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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Futebol

Hoje foi uma tarde muito diferente: assisti futebol com meus dois filhos!
Ficamos todos em cima da minha cama, gritando e torcendo.
Claro que levei um tempo para me apropriar das informações básicas para poder torcer, mas valeu a pena.
Pelo que entendi, o Inter, embora estivesse jogando com os jogadores reservas ganhou do Milan que jogava praticamente com todos os titulares.
Quanto ao resultado do jogo, não poderia ter sido mais emocionante para o Internacional, ganhou nos pênaltis.
Mas para mim, melhor que o resultado final (afinal, nem gosto de futebol), foi ter compartilhado mais um momento mágico com meus dois amores.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Imprevisibilidade Humana

Pela primeira vez na minha vida estou sentindo alguma emoção diante de uma partida de futebol.

É impossível ficar imune com tanto colorado ao meu redor!!!

Meu marido que está neste momento no jogo, saiu de casa tão fantasiado de colorado, que cheguei ao ponto de fotografá-lo.

Minha mãe também quis ser fotografada ao lado da bandeira e meu afilhado que ia passando pela rua, também quis registrar o momento e acabou fotografado ao meu lado.

A TV está ligada de fundo, claro que não vou conseguir prestar atenção em toda partida, não me interesso tanto, é só uma recaída diante da influência da minha família e de amigos.

Lembrei a primeira e única vez que fui ao estádio do Inter - meu marido disse otimista: - Quando iniciar a partida, tu vai perceber o grande espetáculo que é o futebol!

Fiquei esperando com uma certa ansiedade e nada, não havia química e por isso não me apaixonei.

Não consegui!

E ainda houve um agravante - nenhum dos dois times fez gol!

Que tédio...

Ficava pensando: - Por que não trouxe um livro?

Em seguida, lembrava: - E uma lanterna!

Logo escureceu e não havia nada a ser feito, a não ser esperar.

Claro que enquanto esperava, comia e bebia tudo que tinha no local - cachorro-quente, pipoca, cerveja,...

Além de tudo, engordei uns cinco quilos.

Pois é, de uns dias para cá mudei um pouco.

Bem pouco.

Acho que não vou conseguir ver a partida até o final e vou acabar trocando de canal ou talvez vá dormir.

Se não for acordada pelo barulho que vai haver quando terminar o jogo, com certeza amanhã acordarei curiosa com relação ao resultado.

Acredita que eu estou torcendo pelo Inter?

Isso me faz pensar o quanto estamos sempre sujeitos à mudanças de comportamento, de idéias, de gostos, de paixões,...

Achamos que nos conhecemos bem e daqui a pouco o que queríamos muito não significa nada mais para nós e vice-versa.

É, mas talvez esteja aí o sabor mais gostoso da vida: a imprevisibilidade...


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Jogadores de Futebol

Não considero futebol um esporte saudável e sequer considero um esporte.
Penso que o esporte tem que propiciar não apenas condicionamento físico, mas também deve contribuir favoravelmente com a formação integral do esportista.
Aprender a ganhar e aprender a perder são, na minha opinião, as coisas mais importantes que podem ser ensinadas e trabalhadas ao praticarmos qualquer esporte.
Aprender a ganhar parece ser mais fácil, mas acho muito mais difícil.
Ganhar sem nos colocarmos como superiores, melhores, mais importantes que o adversário, isso sim é uma vitória. Vitória para a vida, não só para um jogo ou para uma competição.
Vencemos muitas vezes, porque houve vacilo do time ou equipe adversária, ou porque jogamos melhor, nos esforçamos mais, nossa equipe estava mais unida,...
É uma questão de momento.
Amanhã poderá ser a vez do nosso adversário ganhar e dependendo
de como lidarmos com nossos momentos de vitória, saberemos como lidar com nossos momentos de derrotas.
Voltando ao futebol, sabemos que o objetivo final sempre é "vencer ou vencer".
Se um jogador se der mal numa partida importante, ele será massacrado publicamente pela direção de seu time, pelo técnico e pela torcida. No caso de uma copa do mundo, ele será odiado não só pelo seu próprio país, mas por todos que aos poucos vão se somando a essa mesma torcida, conforme vai se aproximando o momento final da decisão.
Inexiste aquela conversa de "crítica construtiva" ou "o que importa é competir", isso tudo fica perdido durante as aulas nas escolinhas, para crianças, dos clubes.
Não correspondeu, fica fora do time, sem renovação do contrato (milionário ou não) e ainda será vendido a preço de liquidação.
Sim, porque os jogadores são tratados como mercadorias, são literalmente vendidos.
Agora, se um jogador corresponde e faz com que seu time seja campeão ou vencedor de alguma partida importante, ele será imediatamente endeusado por todos e haja estrutura psicológica para suportar isso de maneira saudável e construtiva.
Vemos o exemplo disso no caso do goleiro Bruno, do Flamengo.
Uma pessoa de origem humilde, sem estrutura familiar e que diante de muito esforço e talento, conseguiu o que quase ninguém consegue: a fama e o reconhecimento através do futebol.
Embora a vida do jogador tenha mudado para melhor, ele continuava a ter a mesma estrutura emocional e psicológica de uma pessoa muito pobre que se criou com muitas dificuldades e sem a presença do pai e da mãe.
Essa mudança rápida e radical que houve na vida do goleiro, pode ter sido um dos fatores desencadeadores com relação ao envolvimento dele neste episódio de violência que está sendo noticiado.
Segundo relatos de pessoas próximas, Bruno apresentava indícios de ter problemas psicológicos que infelizmente não foram detectados e tratados como deveriam.
Ser um vencedor é o desejo de todo jovem, ainda mais se o caminho escolhido for o futebol.
Cabe aos clubes ficarem mais atentos com relação aos seus atletas, de uma forma mais humanista e não mercantilista como tem sido até hoje.

Futebol

Estou entre as 3, 4,... (no máximo 6?) pessoas que não assistiram a nenhum dos jogos da copa do mundo, no Brasil.
Nunca gostei de futebol, talvez porque tenha trauma de infância - meu pai assistia a todos os jogos que eram transmitidos pela TV.
Lembro do "barulho" de futebol pela casa toda. Horrível, uma tortura!
Hoje agreguei a esse trauma algumas outras considerações: não entendo porque tanto esforço para provar que nosso time é melhor que os demais ou ainda, que nossos jogadores conhecem e dominam a melhor forma de colocar a bola para dentro de uma goleira. Que absurdo!
Por esse motivo, o país fica paralisado e as pessoas enlouquecem.
Será que é porque nós brasileiros, na maioria das vezes, nos sentimos perdedores e precisamos em algum momento nos tornar vencedores e essa é a única forma encontrada?
Não entendo o porquê de sempre termos que provar que somos melhores.
Na verdade, hoje penso que ninguém é muito melhor que ninguém. Independente da nacionalidade, somos tão parecidos em essência...
Carregamos tantos "eus" dentro de nós. Dependo da vida que levarmos e da circunstâncias em que nos encontrarmos, certos "eus" nunca surgirão, mas conforme a situação lá estará aquele comportamento que jamais imaginaríamos ter...