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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Jogo do Copo - Tabuleiro Ouija

Desde criança gosto de histórias de terror e sempre tive pessoas ao meu redor que compactuavam com essa minha paixão...

Na minha infância, nos reuníamos em torno de um adulto, para ouvirmos histórias de terror, geralmente contadas por um familiar ou amigo que adorava nos assustar e ser o centro das atenções até que o desfecho do caso acontecesse.

Outra forma de nos divertimos com terror era quando resolvíamos brincar com um Tabuleiro Ouija confeccionado por nós mesmos, que na época chamávamos 'o jogo do copo' - as coisas aconteciam do mesmo jeito, sempre: íamos por um quarto vazio que existia na minha casa (tinha sido da minha avó que, na época, já havia morrido), acendíamos uma vela, sentávamos em  círculo, espalhávamos o alfabeto no chão e colocávamos nossos dedos indicadores no copo...

O que vinha a seguir se repetia sempre: no primeiro movimento que o copo fizesse - todos corriam desesperados para todos lados e se a janela estivesse aberta, essa também seria uma das formas usadas para fugir correndo.

Não sei como não cansávamos dessa rotina que se repetia sempre, nunca conseguimos levar adiante nosso plano, acabava sempre ali - penso que continuávamos com a brincadeira porque ficávamos presos ao prazer que toda aquela adrenalina no momento da fuga nos causava.

Na escola, logo que começaram os trabalhos em grupo e tínhamos que fazer na casa de alguém, escolhíamos sempre o mesmo local, a casa de uma das colegas que era enorme e tinha nos fundos uns quartos que ninguém usava.

Mal começávamos nosso trabalho da escola, alguém propunha que  passássemos para o que realmente havia nos levado ali - 'o jogo do copo'.

Nessa época já conseguíamos avançar um pouco com relação ao jogo e chegávamos a fazer perguntas ao 'espírito', mas era o pavor da dúvida que nos dava muito prazer: será que aquele movimento do copo tinha sido causado pelo espírito evocado ou havia sido uma das colegas que armou a situação???

Nunca saberei....



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Saudade

Com a chegada das festas de final de ano, vem uma saudade... Saudade daquelas pessoas que já morreram e que fazem tanta falta - me refiro, especialmente, ao meu pai, minha tia e meu sogro.
Claro que com relação ao meu pai a dor é eterna, nunca vou me acostumar com a ausência dele na minha vida. Em cada momento importante, penso em como seria bom se ele estivesse presente. Lembro do quanto ele amava meus filhos e como estaria feliz de vê-los crescendo e se tornando seres tão lindos.
A morte do corpo físico é algo com o qual eu ainda não aprendi a lidar, muito embora acredite na imortalidade do espírito.
Penso que cada vez mais devemos aproveitar ao máximo os momentos bons da vida ao lado das pessoas que realmente são importante para nós. Não devemos economizar as demonstrações de carinho e amor! Sou daquelas que quando ama, diz.
Muito amor é o que eu desejo para todos os seres do Universo! E mesmo que neste final de ano a saudade me deixe meio triste, vou procurar olhar ao meu redor e entrar em contato com todas as coisas maravilhosas que estão acontecendo neste momento.