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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Turbilhão de emoções em 2020

2020 começou com a retirada do chão sob meus pés...

Minha mãe teve um AVC no início de janeiro e logo depois surgiu a pandemia.

No meio disso tudo, uma das minhas filhas-cachorra ficou doente e depois de um tempo de muita luta para tentar salvá-la, ela acabou morrendo.

O mais incrível de tudo é que quando percebi, já estávamos em dezembro e será Natal dentro de alguns dias - a vida seguiu adiante, como se nada tivesse acontecido!

Como vim parar aqui e agora?

Depois de muita dor e muito aprendizado, estou aqui  resistindo e tentando absorver tudo que aconteceu e que ainda está acontecendo, da melhor maneira possível.

Em muitos momentos, estar no fundo do poço parecia intransponível, mas eu sabia que havia algum motivo maior para eu estar vivendo tudo isso, não podia ser em vão.

Hoje estou voltando a viver de uma forma mais tranquila, dentro do que é possível viver.

Tenho praticado meditação diariamente, o melhor aprendizado que fiz nesse período, realmente faz muita diferença na vida em geral. 

Estou também fazendo consultas com psiquiatra e com psicóloga  para tratar uma depressão que surgiu muito forte no meio de todas essas situações desafiadoras, mas tive a sorte de encontrar bons profissionais e hoje em dia estou bem melhor.



quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Furto natalino

Acredito que sempre temos o que aprender...

Na noite de Natal, havia deixado em cima na mesa onde realizamos a ceia uma quantia em dinheiro e meu celular sobre esses valores. Uma determinada pessoa, presente na festa, sentou-se à mesa e sorrateiramente puxou uma nota de 100 reais daquela quantia, colocando-a em seu bolso esquerdo, situação flagrada por outra pessoa pelo fato de a mesa ser transparente. Após o flagrante, a pessoa que cometeu o furto tentou se desfazer do objeto subtraído, transformando a nota de 100 reais em uma bolinha de papel bem pequena, no entanto a deixou cair e cerca de 10 pessoas testemunharam esse momento, o que literalmente confirmou o triste fato. Constrangida e bastante nervosa, a pessoa só conseguia repetir as mesmas palavras: - "Não fui eu, não fui eu", o que é normal nesses casos, mesmo após a situação estar nítida para todos os presentes. Já antecipo que os nomes não podem e não serão divulgados.

Se tem algo que eu tenha que aprender é jamais confiar em determinadas pessoas.

E só depois de ter vivido essa situação constrangedora dentro da minha casa, aprendi a  lição e mudei completamente de postura.

Devemos sim radicalizar com relação a quem frequenta nossa casa, nossa vida - descobri isso da pior maneira possível ao ser roubada e com o fato de isso ter acabado com nossa festa de Natal.

Já não tenho muita admiração por seres humanos, especialmente depois do resultado das últimas eleições, e agora então...

Depois do que houve, irei me afastar da atitude que eu mantinha até esse Natal, quando abria as portas de casa não só para familiares e amigos, mas também para qualquer pessoa conhecida, sem critérios.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Mudança

Fechei o ano de 2010 muito cansada...
Planos para 2011: ao invés de festas no final de ano quero mais é ir para a Serra.
Sim, enquanto todos vão para o litoral seguirei meu destino de aquariana anticonvencional - irei para o lado oposto. Embora meu marido seja parceiro dessa idéia, terei que convencer meus filhos, durante o ano.
Como sou agitada e faço muito mais coisas do que deveria, passo o ano todo exigindo tudo do meu pobre corpo. Minha mente não dá trégua - ela tem uma velocidade estonteante, não para nunca.
Chega o final do ano, muitos convites para festas e poucos "nãos" como resposta. Depois vem o Natal e o Ano Novo e acabo o ano desmaiando de cansaço e querendo mais é estar num retiro espiritual.
Quando chega a época de férias de verão, custo a me recuperar e quando isso acontece, tenho que voltar ao trabalho.
Plano para não deixar as coisas chegarem a esse ponto: começar o ano já numa velocidade reduzida, dizer alguns "nãos" para convites de festas, ficar mais em casa, reservar mais tempo para coisas prazerosas (embora já tenha esse cuidado, geralmente), ficar mais tempo com as pessoas que mais gosto, ficar mais tempo com os bichos que mais gosto, organizar mais meu tempo - até mesmo aquele destinado a não fazer nada...