A minha postagem sobre o fato de ser filha única fez com que eu me lembrasse de algo intimamente ligado a esse “problema”.
Quando criança, sempre que meu pai ouvia a música Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, me chamava e fazia brincadeiras. Embora soubesse que ele não fazia por mal, odiava calada cada vez que isso acontecia.
A associação que faço até hoje, quando ouço essa maldita música, é automática. Odeio desde o primeiro acorde e acho que tudo de ruim que eu sentia por ser filha única, depositei nessa canção.
Para quem não conhece a música, ela conta a história de um homem, filho único, que não pode ficar com a amada porque precisa voltar para casa e sua mãe não dorme enquanto ele não chegar.
Muito embora hoje em dia essa questão de ser a única filha já esteja mais bem resolvida na minha vida, sobrou a raiva que sinto da música.
Ainda bem que geralmente temos criatividade para poder superar, ou pelo menos conviver bem, com nossos traumas...
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domingo, 21 de novembro de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Tenho Medo de Tédio e de ...
Tenho medo de tédio e de pessoas entediantes...
E não é medo, é pavor!
Mas está surgindo agora, um novo medo em mim.
Geralmente acontece quando estou na praia: medo de "alguns" senhores idosos.
Vocês devem saber de quem estou falando...
São aqueles senhores que quando chegam na praia e saem para caminhar tem dois objetivos: ficarem sarados instantaneamente e atacarem mulheres.
Eles normalmente aparecem caminhando sozinhos ou até com suas esposas.
De repente, começam a abrir e fechar os braços, parecendo num primeiro momento, que estão tentando voar.
Observando melhor, se trata de uma tentativa inútil de se exercitarem (parecido com jogar futebol uma vez por semana).
Fico pensando o porquê desse meu medo...
Será que é porque estou numa fase da vida que é imediatamente anterior a deles?
Será que essa repulsa acontece porque tenho medo de envelhecer?
Talvez possa ter relação com um trauma da adolescência, sempre sofri esse tipo de assédio.
Desde cedo tive seios grandes, o que chamava muita atenção.
Um dia desses, fiz um comentário sobre esse assunto com uma amiga e ela me disse: "Pois um dia, nem estes vão te olhar".
Fico pensando no que ela me disse e posso afirmar com convicção: prefiro que nunca mais ninguém me olhe, a ser vítima desse tipo de ataque.
Prefiro ficar transparente, assim poderei continuar caminhando à beira-mar, como costumo fazer.
E, enquanto for possível... de biquíni!
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