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sábado, 12 de setembro de 2015

Meus filhos, eu, minha mãe e os Smarthphones

Quando começo a alterar um pouco o tom da minha voz, com minha mãe, durante a explicação de alguma coisa no seu smartphone, eu lembro imediatamente dos meus filhos quando peço alguma explicação no meu smartphone.

Da mesma forma que eu perco a paciência com minha mãe, eles também não têm muita paciência comigo.

Ainda bem que essa lembrança me ajuda, e geralmente eu volto a ficar tranquila e consigo dar a atenção que ela merece.

Aquela conversa de que a gente entende melhor as nossas mães e os nossos pais quando chegam nossos filhos, é uma grande verdade.

Claro que existem outras formas, mas essa é muito imediata.

No caso dos meus filhos, eu entendo porque sei que eles sempre têm milhões de coisas para fazer e o tempo que eles têm, sempre é pouco.

Mas com relação a minha rotina atual, posso, quero e devo reservar um tempo para a mulher mais importante da minha vida.

Hoje aconteceu novamente e logo em seguida veio uma "luz": 

Eu tenho é que agradecer por ter minha mãe, com a idade que ela tem, linda e maravilhosa usando seu smartphone para curtir e compartilhar fotos, se comunicar com amigas, jogar e muito mais!



domingo, 21 de novembro de 2010

"Trem das Onze"

A minha postagem sobre o fato de ser filha única fez com que eu me lembrasse de algo intimamente ligado a esse “problema”.
Quando criança, sempre que meu pai ouvia a música Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, me chamava e fazia brincadeiras. Embora soubesse que ele não fazia por mal, odiava calada cada vez que isso acontecia.
A associação que faço até hoje, quando ouço essa maldita música, é automática. Odeio desde o primeiro acorde e acho que tudo de ruim que eu sentia por ser filha única, depositei nessa canção.
Para quem não conhece a música, ela conta a história de um homem, filho único, que não pode ficar com a amada porque precisa voltar para casa e sua mãe não dorme enquanto ele não chegar.
Muito embora hoje em dia essa questão de ser a única filha já esteja mais bem resolvida na minha vida, sobrou a raiva que sinto da música.
Ainda bem que geralmente temos criatividade para poder superar, ou pelo menos conviver bem, com nossos traumas...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Separação

Estava a caminho do meu trabalho, no carro, quando vi uma amiga, que não via a algum tempo, atravessando a rua. Notei que ela estava muito elegante e com um estilo completamente diferente.
Pensei imediatamente: será que ela se separou do marido? Em seguida me surpreendi com meus pensamentos e fiquei me questionando...
Já havia notado que muitas pessoas que se separam ficam em choque num primeiro momento para no segundo reagirem. E um dos primeiros passos nessa direção, passa pela mudança de aparência e de estilo de vida.
Acho que vale a pena tentar tudo o que puder ajudar a nos reequilibrar num momento como esse, geralmente, tão doloroso.
Nunca estive numa situação dessas, acho que sofreria bastante. Imagino que no caso de casais com filhos, a situação é muito mais delicada.
Certa vez, li sobre uma pesquisa feita por um psicólogo, com filhos de pais separados das mais diferentes faixas etárias, classe social, escolaridade - quando questionados sobre o que mais desejavam na vida, houve quase que unanimidade com relação à resposta: "Gostaria que meus pais voltassem a viver juntos.”
Mas quando a separação é inevitável, reinventar a vida é a única saída e cada um tem que encontrar um caminho para poder seguir adiante. O final de um relacionamento não significa necessariamente que o mesmo não tenha dado certo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tango

Assisti ao filme "Dançar - Despertar de um Desejo" por indicação da minha mãe e por ser um filme que tem como foco principal a dança.
Esse drama francês que teve três indicações para o César (Oscar Francês), conta a história de um homem de 50 anos, divorciado, entediado com a vida que leva e insatisfeito com seu trabalho num cartório.
Certo dia, ele passa mal e após uma consulta médica fica sabendo que sua saúde não está muito boa e que precisa praticar alguma atividade física. Ele resolve então, fazer aulas de tango.
Durante as aulas, ele conhece uma mulher bem mais nova do que ele, por quem se apaixona. Aos poucos a aproximação acontece entre os dois, tendo o tango como testemunha.
Porém, o que ele não sabe é que ela está prestes a se casar...
O filme que é bastante denso, aborda ainda, com delicadeza, as relações entre pais e filhos.
Embora a dança tenha destaque no drama, a trilha sonora rouba completamente as cenas com as músicas maravilhosas do argentino Osvaldo Pugliese.

sábado, 14 de agosto de 2010

É vagina e ponto!

