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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Síndrome do Pânico

 "Só quem já passou por isso pode saber como é..."

Sim, isso é a mais pura verdade.

As outras pessoas podem até tentar ter uma ideia do que se passa nos momentos de crise de pânico, mas eu penso que mal chegarão perto de conseguirem imaginar a dimensão do problema.

Hoje quando ouço relatos - e não sei por que, mas parece que os casos vêm aumentando exponencialmente - sempre vem acompanhado de comentários sobre o comportamento das pessoas que presenciam as crises.

Sempre ouço a mesma queixa de que as pessoas ao redor não percebem a gravidade do problema, pensam que seja só uma crise nervosa.

Quem dera fosse...

Quando tive minha pior crise de pânico, estava completamente estressada, especialmente com relação ao trabalho e lembro bem como sofri.

E apesar de todo sofrimento, fiquei apenas um dia sem trabalhar e me forcei a levar a vida adiante, mesmo sabendo que isso seria muito difícil.

Sofria quando estava no trabalho, sofria quando estava em casa, sofria quando ia ao shopping - sofria em tempo integral.

Quanto ao sono, talvez isso tenha sido um dos piores problemas que enfrentei, acordava tendo crises no meio da noite e depois disso, não conseguia voltar a dormir.

A importância do sono regular no processo de controle da doença é fundamental, assim como o cuidado com os níveis de stress.

Outro fator importante é o uso de medicações para contornar as crises, que devem ser sempre indicadas por médicos e usadas de forma moderada - só mesmo quando for muito necessário.

Os ansiolíticos cumprem um papel imediatista importante, porém se possível o ideal é um acompanhamento psicoterapêutico até que consigamos conviver com a doença e até que nossa qualidade de vida possa retornar à normalidade.












quinta-feira, 23 de julho de 2015

Morte

Morreu há pouco tempo, uma pessoa que eu amava muito e quero aqui dividir algumas coisas que aprendi neste momento de dor...

Estou relendo um livro maravilhoso que indico para todas as pessoas, mas especialmente para as que, neste momento, estão atravessando um período de sofrimento mais intenso.

O nome do livro é "Praticando o Poder do Agora" - de Eckhart Tolle. 

O primeiro livro do autor sobre o assunto é "O Poder do Agora" e o "Praticando o Poder do Agora" trata do mesmo assunto de forma reduzida e mais direcionada à prática, como o título sugere.

Estava lendo hoje e me deparei com um trecho muito interessante e que me ajudou a clarear uma situação a qual vivi recentemente:

É sobre como podemos (e devemos!) abandonar o sofrimento:

"Só você pode fazer isso. Ninguém pode fazer por você. Mas caso, tenha bastante sorte para encontrar alguém intensamente consciente, se puder estar com essa pessoa e juntar-se a ela no estado de presença, isso poderá ser de grande utilidade, acelerando o processo. Se isso acontecer, a sua própria luz brilhará mais forte.
Quando colocamos um pedaço de lenha que tenha começado a queimar  há pouco tempo perto de outro que está queimando vigorosamente e, depois, separarmos os dois novamente, o primeiro tronco passará  a queimar com uma intensidade muito maior. Afinal de contas, é o mesmo fogo. Ser um fogo dessa natureza é uma das funções de um mestre espiritual..."

No meu caso, aconteceu exatamente o inverso...

A morte dessa pessoa querida aconteceu abruptamente, não imaginávamos que isso pudesse acontecer agora, ela não tinha nenhum diagnóstico de doença grave.

Logo após ela ter partido, em função de todo o sofrimento, acho que eu e quase todos ao meu redor ficamos perdidos e completamente desequilibrados sob o ponto de vista energético e emocional. 

A partir daí, muita energia ruim começou a circular, e como não tínhamos a consciência do que estava acontecendo, foi muito difícil permanecermos bem.

Um outro agravante foi que este pequeno grupo de pessoas estava sempre junto - durante o atendimento médico final da pessoa que veio a falecer, durante o velório, na cerimônia de cremação, na missa de 7º dia, na cerimônia de unção das cinzas, etc.

Ou seja, esse grupo (ao qual eu fazia parte) estava trabalhando junto, de uma forma negativa e inconsciente - o oposto do que foi citado por Eckhart.

Agora, passado o pior momento, estamos melhorando a cada dia que passa - mas só nós sabemos o que vivemos nesses últimos dias...











segunda-feira, 7 de junho de 2010

Síndrome do Pânico

Infelizmente sei bem o que é síndrome do pânico...
Vou tentar explicar: imagine você andando numa rua deserta, num dia lindo, ensolarado,temperatura agradável e de repente surge um cachorro que começa a latir ferozmente para você.
O que acontece então? A partir do medo e do instinto de sobrevivência, seu corpo irá reagir - a quantidade de adrenalina no sangue é aumentada, aumentarão seus batimentos cardíacos, etc. Todo seu corpo terá uma reação instantanea.
Quando se trata de Síndrome do Pânico, a única diferença, é que não existe cachorro.
Portanto, nos sentimos completamente inseguros e achando que vamos morrer, porque nada justifica toda essa reação que nosso corpo apresenta.
A confusão mental é total! Não sabemos o que fazer, é uma angústia sem precedentes...
É, acho que nós que sofremos desse mal, podemos dizer que conhecemos o fundo do poço.
É muita dor e medo de ter medo.
No meu caso, geralmente, é a partir de alguma doença física concreta. Começo sentindo como se estivesse usando uma máscara de snorkel, usada para mergulho.
Às vezes, tenho dor no peito e formigamento no braço esquerdo (será coincidência? porque geralmente é esse o braço que dói quando temos infarto). Logo após, minha respiração fica curta e rápida, minha pressão arterial aumenta.
Conclusão: acho que estou infartando ou tendo um AVC.
Se vocês conhecem alguém que sofra desse mal, fiquem atentos. O problema poderá evoluir, impedido então, que a pessoa leve uma vida normal.
Eu, tive a sorte de poder fazer análise por uns quatro anos. Isso ajudou.
Hoje, tenho pequenas crises, que alguns profissionais denominam como uma ansiedade extremada.
Toda pessoa que já viveu esse problema, fica com o fantasma dele rondando por toda vida - esperando um momento de fragilidade, stress, depressão...
O ideal, é enfrentarmos quando temos força para isso.
Se não conseguimos sair de casa, devemos começar indo até o pátio ou até a esquina. E assim, sucessivamente, voltando a vida.
No início é horrível, mas este é o melhor remédio: o enfrentamento.
Claro que junto com o enfrentamento, se tivermos condições, devemos fazer tratamento com psiquiatra e também psicoterapêutico.
Após, podemos fazer até tratamento psicanalítico.
Quando estamos no meio das crises fica difícil imaginarmos que a vida será como era antes...
Na verdade nunca mais será exatamente como era, mas existe a possibilidade de superação, onde se consiga viver melhor após a doença.
Hoje eu dou muito mais valor a tudo de bom que está acontecendo neste exato momento, na minha vida.
Acho que é muito comum que algumas pessoas que tenham passado por situações de doenças, passem a dar mais valor ao momento.