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sábado, 27 de agosto de 2011

O lado perfeito da vida

Houve uma noite que estava ouvindo música no meu quarto, quando meu filho mais velho (que na época tinha uns doze anos) bateu na porta gritando: - Baixa este som!
Refleti naquele momento - essa fala não tinha que ser minha?
Há alguns dias atrás, perguntei ao meu filho mais novo o porquê dele ainda não ter Facebook? Acho que é uma das poucas pessoas que conheço que não tem...
Refleti novamente - eu não teria que estar, ao contrário de incentivar, controlando o tempo dele no computador?
É claro que para esses dois questionamentos, imediatamente veio a resposta: Não!
Sempre que ouço de algum pai ou mãe a reclamação de que seus filhos estão muito tempo no computador, coloco minha posição contrária. Acho realmente que este, com raras exceções, não é o problema.
Problema é não ouvir, não conseguir expressar amor, não garantir espaço para conversas, não brincar, não se divertir com os filhos.
Sei que estou longe de ser uma mãe convencional, mas ainda acho que é o que melhor faço neste planeta - exerço minha maternidade de forma intensa, espontânea e divertida, muito divertida.

Um exemplo de uma das minhas noites perfeitas, com meus filhos, depois de um exaustivo dia de trabalho:
Chego em casa às 18h30 e assisto "Os Simpsons" com meu filho mais novo, enquanto faço um lanche. Juntam-se a nós, meu filho mais velho e meu marido.
Após, meu filho mais novo sobe para o seu quarto - afinal tem 14 anos e eu entendo perfeitamente.
Meu filho mais velho, como sempre, está tocando violão e pergunto: tu consegues tocar qualquer música, não é?
Ele responde que sim, sem nenhuma modéstia e me faz lembrar que tem o ascendente em escorpião e a lua em leão...
Começo a cantarolar então uma música do Detonautas que estava ouvindo no carro, no caminho do trabalho para casa: Tento te encontrar... O nome da música é "Olhos Certos".
Então, ficamos os três, envolvidos com a construção da música por umas duas horas...
Ele toca muito bem violão e acho lindo ele aceitar minha parceria sem reclamar, embora meu canto seja de amadora-esforçada.

Outro exemplo de noite perfeita é quando consigo convencê-los a me deixar jogar golfe no wii nintendo - eles geralmente não querem que eu participe porque dizem que eu jogo mal. Às vezes, consigo convencê-los dizendo: - Hoje eu garanto que vou jogar melhor!

Com o passar do tempo, percebo que a relação com meus filhos se modifica e consegue ficar cada vez melhor!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mistérios da Existência

Estava terminando de ler o livro Golfe – Sete lições para o jogo da vida, de Deepak Chopra e resolvi comentar o trecho a seguir:

O jogador iluminado se dedica ao desconhecido, porque entende que isso é o que é. A incerteza desperta alegria em vez de apreensão quando você passa a abraçar o mistério. Sir Arthur Eddington, famoso físico do início do século XX, observou que depois de estudar o cosmo a vida inteira, ele só sabia uma coisa: “Algo desconhecido está fazendo sabe-se lá o que.”

Ao ler essa afirmação tão sincera fico pensando que quanto mais aprendemos sobre qualquer assunto, mais percebemos que nada sabemos.
No meu caso, durante a faculdade de Matemática, amava meu curso e me dedicava muito aos estudos, mas quanto mais estudava, mais percebia que tinha que estudar.
Sempre ficava claro que todo conhecimento que eu ia adquirindo, não era nada quando comparado a tudo que existia nessa área. Sem falar nas novas teorias que eram descobertas com frequência.
Nesse estágio de busca só nos resta a aceitação, porque a partir desse ponto, percebemos que sempre haverá o misterioso, o inexplicável.
A vida é e sempre foi cheia de mistérios indecifráveis e por mais que busquemos respostas, chegará a um ponto que será melhor nos entregarmos, aceitarmos e confiarmos humildemente na Existência e no Universo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Golfe em Três Momentos

O primeiro contato que tive com golfe foi jogando Wii - da Nintendo, com meu filho. Desde a primeira vez que joguei, esse foi o meu jogo preferido, embora tivesse experimentado outros.

O segundo contato foi através de uma revista, dias após ter descoberto o prazer de jogar no Wii: um ator global fazia um relato sobre o quanto o esporte era importante na sua vida. Segundo ele, o prazer e os ensinamentos que o jogo proporciona são surpreendentes.

O terceiro contato, dias após o segundo, também pareceu casual. Embora saiba que ‘nada acontece por acontecer’, fiquei surpresa, quando, ao procurar livros de Deepak Chopra numa livraria, encontrei “Golfe – Sete lições para o jogo da vida”. Inicialmente, não entendi o porquê da escolha desse tema, mas lendo o livro pude entender claramente os ensinamentos do jogo aplicados à vida.
Vou transcrever alguns trechos do referido livro:
“Vencer é paixão com desapego. Vencer através do desapego soa como um conceito estranho, que desencoraja as pessoas. Elas automaticamente comparam o desapego à indiferença ou à passividade. No entanto você precisa se desapegar da vitória para poder vencer.”
“A vitória pode ser espiritual, porque não é apenas o ego que se satisfaz. Toda experiência alimenta a alma. A vitória pode ser doce ou amarga; a diferença repousa exclusivamente no que acontece dentro de nós. A alma deseja experiências doces, mas aprende com as amargas. À medida que abre seu caminho entre esses dois pólos, você se desenvolve espiritualmente.”
“Unir o ego e a alma é um dos maiores objetivos da espiritualidade.”

Confesso que depois desses três momentos, fiquei com muita vontade de jogar golfe, mas no momento estou com um problema no ombro e esse seria o primeiro impedimento para a realização desse sonho. Mas quem sabe no futuro...