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domingo, 8 de abril de 2018

"La Casa de Papel" e a Síndrome de Estocolmo

Como que uma pessoa cria uma série e consegue provocar de uma maneira surpreendente, uma reação quase que unânime no púbico alvo?

Pois foi o que fez com milhões de pessoas, Álex Pina criador da série 'La Casa de Papel' - estamos todos com Síndrome de Estocolmo ao sermos levados com muita eficiência, pelo autor, para dentro dessa história envolvente e matematicamente perfeita...

A história trata de um mirabolante assalto à Casa da Moeda da Espanha, planejado meticulosamente por um líder chamado "Professor".

Não conheço e nem ouvi falar de alguém que não esteja torcendo pelo Professor e sua turma de ladrões carismáticos.

Essa é sem dúvida a melhor série que eu já assisti, sendo que num primeiro momento assisti apenas meio capítulo e desisti, porque o tema não me pareceu interessante.

Daí, certo dia vi o Silvio Santos, que é viciado em séries, dizendo que estava assistindo e recomendando que assistíssemos, porém ele fez uma ressalva - disse que no início não era tão legal...

Foi aí que retomei, me apaixonei e fiquei até ansiosa esperando a segunda temporada.

Outro fato interessante é com relação a escolha dos atores - não sei como se deu a escolha, mas para cada personagem existe um ator perfeito e só mesmo assistindo para entender o que quero dizer!

Vale a pena ressaltar, outro motivo por eu ter me apaixonado é a velocidade com que tudo acontece, o ritmo rápido torna tudo mais interessante.

Nesta segunda e provável última temporada estou observando uma faceta muito legal, já nos primeiros capítulos, que não me lembrava de ter visto na primeira - dou muitas risadas, coisas engraçadas entre os momentos de alta tensão parece que ficam mais interessantes ainda e tornam tudo muito envolvente!

Uma recomendação muito importante: na primeira temporada assisti a série com áudio em inglês e legenda em português, mas pessoas próximas, que também estavam assistindo, disseram que eu perdia muita coisa porque a voz dos atores em espanhol e a interpretação maravilhosa deles são um componente fundamental para que a trama fique melhor ainda.

Agora, posso ver que isso é pura verdade e provavelmente eu assista novamente a primeira temporada dessa forma (com áudio em espanhol) e acredito também, que as partes engraçadas que antes não conseguia perceber de forma tão intensa, eram em função de estar assistindo com áudio em inglês e tradução em português. 




sábado, 10 de setembro de 2016

Inglês, parte 3 - final do curso


Agora, faltam apenas uns 3 meses para eu acabar meu curso de Inglês.
 
Minha maior dificuldade ainda é entender o que as pessoas falam - já ouvi professores comentarem que esta etapa é realmente a mais difícil.
 
Geralmente consigo me expressar na sala de aula, com alguma dificuldade e muitas vezes pedindo ajuda com relação a palavras que não lembro ou que não conheço o que não impede a comunicação e expressão do que eu quero dizer.
 
Tenho apenas 1 dia de aula por semana com horários seguidos, 4 horas de aula sem interrupção - das 9 até às 13h.
 
No período que a aula é mais informal, acabo chamando atenção por algum motivo, muitas vezes sem querer: um dia eu cheguei na aula com 2 óculos pendurados na minha camiseta e a professora perguntou o porquê disso, tive que explicar; outro dia teve uma brincadeira e eu tive que me 'candidatar ao Big Brother Brasil' - disse nessa ‘entrevista’ que tinha 95 anos, tinha feito 30 cirurgias plásticas e que namorava um artista famoso - claro que 'ganhei dos meus colegas na seleção final'!
 
Sem falar quando abordo os temas de forma polêmica, como no dia que o assunto era Prostituição – eu disse que respeito os Profissionais do Sexo, mas não concordo com as pessoas que mantém relacionamentos onde existe prostituição de forma velada e normalmente aceita pela sociedade - geralmente relacionamentos baseados apenas em interesse social e econômico.
 
Em geral, essas relações são entre pessoas jovens e idosas e na ocasião até citei o caso de uma Senhora bela, recatada e do lar...
 
Às vezes tudo isso é até engraçado, mas muitas vezes me obriga a falar mais e eu continuo tendo um pouco de vergonha nesses momentos.
 
Então, ontem resolvi fazer diferente quando a professora perguntou se havia alguém esquisito em nossas famílias...
 
Minha vontade era de dizer que sim! Eu!
 
