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domingo, 30 de outubro de 2011

Tombo

Li no jornal uma reportagem com a maravilhosa Claudia Tajes e em determinado momento ela disse:
Tudo é uma tragédia, mas tento contar de um jeito que mostre que há vida depois do tombo.
Pego esse gancho para falar inicialmente de outro tipo de tombo porque, dias atrás, estava saindo de um local onde não estava me sentindo bem e tudo aconteceu - não vi um degrau e como estava usando uma sandália de salto muito alto, acabei no chão.
A sensação imediata é de que "não existe vida depois do tombo"! É horrível!
Já fui parar no chão algumas vezes ao longo da minha vida, mas desta vez resolvi refletir sobre o fato.
Lembrei do meu penúltimo grande tombo - estava atrasada, correndo, indo para a última sessão com meu terapeuta e estava chovendo. Quando percebi, estava no chão.
Voltando a reflexão, fico perguntando: por que levamos tombos?
No caso do meu penúltimo tombo, estava ansiosa e preocupada com relação ao desenrolar da minha última sessão de terapia e a chuva foi um ingrediente perfeito para facilitar as coisas...
No meu último tombo, estava louca para deixar o local, estava me sentindo incomodada e queria voar dali. Como não tenho esse dom, fui ao chão.
Nas duas situações, estava nervosa, querendo que o tempo passasse mais rapidamente do que o normal só que no plano físico as coisas continuavam normais.
Conclusão: corpo e mente sem sintonia e o resultado não poderia ser outro.

domingo, 3 de outubro de 2010

Os Sapatos e as Mulheres

Sempre que há trocas de estações, evito olhar as vitrines. Afinal, sou como a maioria das mulheres: louca por sapatos. Minha sorte desta vez, é que a nova coleção está repleta de cores fortes e cítricas e como não gosto de coisas muito coloridas, estou sendo repelida sempre que me aproximo das lojas. Isso é ótimo, me ajuda a me manter racional e evita que eu gaste com algo que não é tão necessário, afinal tenho calçados para, no mínimo, duas encarnações.
Outro motivo que está me ajudando a economizar é o fato de estar muito frio ainda para usar sandálias e se compro, quero usar imediatamente.
Mas dias atrás, quando fui ao cinema, notei que muitas das mulheres que estavam lá, diferentes de mim, não resistiram, compraram e resolveram estrear suas maravilhosas sandálias numa noite que estava fria demais. A sorte dessas mulheres, é que as filas para compra de ingressos e para compra de pipocas, estavam imensas e elas puderam desfilar por muito tempo com suas últimas aquisições da moda, antes de entrarem para o anonimato das salas de cinema e provavelmente congelarem. Ainda bem que muitas usavam casacos, mesmo não combinando com o visual dos pés. Eu que estava de botas e usando casaco de lã, morri de frio, imaginem elas!
Mas só porque não comprei nada não posso negar que sapatos mexem com nós mulheres de um jeito intrigante, e isso vai além do simples consumismo. Se formos nos comparar aos homens então... Quanta diferença! Por que será? Será que é porque precisamos de algo importante próximo do chão para que possamos viver mais perto da realidade e não sonharmos tanto? Ou será que é porque nós mulheres temos algum “problema” comum e ele se reflete nessa relação que temos com os sapatos? Ou será que...?
No meu caso, lembro que ainda criança, ficava muito feliz quando ganhava um novo calçado e, inclusive, ainda lembro de muitos deles – “desde sempre” fui louca por sapatos.
Se alguém quiser contribuir com esta postagem, agradeço muito.