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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Bicho não é brinquedo!

O amor e o respeito aos animais são fundamentais quando se pensa em adotar um.

Fico profundamente triste quando vejo um candidato a adotante que embora ame animais, não tem condições financeiras de custear as despesas mínimas do bichinho - muitas vezes, mal podem se sustentar e sustentar seus filhos humanos e mesmo assim, insistem em ter animais, impedindo que uma adoção responsável aconteça.

Pior que isso, é claro, são as pessoas que compram ou até adotam animais porque são 'bonitinhos' - no primeiro coco ou vômito, esse aparente carinho que tinham com relação ao bichinho irá desaparecer por completo e, muitas vezes, é nesse momento que começam os maus-tratos...

Para os protetores de animais, verdadeiros heróis na grande maioria, o trabalho que têm para conseguirem um adotante adequado é sempre uma luta árdua e diária, especialmente quando se trata de animais que precisam de um lar urgente por estarem em situação de risco.

Agora, quero dar um destaque a uma situação recorrente e terrível que acontece quando as pessoas adotam ou compram um animal para dar para seus filhos, netos, afilhados, crianças em geral,  brincarem...

Bicho não é brinquedo, vá até uma loja especializada e compre um bicho de pelúcia, por favor!

Penso que seja perfeito as crianças conviverem com animais e desde cedo aprenderem a amá-los e também respeitá-los, mas nesses casos sob a supervisão permanente de um adulto!

Isso, é fundamental para que não aconteçam 'acidentes', onde o culpado será sempre o animal, que muitas vezes chega a ser sacrificado como forma de resolução final do problema.



sábado, 6 de novembro de 2010

Uma relação complicada...

Hoje aconteceu a festa de aniversário do meu afilhado de 9 anos. Foi numa dessas casas de festas onde tudo ocorre de forma perfeita e muito divertida para as crianças.
Ver ele tão feliz me deixou feliz, apesar de não poder usar os brinquedos... Estou brincando, mas que dá vontade dá. Tinha uma daquelas paredes com vários tipos de pregos ou seja lá o que for, para escaladas.
Logo que cheguei no local e vi o brinquedo, notei que não havia nenhuma criança por perto e fiquei louca para usá-lo. Inclusive, ao fazer esse comentário com minha amiga e mãe do meu afilhado, que já sabe que sou meio louca, ela disse: vai lá! Claro que não fiz isso, até porque minha roupa e calçado eram impróprios e não sei se o equipamento suportaria meu peso.
O único problema de participar dessas festinhas de criança, são as comidas e os garçons e garçonetes super legais que a todo o momento nos oferecem tudo de melhor que existe em termos de comida "vindas diretamente do paraíso" e não recomendadas para gordinhos e sequer para magrinhos. Havia uma barraquinha onde serviam crepes de todos os sabores imagináveis, batata frita, cachorrinhos, salgadinhos, churrasquinhos, marshmallows e morangos com cobertura de chocolate, bolo de chocolate perfeito, docinhos de todas as espécies,...
Saí da festa dizendo que nunca mais iria poder comer. Nós os adultos, que nessas ocaisiões somos impossibilitados de usufruir o prazer de brincar, sempre somos compensados com o prazer de comer e, portando, o resultado só poderia ser este.
Semana que vem tenho reconsulta com minha endocrinologista e acho que vou mandar uma amiga bem magrinha no meu lugar! Estou sem coragem de encarar aquela linda e magra mulher me perguntando qual a real intenção que tenho quando falamos em regime? Sei que minha relação com comida é complicada e tenho que repensá-la...
A única coisa que estou fazendo conforme a recomendação da médica é com relação ao número de vezes que devo comer durante o dia: 7.
Sei que o caminho que devo percorrer até chegar a um corpo magro e saudável é longo, tendo em vista que embora a quantidade de vezes que me alimento esteja correta, não estou obedecendo corretamente os dois pontos principais da dieta - qualidade e quantidade do que como.

sábado, 7 de agosto de 2010

Meninas, acordem!

Meu filho de treze anos veio me contar que viu na televisão uma propaganda que promovia um brinquedo que ensina as meninas a lavarem louça! Ainda perguntei a ele se não falavam em meninos, mas infelizmente não.
Se ele ficou preocupado, imagina eu...
Uma coisa seria um brinquedo que ensinasse às crianças - meninos e meninas - a lavar louça e até outras atividades domésticas - seria uma ótima idéia!
Temos que pensar que o motivo da veiculação de um comercial como esse é em função de existir público para esse tipo de brinquedo - meninas que vêem suas mães, que muitas vezes se consideram até feministas, "donas das cozinhas".
Muitos dos problemas que as crianças apresentam, são sem dúvida, originados em casa.
Não temos que evitar aprofundar debates com os filhos sobre questões que irão influenciar suas vidas para sempre.
Claro que essas discussões podem trazer à tona problemas que temos como pais e que não damos a devida importância.
Acho que se tivermos conversas francas e profundas com nossos filhos, poderemos ter problemas com relação a nossa coerência perante a vida e o que julgamos certo da boca para fora.
Mas, se conseguirmos superar esse primeiro momento, com certeza todos da família sairão ganhando.
Ah, quanto ao meu filho, confesso que fiquei muito orgulhosa pela sensibidade que ele teve para um tema tão importante.