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domingo, 25 de setembro de 2011

Cirurgia Plástica - Blefaroplastia - Parte 2

Um dia antes da cirurgia, me senti um pouco ansiosa, mas não fiquei com medo e no dia, estava tranquila.

Cheguei à clínica no horário marcado e fui recebida pela enfermeira que me acompanhou do início ao fim daquele dia.

Fui levada para uma suíte, como a de um hotel confortável, coloquei um roupão e tomei um comprimido para dormir - o combinado é que a anestesia seria local com sedação.

Quando acordei um pouco, percebi que já estavam me operando e pude, em alguns momentos, até conversar com os médicos.

Durante esse período tive alguma sensação de dor, mas foi bem pouca, me senti muito bem.

Um pequeno problema surgiu no final da cirurgia, quando fui levada para o quarto, acordada.

A enfermeira sugeriu que eu dormisse. Só que a posição sugerida (de barriga para cima) foi completamente desconfortável e fiquei muito agitada, querendo ir para a poltrona ao lado da cama.

Claro que não foi permitido e tentei me acalmar sem muito sucesso.

Nunca durmo nessa posição e pareceu ser impossível conseguir relaxar.

Pedi também, por duas vezes, para me olhar no espelho e não fiquei apavorada com o que vi, ainda não estava muito inchada e os pontos não me deixaram preocupada.

Já havia lido um relato na internet sobre uma pessoa que havia ficado muito nervosa nesse momento.

Quanto ao jejum, foi de 6 horas, sem poder beber nem água.

Na saída da clínica, depois de passadas mais ou menos 6 horas do momento da cirurgia, fui chamada pelo médico e ele me disse que iria querer me ver no dia seguinte.

Fiquei surpresa e perguntei para a enfermeira, que estava ao seu lado, se ele estava brincando.

A resposta veio dele mesmo: - Não, não estou brincando. Tu te comportaste muito bem durante a cirurgia, mas depois ficaste muito agitada e por isso estás meio inchada. 

Sugeriu que eu me mantivesse em repouso absoluto - sem rir, nem falar e dormindo sentada.

Na hora, percebi o quanto seria difícil, mas...

Já havia lido que o inchaço somente surge de 24 ou 48 horas depois da cirurgia e comecei a ficar um pouco preocupada.

No dia seguinte, realmente o local estava bem inchado, mas nada apavorante, nunca fiquei sem poder enxergar, com os olhos fechados pelo inchaço.

No dia seguinte, durante a consulta, o cirurgião me perguntou como eu estava e eu disse que me sentia ótima e ele respondeu: - É, mas poderia estar melhor... (se referindo ao inchaço).

Eu ri, já acostumada ao seu jeito sincero e objetivo de ser.

No terceiro dia, o inchaço estava bem menor e surgiu coceira no local da cirurgia em função dos pontos e do processo de cicatrização (conforme me informou o médico).

Continuei seguindo os conselhos dados, ficando em repouso.

Ontem, quinto dia após a cirurgia, ouvi do médico o que mais queria: - Está muito bom!

Foram retirados os pontos e apenas um permanece em função de estar localizado dentro de um pequeno ferimento.

Ele foi cortado e assim que a ferida desaparecer, ele cairá.

Atividades normais, somente daqui a mais ou menos uma semana.

Hoje, sexto dia após o procedimento ainda estou com os olhos inchados, mas as cicatrizes começam a ficar mais discretas e já consigo perceber os resultados positivos do procedimento.

Já estou circulando, dentro de casa sem óculos escuros e meu filho parou de me chamar de "Jogos Mortais", o que já é um bom sinal.

Durante o procedimento foi aplicado PRP - Plasma Rico em Plaquetas.

É uma técnica onde é utilizado o próprio sangue do paciente para ajudar a restabelecer os tecidos e estimular a produção de colágeno.

Acho que também por esse motivo, quase não tive hematomas.

O que ouvi do médico e também li quanto a dor foi pura verdade, o processo todo é praticamente indolor e apenas sentimos algum desconforto em função dos pontos.

Acho que o único momento de alguma dor (completamente suportável, claro) foi durante a retirada dos pontos.

Daqui a dez dias, devo voltar ao consultório para mais uma revisão.

Cirurgia Plástica - Blefaroplastia - Parte 1

Há algum tempo andava insatisfeita com a pele em torno dos meus olhos e com meu olhar com aparência de cansada, mas nunca tinha tido a coragem de tomar uma decisão radical: cirurgia plástica nas pálpebras ou blefaroplastia.

Foram poucas as pessoas que ficaram sabendo da minha decisão antecipadamente.

Já tinha um médico, um cirurgião plástico, mas resolvi fazer uma consulta com outro que já conhecia através de entrevistas na televisão.

Marquei a consulta, e no dia fiquei na dúvida se deveria ou não desmarcá-la.

Mantive meu horário e quando estava diante do cirurgião resolvi, na hora, fazer o procedimento com ele.

Adorei a forma como ele me atendeu, esclarecendo minhas dúvidas de forma segura e objetiva.

Dias depois, contei sobre minha decisão para duas amigas no trabalho que já sabiam que eu iria fazer a cirurgia, e elas perguntaram se eu já conhecia o trabalho do cirurgião.

Respondi que não, mas que tinha tido algum tipo de intuição que me deu muita segurança para tomar aquela decisão.

Claro que não as convenci e quando fomos lanchar juntas, uma delas sugeriu que fôssemos conversar com outra amiga e colega, que por trabalhar num setor onde 99% dos funcionários são mulheres, poderia nos dar alguma informação sobre o médico.

Não acreditava em coincidência, e agora, muito menos - nossa amiga não só conhecia o cirurgião plástico, como ela e quase toda a família já haviam passado pelas mãos dele, tendo todas elas ficado muito felizes com os resultados finais.

Nossa colega terminou dizendo que eu estava em ótimas mãos e que não me arrependeria da escolha. 

Fiquei feliz, muito mais tranquila e certa de que minha intuição mais uma vez havia me levado ao lugar certo.

Dias antes da cirurgia, comecei a ficar preocupada com minha saúde, fiquei com medo de contrair alguma virose ou iniciar uma crise de rinite alérgica, o que impediria a realização do procedimento. 

E adivinhem o que aconteceu?

Exatamente o que mais temia. 

Por esse motivo, tive que adiar por duas vezes a data marcada.

Isso tudo fez com que minha ansiedade fosse multiplicada, até que, finalmente, chegou o dia tão esperado.