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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Batom

Adoro batom, especialmente os vermelhos - lembro de usar desde criança - claro que provavelmente eram os da minha mãe.

Há um tempo atrás, me olhando no espelho, percebi que nos últimos dias não estava usando maquiagem nenhuma e, inclusive, estava deixando de lado meus batons.

Logo que percebi isso, lembrei que essa mudança havia acontecido desde a morte da Mel, minha filha-bicho...

Na ocasião, fiquei tão desenergizada e estagnada, que qualquer cor que se aproximasse de mim seria rejeitada, eu não conseguiria entrar em sintonia.

Precisei viver o cinza e os tons pastéis em geral, porque acho que luto é isso - ficamos meio que no piloto automático, sem muita vontade própria, sem muita interação com as pessoas e situações ao nosso redor, apenas vivendo um dia após o outro.

Passei por dias em que o único cuidado era garantir minha sobrevivência e dos seres que, de alguma forma, dependem de mim para viver.

Agora que estou melhor com a grande ajuda do tempo, recomecei a usar meus batons - comecei com um rosa discreto e agora já estou usando o meu 'vermelho sangue' preferido - é a vida que segue...

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Batom vermelho

Adoro batom, especialmente os vermelhos - lembro de usar desde criança, provavelmente eram os da minha mãe.

Há um tempo atrás, me olhando no espelho, percebi de que nos últimos dias não estava usando maquiagem nenhuma e, inclusive, estava deixando de lado meus batons.

Logo que percebi isso, lembrei que essa mudança havia acontecido desde a morte da Mel, minha filha-bicho...

Fiquei tão desenergizada que qualquer cor que se aproximasse do meu corpo, seria rejeitada, eu não conseguiria entrar em sintonia.

Precisei viver o cinza e tons pastéis em geral porque acho que luto é isso, ficamos meio que no piloto automático, sem muita vontade própria, sem muita interação, apenas vivendo um dia após o outro.

Passei por dias em que o único cuidado era garantir minha sobrevivência e dos seres que, de alguma forma, dependem de mim para viver.

Agora que estou melhor com a grande ajuda do tempo, recomecei a usar meus batons - comecei com um rosa discreto e agora já estou usando o meu 'vermelho sangue' preferido - é a vida que segue...


domingo, 17 de outubro de 2010

Por que meus batons nunca acabam?

Sempre fui, pelo menos, um pouco consumista. E sempre associei esse fato ao meu perfil – sou ansiosa e sempre me senti atraída por coisas novas.
Adoro botas, vestidos, perfumes, lingeries, batons,...
Hoje em dia, já não saio comprando tudo que vejo, espero as liquidações. E mesmo assim, só compro o que adoro e levo sempre em conta o preço. Se as vendedoras soubessem disso, quase nem falariam comigo e se limitariam a responder minhas perguntas.
Com relação aos batons, sempre adorei, desde a infância. Iniciei usando os da minha mãe, que foi quem provavelmente quem me influenciou. Mas lembro de desde muito cedo ter minha própria coleçãozinha. Portanto, por toda minha vida, estive próxima desse meu amigo fiel.
Há algum tempo atrás, uma vendedora de cosméticos me ofereceu alguns batons para que eu comprasse. Eu então respondi que não poderia comprar porque tinha todas as cores que eu conhecia e, inclusive, algumas se repetiam. A vendedora então me disse que muitos deles deviam estar fora do prazo de validade.
Enquanto minhas colegas e amigas compravam batons, eu fiquei proibida de comprar porque ao contrário do que a vendedora havia dito, todos os meus batons eram relativamente novos e estavam dentro do prazo de validade.
Foi aí que percebi que estava comprando demais, não só batons. Esses amigos inseparáveis acabaram me ensinando algo importante: sempre que tivermos um comportamento compulsivo, devemos parar e tentar descobrir o motivo disso estar acontecendo. Foi isso que fiz na ocasião e deu muito certo.
Muitas vezes essas situações acontecem porque estamos tentando fugir de alguma coisa ou até da vida cotidiana que levamos e que não está nos satisfazendo como deveria.
Hoje sei que quanto melhor estou comigo mesma, menos preciso de fugas.
E como sabemos que fugir não resolve nenhum problema, apenas adia a resolução deles...