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domingo, 6 de maio de 2018

Mais dois médicos

Amanhã irei marcar consulta com mais 2 médicos rumo a retirada das próteses de silicone nos seios.

A primeira médica disse que  meus seios ficariam tamanho 42 - eu gostaria que ficassem 44 ou no máximo entre 42 3 44.

Isso me assusta um pouco porque desde sempre tive seios grandes e mesmo quando fui fazer a redução e mastopexia, pedi ao cirurgião que eles ficassem tamanho 44, mas no final das contas continuei com o tamanho 46...

Ter seios pequenos deve ser no mínimo estranho, tendo em vista que, quando adolescente, meus seios cresceram rápido demais e eu sempre me lembro da sensação de tentar escondê-los, principalmente de homens "tarados”.

Atualmente é normal as mulheres denunciarem qualquer tentativa de abuso, mas na minha adolescência o comum era nos fecharmos, sequer falávamos muito sobre esse assunto.

Então, foi só na idade adulta que curti um pouco ter seios grandes, usar determinadas roupas e até 1 ano atrás, meus seios estavam quase que perfeitos, apenas as cicatrizes incomodavam um pouco.

Por isso, me ver diante de uma redução tão grande no tamanho deles, realmente me deixa um pouco insegura.

Esse é um dos motivos que me leva a consultar outros profissionais, ouvir o que eles têm a dizer e de agora em diante fazer todas as perguntas.





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Paixão

Sem dúvida, quando estamos apaixonadas nos tornamos melhores e ... mais bobas!
Ficamos com mais energia, mais otimistas, mais saudáveis e muito mais alegres. Mas como tudo na vida tem os dois lados...
O outro lado da paixão é a cegueira, segundo uma amiga costuma dizer. Basta recordarmos aquele período pós-paixão quando reencontrarmos o nosso ex-amado e pensamos: - Como podia achar esse cara tão lindo?
Eu diria ainda que essa ‘cegueira’ vai além da visão, chega até a audição – só ouvimos o que nos interessa e procuramos esquecer todas as bobagens que nosso amado possa dizer.
Sem falar na ‘cegueira’ que atinge o cérebro – razão não combina com paixão. Somos capazes de fazer coisas que num estado normal jamais ousaríamos fazer. Ou ao contrário, deixamos de fazer coisas que antes de estarmos apaixonadas jamais deixaríamos de lado.
Sem falar de outros dois problemas que afetam a grande maioria das apaixonadas: ansiedade e insegurança. Surgem dúvidas de todos os lados - Será que ele gosta realmente de mim? Será que sou suficientemente inteligente, bonita e atraente? Será que ele está pensando em mim? Será que ele está com outra? Será...? São tantos serás...
Outro problema importante é o tempo - contamos os minutos para estarmos junto com nossa paixão e quando finalmente nos encontramos com ele, o tempo, que não é amigo dos apaixonados, acelera e passa a ser apenas um instante. Ao contrário de quando estamos longe, um minuto parece durar uma hora.
Outro problema ocasionado pela falta de razão durante o período que estamos nesse estado sublime, é com relação ao prazo de validade. Paixão tem prazo de validade e um dia vai acabar. Mas como estamos semi-racionais nesse período, achamos sempre que será eterna e se não nos prepararmos para esse final inevitável, muitas vezes ficaremos perdidas e sem motivação para viver.
Concluindo, acho que mesmo assim, sempre que for possível, vale a pena viver esse estado nobre e temporário - ainda mais se houver reciprocidade. Nesses períodos é como se tirássemos uma folga da ‘vida como ela é’ para fazermos uma viagem a um mundo mágico e em outra dimensão.
Estou falando até agora pelos meus olhos de mulher, mas vou deixar aqui algumas perguntas intrigantes – Será que com os homens acontece da mesma forma? Nós mulheres nos apaixonamos mais do que eles? Será que passamos essa idéia porque somos mais escancaradas quando demonstramos nossos sentimentos?
Para quem quiser contribuir com respostas a esses questionamentos... Sejam muito bem vindos!