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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Mulher de Sorte

Fazendo um retrospecto da minha vida, percebo claramente toda a ajuda que recebi e recebo nos momentos mais difíceis, ao longo dos anos.

Sempre tive ajuda de anjos em forma de gente ou de bicho - quando perdi a Lua, meus outros animais me ajudaram muito, especialmente a Sol - que na ocasião estava completamente abandonada e que acabou sendo adotada por nós.

Por isso não tenho dúvida - o Universo sempre conspira a favor!

Mesmo naquelas horas onde o sofrimento é tanto que não conseguimos enxergar nada além da dor.

No momento em que estamos vivenciando situações dolorosas, dificilmente percebemos isso e raramente aprendemos algo de imediato.

É necessário passar um tempo para que possamos garantir um certo distanciamento do problema, o que é essencial para o entendimento geral da situação.

Lembrei de um caso que vivi e que a princípio foi bem difícil - mantive contato prolongado com um grupo de pessoas que eu amo, onde alguns de nós não tínhamos nada ou quase nada em comum com a maioria do grupo.

Inicialmente já percebi que tinha que confiar e acreditar que a solução chegaria, com muito amor e paciência...

E para nossa sorte, entre nós havia um anjo.

Na ocasião, perguntei, por que estamos vivendo isso?

E como sempre, obtive uma resposta - todos os encontros tem um porquê, sendo que muitas vezes nossos amigos anjos surgem repentinamente e na hora ficamos felizes pela presença deles, sem nos preocuparmos pelo motivo - sempre penso que é um presente do Universo e que de alguma forma sou merecedora.

Mas não é só isso, assim como nós, muitas pessoas estão do nosso lado para nos ajudar a crescer e a aprender e para que façamos o mesmo com elas - as trocas são fundamentais e é o que caracteriza uma amizade verdadeira.

Sou uma mulher de muita sorte, cada vez encontro mais anjos maravilhosos pelo meu caminho.





terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Anjos e Demônios

Assisti a um filme em que a personagem principal citava a seguinte frase de Tenessee Williams: "Se eu matar todos os meus demônios, os anjos podem morrer também".

Pensando sobre a frase, acho interessante no que se refere ao conhecimento que adquirimos ao longo da vida, a partir dos opostos - se não soubéssemos o que é o mal, não teríamos como saber o que é o bem.

Acho que os opostos sempre existem, em quaisquer circunstâncias.

E quanto ao amor e ao ódio?

Segundo Deepak Chopra, escritor indiano, radicado nos EUA, sempre que existe amor, existe ódio...

Isso me faz pensar nos relacionamentos "mornos" onde o casal parece não se emocionar com nada que venha do casamento.

Nunca brigam, mas também não parecem satisfeitos.

Não estou aqui fazendo apologia às brigas, mas acho que sempre que amei fiquei mais suscetível a momentos de raiva e ódio.

E quando já no final de relacionamentos, não me lembro de sentir grandes emoções - nem boas, nem ruins.

Será que é por esse motivo que existe o mal?

Para se confrontar com o bem e aí então nos possibilitar ver as coisas boas da vida?

A personagem do filme a qual me referi, no decorrer da história, mostra claramente que traz em si as duas faces - do bem e do mal.

Acho que todos nós somos anjos e demônios - vai somente depender das circunstâncias para que surja um ou outro...

E a partir dessas vivências, aprenderemos sobre a vida.