Como sempre, faria todo mundo rir e teria que dar muitas explicações, mas como eu já estava muito cansada, era minha última meia hora de aula e estava morrendo de fome, fiquei calada.
 
Meus colegas que também deviam estar tão cansados quanto eu, não falavam muito.
 
Até que nos últimos 5 minutos  uma colega acabou falando algo muito pessoal, importante e até pediu, que mantivéssemos em segredo.
 
Depois dela, outra colega também fez uma revelação bem importante e por final um outro colega também falou algo que nos deixou muito perplexos!
 
Eu fiquei só ouvindo e pensando: nossa aula se transformou numa terapia de grupo!
 
Se nós tivéssemos mais tempo de aula, com certeza teria sido muito produtivo aquele momento - além de funcionar como uma espécie de terapia informal, nós ainda treinaríamos nosso inglês...
 
Saí de lá com a certeza de que as pessoas estão muito carentes e com muita necessidade de serem ouvidas e querendo muitas vezes ouvir o que os outros pensam a respeito dos seus problemas mais sérios, talvez até em busca de soluções para assuntos que elas não estão conseguindo resolver sozinhas.





 

sábado, 7 de maio de 2016

Umas horinhas a mais ...



Quando entrei no carro e comecei a dirigir, lembrei de olhar meus pés: os dois pés estão com sapatilhas azuis?

Ando tão ocupada que acabo fazendo tudo correndo e tenho muito medo de sair de casa com um pé de cada cor.

Desde que me aposentei há mais ou menos um ano atrás até agora, minha vida continuou como antes, com relação à má administração do meu tempo.

Logo que parei de trabalhar, iniciei um curso de inglês, já tinha este plano fazia algum tempo.

Escolhi um curso indicado por uma amiga e estou até hoje nele, só que eu não esperava ter que estudar tanto, lembro do dia da matrícula quando o funcionário que me atendeu disse que eu teria que estudar todos os dias...

Eu ri e perguntei: mas nos finais de semana não vou precisar estudar, não é?

Ele respondeu muito sério: é claro que vai, terá que estudar todos os dias.

Hoje, passado um ano, é raro o dia que não estudo pelo menos um pouco, assisto alguma coisa em inglês ou "brinco" no Lyrics Training.

O curso é maravilhoso e eu continuo amando inglês só que realmente estou precisando que o dia tenha 48 horas, no mínimo!

Paralelo a isso, minha prioridade é cuidar dos meus filhos - 2 seres humanos, 4 cachorros, 1 gata e 1 mãe.

Sem falar com relação à minha parte de responsabilidade pela administração da casa: limpeza, compras no supermercado, compra de gás e água, consertos em geral, etc.

A Academia, três vezes por semana, 12 meses por ano é essencial, não poderia faltar porque quem ganha sou eu - mais saúde, mais energia e um corpo mais preparado para aguentar toda esta 'maratona'.

Não posso reclamar de tudo isso que faço no meu dia a dia, minha vida é maravilhosa, só tenho que agradecer e, mesmo 'correndo', faço tudo com prazer!

Sempre quem ganha, sou eu!

Mas bem que o dia podia ter umas horinhas a mais...

 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Inglês, inglês, inglês - parte 2

Quando pensei em voltar a estudar Inglês, voltou na lembrança um dos problemas que sempre tive: vergonha de falar em público.

E se fico tímida quando tenho que falar em público usando Português, imaginem usando Inglês.

Sempre soube que teria aulas de conversação e provas orais, mas isso não impediu que eu me matriculasse no Curso de Inglês.

Ao contrário, está sendo um desafio motivador e aos poucos estou melhorando - até porque temos que falar muito, não tem jeito. 

Isso ficou bem claro já nas primeiras aulas.

Uma coisa que aprendi a usar a meu favor, foi o fato de não ter timidez  quando estou com amigos ou pequenos grupos.

Na minha vida social sou falante e adoro fazer brincadeiras, então tenho feito isso sempre que possível...

Tento não pensar que estou sendo avaliada e que estou entre amigos conversando.

Essa 'técnica' tem dado certo durante as minhas aulas.

O ruim nesses momentos é quando alguém ou o professor fala uma palavra que não entendo.

No início eu parava tudo, me desconectava.

Mas agora estou aprendendo a seguir em frente, não me bloqueando quando isso acontece.

