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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Reencontro

Já fiz um tratamento com um psicoterapeuta reencarnacionista (durante o trabalho desenvolvido por ele, fiz duas sessões com regressões), participei de um grupo numa casa espírita por mais ou menos quatro anos e já tive outras experiências nesse campo do mundo invisível, mas se me perguntarem se eu sou espírita, direi que não.
Nunca me identifiquei completamente com nenhum tipo de religião, embora reencarnação seja um tema que me interessa bastante.
Existem momentos e situações na minha vida, que faz com que eu pense que estou reencontrando pessoas...
Praticava Pilates, num mesmo local, por cinco anos. O estúdio ficava muito distante da minha casa e do meu trabalho e embora houvesse criado certo vínculo com a dona do local e com algumas pessoas que frequentavam o estúdio, não me sentia feliz quando tinha que dirigir durante quarenta minutos num trânsito insuportável, para chegar até lá.
Há mais ou menos um ano, surgiu um problema no meu ombro e tive que procurar uma clínica de fisioterapia para fazer tratamento. Encontrei então, um local que fica entre a minha casa e meu trabalho - perfeito!
Desde a primeira vez que cheguei ao lugar, fiquei muito satisfeita. Percebi, rapidamente, a qualidade e o carinho do atendimento oferecido pelas fisioterapeutas. Era como se eu estivesse no hospital do filme Nosso Lar de tão confortada e bem atendida que eu me sentia.
Hoje, pratico Pilates neste mesmo local e o que recebo é bem mais do que eu poderia esperar - me sinto em casa.
O clima que se respira quando entramos no local é de amor - as profissionais gostam do que fazem e por isso o resultado não poderia ser outro.
Considerando essa experiência que estou tendo, volto ao questionamento com relação à reencarnação. É como se, através do problema que tive no ombro (que a princípio foi uma experiência ruim), eu tivesse sido reconduzida a um lugar onde eu deveria estar e com as pessoas com as quais eu deveria me reencontrar.

sábado, 2 de outubro de 2010

Nosso Lar

Ontem, finalmente, assisti ao filme “Nosso Lar”.
Achei que o filme foi muito bem produzido e os atores corresponderam às expectativas.
Mesmo já tendo frequentado Casas Espíritas por algum tempo, vieram à tona alguns questionamentos que eu já tinha naquela época.
Uma das coisas que me intriga até hoje, é o Umbral. Por que é necessário passarmos por todo aquele sofrimento extremado para que possamos aprender? A resposta, alguns diriam: "O homem só aprende sofrendo...”. Mas será que não existe alguma maneira menos aterrorizante e cruel de aprendermos? E onde entra o amor e o perdão?
Minha mãe, que também assistiu ao filme com uma amiga espírita, ficou chocada com as cenas do tal purgatório. Comentou com a amiga e ela lhe disse que temos que ser muito bons e doarmos tudo. Caso contrário...
E aí surge outro ponto que me afastou das Casas Espíritas – o assistencialismo como fim.
Não sou contra darmos assistência às pessoas necessitadas, mas não podemos resumir a isso. É como se pagássemos para não nos incomodar.
Na última Casa Espírita que freqüentei (sei que isso acontece com a grande maioria delas), a política era essa.
Em determinado dia do mês, se formava aquela fila imensa de mulheres, geralmente acompanhadas pelos muitos filhos, na espera de receberem ajuda.
Numa das reuniões do grupo o qual eu fazia parte, questionei se todos achavam válido apenas doarmos as coisas sem, por exemplo, abordarmos temas importantes como Planejamento Familiar, uma vez que na Casa trabalhavam voluntariamente, psicólogos, assistentes sociais, advogados,...
Lembro que houve um relato de uma pessoa que já participava do grupo há mais tempo que eu: ela nos disse existem muitas mulheres que iam buscar ajuda no primeiro ano com 1 filho e outro “na barriga”, no ano seguinte a mesma mulher ia com 2 filhos e outro “na barriga”, no ano seguinte 3 filhos e outro “na barriga” e assim por diante...
Perguntei, sabendo qual seria a resposta: e a figura paterna? Muitas mulheres sequer sabem quem é o pai de seus filhos e quando sabem, ele é ausente, na maioria das vezes. Outro fato real, é que, geralmente, cada filho é de um pai diferente.
Daí vem a Doutrina Espírita e diz: “que não devemos julgar” e eu pergunto: “por que então devemos pagar?” E respondo com outras duas perguntas: “para que nossa consciência fique mais leve?” ou “por medo de irmos para o tal do Umbral?”.
A minha consciência não fica mais leve quando faço doações. Ao contrário, fico ainda mais preocupada. Muitas vezes, pensando que essa situação é paliativa e não resolve o problema de ninguém.