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sábado, 6 de janeiro de 2018

Filhos

Uma das coisas que aprendi ao longo da vida é evitar conversar sobre filhos com quem não os têm.

Como aprendi? 

Foi a partir da minha vivência, lembro o que eu pensava a respeito antes de ter meus filhos, cheia de teorias.

Quando me tornei mãe, logo percebi que as coisas seriam muito diferentes na prática, aqueles livros e teorias pouco me ajudaram, muitas vezes até atrapalharam.

Mas dia desses, não pude evitar e acabei iniciando uma conversa sobre o assunto com uma amiga que eu não via há muitos anos e que não tem filhos.

Conversávamos sobre outros assuntos e de repente entramos no assunto "filhos".

Conforme a conversa acontecia, ela começou a fazer um discurso emocionado, crítico, irônico e de certa forma agressivo sobre a mãe que ela pensava que eu era e, chegou a prever o quanto vou sofrer no futuro!

Ela sabe que sou uma mãe que ama, diz que ama e que tem atitudes que demonstram todo esse amor!

Sim, sou uma mãe que ama exageradamente, mas tenho certeza que todo esse amor ajudou a construir estes dois homens maravilhosos que eu tenho como filhos e muito pouco prejudicou a formação deles - se é que isso aconteceu.

Quem os conhece bem (não é o caso dessa minha amiga) pode confirmar isso - sei que sou suspeita para fazer elogios...

Aliás, sempre recebemos muitos elogios com relação aos dois - de amigos, pais de amigos, colegas, professores.

Quanto a conversa com minha amiga, ela seguiu dizendo que eu vou sofrer muito quando eles saírem de casa e forem viver suas vidas.

Eu respondi que sabia disso, mas que se eles estiverem felizes, eu irei superar com certeza esse sofrimento e irei compartilhar dessa felicidade, mesmo que a distância.

Notei que ela nem ouviu o que eu disse e continuou falando: "tu vai sofrer, haha".

Muito decepcionante...

Como lidar com uma situação dessas?

Na hora da conversa congelei, fiquei muito triste porque percebi que havia algo por trás de toda aquela agressividade, já tinha vivido isso com uma outra amiga - que depois, me pediu desculpas num ato de humildade e sabedoria.

Conheço muitas pessoas que não tem filhos e vivem muito bem, mas não era o caso - percebi na hora que ela tinha sérios problemas com relação a esse tema.

Tudo mais que eu falasse naquela hora, iria soar como ofensa - preferi então me calar.

Nós que amamos demais nossos filhos, muitas vezes incomodamos muito os que não tem a felicidade de viver essa experiência - que para mim, é a melhor coisa que aconteceu nesta vida.







terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Adestramento para humanos

Quando ganhei uma das minhas cadelinhas - a Amy, há 9 anos,  logo percebi que ela tinha um jeitinho diferente - era mais braba do que o normal, mordia, era bem agitada e não fazia suas necessidades fisiológicas no lugar (mas isso foi só uma questão de tempo, ela logo aprendeu).

Fui aconselhada, na ocasião, a procurar um adestrador, mas logo que tomei conhecimento de como era feito o trabalho dele, desisti.

Seria mais ou menos assim: se ela fizesse  xixi no lugar 'errado' ou fizesse alguma coisa 'indesejável', mesmo sendo bebê, teria que ser presa no banheiro ou não iria ganhar uma comida apetitosa tipo as que são usadas por adestradores.

E por aí ia o trabalho de adestramento...

Nem pensar!

Existem situações especiais em que muitas vezes animais que sofreram maus tratos, por exemplo, e que ficaram com um trauma terrível que faz com que eles não consigam ter nenhum tipo de convivência com ninguém, daí sou a favor de buscar este tipo de ajuda - até porque esse tipo de  trabalho pode definir vida ou morte do animal, infelizmente.

Hoje nós respeitamos minha amada Amy e conseguimos lidar com ela mesmo ela mantendo essa 'personalidade forte'.

Amamos esta criaturinha do jeito que ela é.

Nós humanos, geralmente nos achamos tão superiores aos animais, mas se olharmos com atenção e o mínimo de humildade, veremos que essa superioridade não existe.

Ao contrário, penso que quem deveria ser adestrado é o ser humano.

Nós humanos é que temos muito a aprender com os animais!