jogo mal. Às vezes, consigo convencê-los dizendo: - Hoje eu garanto que vou jogar melhor!
Com o passar do tempo, percebo que a relação com meus filhos se modifica e consegue ficar cada vez melhor!
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sábado, 27 de agosto de 2011
sábado, 30 de outubro de 2010
"A Música pode nos salvar!"
Estava postando um comentário, referente à música, no meu blog preferido, o Associação Livre, e pensei em produzir um texto por aqui também...
Falando em música...
A minha história de vida sempre teve um fundo musical, tanto nos momentos bons como nos momentos ruins.
Meu primeiro instrumento, um violão, ganhei quando tinha mais ou menos cinco anos de idade e acabei fazendo um uso criativo dele - tocava e cantava sozinha, do me jeito, sem nenhuma orientação de professor. Foi sem dúvida um uso muito criativo, mas sem muita "produtividade" no contexto convencional.
Pensando agora sobre esse episódio, acho que especialistas que sugerem que crianças tenham desde muito cedo contato com instrumentos, estão super corretos. Eu sou uma prova disso.
Meu amor pela música foi fiel ao longo de toda a minha vida, sem nenhuma lacuna nesse tempo.
Quanto ao meu gosto musical, sempre foi o mesmo - adoro rock! Hoje em dia agreguei mais uns dois estilos: mantras e música eletrônica (mais para dançar do que para ouvir).
Fiz aulas de guitarra, violão e bateria. Hoje sei que meu instrumento preferido é a bateria e pretendo retomar minhas aulas algum dia.
Voltando ao comentário que fiz no blog, vou reproduzi-lo aqui:
Lembrei de um dos momentos mais lindos e emocionantes que vivi com meu filho mais velho: foi quando aos 17 anos ele tinha acabado de inciar o curso de Licenciatura em Música e começado a trabalhar também como oficineiro de violão, num projeto de música maravilhoso desenvolvido pela Casa de Cultura Mário Quintana -
Embora, inicialmente, ele sofresse muito vendo as condições de vida daqueles meninos ele conseguiu, com o tempo, encontrar um caminho e me disse certa vez: "A música pode nos salvar!"
Falando em música...
A minha história de vida sempre teve um fundo musical, tanto nos momentos bons como nos momentos ruins.
Meu primeiro instrumento, um violão, ganhei quando tinha mais ou menos cinco anos de idade e acabei fazendo um uso criativo dele - tocava e cantava sozinha, do me jeito, sem nenhuma orientação de professor. Foi sem dúvida um uso muito criativo, mas sem muita "produtividade" no contexto convencional.
Pensando agora sobre esse episódio, acho que especialistas que sugerem que crianças tenham desde muito cedo contato com instrumentos, estão super corretos. Eu sou uma prova disso.
Meu amor pela música foi fiel ao longo de toda a minha vida, sem nenhuma lacuna nesse tempo.
Quanto ao meu gosto musical, sempre foi o mesmo - adoro rock! Hoje em dia agreguei mais uns dois estilos: mantras e música eletrônica (mais para dançar do que para ouvir).
Fiz aulas de guitarra, violão e bateria. Hoje sei que meu instrumento preferido é a bateria e pretendo retomar minhas aulas algum dia.
Voltando ao comentário que fiz no blog, vou reproduzi-lo aqui:
Lembrei de um dos momentos mais lindos e emocionantes que vivi com meu filho mais velho: foi quando aos 17 anos ele tinha acabado de inciar o curso de Licenciatura em Música e começado a trabalhar também como oficineiro de violão, num projeto de música maravilhoso desenvolvido pela Casa de Cultura Mário Quintana -
Embora, inicialmente, ele sofresse muito vendo as condições de vida daqueles meninos ele conseguiu, com o tempo, encontrar um caminho e me disse certa vez: "A música pode nos salvar!"
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