Sei também que daqui para frente terei que ficar mais atenta e me esforçar para formar frases corretamente e com um vocabulário mais rico, mas aceitei esse desafio e sinto que as coisas já estão dando certo.





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Inglês, inglês, inglês, ...

Sempre quis aprender inglês.

Mentira, sempre quis ter nascido sabendo tudo de inglês!

Como isso não aconteceu, tive que optar pela primeira opção.

A escolha do Curso foi maravilhosa, tinha tido uma indicação e realmente foi muito acertada.

O Professor é excelente, sinto que além de talento, ele tem amor pelo que faz, suas aulas são dadas com entusiasmo contagiante.

A única coisa que não imaginava é que teria que estudar todos os dias, inclusive nos finais de semana.

Quando fui fazer a entrevista, no primeiro dia no Curso de Inglês, o rapaz que me atendeu perguntou quanto tempo eu pretendia estudar por dia.

Disse que seria em torno de uma hora e ele concordou dizendo que isso seria o mínimo necessário de estudo.

Eu ainda tentei brincar dizendo - 'Com folga nos finais de semana, não é?'

Ele respondeu - 'Inclusive nos finais de semana'.

Descobri nesse momento que teria que ter muita disciplina para poder manter o planejamento.

Fui para casa feliz porque adoro a Língua Inglesa e imaginei que embora tivesse que estudar diariamente, seria algo muito prazeroso.

De fato está sendo até hoje, só que minha vida gira em torno disso - estudar Inglês.

E estudar 1 hora por dia, não está sendo suficiente porque além dos estudos formais, sempre acabo assistindo vídeos, lendo algum livro ou texto.

Às vezes, penso que meu português, que nunca foi bom, está até piorando - já me disseram brincando que vai chegar uma hora que vou esquecer de vez...

E como meu inglês ainda está em formação, ficarei 'fora do ar'! haha





domingo, 26 de setembro de 2010

O Professor certo e a Aluna errada?

Sempre quis aprender inglês, ou melhor, sempre quis “ter nascido sabendo” inglês...

Além do inglês da escola, fiz uma tentativa, há muitos anos atrás, no Instituto Cultural – fui até a metade do curso e não retornei mais.

Na verdade, iniciei esse curso porque íamos viajar e claro que esse foi o grande fator motivacional.

Durante esse período, veio à tona um problema grave que tenho: timidez para falar para grupos em sala de aula e no trabalho.

Socialmente não tenho nenhum problema, somente nessas duas situações.

Claro que no Cultural só podíamos falar em inglês, inclusive as perguntas que fazíamos em português eram ignoradas pela professora que nessas ocasiões, se fazia de surda.

Por isso, sempre que ia para as aulas ficava em pânico, achando que iria me dar um branco e passaria a maior vergonha.

Pensei então, naquela ocasião, que o ideal seria fazer aulas particulares, mas acabei desistindo.

Alguns tempo depois, surgiu o “professor particular certo” – uma pessoa que quando conheci, no primeiro momento, não senti muita afinidade e não simpatizei mesmo.

Passado algum tempo, passei a achá-lo interessante, simpático e equilibrado.

Portanto, na ocasião pareceu ser a pessoa perfeita para me levar de volta para o meu sonho adormecido pela preguiça, vergonha e “falta de viagens”...

Conversamos e marcamos então nossa primeira aula.

Fiquei extremamente ansiosa e muito feliz por estar concretizando um desejo importante.

No dia marcado para a primeira aula, tive uma decepção - ele me ligou para avisar que teria que alterar a data, mas que passado algum tempo, poderíamos retomar o assunto para remarcarmos.

E nada! Ele nunca mais fez contato...

Claro que viajei na situação – fiquei pensando no motivo que teria levado meu futuro professor a desaparecer: será que é porque ele achou que não seria uma boa aluna?

Ou será que é porque aconteceu com ele o contrário do que havia acontecido comigo - ao me conhecer melhor, ele me achou insuportável?

No Cultural eu era a aluna que tinha mais idade na turma e então pensei - será que é porque ele acha que já estou muito velha para aprender alguma coisa?

Ou será... Foram muitos serás!

Sem querer ou por não ter coragem de me dizer o motivo da desistência, ele me levou para as alturas e depois me deixou cair em queda livre.

Foi mais ou menos assim que me senti...

Ele não sabe e não tem culpa, mas me deixou muito triste...

Meu sonho de aprender inglês está, até hoje, soterrado no meu “lado sombrio” – como diz Deepak Chopra (famoso escritor).