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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

50 Tons de Cinza



Meu filho ganhou um CD de jogos que já tinha e por este motivo eu e meu marido fomos até a livraria para fazermos a troca. O combinado era que trocaríamos por algum livro para nós e daríamos o respectivo valor do jogo para meu filho.
Começada a procura por algo, e embora já houvesse passado várias vezes pelos 50 tons, estava indecisa com relação a minha escolha...
Foi quando meu marido pegou o livro e acabamos levando o 50... – Volume I.
Antes de dormir, comecei a ler, sem muito entusiasmo embora já tivesse ouvido falar do sucesso da trilogia.
Quando percebi, estava engolindo o  livro e no final, quase morri de tanta raiva ao perceber que seria impossível não ler os dois outros volumes.
O primeiro e o segundo livro acabam de repente, como se a autora inicialmente tivesse escrito um único livro e no final achou interessante dividi-lo por três.
Achei horrível, mas mesmo assim acabei comprando os dois outros volumes...
Por quê? Porque E L James escreve muito bem!!!  
Quanto ao conteúdo, deixou muito a desejar: é muito machista!
Em determinado momento a personagem principal opta por não trocar o sobrenome após o casamento e por um segundo achei que tudo mudaria e o final seria realmente feliz.
Nada, ela volta atrás e toda a carga machista que permeia a obra vai do início ao fim, infelizmente.

sábado, 12 de junho de 2010

"Queridaaa..., tem que trocar o refil!"

Vocês acreditam que com todos os avanços em relação aos direitos das mulheres, ainda exista um comercial de televisão tão machista?
O marido diz, se referindo à troca do refil do desodorante sanitário: "- Queridaaa..., tem que trocar o refil!"
E o pior é a fala da infeliz da esposa: "- É pra já!"
Daí, entra em cena a desgraçada, usando uma roupa de astronauta horrível, andando como se não houvesse gravidade, pronta para trocar o tal refil.
Poderia terminar aqui o que acabei de começar a escrever... dá vontade de mudar de canal.
Não só o canal da televisão, mas o canal do planeta.
Será que houve mesmo, tantos avanços em relação às mulheres?
Será que estamos mais felizes, do que estavam nossas antecessoras?
Fico pensando no publicitário (ou será uma publicitária?) que teve a ideia desse comercial: ele teve espaço e provavelmente tenha sido elogiado dentro da empresa que trabalha, porque era muito evidente que haveria um público pronto para comprá-la.
E o que me deixa muito triste, é pensar que este público é composto principalmente por mulheres, com certeza.