Estava numa festa conversando com um grupo de amigos quando em determinado momento alguém fez um comentário sobre uma pessoa conhecida da maioria (e ausente, claro!) que havia criado um blog onde publicava poesias. Um outro do grupo que também conhecia o blog começou então, junto com a pessoa que havia feito o primeiro comentário, a narrar quase chorando de tanto rir, as tais poesias. Resultado: uma 'catarse de risos em grupo', induzida pelas tais produções literárias.
Eu, inicialmente, até ri, mas logo em seguida percebi que não era tão engraçado assim. Talvez meu lado crítico não esteja tão ativo assim e acabo respeitando as 'loucuras' dos outros esperando que as minhas também sejam respeitadas.
Acho que aquelas poesias não funcionaram para aquele grupo como o autor gostaria, mas que de alguma forma cumpriram um papel interessante, não tenho dúvida. Afinal, rir é sempre tão bom...
Claro que se eu fosse o poeta e as pessoas rissem das minhas produções, seria algo complicado. A intenção de quem trabalha com poesia daquele tipo é realmente mover a sensibilidade e não o riso das pessoas e se o autor soubesse do ocorrido iria se sentir péssimo.
Penso que quando nos expomos produzindo algum texto e o tornamos público, seja através de blog ou de outro veículo qualquer, temos que estar bem preparados para recebermos o resultado do trabalho. Ele pode vir através de uma contribuição, de uma crítica construtiva ou também destrutiva, de um elogio ou através de uma outra reação completamente inesperada para nós.
Uma coisa tenho aprendido através desse blog: ser completamente fiel ao que penso no exato momento que publico. Amanhã, até posso rever o que produzi e desdizer ou complementar o texto, mas quando faço a postagem preciso sentir que me respeitei integralmente. Quanto as consequências das publicações, temos mesmo que avaliar quando muito polêmicas, mas se tivermos coragem e convicção podemos avançar até mesmo diante desse tipo de tema.
Nesse caso narrado, provavelmente o autor nunca venha a saber do ocorrido. Mas é um bom exemplo do que pode acontecer com qualquer um de nós, que ao nos 'despirmos' diante do teclado do computador, corremos todos os riscos. Mas mesmo assim, acho que devemos estar nus e se não for dessa forma, é melhor engavetarmos nossos trabalhos.
Páginas
Mostrando postagens com marcador postagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador postagem. Mostrar todas as postagens
domingo, 24 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Não quero mais!
publicarEstava agora mesmo produzindo um texto para o blog e de repente... Não quero mais! Parei na metade, achei que não estava legal, parecia falso. Senti como se eu tivesse que cumprir protocolo – postar, postar, postar!
Já havia me acontecido isso antes, mas não como agora – eu já tinha produzido a metade do texto.
Como amo esse blog, estou exigente e só publico o que para mim é verdadeiro e de alguma forma mostre um pouco da minha alma.
Até esse comentário, embora sem um conteúdo ‘normal’, é mais autêntico.
Existem também alguns temas, que são muito importantes na minha vida, mas que não vão além de rascunhos. Uns porque são doloridos para tratar, outros porque em dado momento parece que eu travo e a partir daí a abordagem fica sem um sentido verdadeiro... Acho que desvio do assunto para parar de sofrer ou porque talvez não seja a hora de abordar aquela questão.
E hoje foi incrível, tive que parar. Nem sei se vou conseguir voltar a trabalhar naquela postagem, geralmente não volto. Esqueço ou faço de conta que esqueço.
Na primeira vez que isso me aconteceu, achei que nunca mais conseguiria publicar nada por aqui, cheguei a ficar um pouco desapontada. Tranqüilizei-me quando, no dia seguinte, voltei com tudo e com mil idéias.
Resolvi comentar sobre o episódio para poder dividir esse momento, embora ache natural que isso aconteça.
Penso que, se for possível, não devemos nos violentar tentando fazer "a criança nascer antes do tempo". Acho mesmo, que em cada postagem, nasce alguma coisa nova que vem de mim, do que eu penso, do que eu leio, do que eu vivo, do que eu sou...
Por isso, tenho que respeitar os sinais que indicam quando não estou sendo eu mesma.
Já havia me acontecido isso antes, mas não como agora – eu já tinha produzido a metade do texto.
Como amo esse blog, estou exigente e só publico o que para mim é verdadeiro e de alguma forma mostre um pouco da minha alma.
Até esse comentário, embora sem um conteúdo ‘normal’, é mais autêntico.
Existem também alguns temas, que são muito importantes na minha vida, mas que não vão além de rascunhos. Uns porque são doloridos para tratar, outros porque em dado momento parece que eu travo e a partir daí a abordagem fica sem um sentido verdadeiro... Acho que desvio do assunto para parar de sofrer ou porque talvez não seja a hora de abordar aquela questão.
E hoje foi incrível, tive que parar. Nem sei se vou conseguir voltar a trabalhar naquela postagem, geralmente não volto. Esqueço ou faço de conta que esqueço.
Na primeira vez que isso me aconteceu, achei que nunca mais conseguiria publicar nada por aqui, cheguei a ficar um pouco desapontada. Tranqüilizei-me quando, no dia seguinte, voltei com tudo e com mil idéias.
Resolvi comentar sobre o episódio para poder dividir esse momento, embora ache natural que isso aconteça.
Penso que, se for possível, não devemos nos violentar tentando fazer "a criança nascer antes do tempo". Acho mesmo, que em cada postagem, nasce alguma coisa nova que vem de mim, do que eu penso, do que eu leio, do que eu vivo, do que eu sou...
Por isso, tenho que respeitar os sinais que indicam quando não estou sendo eu mesma.
Assinar:
Postagens (Atom)