Falando com uma pessoa, lembrei de uma reunião que participei no colégio dos meus filhos, há mais ou menos seis ou sete anos atrás. Vale a pena contar aqui porque o problema é, com certeza, recorrente.
Durante a reunião, houve um questionamento por parte de uma mãe sobre a abordagem da professora com relação a denominação do orgão sexual feminino.
A professora, contou então, que ao conversar com os alunos sobre o assunto, ouviu de algum aluno ou aluna a palavra "perereca". A partir disso ela resolveu explicar o que era uma perereca e esclareceu sobre a verdadeira denominação.
Percebi, na ocasião, que alguns pais e mães não gostaram da explicação dada e acho que queriam mesmo é que esse assunto sequer fosse tratado.
Fiquei irritada pelo nível da discussão e ainda mais por se tratar de um grupo de pessoas classe média e provavelmente bem informada, onde a maioria teve oportunidade de cursar alguma faculdade.
Tive vontade de gritar para aqueles pais - é vagina e ponto!
Qual é o problema?
Acho que o problema é o distanciamento que muitos preferem manter em suas casas, com suas famílias, quando o assunto é sexo.
Ao usarem termos pejorativos, como "perereca", esse distanciamento fica um pouco garantido até porque é possível fazer piada e causar risos. E enquanto todos riem, provavelmente não haja nenhum tipo de questionamento.
Me surgem duas perguntas inevitáveis - Qual é a qualidade da vida sexual de pais que agem dessa forma? E o que acontece com crianças que tem pais problemáticos como esses?
Acho que mesmo que na escola exista um bom preparo de professores e educadores em geral, se não houver correspondência comportamental em casa, de quase nada adiantará.

sábado, 7 de agosto de 2010

Meninas, acordem!

Meu filho de treze anos veio me contar que viu na televisão uma propaganda que promovia um brinquedo que ensina as meninas a lavarem louça! Ainda perguntei a ele se não falavam em meninos, mas infelizmente não.
Se ele ficou preocupado, imagina eu...
Uma coisa seria um brinquedo que ensinasse às crianças - meninos e meninas - a lavar louça e até outras atividades domésticas - seria uma ótima idéia!
Temos que pensar que o motivo da veiculação de um comercial como esse é em função de existir público para esse tipo de brinquedo - meninas que vêem suas mães, que muitas vezes se consideram até feministas, "donas das cozinhas".
Muitos dos problemas que as crianças apresentam, são sem dúvida, originados em casa.
Não temos que evitar aprofundar debates com os filhos sobre questões que irão influenciar suas vidas para sempre.
Claro que essas discussões podem trazer à tona problemas que temos como pais e que não damos a devida importância.
Acho que se tivermos conversas francas e profundas com nossos filhos, poderemos ter problemas com relação a nossa coerência perante a vida e o que julgamos certo da boca para fora.
Mas, se conseguirmos superar esse primeiro momento, com certeza todos da família sairão ganhando.
Ah, quanto ao meu filho, confesso que fiquei muito orgulhosa pela sensibidade que ele teve para um tema tão importante.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ajuda, eu Peço para Minha Mãe!

Uma das coisas que eu mais odeio ouvir quando num grupo de mulheres, é: - Ele é legal e até me ajuda em casa...
Acredita que esta criatura está se referindo ao marido, muitas vezes pai da ninhada de filhos dela, a pessoa que divide os problemas, as alegrias... a vida, com ela (ou deveria dividir)???
E a maioria dessas mulheres trabalha fora de casa também! Muitas ocupam cargos importantes, são inteligentes, talentosas...
Se há algo que ao longo da vida mantive, é a convicção de que não tenho nenhum motivo para pedir "ajuda" para marido.
O que eu tive que fazer, e ainda faço, é lembrá-lo de que está na hora dele realizar alguma das tarefas que está dentro das 50% que lhe dizem respeito. Por que eu deveria assumir 51% das atividades domésticas e obrigações com filhos?
Ajuda, eu peço para minha mãe e só tenho que aceitar quando ouço um "não posso, porque vou ao shopping" ou "não posso porque vou na academia".... Na verdade, ela nem precisaria justificar nada, não é?
É, não é muito cômodo, dá mais trabalho esse tipo de atitude.
É como educar os filhos: podemos nos dedicar a isso, o que realmente é bastante trabalhoso, mas vale a pena, sem dúvida.
Outra possibilidade é negligenciá-los. Muito mais fácil, mas as consequências futuras, provavelmente nos tragam muitos problemas.
Não vejo nenhum motivo para que os maridos apenas ajudem, podendo até escolher o que querem fazer, uma maravilha!
Pensem, mulheres! Por que os homens devem ter essa vantagem? Por que não dividirmos igualitariamente as tarefas?
Olha que tem muita mulher metida a feminista, que quando chega em casa, tem o seu terceiro turno de trabalho lhe esperando, enquanto o maridinho assiste tv ou lê o jornal, aguardando que a mesma escrava lhe sirva o jantar.
O que leva uma mulher a se submeter a tamanha humilhação?
Penso que, acima de tudo, o machismo ainda está incorporado culturalmente na nossa sociedade. E isso vale tanto para homens como para mulheres.
Muitas vezes presenciei mulheres, que cobram de suas mães que cuidem dos seus filhos, com um autoritarismo que nunca vi direcionado ao pai da criança. Horrível!
Vamos parar de agir como robôs, reproduzindo o que faziam as nossas avós...
Não quero que minhas netas passem por tamanho desrespeito e estou tentando fazer a minha parte.
Sei que não é fácil, mas acho que é um ótimo investimento para o futuro...