Meu filho estava me esperando num restaurante e quando cheguei, sugeri a ele que trocássemos de mesa porque minha mãe também jantaria conosco.
Quando fizemos a troca, ele percebeu que havia esquecido o seu guarda-chuva na mesa que estava ocupando antes, e quando se moveu para levantar, veio na sua direção uma menininha de uns sete anos com um sorriso imenso, tendo nas mãos o objeto esquecido como se fosse uma joia de grande valor.
Sua mãe observava de longe, parecia orgulhosa com a atitude da filha.
Meu filho sorriu agradecendo, também muito feliz.
Fiquei perplexa diante daquele momento mágico, sem entender muito bem o motivo de tanta felicidade.
Foi nesse instante que ele me disse que aquela garotinha era sua aluna de música.
Fiquei emocionada com a cena – entendi mais uma vez o porquê dele ter escolhido essa carreira.
Ele adora ser professor e não é à toa que este ano, com apenas 21 anos, já está concluindo um curso de pós-graduação na área de educação musical.
Quando com 17 anos ele iniciou, simultaneamente, os dois cursos: Direito e Licenciatura em Música, no meu íntimo, sabia qual dos dois seria abandonado (ou pelo menos adiado)...
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
"Queridaaa..., tem que trocar o refil!"
Vocês acreditam que com todos os avanços em relação aos direitos das mulheres, ainda exista um comercial de televisão tão machista?
O marido diz, se referindo à troca do refil do desodorante sanitário: "- Queridaaa..., tem que trocar o refil!"
E o pior é a fala da infeliz da esposa: "- É pra já!"
Daí, entra em cena a desgraçada, usando uma roupa de astronauta horrível, andando como se não houvesse gravidade, pronta para trocar o tal refil.
Poderia terminar aqui o que acabei de começar a escrever... dá vontade de mudar de canal.
Não só o canal da televisão, mas o canal do planeta.
Será que houve mesmo, tantos avanços em relação às mulheres?
Será que estamos mais felizes, do que estavam nossas antecessoras?
Fico pensando no publicitário (ou será uma publicitária?) que teve a ideia desse comercial: ele teve espaço e provavelmente tenha sido elogiado dentro da empresa que trabalha, porque era muito evidente que haveria um público pronto para comprá-la.
E o que me deixa muito triste, é pensar que este público é composto principalmente por mulheres, com certeza.
O marido diz, se referindo à troca do refil do desodorante sanitário: "- Queridaaa..., tem que trocar o refil!"
E o pior é a fala da infeliz da esposa: "- É pra já!"
Daí, entra em cena a desgraçada, usando uma roupa de astronauta horrível, andando como se não houvesse gravidade, pronta para trocar o tal refil.
Poderia terminar aqui o que acabei de começar a escrever... dá vontade de mudar de canal.
Não só o canal da televisão, mas o canal do planeta.
Será que houve mesmo, tantos avanços em relação às mulheres?
Será que estamos mais felizes, do que estavam nossas antecessoras?
Fico pensando no publicitário (ou será uma publicitária?) que teve a ideia desse comercial: ele teve espaço e provavelmente tenha sido elogiado dentro da empresa que trabalha, porque era muito evidente que haveria um público pronto para comprá-la.
E o que me deixa muito triste, é pensar que este público é composto principalmente por mulheres, com certeza.
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